sábado, 31 de outubro de 2009

Movimento dos Atingidos por Barragens propõe projeto energético alternativo


Movimento dos Atingidos por Barragens propõe projeto energético alternativo

“O preço da luz é quase um roubo. Hoje pagamos uma das tarifas mais caras do mundo”.

por Dirceu Benincá, Revista Missões.

O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) reprova o atual modelo energético brasileiro e propõe, se organiza e luta para construir um projeto que cause menos impactos sociais e ambientais; que beneficie o povo; que garanta os direitos dos atingidos pelas hidrelétricas e que respeite a soberania energética do país. Gilberto Cervinski, membro da coordenação nacional do movimento analisa essas e outras questões reafirmando que “não adianta ter alternativas de fontes energéticas se elas forem controladas pelas grandes empresas transnacionais”.

Quais os principais problemas que o atual modelo energético traz para a população e para o meio ambiente?

A partir do governo Fernando Henrique Cardoso, o modelo energético brasileiro foi privatizado, transformando a energia em uma grande mercadoria. Com isso, o povo é quem paga a conta. É um modelo que retira a soberania energética e popular.

Um dos principais problemas são as tarifas. O preço da luz é quase um roubo. Hoje pagamos uma das tarifas mais caras do mundo, tendo praticamente 90% da energia vinda de hidrelétricas, que é considerada uma das fontes mais baratas. Os grandes consumidores aqui no Brasil pagam em torno de cinco centavos ao KW/h, enquanto a população chega a pagar até 60 centavos ao KW/h.

Outro problema grave é que esse modelo provoca uma enorme dívida social e ambiental. Ao construir hidrelétricas, milhares de famílias são transformadas em sem-terra, o que causa um grave problema social porque elas perdem seus direitos. Isso sem contar os enormes problemas ambientais das hidrelétricas, alagando vastas áreas de floresta. Com a construção de barragens na Amazônia isso vai se agravar.

Um terceiro problema é que todas essas obras são controladas por grandes empresas transnacionais, geralmente dos países centrais. Eles vêm aqui e se apropriam de uma riqueza importante, que é a água, através do processo de privatização. Toda essa riqueza gerada acaba não se revertendo em benefício do povo e indo para fora do país.

Um quarto problema é que a construção das hidrelétricas é financiada com dinheiro público. Em torno de 75% do valor sai do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que é um dinheiro vindo dos trabalhadores. Quem financia é dinheiro público, mas quem fica de dono são as transnacionais.

Tem uma série de outros problemas. Mas, por esses já dá pra ver que o modelo energético brasileiro beneficia as grandes empresas; penaliza os atingidos por barragens e a população em geral; retira a soberania energética do nosso país etc.

Diante desses problemas, como o Movimento dos Atingidos por Barragens se posiciona, o que defende e propõe?

O problema central não é de tecnologia, mas de modelo adotado. Não adianta apresentar como alternativas somente novas tecnologias ou novas fontes energéticas como: solar, eólica, biomassa. É apenas uma parte da luta. Isso é importante, mas é insuficiente. A questão é: para que e para quem se produz energia. Não adianta ter alternativas de fontes energéticas se elas forem controladas pelas grandes empresas transnacionais.

As iniciativas principais que nós defendemos vão na direção da construção da soberania energética. Para isso, achamos que o Estado tem um papel importante. As nossas hidrelétricas e os nossos rios não podem estar privatizados. O preço da luz deve ser reduzido porque é injusto o que é cobrado da população. Agora ainda apareceu a corrupção, cobrando além dos preços normais.

Por outro lado, tem que resolver a dívida social deixada pela construção das hidrelétricas, indenizando as famílias que já foram atingidas. O dinheiro público deve ser investido para beneficiar a população brasileira. Nós não falamos em um novo modelo, mas em um novo projeto energético que deve ser construído através da participação do povo e das organizações. Pensamos, sim, que é importante diversificar as fontes energéticas para que tenha um menor impacto ambiental e social possível. Porém, o principal é que a energia deve estar a serviço do povo e para a soberania popular.

Como analisa a atuação dos governos na América Latina quanto à questão energética?

Na nossa avaliação, na América Latina temos três tipos de governos. Uns são de extrema direita, alinhados com a proposta antiga da ALCA – que não morreu – dirigida principalmente pelos Estados Unidos. Ela tem sustentação na América Latina com o governo do Álvaro Uribe, na Colômbia. A idéia principal é transformar a Colômbia numa espécie de Israel, armada até os dentes, para ser um ponto de controle da América. Tem outro projeto de governos mais reformistas e outros países mais concentrados no projeto ALBA (Aliança Bolivariana para as Américas), ligado à Venezuela.

Em todos esses países, houve a privatização do setor energético nas décadas de 1980 e 1990. O modelo é muito semelhante em todos eles. A maioria não tem mexido nessa questão central da energia. Pelo contrário, muitos têm proposto a continuidade do modelo. De maneira geral, nós achamos que não dá para esperar pelos governos a iniciativa de mudança do modelo energético. Isso terá que ser um processo de pressão popular, no que temos que caminhar bastante ainda.

Como avalia o governo Lula em relação às políticas de Estado para a classe trabalhadora?

No caso dos atingidos, é uma situação extremamente complicada. Temos uma história de mais de 30 anos de construção de barragens sem garantia de direitos para a população. Os direitos que foram conquistados, o foram através de muita organização e luta. Com a instalação das transnacionais, controlando a energia, há um retrocesso nessa área dos direitos dos atingidos e na área ambiental.

No governo Lula, esse quadro tem se alterado pouco. Houve algumas melhorias, alguns avanços pontuais. De maneira geral, o reassentamento, que é uma das principais bandeiras para resolver o problema dos atingidos, isso não avançou. Por conta do poder das transnacionais, se instalou mais forte o processo de criminalização dos movimentos sociais. O governo Lula não consegue combater isso.

Na América Latina, o governo Lula é extremamente importante para ajudar outros países, mas no caso dos movimentos sociais deixa muito a desejar. A reforma agrária também não avançou. Do ponto de vista concreto, os direitos dos atingidos pouco avança. Ao mesmo tempo, o governo é favorável à construção de hidrelétricas e as transnacionais querem retirar os direitos dos atingidos. Com a crise internacional, a tendência é as grandes empresas aumentarem a exploração do povo para garantir suas taxas de lucro.

No que diz respeito às próximas eleições, Marina Silva é uma alternativa?

Na nossa avaliação, o problema não é o candidato, mas o projeto político. Marina Silva é um nome importante, com uma história de luta extremamente significativa. Ela é uma lutadora. Os governos, por si só, têm demonstrado não ter capacidade de fazer transformações profundas. Nós não visualizamos, por enquanto, nenhum projeto alternativo para os movimentos sociais, seja com Dilma ou Marina. Mas, esses nomes são mais interessantes para o povo do que o José Serra, porque ele representa a continuidade do governo Fernando Henrique Cardoso na sua essência. A mudança não parte do governo, mas da pressão popular. E o problema é que as lutas estão num processo de calmaria nesse período.

Revista Missões (WWW.revistamissoes.org.br)

terça-feira, 27 de outubro de 2009

COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE E PEQUENAS COMUNIDADES:



por Prof. Sergio Ricardo Coutinho/ Assessor das CEBs na CNBB Sul 1

É tudo a mesma coisa?

Em fins de agosto de 2008, o Instituto Nacional de Pastoral (INP), órgão vinculado à CNBB, realizou um seminário de estudos intitulado "Igreja, Comunidade de comunidades. Experiências e avanços". Ali ofereci uma Oficina, chamada "Comunidade e CEBs", onde procurou-se problematizar e diferenciar dois termos que foram usados no Documento de Aparecida: o de pequenas comunidades e comunidades eclesiais de base.

Sabe-se que durante a V Conferência Geral do Episcopado Latino-americano e Caribenho, muitos bispos gostariam de ter visto o termo "CEBs" fora do documento final, preferindo a ampla divulgação da expressão "pequenas comunidades" e que, por sinal, é um muito utilizado pelo movimento neo-catecumenal.

Nossa atividade partiu das seguintes questões: este opção por pequenas comunidades foi meramente semântica ou haveria (ainda!?) um problema de eclesiologia em relação às CEBs? Qual seria a eclesialidade de uma pequena comunidade? Um grupo que se reúne para rezar o terço numa capela, ou para reflexão bíblica, ou mesmo um círculo bíblico é uma pequena comunidade ou seria uma CEB?

Diante destas questões procurou-se trabalhar a eclesialidade das CEBs de um ponto de vista mais sociológico, entretanto, sem perder de vista a teologia. Os elementos constitutivos de uma Comunidade de fé, communitas fidelium, de uma "Comunidade dos que crêem em Cristo", que é a Igreja, e que são fundamentais para a sustentação de todo o edifício eclesial são: a Fé, a Celebração dos Sacramentos, a Comunhão e a Missão.

A referência maior de toda a fé eclesial é a Palavra de Deus, a prática/missão de Jesus e a confiança/esperança na força carismática do Espírito Santo. É deste elemento que se desenvolve o eixo do Anúncio, a proclamação da Boa-Notícia, "colocando o Evangelho na vida e a vida no Evangelho". Desse confronto mútuo nasce a dimensão da libertação de toda injustiça e a fome e sede de participação e comunhão na sociedade e na Igreja.

Uma Igreja não vive só de fé, mas principalmente das celebrações da fé. Trata-se, sempre, não tanto de realizar um rito, mas de celebrar a vida de fé vivida em comunidade, "ritualizar a vida diante de Deus e dos irmãos". Aqui é que se desenvolve nas comunidades o eixo da Ação Litúrgica. A comunhão constitui uma palavra chave de toda e qualquer compreensão do mistério cristão e da realidade teológica da Igreja.
Há uma comunhão entre todos os fiéis (koinonía) porque todos, pela fé e pelo sacramento, participam da natureza divina do Pai, do Filho e do Espírito Santo; do corpo e do sangue do Senhor.
Essa comunhão está na raiz da comunidade como aquele grupo de pessoas que se encontram por causa da mensagem da fé, que nos revela a comunhão de Deus conosco e de todos os fiéis com Deus.
Desta forma, o eixo da Colegialidade proporciona aos cristãos, que atuam na comunidade, se atenderem mutuamente, fazendo com que a responsabilidade seja sempre co-responsabilidade no campo do anúncio (profecia), da organização (dimensão régia) e da celebração (sacerdotal).

Por fim, o último elemento fundamental da eclesialidade é constituído pela missão e pelo serviço aos homens no mundo. Como se acede mais facilmente ao ministério de Jesus a partir de sua missão divina, assim se compreende melhor a natureza da Igreja a partir de sua missão. E a missão básica da Igreja reside na evangelização: levar adiante a mensagem de Jesus sobre o Reino de Deus e procurá-lo dilatá-lo na história dos povos. A Igreja encontra duas realizações principais de sua missão: na profecia e na pastoral. Pela profecia, a comunidade anuncia a vida do Reino e o Reino da vida, mas também denuncia as forças do anti-reino e da anti-vida. Pela pastoral, a comunidade cristã acompanha as pessoas e os grupos humanos em sua situação concreta, anima a esperança, promove a vida e a total abertura aos outros, ao mundo e a Deus, criando comunidade de fé, esperança e amor comprometidas com a libertação integral.

Desta forma, foi possível então apresentar uma tipologia-ideal de uma Comunidade Eclesial de Base, algo que muitos estavam desejosos de ouvir como resposta a pergunta: o que é mesmo uma Comunidade de Base? Como se define? Como ela se apresenta na realidade? Antes de qualquer coisa temos que deixar claro que CEBs não são "pastorais" e muito menos um "movimento". São comunidades de base eclesial e não uma comunidade de base qualquer, como um grupo de vizinhança, de amigos de trabalho etc. Podem surgir até mesmo destes grupos, mas não podem ser reduzidos a eles.

As CEBs são fundamentalmente "estrutura de Igreja", uma forma de organizar a Igreja. São "eclesíolas", micro-igrejas, são "células eclesiais": igrejas celulares, igrejas "em um ponto pequeno", igrejas "de base". São as unidades eclesiais menores, mas unidades relativamente completas e autônomas, dotadas dos elementos constitutivos de uma Igreja, como acabamos de descrever acima.

Lembrando, também, que temos que distinguir claramente a diferença entre paróquia e matriz, que para muitos seria a mesma coisa. Paróquia aqui é entendida como "comunidade de comunidades". Para efeitos didáticos, vamos caracterizá-la chamando de os 4 "C's" das CEBs , correspondentes aos 4 elementos citados acima:

1º) Círculos Bíblicos, ou Grupos de Reflexão Bíblica , a partir do método de leitura bíblica popular ("olho na Palavra e olho na Vida"). Os membros das CEBs se apropriam da Palavra, pois lêem e comentam as Escrituras no espírito eclesial e da comunidade; pregam nas celebrações, proferem palavras de consolação e de animação nos encontros, testemunham sua fé na vida cotidiana e nos locais de trabalho;

2º) Celebração Semanal , muitas vezes sem a presença do padre (não por vontade das CEBs, mas por pura falta de sacerdotes), dirigida por uma equipe de liturgia (geralmente Celebração da Palavra com a distribuição da Eucaristia). O povo das CEBs mostra-se, aqui, altamente criativo. Assumem funções nas liturgias, montam celebrações comunitárias de distintos gêneros (penitencial, de ação de graças, de recordação dos mártires populares, via-sacras etc.), reinterpretam de forma inovadora tradições devocionais como o rosário, as ladainhas e os benditos ;

3º) Conselho Pastoral Comunitário . São homens e mulheres que, geralmente em forma colegiada, assumem a animação e a condução de toda a comunidade. Ali estão presentes a(o) catequista, a senhora do Apostolado da Oração, o(a) jovem da RCC, o pessoal da CPT, a(o) animadora(or) da comunidade e outros. Todos os assuntos são apresentados à comunidade e discutidos por todos até se chegar a um consenso. Ouvem-se todas as pessoas e fazem-se as revisões para ver se as decisões tomadas e assumidas comunitariamente foram cumpridas; e

4º) Compromisso Sócio-transformador . Fundam círculos bíblicos, implantam novas comunidades eclesiais, criam grupos de oração/reflexão/ação, fazem missões populares, organizam encontros de aprofundamento da fé confrontada com os desafios da sociedade, particularmente dos pobres, empenham-se nos grupos de ação, justiça e paz na defesa e promoção dos direitos humanos.

É o suficiente apresentar estes 4 "C's" para uma comunidade ser uma CEB? Não! Estes são elementos estruturais. Falta a dimensão carismática, que dinamiza a estrutura da instituição; aquilo que perpassam transversalmente todos eles: a mística, a espiritualidade libertadora, centrada na causa do Reino de Deus, na opção pelos pobres e na sua dimensão profética.

Por esta causa muitos/muitas foram martirizados/matirizadas. As reações dos participantes da Oficina podem ser agrupadas aqui em dois blocos de perguntas propostas para o debate:

a) Como se vive a experiência de CEBs em sua realidade e quais são as ressonâncias?

b) Quais são os obstáculos para a experiência de CEBs?

A grande maioria de nossas dioceses e paróquias está organizada a partir do modelo de CEBs. Isso aparece em muitos Planos de Pastoral e nas articulações das pastorais.

Por outro lado, as CEBs aparecem como uma pastoral entre outras existentes na paróquia, muito mais como "Igreja com CEBs" que "Igreja de CEBs".
Alguns grupos de reflexão/círculos bíblicos se afirmam como CEBs, até como uma forma estratégica de sobrevivência.

As CEBs não são formadas só por pessoas com mentalidade de CEBs, pois nelas também estão presentes pessoas ligadas a RCC e de outros grupos e movimentos.

Vários participantes revelaram dificuldades em reconhecer uma CEB, bem como constataram sua inexistência em algumas dioceses. Vários constataram a existência de uma crise nas CEBs e a necessidade de reinventar, resignificar estas comunidades.

Disputas internas nas comunidades em torno das questões ministeriais e de poder. Os "novos ministérios não são reconhecidos pela Igreja". A coordenação de CEBs se distanciou das bases, se "encastelou", mantêm o discurso antigo e não dialoga mais, acaba tendo dificuldades em entender a realidade vivida pelo povo.

A politização da comunidade nem sempre vem acompanhada de uma mística pessoal e comunitária. A Igreja institucional mudou, já não apóia tão abertamente o engajamento sócio-transformador. Perdeu-se o horizonte sobre o lugar do pobre. Esvaziamento dos círculos bíblicos, redução do papel do Conselho de Pastoral e de outras instâncias de comunhão e participação.

No entanto, nas CEBs estão presentes a visão de que a comunidade é o Povo-de-Deus a caminho. A teologia do Povo-de-Deus é um ganho do Vaticano II, e possibilita o surgimento de novos ministérios e serviços.

A democracia no Brasil, a superação da injustiça e de todas as formas de exclusão passam pelas CEBs. Num mundo fragmentado e vazio de sentido, as CEBs apontam para uma espiritualidade libertadora.
As CEBs podem, de fato, levar adiante o projeto de rede de comunidades. Neste sentido, elas são a superação da Paróquia em seu formato tradicional.

Nas CEBs, estão presentes um horizonte eucarístico, que vai muito além do culto à "hóstia consagrada"; uma adesão à causa dos pobres, que vai muito além de assistencialismos; uma experiência mística do encontro com o Deus da vida, que vai além de moralismos e do individualismo.

Zé Martins/ Missa de 7º dia Paróquia São José Operário - Jacareí - SP Diocese de São José dos Campos - SP

Zé Martins/ Missa de 7º dia Paróquia São José Operário - Jacareí - SP/ Diocese de São José dos Campos - SP- 19 de outubro 2009

http://www.youtube.com/watch?v=u2mCU0dI9Js

http://www.youtube.com/watch?v=NWfMNmx_YvA

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Um tributo a Zé Martins - vídeos no You Tube















Show Pra festa Jamais acabar
Zé Martins e Banda Makários

Romaria da Esperança, To Nessa, Um Pai Apaixonado, Xote da Juventude, Formar Comunidade, Xote da certeza, Bandeira da Paz...

Parte 1
http://www.youtube.com/watch?v=6g9sqRv5vu4
Parte 2
http://www.youtube.com/watch?v=515Uqij6xMo
Parte 3
http://www.youtube.com/watch?v=br1VEgDc0iA
Parte 4
http://www.youtube.com/watch?v=volF5wPFQ_w
Parte 5
http://www.youtube.com/watch?v=uPi0JY7qaDU
Parte 6
http://www.youtube.com/watch?v=rgriIsHzzD4
Parte 7
http://www.youtube.com/watch?v=1ZXRfJi-ISc
Parte 8
http://www.youtube.com/watch?v=O4U78TiDzqg
Parte 9
http://www.youtube.com/watch?v=roDIzR8_kmY
parte 10
http://www.youtube.com/watch?v=UREAlFoI3-k
Parte 11
http://www.youtube.com/watch?v=0RYelITBrNU

Zé Martins, você viverá para sempre em nossos corações!

Zé Martins - Liberdade - Show Pra festa Jamis acabar

video
Liberdade vem e canta
e saúda este novo Sol que vem.
Canta com alegria o escondido
amor que no peito tens.

Mira o céu azul
espaço aberto pra te acolher
Mira o céu azul
espaço aberto pra te acolher

Liberdade vem e pisa
este firme chão de verde ramagem.
Canta louvando as flores
que ao bailar do vento
fazem sua mensagem.

Mira estas flores
abraço aberto pra te colher.
Mira estas flores
abraço aberto pra te acolher.

Liberdade vem e pousa
nesta dura América triste vendida.
Canta com o teu grito
nossos filhos mortos e a paz ferida.

Mira este lugar
desejo aberto pra te acolher.
Mira este lugar
desejo aberto pra te acolher.

Liberdade, liberdade
és o desejo que nos faz viver.
És o grande sentido
de uma vida pronta para morrer.

Mira o nosso chão
banhado em sangue pra reviver.
Mira a nossa América
banhada em morte pra renascer.