quinta-feira, 19 de março de 2009

Roteiro 325 – maio 2009


As três tarefas da Igreja

Palavra – Liturgia – Caridade

Forania de Manhuaçu (Padre José Antônio Nogueira)

Página 2: no lugar da Oração para encerrar, pôr:

SAUDAÇÃO A NOSSA SENHORA NO TEMPO PASCAL

D: Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia! T: Porque Aquele que merecestes trazer em vosso puríssimo seio, aleluia! / Ressuscitou como disse, aleluia! / Rogai a Deus por nós, aleluia! / D: Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia! T: Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!

D: Oremos. T: Ó Deus, que alegrastes o mundo / com a ressurreição de vosso Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso, / concedei-nos, vo-lo pedimos, / que por sua Mãe, a Virgem Maria, / alcancemos as alegrias da vida eterna. / Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. / Amém.

INTRODUÇÃO

Chegamos ao lindo mês de Maio, dedicado a Nossa Senhora. Mês das criancinhas coroarem a imagem da Mãe querida, em nome de toda a Comunidade. Estamos também no tempo da Páscoa da Ressurreição de Jesus, a festa mais importante do ano! O tempo pascal se encerra com a festa de Pentecostes, que este ano será o último dia do mês. Por isso, no final do mês, faremos a Novena do Espírito Santo (Página 8).

Nosso Roteiro deste mês é a continuação dos nossos estudos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 2008-2010 (Documento da CNBB, nº 87), no capítulo II, números 60 a 87: a missão segundo o tríplice múnus: o ministério da Palavra, o ministério da Liturgia e o Ministério da Caridade. Foi preparado pelo Pe. José Antônio Nogueira, pároco de Santa Margarida, na Forania de Manhuaçu.

Teremos apenas três reuniões este mês, pois, na última semana, estaremos todos fazendo a Novena do Espírito Santo.

Equipe do Roteiro

1ª Reunião: Escutar, acolher e anunciar a Palavra

1. Iniciando o nosso encontro

a) Preparar o ambiente, mesa com velas e Bíblia aberta no centro.

b) Acolher com alegria os participantes.

c) Orações para iniciar (Página 2)

d) Relembrar o Compromisso ou Tarefa do último Plenário.

2. Escutar, acolher e anunciar a Palavra

Leitor 1: É missão e responsabilidade da Igreja oferecer oportunidade de escuta e meditação da Palavra de Deus a todo o povo de Deus. A celebração da Eucaristia ou da Palavra no Domingo, a preparação para os Sacramentos e as reuniões dos Grupos de Reflexão são ocasiões especiais e marcantes para ouvirmos a Palavra de Deus em comunidade.

L2: “A proclamação da Palavra de Deus pela Igreja é decisiva para a fé do cristão já que ela possibilita o acolhimento livre do anúncio salvífico da pessoa de Cristo”. “Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas através do encontro com um acontecimento, com uma Pessoa”, isto é, com a pessoa de Jesus Cristo!

L3: Entre as muitas formas de se aproximar da Sagrada Escritura, existe uma privilegiada, à qual somos todos convidados: a leitura orante da Sagrada Escritura (lectio divina), com seus quatro momentos: leitura, meditação, oração e contemplação. É preciso deixarmos ser contagiados pelo Poder do Espírito Santo e da Palavra, disse-nos o Papa Bento XVI.

Cantando: 1. Eu vim para escutar / tua Palavra, tua Palavra, tua Palavra de amor. 2. Eu gosto de escutar: tua Palavra... 3. Eu quero entender melhor: tua Palavra... 4. O mundo ainda vai viver: tua Palavra... (Pe. Zezinho).

L4: É tarefa de todo cristão ser missionário. Ouvir a Palavra de Deus, procurar praticá-la e contribuir com todo esforço possível para que todos os batizados que ainda não tomaram gosto por ela se tornem também apaixonados por Jesus Cristo e por aquilo que Ele nos ensinou. Essa tarefa é para você. Não perca tempo. Comece hoje mesmo. Seja discípulo missionário.

3. Bate-papo

O Papa Bento XVI falou em Aparecida que é preciso evangelizar os batizados. O que vocês acham dessa afirmação? Por que muitos batizados não participam da vida da Igreja? O que está faltando? Nosso grupo de reflexão pode fazer alguma coisa? Acontecimentos da semana: Dia 1º de maio, festa do Trabalhador e dia de São José Operário. O que fizemos aqui? Como iniciamos o Mês de Maria? Dia 3, domingo do Bom Pastor, dia de oração pelas vocações sacerdotais. Que mais?

4. Deus nos fala

L5: Preparando a Palavra. São Paulo repete para os coríntios o “Querigma”, isto é, o anúncio da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Todos os discípulos missionários de Jesus, que fomos conquistados por Ele, desde o nosso Batismo, temos a missão de O anunciar ao mundo inteiro, como Paulo.

Canto de Aclamação: Envia tua Palavra, / Palavra de salvação, / que vem trazer esperança, / aos pobres libertação. 1. Tua Palavra de vida / é como a chuva que cai, / que torna o solo fecundo / e faz nascer a semente, / é água viva da fonte, / que faz florir o deserto, / é uma luz no horizonte, / é novo caminho aberto. -- 2. Ela nos vem no silêncio, / no coração de quem crê, / no coração dos humildes, que vivem por teu poder. / Aos fracos ela dá força, / aos pobres, sabedoria, / e se tornou nossa carne, / nasceu da Virgem Maria. (Pe. José Weber).

Ler na Bíblia: 1Coríntios 15, 1-11.

Chave de Leitura:

· Descobrir neste texto os pontos principais do “querigma”.

· Os cristãos de Corinto estavam firmes na fé em Jesus Cristo?

· Todos nós podemos dizer o que São Paulo diz no versículo 10?

5. Pergunta para o Plenário

Todo cristão batizado é discípulo missionário? Por quê?

6. Tarefas da Semana

a) Fazer a próxima reunião na casa de uma família que não tem hábito de frequentar a Igreja.

b) Participar das celebrações do Mês de Maria.

c) Trazer para a próxima reunião uma poesia sobre Nossa Senhora.

d) Anunciar o “querigma” aos familiares e colegas.

e) Fazer um cartaz sobre a Leitura Orante da Bíblia (a lectio divina).

f) Ler em casa o texto da próxima reunião.

7. Encerramento

a) Preces espontâneas, Pai-Nosso, Ave-Maria.

b) Avisos, Bênção e Canto final.

2ª Reunião: O ministério da Liturgia

1. Iniciando o nosso encontro

a) Preparar o ambiente, mesa com velas, Bíblia, flores, fotos do padre celebrando.

b) Acolher com alegria os participantes.

c) Orações para iniciar (Página 2)

d) Relembrar as Tarefas da última reunião.

2. A Liturgia e o Domingo

Leitor(a) 1: O que é liturgia? Liturgia é a celebração do Mistério Pascal da morte e ressurreição de Cristo. A liturgia é também uma ação ritual, que se realiza em sinais e palavras. É santificação do homem e glorificação de Deus. “Ela é o cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde brota toda a sua força.” (67-68).

L2: A celebração litúrgica implica necessariamente um compromisso com a transformação da realidade, em vista do crescimento do Reino de Deus. A comunidade é reunida no Espírito Santo. Todos os seus membros têm o direito e o dever de participar da ação litúrgica, de maneira ativa, consciente, plena e frutuosa. (69).

L3: Para que a liturgia seja autêntica, seus agentes, isto é, todos os batizados, devem ser formados por uma catequese que penetre cada vez mais os mistérios celebrados. Os sete sacramentos são sinais da comunhão com Deus, em Cristo, pelo Espírito Santo, que marcam, com sua graça, momentos fortes da vida de cada discípulo missionário. (70-71).

L4: O Domingo é a celebração do Mistério Pascal. É o dia em que a família de Deus se reúne, para escutar a Palavra, repartir o Pão consagrado e recordar a ressurreição do Senhor”. O Papa João Paulo II nos dizia: “O Domingo é o dia do Senhor, dia de Cristo, dia da Igreja, dia do Homem e dia dos Dias”. Onde não for possível a celebração da Missa dominical, seja valorizada a celebração da Palavra com a distribuição da Comunhão Eucarística. Dê-se atenção especial à música litúrgica. (72.76).

3. Bate-Papo

Estamos participando, com fé, entusiasmo e alegria, das nossas celebrações litúrgicas? Nas comunidades rurais todos participam da celebração do culto dominical, como da missa? Por quê? O que o nosso Grupo de Reflexão pode fazer para motivar a juventude para a celebração do Domingo? Acontecimentos da semana: 13 de maio é Nossa Senhora de Fátima e abolição da escravatura. Que iremos fazer aqui? Quais outras datas da Igreja ou da comunidade celebramos ou temos a celebrar?

4. Deus nos fala

L5: Preparando a Palavra. O dia sagrado, para os judeus, era o Sábado, o sétimo dia da criação. Mas, tendo Jesus ressuscitado no primeiro dia da semana, os cristãos começaram a celebrar esse dia, com o nome de Domingo, que quer dizer Dia do Senhor. Vamos ver Jesus participando de uma celebração, lendo e explicando a Palavra de Deus.

Cântico de Aclamação ao Evangelho.

Leitura bíblica: Lucas 4, 14-21.

Chave de Leitura:

· Jesus costumava ir à celebração da comunidade dele?

· Qual o texto bíblico que Ele leu?

· Por que todos ficavam maravilhados com a Palavra de Jesus?

5. Pergunta para o Plenário

Como são nossas celebrações litúrgicas? É possível melhorá-las?

6. Tarefas da Semana

a) Comentar em casa e no trabalho o tema desta reunião: participação da celebração dominical em nossa comunidade. Fazer um cartaz sobre o Domingo.

b) Colocar-se cada um ou cada uma à disposição da equipe de liturgia.

c) Onde não há equipe de liturgia, procurar o animador da comunidade e organizá-la.

d) Reunir-se na casa de uma família que está participando pouco das celebrações da comunidade. Com muita delicadeza, convidá-la a participar das celebrações.

e) Ler em casa o texto bíblico da próxima reunião.

7. Encerramento

a) Preces espontâneas, Pai-Nosso, Ave-Maria.

b) Avisos, Bênção e Canto final.

3ª Reunião: O ministério da Caridade

1. Iniciando o nosso encontro

a) Preparar o ambiente, mesa com velas e Bíblia; cartazes e fotos: comunidade unida, pobreza, obras de caridade.

b) Acolher com alegria os participantes.

c) Orações para iniciar (Página 2)

d) Relembrar as Tarefas da última reunião.

2. A caridade é o centro da vida cristã

Leitor(a) 1. Se as fontes da vida da Igreja são a Palavra e os Sacramentos, o centro da vida cristã é a caridade, o amor-doação, o amor que vem de Deus mesmo. “Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1Jo 4, 16). Aqui se encontra o distintivo dos cristãos, nas palavras do próprio Jesus: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros (Jo 13, 34-35).

L2: O amor cristão tem duas faces inseparáveis: faz brotar e crescer a comunhão fraterna (a koinonia, isto é, comunhão, partilha dos bens, solidariedade) e leva ao serviço aos pobres, ao cuidado com os sofredores, ao socorro de todos os necessitados, sem discriminação. Numa sociedade que privilegia o lucro e a produtividade como valores supremos e na qual a dignidade da pessoa humana não é valorizada, a Igreja deve-se fazer presente nas novas realidades de exclusão e marginalização em que vivem os grupos mais vulneráveis, onde a vida está mais ameaçada (82).

L3: Devemos estar atentos, contudo para não reduzir a caridade ao assistencialismo paternalista. A caridade deve atingir um grau mais elevado, oferecendo oportunidade de crescimento no que se refere aos bens materiais e espirituais. A caridade cristã deve promover a vida humana em todas as suas modalidades e defendê-la sempre. (84 e 85).

L4: É missão do cristão leigo atuar com consciência e competência nas várias esferas da sociedade, inclusive na vida política e nos problemas sociais, como verdadeiro cristão comprometido com a Palavra de Deus, que lhe servirá sempre de apoio e estímulo, alimentado pela Eucaristia e pelo compromisso assumido no dia de seu Batismo. (86 e 87).

3. Bate-Papo

Sem caridade, não há comunidade! Você concorda? Você já contribuiu alguma vez para melhorar a dignidade de alguma família? E para melhorar o meio-ambiente? Temos cristãos que abraçaram a vida política como um meio de serem missionários? Acontecimentos da semana: Como vai o mês de Maria aqui? Temos alguma coisa a celebrar? Como vamos fazer a Novena do Espírito Santo?

4. Deus nos fala

L5: Preparando a Palavra. Lavar os pés de alguém era serviço humilde de escravos. O texto de hoje nos mostra Jesus lavando os pés dos seus apóstolos. Como um escravo! Jesus nos ensina o mandamento do amor e do serviço a todos. Ele é o nosso Mestre. Vamos aprender com Jesus? Estarmos a serviço de todo mundo? Só assim nós seremos reconhecidos como discípulos dele.

Leitura Bíblica: João 13, 4-5.13-15.34-35.

Chave de Leitura:

· Qual a grande lição que Jesus está nos dando?

· Temos coragem de servir às pessoas mais pobres, como se fôssemos escravos delas?

· Podemos dizer de verdade que somos discípulos missionários? Por quê?

5. Pergunta para o Plenário

Em nossa Comunidade, podemos ver claramente as duas faces do amor cristão (comunhão fraterna e serviço aos pobres)? Mostrar com exemplos.

6. Tarefas da semana

a) Visitar alguma obra de caridade de sua comunidade ou Paróquia, e contar no Plenário o que você viu de importante.

b) Preparar cartazes sobre essas três tarefas da Igreja: Palavra, Liturgia, Caridade. E levá-los ao Plenário, junto com os outros feitos durante o mês.

c) Convidar para o Plenário deste mês pessoas da nossa comunidade ou de outras, que possam dar testemunho de seus trabalhos sociais ou políticos como cristãos.

d) Preparar bem o Plenário, para ser um encontro alegre da Comunidade toda.

7. Encerramento

a) Preces espontâneas, Pai-Nosso, Ave-Maria.

b) Avisos, Bênção e Canto final.

Plenário: A grande Celebração da Comunidade

  1. Acolher com alegria os participantes dos Grupos de Reflexão, os convidados e visitantes. E iniciar o Plenário com as orações e cânticos de costume (Página 2).
  2. Comentar a tarefa do último Plenário e verificar se foi realizada pelos Grupos.
  3. Pedir a cada grupo para ler as respostas que deram às Perguntas para o Plenário.
  4. Ouvir atentamente cada resposta. Valorizar a resposta de cada grupo, respeitando a reflexão que foi feita.
  5. Após leitura e escuta de todos os grupos, valorizar a presença de todos, e o fato de estarem se reunindo nas famílias, semanalmente.
  6. Leitura de um texto Bíblico (poderia ser o Evangelho do dia ou outro).
  7. Fazer uma pequena reflexão, não mais do que cinco minutos.
  8. Rezar as Preces espontâneas, Pai-Nosso, Ave-Maria.
  9. Escolher uma tarefa para toda a comunidade realizar durante este mês.
  10. Avisos, Bênção e Canto final.

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