quarta-feira, 22 de julho de 2009

Fé e alegria na celebração de abertura do 12º Encontro Intereclesial de CEBs em Porto Velho

Fé e alegria na celebração de abertura do 12º Encontro Intereclesial de CEBs em Porto Velho

22/07/2009 | CNBB

"Como irmãos e irmãs, unindo nossa voz ao grito da terra e das águas, no sopro do Espírito, declaramos aberto o 12º Intereclesial".

Jaime C. Patias Dom Moacyr Grechi Foi com estas palavras, sob o aplauso entusiasmado de uma multidão, que o arcebispo de Porto Velho (RO), dom Moacyr Grechi, declarou, solenemente, aberto o 12º Encontro Intereclesial das CEBs, maior encontro das Comunidades Eclesiais de Base que a Igreja Católica realiza no Brasil desde 1975.

A cerimônia de abertura constou de uma celebração realizada na noite desta terça-feira, 21, na praça Madeira Mamoré, na capital de Rondônia, e contou com a presença de mais de 4 mil pessoas. Nem mesmo o cansaço de dias nas estradas até chegar a Porto Velho, inclusive com ônibus quebrando no caminho, tirou o ânimo das lideranças que vieram de todos os estados do país como delegados para o encontro. No altar, indígenas, negros, seringueiros ficaram ao lado de vários bispos.

Dom Moacyr acolheu os participantes e destacou a importância do encontro debater o tema da Amazônia. "Amazônia é sempre, na história, tratada como colônia e vocês dirão a todos que a Amazônia quer ser irmã e ser tratada com dignidade", disse recebendo a aprovação da assembleia que aplaudiu efusivamente. "Os índios devem ser respeitados, os seringueiros devem ter onde trabalhar, nossa cidade precisa ser humanizada. O grito da Amazônia repercutirá como o grito da esperança", completou.

Fé e alegriaAssembleia CEBs
O ritmo da Amazônia na celebração de abertura do 12º Intereclesial das CEBs deu o tom de como será o encontro que reúne 3 mil pessoas até sábado em Porto Velho. Na assembleia, pessoas vestindo camisetas do Intereclesial, lenços no pescoço, chapéu, mochilas e faixas não pararam de cantar e dançar aguardando o início da oração, marcada também por muita música, dança e símbolos. Tudo levava as pessoas à interiorização e à meditação, mesmo em meio ao ritmo forte de flautas, tambores e outros instrumentos musicais.


Jaime C. Patias Todos se emocionaram, por exemplo, ao ouvir, de velas acesas, uParticipantes na Praça Madeira Mamorém coro de crianças entoar "curupira". "O dia está escurecendo, será que não vai voltar. Se ele não chegar logo, vou mandar lhe procurar, vou levar uma lamparina pra poder alumiar", diz o canto.

Outro momento que chamou a atenção do povo foi a benção da água com a qual todos foram aspergidos. Igualmente, a bênção e distribuição de milhares de bombons, produzidos com frutas da região, emocionou a multidão.
"O 12º Encontro das CEBs começou muito bem com esta celebração que foi linda e muito participada. Este encontro é especial não só ser na Amazônia, mas também pelo que exigiu de todos que vieram aqui', disse o arcebispo emérito da Paraíba, dom José Maria Pires.

"Vim presenciar este evento e gostei da celebração, esta harmonia de vários pensamentos, todos voltados para a mesma fé, em busca de luz e não há luz maior que tenha passado pela terra a não ser Jesus Cristo", disse Ras Uilivan, de Porto Velho, que não é católico, e diz pertencer ao cristianismo ortodoxo da Etiópia.

Fonte: CNBB

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