sábado, 12 de dezembro de 2009

Padre João Bosco Burnier. Estado reconhece que sua morte foi um crime político




Com 33 anos de atraso, o Governo federal admitiu, no início deste mês, através do trabalho da Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos, que o assassinato do padre jesuíta João Bosco Burnier (foto), ocorrido em 1976, foi provocado pelo regime militar. O reconhecimento oficial da culpa do Estado na morte do homem considerado um mártir pela Igreja Católica, repara um erro histórico e abre caminho para a indenização dos familiares de Burnier.
A reportagem é de Daniela Arbex e publicada pelo jornal Tribuna de Minas, 10-12-2009.
Nascido em Juiz de Fora, em 1917, o filho do engenheiro Henrique Burnier e de Maria Cândida Penido dedicou os últimos anos de sua vida à missão em Diamantino, no Mato Grosso, onde trabalhava junto aos índios Bakairi e Xavante, com quem aprendeu a língua. Aos 59 anos, porém, foi morto com um tiro na nuca, disparado pelo soldado Ezy Ramalho Feitosa, dentro da delegacia de Ribeirão Bonito (MT), quando ele tentava interceder por duas mulheres que estavam sendo torturadas por um grupo de policiais. A morte de uma das lideranças da Companhia de Jesus, que fundou o Colégio Jesuítas em Juiz de Fora, foi testemunhada pelo bispo de São Félix do Araguaia, Dom Pedro Casaldáglia, e chocou o país.
Em tese apresentada em 2007 ao programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Bahia, Iraneidson Santos Costa destaca a tentativa do ministro da Justiça, à época, Armando Falcão, de despolitizar o homicídio, tratando a morte de Burnier como “episódica”. No entanto, em recente parecer, a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Maria Eliane Menezes de Faria, reconhece que o padre foi vítima do Estado brasileiro. Para o vice-presidente da Fundação Perseu Abramo, Nilmário Miranda, autor do livro Dos filhos deste solo, que trata dos mortos e desaparecidos políticos no Brasil, a decisão da procuradora tem importância histórica. “É a reconstrução do direito à verdade e à memória. É importante recuperar essa história e fazer justiça. Apesar de vir com certo atraso, é o reconhecimento de que ele foi vítima da ditadura”, comentou Miranda.
A notícia comoveu parentes de Burnier. Apesar de seus oito irmãos já terem falecido, - um dos mais conhecidos, o monsenhor Vicente Burnier, da Pastoral dos Surdos, morreu em julho -, o jornal localizou, no Rio de Janeiro, três sobrinhas do religioso. Uma delas é a tradutora Maria Candida Burnier da Silveira, filha do engenheiro paulista Miguel Noël Nascentes Burnier. Em 1976, quando o tio foi assassinado, residia na França.
Ela relembra a dor causada pelo homicídio. “Ele sempre foi visto pela família como alguém muito especial, de temperamento manso e conciliador. Daí ter sido um choque muito grande, principalmente para os irmãos, a notícia do seu brutal assassinato. Para a família, foi um acontecimento indescritível e de difícil superação, já que os irmãos foram sempre muito unidos. Desde que voltei para o Brasil, em 1977, e apesar de ter residência no Rio de Janeiro, ia frequentemente a Juiz de Fora e me lembro muito bem de nossa tia Maria empenhada em preservar a memória do irmão. Para nós, ele foi um mártir e um santo”.
Sobre possível indenização, Maria Cândida é enfática: “é o mínimo que se pode fazer pois esta indenização é devida por justiça à família. Mas, infelizmente, não o trará de volta. Esse triste e trágico acontecimento só fez ceifar uma vida no auge de sua realização, já que o padre João Bosco estava com apenas 59 anos e tinha acabado de realizar o sonho de sua existência: trabalhar como missionário.”
Após morte, pedido de santificação
Dois meses após a morte do padre João Bosco Burnier, a Cúria Diocesana pediu a santificação do padre, o que nunca aconteceu. Quinto filho numa família de nove irmãos, ele estudou em Roma, na Pontifícia Universidade Gregoriana, onde concluiu a graduação em teologia. Lá , ordenou-se sacerdote, em 1946, complementando a formação na Espanha. Nomeado assistente para a América Latina da Companhia de Jesus, retornou ao Brasil em 1954, designado vice-provincial da região de Minas, Goiás e Espírito Santo.
Foi nesta época que atuou no Colégio dos Jesuítas, em Juiz de Fora, no qual ocupou o cargo de vice-provincial. Dois de seus oito irmãos também dedicaram-se à vida religiosa: frei Martinho, dominicano, e monsenhor Vicente Burnier, o primeiro sacerdote surdo do Brasil. Vicente morreu em julho de 2009, aos 88 anos, ficando conhecido como um dos padres mais atuantes da Pastoral dos Surdos. João Bosco teve quatro irmãs, todas residentes na cidade, mas nenhuma se casou. Doze anos após seu retorno ao país, ele partiu, em 1966, para missão da Companhia de Jesus na Prelazia de Diamantino, Mato Grosso, onde dedicou-se ao trabalho com os índios. Segundo a sobrinha Maria Candida Burnier, seu pai, Miguel Burnier, dizia que o irmão João Bosco mudou após tornar-se missionário: “O Bosco foi civilizar os índios, mas quem voltou civilizado foi ele”, revela a tradutora, ao reproduzir a frase de Miguel.
Reconhecimento tardio, segundo reitor
Em outubro de 1976, João Bosco Burnier fez sua última viagem: para São Felix do Araguaia, no Mato Grosso, onde foi acompanhar um encontro indigenista, realizando o sonho de infância de ver o Rio Araguaia. Após o encontro, visitou a aldeia Tapirapé, seguindo para Ribeirão Bonito, um lugarejo com pouco mais de mil habitantes. “Quando chegamos ao Ribeirão Bonito, logo nos sentimos envolvidos por certo clima de terror que pairava sobre o lugar. A morte do cabo Félix, da Polícia Militar, conhecido pelas arbitrariedades e crimes, trouxe ao lugar grande contingente de policiais e, com eles, a repressão arbitrária e até a tortura”, disse, à época, Dom Pedro Casaldáglia.
Na delegacia local, duas mulheres eram torturadas para confessar algo sobre os suspeitos da morte do cabo. Ouvindo os gritos, Casaldáglia e Burnier foram até lá. Após se apresentarem aos policiais, ouviram insultos. “Quando o padre João Bosco disse aos policiais que denunciaria aos superiores as arbitrariedades que vinham praticando, o soldado Ezy pulou até ele, dando-lhe uma bofetada no rosto. O soldado descarregou também no rosto do padre um golpe de revólver e, num segundo gesto fulminante, o tiro fatal, no crânio”, deixou registrado, à época, Dom Pedro Casaldaglia. O corpo do padre foi enterrado em Diamantino, no Cemitério dos Jesuítas.
Segundo o reitor do Colégio dos Jesuítas, padre Adroaldo Palaoro, a morte do religioso nunca foi considerada um acidente fatal para a igreja, mas consequência de sua opção pelos excluídos e marginalizados. “Seu martírio deu-se num contexto social e político marcado pela repressão e pela perseguição a muitos membros da igreja. Naquele momento, viver a ‘opção pelos pobres’ era correr risco.
E o padre João Bosco não se intimidou diante da violência praticada contra mulheres na prisão, em região marcadamente tensa e conflitiva, devido à presença do exército. Tardiamente, o Governo reconhece seu assassinato não como ato isolado de um policial, mas como violência política praticada pelo Estado contra aqueles que assumiram o compromisso de serem ‘vozes dos sem voz e vez’. Que este ‘reconhecimento’ oficial possa ser uma ocasião para despertar em todos nós, brasileiros, sensibilidade maior e atenção cuidadosa para com todos aqueles e aquelas que são sempre as maiores vítimas da violência: os pobres e excluídos.”

texto enviado por e-mail pela Paróquia São José Operário em Jacareí

Bispos do Mato Grosso do Sul cobram soluação para questão indígena




Os bispos do Regional Oeste 1 da CNBB (estado do Mato Grosso do Sul) divulgaram hoje uma nota cobrando do governo brasileiro solução rápida para as questões que envolvem os indígenas do estado. Segundo os bispos, a marginalização atinge “há anos” a população indígena do Mato Grosso do Sul, “expropriada e banida de suas terras de origem”.

De acordo com a nota, o atraso na definição de políticas públicas para resolver os conflitos entre indígenas e produtores rurais tem levado ao aumento do número de vítimas, “mortes e assassinatos que normalmente atingem os indígenas, não os donos das fazendas”.

“Quando os índios se atrevem a buscar seus direitos, são tratados e eliminados como ani-mais por milícias e seguranças a serviço do agronegócio, ou acabam apodrecendo anos a fio em nossos presídios, já que são cada vez mais raros os advogados que ousam tomar a sua defesa”, denuncia a nota.

Veja abaixo a íntegra do pronunciamento dos bispos




Nota da Conferência Episcopal do Mato Grosso do Sul sobre a questão indígena



«Eu vi a opressão do meu povo, ouvi o seu grito de aflição e conheço os seus sofri-mentos» (Ex 3,7)



A fidelidade ao Deus que se solidariza com os que são excluídos pela sociedade nos impede de permanecer indiferentes ante a marginalização que há anos atinge a maior parte da população indígena do Estado, expropriada e banida de suas terras de origem. Trata-se de uma situação insustentável e iníqua, fruto de uma sociedade de consumo que privilegia o lucro, e cuja solução, adiada indefinidamente, nada faz senão aumentar a angústia e a revol-ta de todos, colocando em margens opostas cidadãos de uma nação que proclama a igual-dade de direitos e de deveres de todos.

A relutância em buscar políticas públicas que sanem, de uma vez por todas, o clima de desespero e de ódio entre produtores rurais e índios, faz com que cresça, a cada ano que passa, o número de vítimas, outorgando ao nosso Estado o triste primado de mortes de pes-soas indefesas, que lutam para sobreviver em meio ao descaso e à perseguição que as cercam de todos os lados – mortes e assassinatos que normalmente atingem os indígenas, não os donos de fazendas. E já que no Brasil nada se consegue senão com pressão, quando os índios se atrevem a buscar seus direitos, são tratados e eliminados como animais por milícias e seguranças a serviço do agronegócio, ou acabam apodrecendo anos a fio em nossos presídios, já que são cada vez mais raros os advogados que ousam tomar a sua defesa.

“A paz é fruto da justiça”, lembrava a Campanha da Fraternidade promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil na quaresma desse ano. Contudo, a justiça só é verdadeira e completa quando engloba também os indígenas, sujeitos dos mesmos direitos dos demais cidadãos brasileiros. Com isso, não estamos nos posicionando contra os produ-tores rurais (sobretudo os pequenos agricultores), que adquiriram suas terras legalmente e as cultivam com o suor de seu rosto. O que afirmamos é que não se pode prolongar um estado de coisas que, além de nos humilhar perante a opinião pública mundial, é uma tremenda injustiça que se comete contra uma multidão de brasileiros – e a injustiça sempre gera violência!

Não cabe a nós, Bispos, indicar soluções, pois fogem à nossa competência. A outras instâncias pertence a responsabilidade de conduzir a política indigenista, definindo se se deva optar pela demarcação de terras “ancestrais”, como pedem os índios, ou pela compra, por parte do Governo, de propriedades situadas nas cercanias das atuais aldeias indígenas, como sugerem os produtores rurais, ou ainda partir para a utilização de terras devolutas no Estado. De nossa parte, o que não podemos deixar de questionar é se o Brasil, que dispõe de verbas para obras de envergadura em todo o território nacional, não tem também recursos para realizar, de uma vez por todas, as justas expectativas de uma população cada vez mais vulnerável e explorada em sua dignidade.

Ao solicitar das autoridades civis e judiciais uma atitude firme e corajosa, fruto do di-álogo entre as partes envolvidas, sob a tutela e a garantia do Ministério da Justiça, não so-mos levados simplesmente por motivos religiosos, mas, antes de tudo, humanos. Nem es-tamos afirmando que a única exigência para a uma convivência justa e pacífica entre índios e não índios seja dar terra a quem não tem. Junto com ela, o que os índios precisam é das mesmas condições de vida que se oferecem aos demais brasileiros, sobretudo no campo da educação, da saúde, da moradia e do emprego, para que sejam protagonistas de seu desen-volvimento e de sua história.

Apraz-nos encerrar com as palavras proferidas por nossos irmãos, os Bispos da Amé-rica Latina, reunidos em Aparecida, em maio de 2007: «Nosso serviço pastoral à vida plena dos povos indígenas exige que anunciemos Jesus Cristo e a Boa Nova do Reino de Deus; que denunciemos as situações de pecado, as estruturas de morte, a violência e as injustiças internas e externas; e que fomentemos o diálogo intercultural, interreligioso e ecumênico. Jesus Cristo é a plenitude da revelação para todos os povos e o centro fundamental de referência para discernir os valores e as defi¬ciências de todas as culturas, incluindo as indígenas. Por isso, o maior tesouro que podemos oferecer a eles é que cheguem ao encontro com Jesus Cristo ressuscitado, nosso Salvador» (Documento de Aparecida, 95).

Campo Grande, 12 de dezembro de 2009,
festa de Nossa Senhora de Guadalupe, padroeira dos povos indígenas




Dom Vitório Pavanello, SDB, Arcebispo de Campo Grande
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, SDB, Bispo auxiliar de Campo Grande
Dom Antonino Migliore, Bispo de Coxim
Dom Redovino Rizzardo, CS, Bispo de Dourados
Dom Segismundo Martinez Alvarez, SDB, Bispo de Corumbá
Dom Jorge Alves Bezerra, SSS, Bispo de Jardim
Dom José Moreira Bastos Neto, Bispo de Três Lagoas

REFLEXÃO DO DIA: Sábado - 12 de dezembro


)

Lc 1, 39-47

FESTA DE N. SRA. DE GUADALUPE – PADROEIRA DA AMÉRICA LATINA

Amor é antes de tudo serviço. Não podemos falar de amor apenas como um sentimento abstrato ou como a necessidade de se estar com alguém para ser feliz, pois amor é muito mais do que isso. Quem ama verdadeiramente tem a preocupação de construir a felicidade dos outros, colaborar ativamente com a realização do seu projeto de vida e dar tudo de si para que o outro seja feliz e, na verdade, a sua própria felicidade consiste na felicidade daquele que é amado, de modo que amor verdadeiro significa estar sempre a serviço da felicidade de quem se ama.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

CNBB pede agilidade na aprovação do Projeto Ficha Limpa para barrar corrupção na política




CNBB pede agilidade na aprovação do Projeto Ficha Limpa para barrar corrupção na política

A CNBB defendeu, durante coletiva de imprensa nesta sexta-feira, 11, a urgente aprovação do projeto Ficha Limpa como um dos caminhos para colocar fim à corrupção na política. O projeto, que já recolheu mais 1,5 milhão de assinaturas, impede a candidatura de pessoas condenadas em primeira instância por crimes graves. As assinaturas foram entregues ao presidente da Câmara, Michel Temer, no dia 29 de setembro e ainda não entrou na pauta da Casa.

 “Acredito no alcance do projeto Ficha Limpa assim como a lei 9.840, que já cassou 630 políticos. O Ficha Limpa pode colaborar da mesma forma” disse o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa. “O projeto já cumpriu sua parte de educar e mobilizar a população, falta agora o Congresso cumprir a sua parte”, acrescentou.

A CNBB falou também das denúncias de corrupção no Governo do Distrito Federal. “Queremos que haja apuração rigorosa, rápida e transparente”, disse o presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha. “Se as denúncias forem comprovadas, não haverá outra saída para o governador. As imagens são eloqüentes e o processo precisa seguir o ritual da justiça assegurando a todos o amplo direito de defesa”, observou.

Fonte CNBB



Aposentados pedem apoio da CNBB




Aposentados pedem apoio da CNBBA Confederação Brasileira de Aposentados e Pensionistas (Cobap) quer o apoio da CNBB para a aprovação do Projeto de Lei 001/07 que propõe o reajuste para os aposentados no mesmo percentual do salário mínimo. O presidente da entidade, Warley Martins Gonçalves, foi recebido pelo Conselho Episcopal de Pastoral da CNBB (Consep), na quinta-feira, 10, e falou aos bispos o drama vivido pelos aposentados.

“Como estamos indo, os aposentados não terão condições de comprar remédio. Fazemos um apelo a todos os bispos que ajudem os aposentados. Não é justo estamos nesta situação. Os deputados não colocam em pauta o projeto de interesse dos aposentados”, disse.

Os aposentados querem também a aprovação do PL 4437/07, que trata da reposição da perda salarial dos aposentados. Segundo Gonçalves, a perda chega a 67%. Outra reivindicação da Cobap é o fim do fator previdenciário.

O presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha, disse que a CNBB é sensível às reivindicações dos aposentados. Foi nomeada uma comissão para aprofundar a questão e definir o tipo de apoio que a CNBB dará aos aposentados.

No dia 24 de janeiro, os aposentados farão uma romaria ao Santuário de Aparecida já contando com o apoio da CNBB. Uma grande mobilização está agendada para o dia 2 de fevereiro, na Esplanada dos Ministérios. A CNBB discutirá como poderá participar do ato.

Fonte: CNBB


REFLEXÃO DO DIA: 6ª feira - 11 de dezembro


em 11/12/2009 07:00:00 (135 leituras)


Mt 11, 16-19

Muitas pessoas ouvem as mensagens do Evangelho, mas não se sensibilizam com elas, não correspondem a elas, de modo que elas não provocam eco em suas vidas. O conhecimento da Palavra de Deus é muito importante, mas não é tão importante como a comunhão de idéias e valores que deve haver entre os homens e Deus. O conhecimento nos ajuda a realizar esta comunhão de modo que ele é um meio necessário para que possamos atingir o fim, mas o conhecimento não é a finalidade em si. Se ficamos apenas no conhecimento, não dançamos com as flautas nem batemos no peito com o canto fúnebre, não comungamos as idéias de Jesus.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Dom Moacir Silva Bispo Diocesano de São José dos Campos

Dom Moacir Silva
01/01/2007






Lema Episcopal: "Permanecei em mim."
Ordenação sacerdotal: 6 de dezembro de 1986
Nomeação como bispo da diocese de São José dos Campos: 20 de outubro de 2004
Ordenação episcopal: 11 de dezembro de 2004
 Estudos: Cursou o ensino fundamental na Escola do Bom Retiro. O ensino médio fez no Seminário Diocesano Santo Antônio, em Taubaté. Fez o Curso Filosófico, entre 1980 e 1982, no Seminário Bom Jesus, em Aparecida e o Curso Teológico, entre 1983 e 1986, no Instituto Teológico Sagrado Coração de Jesus, em Taubaté. Foi ordenado sacerdote em 6 de dezembro de 1986, sendo o sexto padre a ser ordenado na Diocese. Em 1999-2000 fez pós-graduação em Direito Canônico pelo Instituto de Direito Canônico “Pe. Dr. Giuseppe Benito Pegoraro”, de São Paulo, filiado a Pontifícia Universitas Lateranense de Roma e Mestrado em Direito Canônico pela Lateranense, em 24 de maio de 2002.
Funções atuais:
- Presidente da Comissão de Liturgia do Regional Sul 1 – CNBB
- Presidente da Sub-Região Aparecida – Regional Sul 1 – CNBB
- Membro da Comissão Episcopal para os Tribunais Eclesiásticos de Segunda Instância
- Membro do Conselho Econômico do CELAM (Conferência Episcopal Latino-Americana)


Ministérios e Funções: Vigário paroquial da Paróquia Catedral de São Dimas (1987-1988), em São José dos Campos. Pároco da Paróquia Coração de Jesus (1989-1992), em São José dos Campos. Pároco da Paróquia da Catedral de São Dimas, de 1993 até dezembro de 2004. Vigário Geral da Diocese de São José dos Campos de 27 de dezembro de 1992 a 1º de outubro de 2003. Administrador Diocesano da Diocese de São José dos Campos de 1º de Dezembro de 2003 até dezembro de 2004. Juiz do Tribunal Interdiocesano de Aparecida de 1995 até novembro de 2004. Membro da Equipe de Formação dos Seminaristas da Teologia de 1987 até dezembro de 2004. Vice-reitor da Residência Teológica Pe. Rodolfo de 1999 até dezembro de 2004.
 Outras funções exercidas: Coordenador Diocesano da Pastoral da Juventude. Coordenador Diocesano da Pastoral Familiar. Coordenador Diocesano da Pastoral Vocacional. Coordenador Diocesano das CEBs. Diretor da Escola Diaconal Maria Mãe da Igreja. Coordenador do Colégio Diaconal (Diáconos Permanentes).
Conheça o significado do Brasão Episcopal de Dom Moacir Silva.

Significado do Brasão Episcopal de Dom Moacir Silva
            As insígnias episcopais são indicadas pelo chapéu prelatício com forro violáceo e três fileiras borlas verdes e pela cruz colocada por detrás do brasão.
            O escudo, de fundo azul, lembra o campo da ação pastoral do Bispo.
            A cruz dourada, que atravessa o escudo de alto a baixo, indica o Mistério Pascal de Cristo e, por isso, recorda a missão santificadora do Bispo, em favor do povo de Deus.
            O báculo, partindo da videira, está a indicar que o ministério pastoral do Bispo deve ser conseqüência do seu “permanecer em Cristo”. “O Bispo é enviado, em nome de Cristo, como pastor para cuidar duma determinada porção do Povo de Deus. Por meio do Evangelho e da Eucaristia, deve fazê-la crescer como realidade de comunhão no Espírito Santo” (Pastores Gregis,43a).
            O livro lembra a missão de ensinar. “Se o dever de anunciar o Evangelho é próprio de toda a Igreja e de cada um dos seus filhos, pertence a título especial aos Bispos, que no dia da sagrada Ordenação, pela qual ficam inseridos na sucessão apostólica, assumem como compromisso principal o múnus de pregar o Evangelho, e pregá-lo com do Espírito chamando os homens à fé ou confirmando-os na fé viva” (Pastores Gregis,26b).
            O M lembra Maria na vida e na missão do Bispo, pois ele “encontrará na santa Mãe de Deus uma mestra na escuta e cumprimento solícito da Palavra de Deus, no discipulado file ao único Mestre, na firmeza da fé, na esperança jubilosa e na ardente caridade” (Pastores Gregis, 14b).
            O lema: “Permanecei em Mim” (Jo 15, 4) expressa minha firme convicção de que só é possível viver e realizar bem o ministério episcopal numa profunda intimidade com Jesus Cristo, o Bom Pastor. 


Fonte: site da diocese SJC


O que está em jogo em Copenhague

10/12/2009 | Leonardo Boff *
 
Em Copenhague os 192 representantes dos povos vão se confrontar com uma irreversibilidade: a Terra já se aqueceu, em grande, por causa de nosso estilo de produzir, de consumir e de tratar a natureza. Só nos cabe adaptamo-nos às mudanças e mitigar seus efeitos perversos.
O normal seria que a humanidade se pergunta, tal como um médico faz ao seu paciente: por que chegamos a esta situação? Importa considerar os sintomas e identificar a causa. Errôneo seria tratar dos sintomas deixando a causa intocada continuando a ameaçar a saúde do paciente.
É exatamente o que parece estar ocorrendo em Copenhague. Procuram-se meios para tratar os sintomas, mas não se vai à causa fundamental. A mudança climática com eventos extremos é um sintoma produzido por gases de efeito estufa que tem a digital humana. As soluções sugeridas são: diminuir as porcentagens dos gases, mais altas para os países industrializados; e mais baixas para os em desenvolvimento; criar fundos financeiros para socorrer os países pobres e transferir tecnologias para os retardatários. Tudo isso no quadro de infindáveis discussões que emperram os consensos mínimos.

Estas medidas atacam apenas os sintomas. Há que se ir mais fundo, às causas que produzem tais gases prejudiciais à saúde de todos os viventes e da própria Terra. Copenhague dar-se-ia a ocasião de se fazer com coragem um balanço de nossas práticas em relação com a natureza, com humildade reconhecer nossa responsabilidade e com sabedoria receitar o remédio adequado. Mas, não é isto que está previsto. A estratégia dominante é receitar aspirina para quem tem uma grave doença cardíaca ao invés de fazer um transplante.

Tem razão a Carta da Terra quando reza: "Como nunca antes na história, o destino comum nos conclama a buscar um novo começo... Isto requer uma mudança na mente e no coração". É isso mesmo: não bastam remendos; precisamos recomeçar, quer dizer, encontrar uma forma diferente de habitar a Terra, de produzir e de consumir com uma mente cooperativa e um coração compassivo.
De saída, urge reconhecer: o problema em si não é a Terra, mas nossa relação para com ela. Ela viveu mais de quatro bilhões de anos sem nós e pode continuar tranquilamente sem nós. Nós não podemos viver sem a Terra, sem seus recursos e serviços. Temos que mudar. A alternativa à mudança é aceitar o risco de nossa própria destruição e de uma terrível devastação da biodiversidade.
Qual é a causa? É o sonho de buscar a felicidade que se alcança pela acumulação de riqueza material e pelo progresso sem fim, usando para isso a ciência e a técnica com as quais se pode explorar de forma ilimitada todos os recursos da Terra. Essa felicidade é buscada individualmente, entrando em competição uns com os outros, favorecendo assim o egoísmo, a ambição e a falta de solidariedade.
Nesta competição os fracos são vitimas daquilo que Darwin chama de seleção natural. Só os que melhor se adaptam, merecem sobreviver, os demais são, naturalmente, selecionados e condenados a desaparecer.
Durante séculos predominou este sonho ilusório, fazendo poucos ricos de um lado e muitos pobres do outro à custa de uma espantosa devastação da natureza.
Raramente se colocou a questão: pode uma Terra finita suportar um projeto infinito? A resposta nos vem sendo dada pela própria Terra. Ela não consegue, sozinha, repor o que se extraiu dela; perdeu seu equilíbrio interno por causa do caos que criamos em sua base físico-química e pela poluição atmosférica que a fez mudar de estado. A continuar por esse caminho, comprometeremos nosso futuro.
Que se poderia esperar de Copenhague? Apenas essa singela confissão: assim como estamos não podemos continuar. E um simples propósito: Vamos mudar de rumo. Ao invés da competição, a cooperação. Ao invés de progresso sem fim, a harmonia com os ritmos da Terra. No lugar do individualismo, a solidariedade generacional. Utopia? Sim, mas uma utopia necessária para garantir um porvir.

[Autor de Homem: Satã ou Anjo bom?, Record 2008].
* Teólogo, filósofo e escritor.

Fonte: www.adital.com.br e revista Missões

Trabalho escravo: a violação dos direitos e da dignidade humana


10/12/2009 | Dirceu Benincá * e Antônio Alves de Almeida **
 
Trabalho escravo é atentado contra o que o ser humano tem de mais precioso: a dignidade.
"Os homens, pervertendo a igualdade da natureza, a distinguiram com dois nomes tão opostos, como são os de senhor e de escravo" (Padre Antônio Vieira).
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 10 de dezembro de 1948, em seu artigo 4º afirma: "Ninguém será mantido em escravidão ou servidão; a escravidão e o tráfico de escravos serão proibidos em todas as suas formas". No Brasil, esta chaga social perdurou oficialmente por mais de três séculos, sendo abolida pela Lei Áurea (13/05/1888) que, no parágrafo 1º, determinava: "É declarada extinta, desde a data desta lei, a escravidão no Brasil". Na prática, ela persiste ainda hoje em diferentes atividades urbanas e rurais.
Flávio Condé Jr. Cortadores de cana no estado de São Paulo aspiram por trabalho digno. Em nível mundial, a quantidade de pessoas que seguem vivendo nessa situação é elevada. Kevin Bales, no livro Gente descartável: a nova escravatura na economia global (2001:18), diz que a escravidão é um negócio sombrio e ilegal. Por isso, é difícil obter estatísticas exatas. Ele estima que o número de escravos no mundo esteja em torno de 27 milhões, com maior concentração na Índia, Paquistão, Bangladesh e Nepal. Além dos países subdesenvolvidos e "emergentes", o trabalho escravo está presente nos desenvolvidos como França, Inglaterra, Estados Unidos, entre outros.
A outra face do progresso
Em vários países da América Latina, a exemplo da Colômbia, Bolívia e Brasil, o trabalho escravo mantém traços antigos e agrega elementos novos, muitas vezes convivendo ao lado de tecnologias de ponta. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em nosso país há no mínimo 25 mil pessoas nessas condições. Porém, é provável que esse número seja superior, dado que a cada dia surgem novas denúncias e nem todas chegam a ser averiguadas pelos órgãos responsáveis.
A super exploração e o trabalho escravo são recursos perversos utilizados para ampliar os lucros dos capitalistas. Falando sobre o problema, frei Xavier Plassat, da Comissão Pastoral da Terra (CPT), afirma: "Nesse último ano tivemos a surpresa de encontrar situações de trabalho escravo no Sul e Sudeste do país, que chegam a cerca de 10% dos libertados. Praticamente não existe nenhum estado brasileiro que tenha escapado disso" (entrevista em 31/12/2008).
Na cidade de São Paulo, há trabalho escravo na confecção de roupas. Em sua grande maioria, são bolivianos aliciados pelo "coiote" ou "gato", que imigraram ilegalmente para fugir da miséria. Aqui, são explorados e escravizados por empresários ou muitas vezes pelos próprios bolivianos que se encontram em situação legal. Em outras regiões do Brasil, essa realidade se verifica no desmatamento, na limpeza de pasto e plantio de capim, na pecuária, nas carvoarias, no reflorestamento, nas culturas da cana-de-açúcar, tomate, café, algodão, banana, soja etc.
O setor sucroalcooleiro - sobretudo no estado paulista - é o responsável pelo maior número de pessoas nessa condição (Cf. Caderno Conflitos no Campo, 2007:125). As vítimas são homens, mulheres e crianças, sendo a maioria, homens adultos. Geralmente são migrantes pobres e analfabetos ou com pouca escolaridade, iludidos por promessas de uma vida melhor através do trabalho na cana. Sequer imaginam que são presas fáceis dos usineiros, e tornam-se "peças" do sistema, à semelhança do que ocorria no tempo colonial.
Vigiados pelo feitor (fiscal da usina), os cortadores de cana não podem parar de produzir. Esta é a ordem! Em consequência do trabalho extenuante, são acometidos de câimbras, vômitos, tonturas, dores de cabeça, na coluna etc. Com frequência, aparecem feridas no corpo, provocadas pelo suor mesclado à fuligem. De acordo com o Procurador do Trabalho em Campinas, SP, Dimas da Silva, "todo o trabalho na cana é degradante. Nós entendemos que não é nem trabalho para ser humano de tão ruim que ele é" (entrevista em 09/02/2009).
Para as mulheres, a situação é ainda pior. Elas sofrem também com a ausência ou a precariedade de instalações sanitárias, a exigência de alta produção e os baixíssimos salários. Algumas, inclusive, mesmo grávidas são obrigadas a trabalhar. Devido à intensidade de esforço físico, ocorrem mortes por exaustão, "a morte cansada", durante o trabalho. No período de abril de 2004 a julho de 2008, a Pastoral do Migrante de Guariba, SP, contabilizou a morte de 21 trabalhadores/as empregados nas usinas do interior paulista.
Novos abolicionistas
Entendemos por novos abolicionistas as organizações, entidades, organismos e sujeitos da sociedade civil e do Estado que lutam pela erradicação do trabalho escravo e da violação da dignidade humana. Entre esses abolicionistas, estão agentes da CPT e do Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM). Para tanto, se guiam e se apóiam nas orientações da Bíblia, da Doutrina Social da Igreja, das Convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Declaração Universal dos Direitos Humanos, da Constituição Federal, entre outros.
Flávio Condé Jr. Podão, instrumento utilizado no corte de cana-de-açúcar. Para frei Xavier Plassat, "trabalho escravo é atentado contra o que cada ser humano tem de mais precioso e inviolável: a sua dignidade. Ao degradar este bem universal em qualquer pessoa, reduzida ao estado de coisa usável e abusável e finalmente descartável, o trabalho escravo atinge e corrói o cerne do direito essencial que faz de nós humanos". Segundo ele, a dignidade tem que ser o primeiro e principal princípio, acima da produtividade, do lucro e do direito à propriedade (entrevista em 10/07/2007). No combate a esta chaga social, a atuação do SPM dá-se, sobremaneira, na cultura canavieira em vários estados do Brasil. Seus membros agem de diversas formas, orientando e conscientizando os trabalhadores sobre os sérios problemas que poderão enfrentar ao migrarem em busca de trabalho. Fazem denúncias aos organismos governamentais para que contenham a ação dos escravagistas. Ao mesmo tempo, orientam as vítimas a resistirem, se organizarem e lutarem pelos seus direitos. De forma articulada, CPT e SPM buscam combater a precarização do trabalho onde quer que ela aconteça.
De acordo com Bertolt Brecht, "o que é, exatamente por ser tal como é, não vai ficar tal como está". E não pode ficar porque fere a dignidade e os direitos humanos. O trabalho e o trabalhador só deixarão de ser tratados como mercadorias quando o ser humano não for mais visto como uma peça na engrenagem do sistema capitalista; quando o trabalho garantir condições para satisfazer as necessidades básicas de "pão" e "poesia". Tratado como mercadoria, o trabalho se descaracteriza em sua essência, subtraindo a dignidade de quem o realiza.
Na complexidade do mundo do trabalho, importa fortalecer as formas solidárias, éticas e justas de trabalhar. Não basta buscar uma alternativa dentro da economia de mercado; é necessária uma alternativa ao mercado capitalista. Nesse sentido, é significativo o conceito de trabalho decente, formalizado pela OIT em 1999. Ele aponta a necessidade da melhoria da qualidade do emprego, com remuneração justa, amparada pelas leis trabalhistas, que permita uma vida digna. Significa que o trabalho não pode ser uma mercadoria que se compra e vende, nem uma alienação, mas um ato criativo, de prazer e realização humana.
* Dirceu Benincá é doutorando em Ciências Sociais.
** Antônio Alves de Almeida é doutorando em História, ambos pela PUC/SP.
Publicado na edição Nº10 - dezembro 2009 - Revista Missões.

Fonte: Revista Missões

No Dia dos Direitos Humanos, entidade pede que EUA e China assinem tratados


10/12/2009 | Adital

No Dia Internacional dos Direitos Humanos, hoje (10), a Anistia Internacional vai à Praça Revolución, em Barcelona, Espanha, para recordar que Estados Unidos e China ainda não assinaram dois dos mais importantes tratados sobre direitos humanos. Até o dia 12, a campanha "O poder da tua assinatura" vai a 30 cidades espanholas para pedir assinaturas da população, exigindo que o estadunidense Barack Obama e o chinês Hu Jintao firmem os dois documentos das Nações Unidas.
Os Estados Unidos são um dos seis países que, até hoje, não assinou o Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais das Nações Unidas. No país mais rico do mundo, a discriminação reduz milhões de pessoas à pobreza e à marginalidade, afirmou a Anistia. A entidade aproveita o fato de que Obama receberá amanhã o prêmio Nobel da Paz, em Oslo, Noruega.
A assinatura do tratado implica, para os EUA, em melhorias nas áreas de saúde, habitação e educação de todos os estadunidenses. Além disso, impulsionaria o reconhecimento desses direitos no mundo, já que o país possui papel de liderança em várias nações. Segundo o Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, cerca de 50% das pessoas sem habitação nos Estados Unidos são afroamericanas, apesar do fato de essa parcela da população representar apenas 12% do total.
Já a China faz parte do grupo de sete nações que ainda não aderiram ao Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos. Para o organismo, o Estado chinês restringe a liberdade de expressão ao controlar os meios de comunicação e a Internet. O país também persegue ativistas políticos e pacifistas, enquanto os abusos da polícia ficam impunes, segundo denúncias da Anistia.
As assinaturas da população espanhola ficarão em lonas gigantes sobre o solo, coma forma das assinaturas dos dois presidentes. As lonas incluirão um estudo grafológico dessas firmas e uma lista de exemplos das violações de direitos humanos que os líderes dos Estados Unidos e a China permitem em seus respectivos países.
Direitos humanos na Argentina
Em Tucumán, Argentina, dezenas de organizações sociais vão marchar em direção à praça Independência, exigindo do Estado argentino "o avanço e a aplicação justa de todos os direitos humanos".
Os grupos vão repudiar as intimidações a testemunhas e advogados em julgamentos pela memória, por parte das forças parapoliciais e a "ofensiva midiática restauradora dos conservadores".

Também pediram o julgamento, castigo e cárcere comum e efetivo "aos genocidas do povo argentino"; e o aprofundamento do Projeto Nacional e Popular e uma justa distribuição das riquezas.
"Por ser importante preservar nossos recursos naturais, exigimos uma exploração racional e que volte a nosso povo as regalias pela exploração de nosso solo. Que não contaminem nossas águas e não se destrua o solo", complementou.
Direitos humanos na Guatemala
Na Cidade da Guatemala, capital da Guatemala, os 61 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos serão comemorados com a Caravana pela Defesa da Vida e dos Direitos Humanos.
Em frente à embaixada dos Estados Unidos, os manifestantes clamarão pelo direito a migrar e à alimentação, em referência à população hondurenha refugiada no país após o golpe de Estado no país vizinho.
Em outras instituições, o grupo reclamará por seus direitos à verdade, á memória histórica, a pagar impostos de acordo com a renda mensal e à agilidade da justiça em casos de genocídio.
Em frente ao Ministério Público, pedirão a restituição da Procuradoria de Direitos Humanos. Diante do Congresso da República, exigirão a aprovação da Lei de Desaparição Forçada.

Fonte: www.adital.com.br e revista Missões

REFLEXÃO DO DIA: 5ª feira - 10 de dezembro




Mt 11, 11-15

Um dos personagens mais importantes para a nossa reflexão durante este tempo do Advento é João Batista, o maior dentre os nascidos de mulher. João é o último profeta do Antigo Testamento, o mensageiro que é enviado por Deus para ser o precursor do Messias, aquele que tem como missão preparar os seus caminhos. Mas quem é do Reino dos céus é maior do que ele, todos aqueles que vivem segundo a nova aliança é maior que João, porque a nova aliança é a aliança perfeita, enquanto a antiga aliança é imperfeita. 

Fonte CNBB

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Leigos Missionários da Consolata fazem história no Brasil



Abrem-se novos caminhos na história dos missionários da Consolata atuando há 72 anos no Brasil. E os protagonistas dessa novidade são cristãos leigos, homens e mulheres do povo de Deus que se identificam com o carisma da Missão ad gentes, um legado do Bem-aventurado José Allamano, fundador de duas congregações missionárias.

Um dos marcos concretos desta caminhada, foi a realização, nos dias 5 e 6 de dezembro, em São Paulo, da I Assembleia Nacional dos Leigos Missionários da Consolata – LMC, do Brasil. O encontro reuniu na Casa Regional cerca de 20 pessoas, representantes das comunidades de Cascavel, Rio de Janeiro, São Paulo e São Manuel. Já na oração inicial, Lucília Mono, uma das responsáveis pela coordenação dos trabalhos, destacou o objetivo do encontro: “favorecer a interação, fortalecer a identidade e a organização dos LMC em vista da Missão”.
 
A dinâmica da Assembleia reservou espaço para o entrosamento, estudo, partilha e testemunhos. Na abertura dos trabalhos, padre Lírio Girardi, superior provincial IMC do Brasil, acolheu a todos e deixou seu voto de confiança e apoio. “Nos sentimos muito felizes em recebê-los. Esta 1° Assembleia é histórica, vocês estão fazendo história”, disse desejando êxito nos trabalhos. Padre Lírio afirmou ainda que os missionários devem percorrer os mais diversos lugares pregando e anunciando Cristo, que chama, prepara e envia para a Missão. Destacou também, o amor que se deve ter à Eucaristia e a devoção à Maria, duas características fundamentais da família Consolata.

Assessorados pelo padre Jaime Carlos Patias, que acompanha os LMC no Brasil, auxiliado pelo seminarista Júlio César Caldeira, os participantes contaram também com a presença de dom Sevilio Conti, bispo emérito de Boa Vista, RR. “Cresçam na identidade de ser cristão com conotação essencialmente missionária. Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo”, recordou dom Servilio que completou 93 anos de vida, dos quais 60 vividos no Brasil.

Mauro Sérgio Perez veio de Cascavel, no Paraná onde está começando um grupo de LMC que já conta com seis integrantes. “Volto satisfeito com o que vi e ouvi na Assembleia. Agora vamos organizar a coordenação do nosso grupo e planejar a missão para o ano que vem”, observou.

A Assembleia foi enriquecida com os testemunhos de dois casais de LMC que são acompanhados pelo Instituto das Irmãs Missionárias da Consolata. As Irmãs Maria Costa e Maria Angelina também estiveram presentes. Os casais partilharam a experiência de viverem diariamente o espírito do Bem-aventurado José Allamano, na família, nas pastorais e na vida. “Viver a experiência é diferente de tudo o que se ouve”, afirmou dona Cida, uma das leigas.

Segundo a avaliação dos participantes, a partilha entre os LMC, enriquece e encoraja a caminhada para a missão, ainda sem endereço e com muitas incertezas, mas que é feita com fé e generosidade no coração. Neste momento, a identidade é fundamental para dar originalidade e criar unidade entre os LMC. A vontade de partir, ficou evidente entre as comunidades, que agora se organizam para participarem do I Encontro Continental dos LMC das Américas, que acontecerá de 3 a 7 de janeiro de 2010, em São Paulo - SP.

Na noite do sábado os participantes puderam entrar em contato com as diversas realidades dos cinco continentes através da oração do Terço Missionário. Na manhã do dia 06, domingo, os LMC participaram da missa na Paróquia Nossa Senhora Consolata, no Jardim São Bento. A celebração foi presidida pelo padre Jaime e concelebrada por dom Servílio e pelos padres Tamrat Markos, da Etiópia e Francis Njoroge, do Quênia, que também estiveram presentes durante a Assembleia.

Além da articulação das comunidades LMC, a programação para 2010 prevê, em nível de Região, um encontro de formação para o mês de junho e a realização da segunda Assembleia em dezembro. O trabalho de organização sistemática dos LMC, acompanhados pelos missionários da Consolata no Brasil, começou em 2007 e já conta com cinco núcleos.

Por Karla Maria, LMC e Jaime C. Patias, IMC. 

Enviada por e-mail pela redação da revista Missões

REFLEXÃO DO DIA: 4ª feira - 09 de dezembro




Mt 11, 28-30

Existem pessoas que acreditam que a verdade da religião encontra-se num rigorismo muito grande, principalmente no que diz respeito às exigências morais e rituais. Com isso, a religião acaba por ser um instrumento de opressão. Jesus nos mostra que não deve ser assim. Ele veio ao mundo para trazer a libertação do jugo do pecado e da morte e que a verdadeira religião é aquela que liberta as pessoas de todos os pesos que as oprimem na sua existência. O verdadeiro cristianismo é aquele que não está fundamentado na autoridade e na rigidez, mas na humildade e mansidão de coração, por que o seu fundador, Jesus Cristo, manso e humilde de coração, é o Mestre de todo o nosso agir.

Morre dom Onofre Cândido Rosa, bispo emérito de Jardim

em 09/12/2009


Morreu na manhã de hoje, 9, o bispo emérito de Jardim (MS), dom Onofre Cândido Rosa, SDB. Ele estava com a saúde debilitada desde julho, quando começou a ser internado periodicamente. Nesta última, dom Onofre teve uma infecção e pneumonia e o coração não resistiu. Ele morreu no Hospital Socor de Belo Horizonte (MG) e seu velório será feito na Igreja Nossa Senhora do Carmo, em sua terra natal, Paraguaçu (MG).

Filho de João Rissieri e Antônio Schiassi Rosa, dom Onofre nasceu em Paraguaçu (MG) no dia 5 de agosto de 1924. Ele estudou naquele município (1931-1934), Lorena e Lavrinhas (SP) (1944-1947); a Filosofia em São João Del-Rei (1948-1950) e a Teologia no Instituto Teológico Pio XI (1954-1957). Ele também tinha formação em parapsicologia e direito canônico. Ele professou seus votos religiosos em 31 de janeiro de 1948. Sua ordenação sacerdotal aconteceu em 8 de dezembro de 1957 e episcopal em 19 de março de 1970.


Atividades episcopais
Bispo Auxiliar (1970-1971) e Coadjutor (1971-1977) de Uberlândia-MG; Bispo Coadjutor (1977-1978) e Bispo de Corumbá-MS (1978-1981); Presidente do Regional Oeste 1 (1991-1994); Bispo de Jardim-MS (1981-1999). Renunciou no dia 4 de agosto de 1999. Seu lema era “Dar a vida pelos irmãos”.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Missa de nevio da Novena de Natal 2009 - Paróquia coração de Jesus - Diocese de São José dos Campos - SP


Missa de Enviou da novena de natal na Paróquia Coração de Jesus - Diocese de SJCampos - SP


REFLEXÃO DO DIA: 3ª feira - 08 de dezembro


Lc 1, 26-38
Imaculada Conceição de Nossa Senhora

Maria recebe do anjo a noticia de que seria a mãe do Messias. Como poderia acontecer isso se ela não conhece homem? Fazendo uma relação com o Evangelho de ontem, percebemos que mulheres estéreis geraram filhos por obra divina, e filhos que atuaram decisivamente na história da salvação. Maria não podia ter filhos, mas isso era fruto de sua vontade, de sua consagração virginal. E nesta "esterilidade", Deus age. E sem a atuação de um homem, mas do próprio Espírito Santo, Maria gera no seu ventre virginal aquele que é o Senhor da história e que vai mudar radicalmente a vida das pessoas.

Hoje Aniversário Sacerdotal do Pe. Vitor, dia da Imaculada Conceição

Pe. Vitor,
Parabéns!!!
Agradeço a Deus pelo dom de sua vida dedicada ao sacerdócio.
Deus te abençoe hoje e sempre!

Ordenação do Pe. Vitor 8/12/2007



8 de Dezembro dia da Imaculada Conceição

A Imaculada




Dom Genival Saraiva de França 

Em seu calendário santoral, a Igreja celebra a Festa da Imaculada Conceição, no dia 8 de dezembro. Teologicamente, a vida da Igreja gira em torno de Cristo. Dessa maneira, a Igreja é essencialmente cristocêntrica; Cristo é o centro; é a cabeça, para usar a palavra de São Paulo, nas Cartas aos Efésios e Colossenses. Mas, a Igreja é também apostólica, petrina, paulina, mariana. É, eminentemente, apostólica porque encontra nos apóstolos os primeiros pregoeiros da evangelização e neles tem seu fundamento; é petrina e paulina, para significar, precisamente, a sua universalidade, enquanto anúncio missionário aos judeus e pagãos; em Pedro e Paulo, encontra-se a face da unidade e da comunhão da Igreja. A Igreja é, verdadeiramente, mariana, assim afirma o Concílio Vaticano II: “É por esta razão, saudada como membro supereminente e de todo singular da Igreja, como seu tipo e modelo excelente na fé e caridade.” (LG, nº 53) Em termos de precedência, Maria foi a primeira discípula evangelizada por Jesus Cristo e, por isso, qualitativamente, se torna a primeira missionária de seu Reino. De fato, “Maria não se limitou a dar à luz Jesus, mas foi também a Sua mais fiel discípula, como demonstra a Sua presença no Calvário na hora da paixão de Cristo e da Sua oração no Cenáculo com os Apóstolos à espera do Pentecostes.”

A Igreja reconhece o lugar teológico de Maria na “economia da salvação”; com efeito, ela tem “um relevo especial, enquanto é ‘Mãe de Cristo e Mãe da Igreja’ (Paulo VI). Como Mãe de Cristo, Maria foi preparada pelo Espírito Santo; de fato era conveniente que estivesse ‘cheia de graça’ a Mãe d’Aquele em quem ‘habita corporalmente toda a plenitude da divindade’ (Cl 2,9). Por isso, por pura graça, foi concebida sem pecado como a criatura mais humilde e mais capaz de acolher o dom inefável do Todo-Poderoso”. Maria não apresentara méritos próprios para ser agraciada com a excepcional escolha para ser a mãe do Messias. O Papa Pio IX, em sintonia com o pensamento da Igreja, “desde os primeiros séculos”, definiu, como verdade dogmática, que “a bem-aventurada Virgem, no primeiro instante da sua concepção, por graça singular e privilégio concedido por Deus onipotente, na previsão dos méritos de Jesus Cristo salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda a mancha de pecado original”. Nisso consiste o dogma da Imaculada Conceição, proclamado no dia 8 de dezembro de 1854. Ser “cheia de graça”, como disse o anjo Gabriel, ao saudá-la, significa dizer que, como afirmou um santo no século VII, “Ninguém foi purificado, exceto tu”.

Os mistérios da Concepção Imaculada de Maria e da Anunciação do Verbo estão muito próximos no seu significado porque neles se revela a ação de Deus e porque Maria está presente como objeto da escolha divina e como participante da obra salvífica. A Imaculada Conceição de Maria e a Incarnação do Verbo, sempre presentes no plano de Deus, tornaram-se acontecimentos registrados no tempo; sob esse plano, a Concepção Imaculada de Maria precede a Incarnação de Jesus Cristo que “assumiu a humanidade, tomando uma alma e um corpo de homem”. A Concepção, Natividade e Assunção de Maria não a distanciam da humanidade; representam, antes, uma dignidade para a natureza humana. Por isso, é fácil perceber sua proximidade e sua solidariedade: nas bodas de Cana, ao pé da Cruz, no Pentecostes e na história da Igreja. A celebração da Imaculada Conceição, em inúmeras dioceses, paróquias e comunidades, contribui para afervorar a espiritualidade mariana dos fiéis que vivem sob a terna proteção da Mãe de Cristo.

Fonte CNBB

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Noite Feliz...

Que Natal vamos celebrar?





Que Natal iremos viver?!



O Natal do prato farto, ao lado dos "sem-prato"?






O Natal da fartura, ao lado dos que vivem a vida dura?




O Natal do desperdício, ao lado de quem cata pão no lixo?






O Natal da vida fácil, ao lado de quem ate para viver paga pedágio?




O Natal dos prestigiados, ao lado de quem nasceu pobre e esquecido?





O Natal de quem tem tudo, ao lado daquele a quem tudo falta?





O Natal da ganância, da ambição desmedida, ao lado de quem para tudo tem medida?







Que Natal iremos viver?


Que Natal iremos celebrar? De fé e de amor?





Ou de egoísmo e desamor?




O Natal dos descompromissados, dos que estão sempre calados, com medo de se comprometer?





O Natal de quem deixa tudo de lado ou o Natal de quem descruza as braços e fez a vida acontecer?









"Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plenamente". (Jo 10,10), disse Jesus.




Célia Suppi

2º domingo do advento

Equipe de Comunicação das CEBs - Diocese de São José dos Campos


Encontro Celebrativo das CEBs - 29/11/2009

Seminário Nacional dos 30 anos do documento de Puebla – Opção preferencial pela juventude



Aconteceu nos dias 4, 5 e 6 de Dezembro o seminário nacional de comemoração e avaliação dos 30 anos do encontro e documento de Puebla, onde faz-se a opção preferencial pelos pobres e jovens na igreja latino-americana e caribenha.

O encontro juntou jovens e assessores, leigos e religiosos, que trabalham com juventude no Brasil, em diversos movimentos e pastorais, como Movimento de Fé e Política, Conselho Nacional de Leigos, Pastoral Operaria, Aliança de Misericórdia, Renovação Carismática Católica, todas as Pastorais da Juventude (PJ, PJMP, PJR e PJE), e diversos outros, contudo apesar de tantos movimentos e pastorais diferentes, o clima no encontro era de prazer, prazer em poder unir-se e desenvolver idéias e construir novos sonhos e compromissos para os próximos 30 anos.

O seminário foi construído com as falas de diversos assessores nacionais e latinos, como o Bispo Dom Mariano, da Venezuela, responsável pelo setor juventude latino-americano, Carmem Lucia Teixeira, coordenadora da Casa da Juventude padre Burnie de Goiânia, Padre Hilário Dick, Hildete Emanuela, secretaria nacional da Pastoral da Juventude, Eric, secretario nacional da Pastoral da Juventude do Meio Popular, Solange, socióloga especialista em juventude, e outros. A partir destas importantes falas os participantes do encontro colocavam suas opiniões, gritos e historias da caminhada para auxiliar a construção do encontro.

Durante o seminário, a mística juvenil estava viva e presente a cada momento, até mesmo em falas fortes e necessárias, como a de Felipe Freitas, jovem da Pastoral da Juventude baiana e referencia nacional na campanha contra a violência e extermínio de jovens.  A todo o momento era renovado no coração dos participantes a opção de cada um para com a juventude Brasileira, e que devemos levar para nosso cotidiano de comunidade e base.

Em breve será divulgada pela equipe de coordenação do encontro uma carta com as principais sínteses do seminário.

Que os espíritos dos mártires da caminhada nos auxiliem na condução dos próximos 30 anos de opção preferencial pela juventude, na busca da construção da civilização do amor.


Daniel Arrebola – PJ da Diocese de São José dos Campos - SP