quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

No Dia dos Direitos Humanos, entidade pede que EUA e China assinem tratados


10/12/2009 | Adital

No Dia Internacional dos Direitos Humanos, hoje (10), a Anistia Internacional vai à Praça Revolución, em Barcelona, Espanha, para recordar que Estados Unidos e China ainda não assinaram dois dos mais importantes tratados sobre direitos humanos. Até o dia 12, a campanha "O poder da tua assinatura" vai a 30 cidades espanholas para pedir assinaturas da população, exigindo que o estadunidense Barack Obama e o chinês Hu Jintao firmem os dois documentos das Nações Unidas.
Os Estados Unidos são um dos seis países que, até hoje, não assinou o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais das Nações Unidas. No país mais rico do mundo, a discriminação reduz milhões de pessoas à pobreza e à marginalidade, afirmou a Anistia. A entidade aproveita o fato de que Obama receberá amanhã o prêmio Nobel da Paz, em Oslo, Noruega.
A assinatura do tratado implica, para os EUA, em melhorias nas áreas de saúde, habitação e educação de todos os estadunidenses. Além disso, impulsionaria o reconhecimento desses direitos no mundo, já que o país possui papel de liderança em várias nações. Segundo o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, cerca de 50% das pessoas sem habitação nos Estados Unidos são afroamericanas, apesar do fato de essa parcela da população representar apenas 12% do total.
Já a China faz parte do grupo de sete nações que ainda não aderiram ao Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos. Para o organismo, o Estado chinês restringe a liberdade de expressão ao controlar os meios de comunicação e a Internet. O país também persegue ativistas políticos e pacifistas, enquanto os abusos da polícia ficam impunes, segundo denúncias da Anistia.
As assinaturas da população espanhola ficarão em lonas gigantes sobre o solo, coma forma das assinaturas dos dois presidentes. As lonas incluirão um estudo grafológico dessas firmas e uma lista de exemplos das violações de direitos humanos que os líderes dos Estados Unidos e a China permitem em seus respectivos países.
Direitos humanos na Argentina
Em Tucumán, Argentina, dezenas de organizações sociais vão marchar em direção à praça Independência, exigindo do Estado argentino "o avanço e a aplicação justa de todos os direitos humanos".
Os grupos vão repudiar as intimidações a testemunhas e advogados em julgamentos pela memória, por parte das forças parapoliciais e a "ofensiva midiática restauradora dos conservadores".

Também pediram o julgamento, castigo e cárcere comum e efetivo "aos genocidas do povo argentino"; e o aprofundamento do Projeto Nacional e Popular e uma justa distribuição das riquezas.
"Por ser importante preservar nossos recursos naturais, exigimos uma exploração racional e que volte a nosso povo as regalias pela exploração de nosso solo. Que não contaminem nossas águas e não se destrua o solo", complementou.
Direitos humanos na Guatemala
Na Cidade da Guatemala, capital da Guatemala, os 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos serão comemorados com a Caravana pela Defesa da Vida e dos Direitos Humanos.
Em frente à embaixada dos Estados Unidos, os manifestantes clamarão pelo direito a migrar e à alimentação, em referência à população hondurenha refugiada no país após o golpe de Estado no país vizinho.
Em outras instituições, o grupo reclamará por seus direitos à verdade, á memória histórica, a pagar impostos de acordo com a renda mensal e à agilidade da justiça em casos de genocídio.
Em frente ao Ministério Público, pedirão a restituição da Procuradoria de Direitos Humanos. Diante do Congresso da República, exigirão a aprovação da Lei de Desaparição Forçada.

Fonte: www.adital.com.br e revista Missões

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