sábado, 21 de março de 2009

Evangelho do dia/ Fonte Paulinas

Ano B - Dia: 21/03/2009



Parábola do fariseu e do cobrador de impostos

Lc 18,9-14

Jesus também contou esta parábola para os que achavam que eram muito bons e desprezavam os outros:
- Dois homens foram ao Templo para orar. Um era fariseu, e o outro, cobrador de impostos. O fariseu ficou de pé e orou sozinho, assim: "Ó Deus, eu te agradeço porque não sou avarento, nem desonesto, nem imoral como as outras pessoas. Agradeço-te também porque não sou como este cobrador de impostos. Jejuo duas vezes por semana e te dou a décima parte de tudo o que ganho."
- Mas o cobrador de impostos ficou de longe e nem levantava o rosto para o céu. Batia no peito e dizia: "Ó Deus, tem pena de mim, pois sou pecador!"
E Jesus terminou, dizendo:
- Eu afirmo a vocês que foi este homem, e não o outro, que voltou para casa em paz com Deus. Porque quem se engrandece será humilhado, e quem se humilha será engrandecido.


LEITURA ORANTE


Preparo-me para a Leitura Orante, rezando, com o Bem-aventurado Alberione:


A ti, Espírito vivificador,


consagro o meu coração:


aumenta em mim a vida divina e


inunda-me com o teu amor .



1. Leitura (Verdade)


- O que a Palavra diz?


Leio com atenção e lentamente o texto do dia:


Lc 18,9-14.


Jesus conta uma parábola aos que se consideravam melhores que os demais: a história do publicano e do fariseu. Nestas duas pessoas Jesus apresenta as atitudes diferentes das pessoas em oração: o fariseu orou em pé e considerou-se melhor que o publicano, falou de seu jejum e do dízimo. Achava que era o máximo. O cobrador de impostos ficou distante e nem levantava os olhos. Pedia perdão a Deus dizendo-se pecador. Jesus diz que o publicano voltou para casa em paz. Quem se humilha será exaltado e quem se exalta será humilhado.



2. Meditação(Caminho)


- O que a Palavra diz para mim?


A parábola de Jesus nos lembra outra que vale a pena recordar.



Oi, Jesus!



José era um homem que vivia nas ruas.


Todos os dias, ele entrava na igreja, ficava uns dois minutos e saía.


O Padre, estranhando a sua atitude, foi, um dia, até ele e perguntou-lhe:


- José, por que você entra na igreja, fica apenas alguns minutos e sai?


José respondeu:


- Ah! Padre! É que eu não sei fazer aquelas orações difíceis, então, chego aqui, digo: "Oi Jesus! Aqui é o Zé!" e vou-me embora.


Passado algum tempo, o Padre estranhou,


pois o Zé não tinha mais aparecido na igreja.


Mandando verificar o ocorrido, o Padre descobriu que o Zé havia sido atropelado, sem gravidade, mas necessitava permanecer no hospital.


O Zé conseguiu levar a alegria e o amor às outras pessoas. Os médicos e enfermeiros espantaram-se com a mudança,


até que uma enfermeira chegou até o Zé e perguntou:


- Zé, você está sempre sorrindo, alegre e contagiou os outros pacientes...


Como me explica o que acontece com você?


- Ah! Eu fico assim pela visita que recebo todos os dias.


A enfermeira espantou-se, pois a cadeira ao lado do leito do Zé sempre estava vazia, e perguntou:


- Mas, Zé, quem vem te visitar?


Pois a sua cadeira está sempre vazia.


Quem te visita?


- Ah, ele chega senta e diz: "Oi, Zé, aqui é JESUS


(Autor desconhecido)



3. Oração (Vida)


- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?


Tente, agora, verificar como é a sua oração? Como a do Zé? A do fariseu? Ou a do publicano?



4. Contemplação(Vida/ Missão)


- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?


A oração não depende de tempo, nem de palavras, como bem entendeu o Zé. Hoje, vou também deixar um lugar vazio a meu lado, ou dentro do meu coração, para Jesus.


sexta-feira, 20 de março de 2009

Ato Público em São Paulo transforma 2009 no ano oficial em “Defesa da Vida”, um exemplo para todo o Brasil.



Mais uma vez, o povo brasileiro é conclamado a defender a vida. Com o objetivo de promover uma das maiores mobilizações em favor da vida, acontecerá no dia 28 de março, às 10 horas, na Praça da Sé, centro de São Paulo, o 3º Ato Público em Defesa da Vida.

O evento contará com a participação de artistas, reconhecidas lideranças da sociedade civil, lideranças religiosas, empresários e diversas instituições que apóiam o Movimento em Defesa da Vida, e que já estiveram apoiando os atos anteriores.

Os dois atos anteriores realizados em São Paulo, assim como diversas manifestações e eventos de outras cidades do Brasil, que culminaram com a Marcha de Cidadania na Esplanada dos Ministérios em Brasília, foram decisivos para obtenção das duas grandes vitórias contra a legalização do aborto no Brasil. A primeira ocorreu em 7 de maio de 2008, quando foi rejeitado por unanimidade o Projeto de lei 1135/91 na Comissão de Seguridade Social e Família. Posteriormente, na Comissão de Constituição e Justiça, dia 9 de julho, este projeto foi considerado inconstitucional. Uma minoria derrotada recorreu ao plenário, onde haverá nova votação. O plenário é integrado por 513 deputados federais.

Segundo Dra. Marilia de Castro, coordenadora estadual do Comitê Estadual do Movimento Nacional de Cidadania pela Vida – Brasil Sem Aborto: “Mais do nunca é agora que devemos mostrar aos deputados que a maioria do povo brasileiro é contra esse projeto de lei. Assim como as duas primeiras edições influenciaram em expressivas vitórias nas comissões do Congresso Nacional, a presença dos que defendem a vida no 3º Ato Público, influenciará a vitória definitiva no plenário da Câmara” diz.

O segundo ato levou mais de 15 mil pessoas na Praça da Sé; e contou com a participação de personalidades como:

ü Deputado Federal Luiz Bassuma (PT-BA), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Vida – Contra o Aborto

ü Heloisa Helena, presidente do PSOL

ü Dr.Ives Gandra Martins, jurista

ü Padre Marcelo Rossi

ü Dom Nelson Westrupp, Presidente do Conselho Episcopal da Regional Sul 1

ü Dom Gil Antonio Moreira, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil CNBB

ü Dr. Rogério Pinto Coelho Amato, Secretário Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social do Estado de São Paulo

ü Dra. Marília de Castro, coordenadora estadual do Comitê Estadual do Movimento Nacional Brasil Sem Aborto

ü César Perri, Federação Espírita Brasileira

ü Jaime Ferreira Lopes, Coordenador do Movimento Nacional em Defesa da Vida

ü Dr. Cícero Harada, Presidente da Comissão da República e da Democracia da Ordem dos Advogados do Brasil

Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil Sem Aborto

O objetivo do movimento é defender a vida a partir da fecundação. Para isso reúne juristas, cientistas, professores e cidadãos que representam a sociedade civil, em manifestações pacíficas de natureza suprapartidária, supra-religiosa, plural e democrática, focado na luta por uma agenda positiva, que discute questões fundamentais do direito à vida plena.

O movimento conta com comitês Estaduais e a cada dia conquista novos integrantes, que vêm se organizando em caminhadas e eventos em todo Brasil. E é este entusiasmo que contagia as pessoas, as entidades, os clubes, as organizações religiosas, as associações de classe, cidades inteiras que se juntam em caravanas para que todos possam demonstrar ao país, a vontade popular, a verdadeira opinião da sociedade sobre este tema tão relevante.

Ato Público em Defesa da Vida

Dia 28 de março 2009 , às 10h00 na Praça da Sé.

Procure informações em sua paróquia sobre as Caravanas que irão sair da Diocese e participe!

O Ano Catequético na história da Catequese Brasileira



10/03/2009

2009 é o Ano Catequético. Neste artigo, vamos olhar um pouco a história catequética brasileira e conhecermos o pano de fundo do primeiro Ano Catequético: ele aconteceu em 1959, mas não foi um evento apenas importante para aquele momento, pois se insere na caminhada catequética brasileira que, no século XX, havia descortinado novos horizontes.

De 1900 a 1959, vivemos no mundo um dinamismo catequético que teve suas influências no Brasil: Pio X publica a encíclica “Acerbo Nimis” prescrevendo orientações para a catequese e implementando mudanças. Depois, com o decreto “Quanta Cura”, concede as crianças de 7 anos o acesso a Primeira Eucaristia. Além disso, com suas orientações, vemos surgir o catecismo de Pio X, tornando-se uma referência em termos de manuais catequéticos. Na Alemanha, por sua vez, o Movimento de Munique traz uma importante contribuição para a Catequese, ao aproveitar as contribuições da Pedagogia e da Psicologia.

Dois outros pontificados dão também novo ânimo à catequese: Pio XI incentiva a Congregação da Doutrina Cristã e impulsiona a Ação Católica, que através das suas formações doutrinárias, lançará nova luz sobre o processo catequético. E no pontificado de Pio XII, a obra continua, por conta do Movimento Bíblico, do Movimento Litúrgico e do Movimento Querigmático na Teologia. Outra contribuição é dada pelo Ativismo: movimento de cunho pedagógico, que propõe uma virada na atividade catequética, ao fazer o catequizando ser olhado como agente do processo catequético.

No Brasil essas mudanças chegam, embora não em larga escala, mas mesmo assim de forma significativa, por obra de pioneiros pesquisadores entre eles a figura impar do Pe. Àlvaro Negromonte. Ele, com as intuições e a clarividência que lhe eram peculiares, “traduz” as mudanças para a nossa realidade catequética. Nesse período, duas iniciativas contribuem para articular e dinamizar a catequese no Brasil: a Revista Catequética e as Maratonas Catequéticas.

E assim chegamos a 1959. Nesse ano, por sugestão do Cardeal D. Jaime Câmara, realizou-se o Primeiro Ano Catequético, cujo ponto alto foi o Congresso Catequético Nacional, realizado em Belo Horizonte, de 23 a 27 de Fevereiro de 1959. Como fruto desse encontro, fundou-se o Centro Catequético Nacional, ficando sob a direção do Pe. Álvaro Negromonte.

Somente isso já seria maravilhoso, mas a forma como o Ano Catequético foi promovido é por demais significativo: ele foi precedido de um tríduo que buscou não apenas movimentar as dioceses e paróquias, mas tornar o Ano Catequético uma obra de muitos. Esse tríduo teve dois momentos (um litúrgico e outro formativo) e promoveu uma iniciativa: realizou-se um registro cuidadoso da catequese nas paróquias, procurando levantar o número de crianças, jovens e adultos presentes na paróquia e aqueles realmente atingidos, atendidos, pela paróquia. Também importante, eu diria, fundamental, foi o destaque que o primeiro Ano Catequético deu a formação integral do catequizando:

“A formação cristã integral tem como base uma esclarecida instrução religiosa e consiste na aquisição de hábitos firmados com convicções profundas, pelas quais o homem atinge a sua configuração com Cristo. É indispensável que, em todas as paróquias, o pároco tenha a catequese como preocupação fundamental. Na medida em que isso for conseguido, não só a catequese paroquial tenderá a atingir as crianças, os adolescentes e os adultos de toda a paróquia, mas também a paróquia será para os catequizandos e comunidade cristã o apoio que necessitam para a sua perseverança e aperfeiçoamento.” (Cf Comunicado Mensal da CNBB, n 78, Março de 1959, in Revista Pastoral, Janeiro-Fevereiro de 2009, ano 50, n 264, p. 8, São Paulo, Paulus).

O primeiro Ano Catequético acrescentou mais alento a caminhada catequética brasileira, e as contribuições que vieram depois ajudaram a construir o nosso universo catequético. Nos próximos artigos, iremos então conhecer a nossa catequese de 1959 a 2009.



Pe. Lucas R. Silva - Comunidade São Benedito – Residencial Galo Branco, Assessor Diocesano da Animação Bíblico-Catequética - Pastoral Catequética e Pastoral da Crisma

A virtudes de São José


SÃO JOSÉ

a) No dia 19 de Março, a Igreja celebra a solenidade de São José, Esposo da Virgem Santa Maria. São José é um santo amado como poucos na Igreja. Uma festa que se celebra com toda a solenidade, correspondendo tanto ao grau litúrgico como à grande devoção popular. Em tempo quaresmal, o dia de São José “interrompe” a austeridade litúrgica: cor branca, flores nos altares, o canto do Glória… São José é também um modelo e um auxílio para o nosso itinerário quaresmal. Aquilo que celebramos neste dia, é-nos dito, claramente, no prefácio próprio da missa: “Homem justo, foi por Vós escolhido para Esposo da Mãe de Deus; servo fiel e prudente, foi constituído chefe da vossa família, para guardar com paterna solicitude o vosso Filho Unigénito, concebido pelo poder do Espírito Santo, Jesus Cristo, nosso Senhor”. Em primeiro lugar, São José é um instrumento precioso para que as promessas de Deus se cumpram, como nos diz a Oração Colecta: “na aurora dos novos tempos confiastes a São José a guarda dos mistérios da salvação dos homens”. Colocado entre o Antigo e o Novo Testamento, São José é a ponte entre as promessas de Deus e a concretização das mesmas. A primeira leitura recorda-nos as promessas que Deus fez pelo profeta ao rei David: “estabelecerei em teu lugar um descendente que nascerá de ti e consolidarei a tua realeza… A tua casa e o teu reino permanecerão diante de Mim eternamente e o teu trono será firme para sempre”. Respondendo à primeira leitura, o salmo é um canto de louvor a Deus, porque guarda o seu povo e cumpre as suas promessas: “concluí uma aliança com o meu eleito, fiz um juramento a David meu servo: conservarei a tua descendência para sempre, estabelecerei o teu trono por todas as gerações”. José, o esposo de Maria, é este descendente de David pelo qual se cumprirão as promessas de Deus e também liga Jesus à descendência de David.

b) São José foi um homem justo, fiel e prudente. É importante que as virtudes de São José sejam realçadas, tanto ao nível humano como ao nível da fé. Ao nível humano, José foi um homem bom. O evangelho diz-nos que José, esposo de Maria, “antes de terem vivido em comum, encontrara a sua mulher grávida, por virtude do Espírito Santo. Mas José, seu esposo, que era justo e não queria difamá-la, resolveu repudiá-la em segredo”. Prudência, discrição e carinho para com a sua esposa; o mesmo amor que dedicou a Jesus como nos diz a oração sobre as oblatas: “um coração puro com que São José serviu o vosso Filho Unigénito, nascido da Virgem Maria”. José é um homem justo como nos diz o evangelho, é um homem justo, fiel e prudente, como no diz o prefácio. Bom esposo, bom pai, sempre cuidando de Maria, trabalhando arduamente para sustento da família e para educar o menino. São José era uma boa pessoa, não só um modelo de valores humanos, mas também ao nível da fé. No evangelho, José é um homem aberto à Palavra de Deus. Acolhe a mensagem divina que recebe em sonhos e através de um anjo, segundo o género literário da Escritura. Ao acolher a palavra divina, as dúvidas desvanecem-se e, consciente da missão que Deus lhe confiou, cumpriu o que o anjo lhe mandara. Por esta disponibilidade de José, também a salvação de Deus chegou a todos os confins da terra. Na segunda leitura, S. Paulo apresenta-nos outro homem de fé: Abraão. De certo modo, Abraão é uma figura (imagem) de São José: “esperando contra toda a esperança, Abraão acreditou, tornando-se pai de muitos povos, como lhe tinha sido dito… por este motivo é que isto lhe foi atribuído como justiça”.

c) Além destas virtudes, ainda há a salientar uma outra virtude em S. José: a humildade. Fez tudo na sua vida com humildade, no anonimato, com muita discrição. Sabemos muito pouco da sua vida, é uma personagem que aparece pouco nos evangelhos. Mas, a sua importância na obra da salvação é imensa. Neste tempo de Quaresma, somos convidados a renovar a nossa fidelidade a Deus, mas também a renovar a nossa fé discretamente e a vivê-la na Igreja e no mundo com humildade. Hoje, é um tempo onde faltam grandes manifestações de fé como foram aqueles em que São José foi motivo de actos e devoções solenes. São José convida-nos a viver a nossa fé na fidelidade e no compromisso de cada dia. Como ele, também teremos as nossas dúvidas e receios. Mas sempre com uma grande confiança e disponibilidade ao Senhor, conscientes de que Deus nos confiou a missão de levar a salvação a todos, através do nosso discreto e humilde testemunho.


Evangelho do Dia


Ano B - Dia: 20/03/2009



O maior mandamento

Mc 12,28b-34

Um mestre da Lei que estava ali ouviu a discussão. Viu que Jesus tinha dado uma boa resposta e por isso perguntou:
- Qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei?
Jesus respondeu:
- É este: "Escute, povo de Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças." E o segundo mais importante é este: "Ame os outros como você ama a você mesmo." Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois.
Então o mestre da Lei disse a Jesus:
- Muito bem, Mestre! O senhor disse a verdade. Ele é o único Deus, e não existe outro além dele. Devemos amar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa mente e com todas as nossas forças e também devemos amar os outros como amamos a nós mesmos. Pois é melhor obedecer a estes dois mandamentos do que trazer animais para serem queimados no altar e oferecer outros sacrifícios a Deus.
Jesus viu que o mestre da Lei tinha respondido com sabedoria e disse:
- Você não está longe do Reino de Deus.
Depois disso ninguém tinha coragem de fazer mais perguntas a Jesus.



LEITURA ORANTE
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com o Bem-aventurado Alberione:
Maria, Mãe da Igreja e minha Mãe,
vós que estais na mais íntima união com a Santíssima Trindade,
ensinai-me a viver em comunhão com as três divinas Pessoas,
a fim de que a minha vida inteira seja um hino de
glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém.

1. Leitura (Verdade)
- O que a Palavra diz?
Atentamente e com calma leio o texto de hoje: Mc 12,28b-34.
Muito interessante este diálogo do mestre da Lei com Jesus. Falam sobre mandamentos e o mestre conclui que o maior de todos é o amor. Jesus concorda e lhe faz um elogio: "Você não está longe do Reino de Deus." Jesus elogia a sabedoria do mestre, mas não diz que é perfeito, mas que está perto do Reino. Quis dizer que não basta saber, é preciso viver. Viver o amor!

2. Meditação(Caminho)
- O que a Palavra diz para mim?
Eu sou como o mestre da lei ou já consigo " viver" o amor a Deus e ao próximo? Estou perto, longe ou já vivo o Reino de Deus?

3. Oração (Vida)
- O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Posso rezar, cantando com o Pe. Zezinho: INSTRUMENTO
Faz de mim um instrumento de tua paz!
Faz de mim um instrumento de tua paz!

Onde houver ódio, que eu leve o amor!
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão!
Onde houver discórdia, que eu leve a união!
Onde houver dúvida
Onde houver dúvida
Onde houver dúvida, que eu leve a fé!

Onde houver erro, que eu leve a verdade!
Onde houver desespero, que eu leve a esperança!
Onde houver tristeza, que eu leve alegria!
Onde houver trevas
Onde houver trevas
Onde houver trevas, que eu leve a luz

Ó Mestre, ó Mestre
Ó Mestre, ó Méstre
Que eu procure mais consolar, do que ser consolado
Mais compreender do que ser compreendido
Mais amar, do que ser amado
Mais amar do que ser amado!
Pois é dando que se recebe
É perdoando que se é perdoado
E é morrendo um pouco todo dia com sabedoria
E é morrendo um pouco todo dia com sabedoria
Que a gente vai ressuscitando
Que a vida vai ficando eterna
Que a vida vai valendo a pena
CD Alpendres, Varandas e Lareiras - Vol. 02 - Pe. Zezinho,scj

4. Contemplação(Vida/ Missão)
- Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
O Senhor vai me conduzindo para um crescimento na fé e no amor. Passarei hoje numa capela ou Igreja e agradecerei a Ele, pedindo-lhe uma graça especial: que meu coração bata em sintonia com o dele, sempre.

Fonte Portla Paulinas

quinta-feira, 19 de março de 2009

Formação nas Regiões Pastorais/ Diocese de SJCampos

Roteiros para grupos de comunidades/ Março, Abril e Maio

Roteiro 325 – maio 2009


As três tarefas da Igreja

Palavra – Liturgia – Caridade

Forania de Manhuaçu (Padre José Antônio Nogueira)

Página 2: no lugar da Oração para encerrar, pôr:

SAUDAÇÃO A NOSSA SENHORA NO TEMPO PASCAL

D: Rainha do céu, alegrai-vos, aleluia! T: Porque Aquele que merecestes trazer em vosso puríssimo seio, aleluia! / Ressuscitou como disse, aleluia! / Rogai a Deus por nós, aleluia! / D: Exultai e alegrai-vos, ó Virgem Maria, aleluia! T: Porque o Senhor ressuscitou verdadeiramente, aleluia!

D: Oremos. T: Ó Deus, que alegrastes o mundo / com a ressurreição de vosso Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso, / concedei-nos, vo-lo pedimos, / que por sua Mãe, a Virgem Maria, / alcancemos as alegrias da vida eterna. / Pelo mesmo Cristo Nosso Senhor. / Amém.

INTRODUÇÃO

Chegamos ao lindo mês de Maio, dedicado a Nossa Senhora. Mês das criancinhas coroarem a imagem da Mãe querida, em nome de toda a Comunidade. Estamos também no tempo da Páscoa da Ressurreição de Jesus, a festa mais importante do ano! O tempo pascal se encerra com a festa de Pentecostes, que este ano será o último dia do mês. Por isso, no final do mês, faremos a Novena do Espírito Santo (Página 8).

Nosso Roteiro deste mês é a continuação dos nossos estudos das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 2008-2010 (Documento da CNBB, nº 87), no capítulo II, números 60 a 87: a missão segundo o tríplice múnus: o ministério da Palavra, o ministério da Liturgia e o Ministério da Caridade. Foi preparado pelo Pe. José Antônio Nogueira, pároco de Santa Margarida, na Forania de Manhuaçu.

Teremos apenas três reuniões este mês, pois, na última semana, estaremos todos fazendo a Novena do Espírito Santo.

Equipe do Roteiro

1ª Reunião: Escutar, acolher e anunciar a Palavra

1. Iniciando o nosso encontro

a) Preparar o ambiente, mesa com velas e Bíblia aberta no centro.

b) Acolher com alegria os participantes.

c) Orações para iniciar (Página 2)

d) Relembrar o Compromisso ou Tarefa do último Plenário.

2. Escutar, acolher e anunciar a Palavra

Leitor 1: É missão e responsabilidade da Igreja oferecer oportunidade de escuta e meditação da Palavra de Deus a todo o povo de Deus. A celebração da Eucaristia ou da Palavra no Domingo, a preparação para os Sacramentos e as reuniões dos Grupos de Reflexão são ocasiões especiais e marcantes para ouvirmos a Palavra de Deus em comunidade.

L2: “A proclamação da Palavra de Deus pela Igreja é decisiva para a fé do cristão já que ela possibilita o acolhimento livre do anúncio salvífico da pessoa de Cristo”. “Não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas através do encontro com um acontecimento, com uma Pessoa”, isto é, com a pessoa de Jesus Cristo!

L3: Entre as muitas formas de se aproximar da Sagrada Escritura, existe uma privilegiada, à qual somos todos convidados: a leitura orante da Sagrada Escritura (lectio divina), com seus quatro momentos: leitura, meditação, oração e contemplação. É preciso deixarmos ser contagiados pelo Poder do Espírito Santo e da Palavra, disse-nos o Papa Bento XVI.

Cantando: 1. Eu vim para escutar / tua Palavra, tua Palavra, tua Palavra de amor. 2. Eu gosto de escutar: tua Palavra... 3. Eu quero entender melhor: tua Palavra... 4. O mundo ainda vai viver: tua Palavra... (Pe. Zezinho).

L4: É tarefa de todo cristão ser missionário. Ouvir a Palavra de Deus, procurar praticá-la e contribuir com todo esforço possível para que todos os batizados que ainda não tomaram gosto por ela se tornem também apaixonados por Jesus Cristo e por aquilo que Ele nos ensinou. Essa tarefa é para você. Não perca tempo. Comece hoje mesmo. Seja discípulo missionário.

3. Bate-papo

O Papa Bento XVI falou em Aparecida que é preciso evangelizar os batizados. O que vocês acham dessa afirmação? Por que muitos batizados não participam da vida da Igreja? O que está faltando? Nosso grupo de reflexão pode fazer alguma coisa? Acontecimentos da semana: Dia 1º de maio, festa do Trabalhador e dia de São José Operário. O que fizemos aqui? Como iniciamos o Mês de Maria? Dia 3, domingo do Bom Pastor, dia de oração pelas vocações sacerdotais. Que mais?

4. Deus nos fala

L5: Preparando a Palavra. São Paulo repete para os coríntios o “Querigma”, isto é, o anúncio da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. Todos os discípulos missionários de Jesus, que fomos conquistados por Ele, desde o nosso Batismo, temos a missão de O anunciar ao mundo inteiro, como Paulo.

Canto de Aclamação: Envia tua Palavra, / Palavra de salvação, / que vem trazer esperança, / aos pobres libertação. 1. Tua Palavra de vida / é como a chuva que cai, / que torna o solo fecundo / e faz nascer a semente, / é água viva da fonte, / que faz florir o deserto, / é uma luz no horizonte, / é novo caminho aberto. -- 2. Ela nos vem no silêncio, / no coração de quem crê, / no coração dos humildes, que vivem por teu poder. / Aos fracos ela dá força, / aos pobres, sabedoria, / e se tornou nossa carne, / nasceu da Virgem Maria. (Pe. José Weber).

Ler na Bíblia: 1Coríntios 15, 1-11.

Chave de Leitura:

· Descobrir neste texto os pontos principais do “querigma”.

· Os cristãos de Corinto estavam firmes na fé em Jesus Cristo?

· Todos nós podemos dizer o que São Paulo diz no versículo 10?

5. Pergunta para o Plenário

Todo cristão batizado é discípulo missionário? Por quê?

6. Tarefas da Semana

a) Fazer a próxima reunião na casa de uma família que não tem hábito de frequentar a Igreja.

b) Participar das celebrações do Mês de Maria.

c) Trazer para a próxima reunião uma poesia sobre Nossa Senhora.

d) Anunciar o “querigma” aos familiares e colegas.

e) Fazer um cartaz sobre a Leitura Orante da Bíblia (a lectio divina).

f) Ler em casa o texto da próxima reunião.

7. Encerramento

a) Preces espontâneas, Pai-Nosso, Ave-Maria.

b) Avisos, Bênção e Canto final.

2ª Reunião: O ministério da Liturgia

1. Iniciando o nosso encontro

a) Preparar o ambiente, mesa com velas, Bíblia, flores, fotos do padre celebrando.

b) Acolher com alegria os participantes.

c) Orações para iniciar (Página 2)

d) Relembrar as Tarefas da última reunião.

2. A Liturgia e o Domingo

Leitor(a) 1: O que é liturgia? Liturgia é a celebração do Mistério Pascal da morte e ressurreição de Cristo. A liturgia é também uma ação ritual, que se realiza em sinais e palavras. É santificação do homem e glorificação de Deus. “Ela é o cume para o qual tende a ação da Igreja e, ao mesmo tempo, a fonte de onde brota toda a sua força.” (67-68).

L2: A celebração litúrgica implica necessariamente um compromisso com a transformação da realidade, em vista do crescimento do Reino de Deus. A comunidade é reunida no Espírito Santo. Todos os seus membros têm o direito e o dever de participar da ação litúrgica, de maneira ativa, consciente, plena e frutuosa. (69).

L3: Para que a liturgia seja autêntica, seus agentes, isto é, todos os batizados, devem ser formados por uma catequese que penetre cada vez mais os mistérios celebrados. Os sete sacramentos são sinais da comunhão com Deus, em Cristo, pelo Espírito Santo, que marcam, com sua graça, momentos fortes da vida de cada discípulo missionário. (70-71).

L4: O Domingo é a celebração do Mistério Pascal. É o dia em que a família de Deus se reúne, para escutar a Palavra, repartir o Pão consagrado e recordar a ressurreição do Senhor”. O Papa João Paulo II nos dizia: “O Domingo é o dia do Senhor, dia de Cristo, dia da Igreja, dia do Homem e dia dos Dias”. Onde não for possível a celebração da Missa dominical, seja valorizada a celebração da Palavra com a distribuição da Comunhão Eucarística. Dê-se atenção especial à música litúrgica. (72.76).

3. Bate-Papo

Estamos participando, com fé, entusiasmo e alegria, das nossas celebrações litúrgicas? Nas comunidades rurais todos participam da celebração do culto dominical, como da missa? Por quê? O que o nosso Grupo de Reflexão pode fazer para motivar a juventude para a celebração do Domingo? Acontecimentos da semana: 13 de maio é Nossa Senhora de Fátima e abolição da escravatura. Que iremos fazer aqui? Quais outras datas da Igreja ou da comunidade celebramos ou temos a celebrar?

4. Deus nos fala

L5: Preparando a Palavra. O dia sagrado, para os judeus, era o Sábado, o sétimo dia da criação. Mas, tendo Jesus ressuscitado no primeiro dia da semana, os cristãos começaram a celebrar esse dia, com o nome de Domingo, que quer dizer Dia do Senhor. Vamos ver Jesus participando de uma celebração, lendo e explicando a Palavra de Deus.

Cântico de Aclamação ao Evangelho.

Leitura bíblica: Lucas 4, 14-21.

Chave de Leitura:

· Jesus costumava ir à celebração da comunidade dele?

· Qual o texto bíblico que Ele leu?

· Por que todos ficavam maravilhados com a Palavra de Jesus?

5. Pergunta para o Plenário

Como são nossas celebrações litúrgicas? É possível melhorá-las?

6. Tarefas da Semana

a) Comentar em casa e no trabalho o tema desta reunião: participação da celebração dominical em nossa comunidade. Fazer um cartaz sobre o Domingo.

b) Colocar-se cada um ou cada uma à disposição da equipe de liturgia.

c) Onde não há equipe de liturgia, procurar o animador da comunidade e organizá-la.

d) Reunir-se na casa de uma família que está participando pouco das celebrações da comunidade. Com muita delicadeza, convidá-la a participar das celebrações.

e) Ler em casa o texto bíblico da próxima reunião.

7. Encerramento

a) Preces espontâneas, Pai-Nosso, Ave-Maria.

b) Avisos, Bênção e Canto final.

3ª Reunião: O ministério da Caridade

1. Iniciando o nosso encontro

a) Preparar o ambiente, mesa com velas e Bíblia; cartazes e fotos: comunidade unida, pobreza, obras de caridade.

b) Acolher com alegria os participantes.

c) Orações para iniciar (Página 2)

d) Relembrar as Tarefas da última reunião.

2. A caridade é o centro da vida cristã

Leitor(a) 1. Se as fontes da vida da Igreja são a Palavra e os Sacramentos, o centro da vida cristã é a caridade, o amor-doação, o amor que vem de Deus mesmo. “Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele” (1Jo 4, 16). Aqui se encontra o distintivo dos cristãos, nas palavras do próprio Jesus: “Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisso conhecerão todos que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros (Jo 13, 34-35).

L2: O amor cristão tem duas faces inseparáveis: faz brotar e crescer a comunhão fraterna (a koinonia, isto é, comunhão, partilha dos bens, solidariedade) e leva ao serviço aos pobres, ao cuidado com os sofredores, ao socorro de todos os necessitados, sem discriminação. Numa sociedade que privilegia o lucro e a produtividade como valores supremos e na qual a dignidade da pessoa humana não é valorizada, a Igreja deve-se fazer presente nas novas realidades de exclusão e marginalização em que vivem os grupos mais vulneráveis, onde a vida está mais ameaçada (82).

L3: Devemos estar atentos, contudo para não reduzir a caridade ao assistencialismo paternalista. A caridade deve atingir um grau mais elevado, oferecendo oportunidade de crescimento no que se refere aos bens materiais e espirituais. A caridade cristã deve promover a vida humana em todas as suas modalidades e defendê-la sempre. (84 e 85).

L4: É missão do cristão leigo atuar com consciência e competência nas várias esferas da sociedade, inclusive na vida política e nos problemas sociais, como verdadeiro cristão comprometido com a Palavra de Deus, que lhe servirá sempre de apoio e estímulo, alimentado pela Eucaristia e pelo compromisso assumido no dia de seu Batismo. (86 e 87).

3. Bate-Papo

Sem caridade, não há comunidade! Você concorda? Você já contribuiu alguma vez para melhorar a dignidade de alguma família? E para melhorar o meio-ambiente? Temos cristãos que abraçaram a vida política como um meio de serem missionários? Acontecimentos da semana: Como vai o mês de Maria aqui? Temos alguma coisa a celebrar? Como vamos fazer a Novena do Espírito Santo?

4. Deus nos fala

L5: Preparando a Palavra. Lavar os pés de alguém era serviço humilde de escravos. O texto de hoje nos mostra Jesus lavando os pés dos seus apóstolos. Como um escravo! Jesus nos ensina o mandamento do amor e do serviço a todos. Ele é o nosso Mestre. Vamos aprender com Jesus? Estarmos a serviço de todo mundo? Só assim nós seremos reconhecidos como discípulos dele.

Leitura Bíblica: João 13, 4-5.13-15.34-35.

Chave de Leitura:

· Qual a grande lição que Jesus está nos dando?

· Temos coragem de servir às pessoas mais pobres, como se fôssemos escravos delas?

· Podemos dizer de verdade que somos discípulos missionários? Por quê?

5. Pergunta para o Plenário

Em nossa Comunidade, podemos ver claramente as duas faces do amor cristão (comunhão fraterna e serviço aos pobres)? Mostrar com exemplos.

6. Tarefas da semana

a) Visitar alguma obra de caridade de sua comunidade ou Paróquia, e contar no Plenário o que você viu de importante.

b) Preparar cartazes sobre essas três tarefas da Igreja: Palavra, Liturgia, Caridade. E levá-los ao Plenário, junto com os outros feitos durante o mês.

c) Convidar para o Plenário deste mês pessoas da nossa comunidade ou de outras, que possam dar testemunho de seus trabalhos sociais ou políticos como cristãos.

d) Preparar bem o Plenário, para ser um encontro alegre da Comunidade toda.

7. Encerramento

a) Preces espontâneas, Pai-Nosso, Ave-Maria.

b) Avisos, Bênção e Canto final.

Plenário: A grande Celebração da Comunidade

  1. Acolher com alegria os participantes dos Grupos de Reflexão, os convidados e visitantes. E iniciar o Plenário com as orações e cânticos de costume (Página 2).
  2. Comentar a tarefa do último Plenário e verificar se foi realizada pelos Grupos.
  3. Pedir a cada grupo para ler as respostas que deram às Perguntas para o Plenário.
  4. Ouvir atentamente cada resposta. Valorizar a resposta de cada grupo, respeitando a reflexão que foi feita.
  5. Após leitura e escuta de todos os grupos, valorizar a presença de todos, e o fato de estarem se reunindo nas famílias, semanalmente.
  6. Leitura de um texto Bíblico (poderia ser o Evangelho do dia ou outro).
  7. Fazer uma pequena reflexão, não mais do que cinco minutos.
  8. Rezar as Preces espontâneas, Pai-Nosso, Ave-Maria.
  9. Escolher uma tarefa para toda a comunidade realizar durante este mês.
  10. Avisos, Bênção e Canto final.