segunda-feira, 2 de novembro de 2009

SE AVEXE NÃO!: MORTE DO CANTOR E COMPOSITOR ZÉ MARTINS

SE AVEXE NÃO!: MORTE DO CANTOR E COMPOSITOR ZÉ MARTINS

ADEUS ZÉ MARTINS

Notícia Triste

ADEUS ZÉ MARTINS

Parte da turma da CV-1982. Zé Martins é o segundo à esquerda, com o inseparável violão.

Morreu, na noite do dia 16, em Pouso Alegre (MG), o integrante da CV-1982, José Martins de Paula. Ele fez parte da primeira turma da C V em Juiz de Fora e chegou a entrar na Companhia de Jesus. Com um grande talento musical, deixou a Ordem e seguiu carreira artístico-pastoral, compondo e gravando músicas religiosas. Nesse meio ficou conhecido com o nome de Zé Martins.

Nasceu em 1960 na cidade mineira de Mantena, que fica a aproximadamente, 460 quilômetros de Belo Horizonte, na divisa com o estado do Espírito Santo. Ele sofreu uma infecção generalizada, segundo a suspeita dos médicos, devido ao caso mais grave da dengue, ou seja, dengue hemorrágica.

Ele sempre se manteve unido à Companhia de Jesus, a ponto de ser chamado ainda hoje de Jesuíta pela CNBB. Toda a comunidade vocacional e a Companhia de Jesus estão enlutadas com sua partida, mas rogamos a Deus que sua morte seja uma semente que faça florescer cada vez mais a fraternidade, a comunhão e a participação que tanto apregoou em suas musicas.

Fonte: http://cvjesuitas.zip.net/

ZÉ MARTINS MORREU


ZÉ MARTINS MORREU
A quem não ficou sabendo, comunico a triste notícia: Zé Martins nos deixou sem ter tempo de se despedir.
Quem o conheceu com sua proverbial calma e gentileza sabe que ele o faria. Mas uma febre crescente o levou em dois dias.
Desde o dia 16 de outubro estamos sem a sua canção libertadora e sem a sua voz que ecoava nas CEBs e nas casas dos mais pobres e de quem os ama. Foi isso que ele escolheu cantar.
Músico, compositor, cantor de bela voz, formado em escola dos cultos e competentes jesuítas, catequista, coração missionário, desprendido, bom pai, bom marido, bom amigo, bom de todo jeito, Zé Martins era marcante.
Seu bom humor, suas tiradas, seu jeito quase silencioso de ser, seu quê de filósofo e de matuto, tudo nele revelava o gosto pela terra, pela natureza, pelas coisas simples e seu amor pelos que Jesus chamava de "pequeninos".
Era bom conviver com o Zé.
Desapegado e despretensioso, ele viveu a vida que lhe veio e a transformou numa obra de arte. Era mármore da melhor qualidade: suficientemente duro para agüentar os golpes do formão e macio o suficiente para os detalhes do cinzel. Tinha as exigências do profeta e missionário e a leveza do amigo perdoador.
Vai fazer falta para a forte e suave Ângela e filhas, para os amigos de todos os dias e para quem bebeu das suas canções que, se não estouraram na mídia, deixaram marcas lá onde eram conhecidas. Ir lá e sujeitar-se aos esquemas do marketing não fazia o seu gênero. Ele era de ir chegando e semeando. Alma de semeador incansável, mesmo enfermo, jamais parou de trabalhar. Sua ultima presença forte foi no Encontro Intereclesial de Porto Velho. Vi-o na casa do Gilson há menos de dois meses. Respirava serenidade.
Meu tributo a um evangelizador de grande envergadura. Na construção do reino ele foi uma das vigas de sustentação. Não apareceu muito, mas segurou muitos que nele confiavam. Oremos pelo Zé. Ele agora sabe mais do que já sabia. E sabia mais do que muitos de nós. Nem pediremos a Deus que o tenha. Sua vida foi uma certeza! Deus o tem! Católico acredita em céu agora já. Dormir e esperar não era coisa do Zé.


Pe. Zezinho, scj

Fonte:http://irpatricia.blogspot.com/2009/10/artigo-ze-martins-morreu.html