terça-feira, 17 de novembro de 2009

III - Re-novação institucional

III - Re-novação institucional

“O novo fazer, que conforma um novo ser, exige uma mudança das estruturas para que possam dar suporte à nova missão e transparecer o divino, o Reino de Deus.”

“As estruturas são um elemento fundamental da visibilidade da Igreja, por isso afetam decisivamente seu caráter de sinal ou sacramento. A instituição, em si mesma, precisa constituir-se motivo de credibilidade, pois o mensageiro também é mensagem, as estruturas são mensagem, a visibilidade institucional é mensagem.”
Agenor Brighenti,
A Igreja perplexa – A novas perguntas, novas respostas, p. 132.

• Carisma e instituição;
– Sem instituição, o carisma é um ideal incapaz de encarnar-se na história.
– Está chamada a reconhecer suas infidelidades ao carisma que ela carrega.
– Conceber a instituição como mediação para a historicização do carisma implica colocá-la em permanente estado de mudança, adaptando-se a diversas circunstâncias, sempre que sua forma de ser mostre-se inapta a encarnar o carisma em seu contexto presente.

• Dois extremos a evitar:
– Iconoclasia Institucional:
• A presunção de poder prescindir da instituição – organização, regras, etc. – no exercício da missão.
• A missão sem o suporte da instituição cai na dispersão.
– Idolatria Institucional:
• Sacraliza a instituição, privando-a de toda crítica e, conseqüentemente, de qualquer reforma. A Igreja torna-se um fim em si mesma impedindo a transparência do carisma.
• A idolatria endurece a instituição, a tradição tende a confundir-se com fossilização. Tocar em suas estruturas é interpretado como querer destruir a Igreja.

• A instituição como suporte do ser e da missão;
– As estruturas estão para a missão e não a missão para as estruturas.
– Das estruturas em função da missão deriva uma eclesia sempre reformada. Dado o dinamismo da história, os novos desafios e os “sinais dos tempos”, são outras as características e a forma da missão. Mudando a forma da missão, conseqüentemente precisam ser refeitas as estruturas que lhe dão suporte.
– Novas respostas a novas perguntas (vinho novo) exigem novas estruturas (odres novos).

• Atitudes para uma renovação institucional.
– Saber inovar:
• Não basta uma mudança de mentalidade mas uma mentalidade de mudança. Consciência da relatividade da verdade identificada.
– Saber desconstruir:
• “Não com martelo mas com chave de fenda”. Desmontar e não destruir, dependemos da experiência do passado.
– Saber reconstruir:
• A reta intenção não desconstrói para cair num niilismo. Os que realmente amam, quando corrigem, nunca destroem, sempre desconstroem para reconstruir.

“A encruzilhada em que nos encontramos não é um beco sem saída ou o fim da história que nos condenariam a uma ditadura do presente. A perplexidade não nos condena ao imobilismo.”
Agenor Brighenti


Formação do Pe. Paulo Renato na Paróquia Coração de Jesus – diocese de São José dos Campos SP - pe. Paulo Renato – pe.paulorenato@diocesesjc.org.br

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