quinta-feira, 6 de maio de 2010

Assembleia Popular em Santa Rita/PB celebra Dia Internacional dos/as Trabalhadores/as




Na noite do 1º de Maio, sob a luz da lua cheia, cerca de 120 pessoas de diversos bairros e comunidades do município de Santa Rita / Paraíba, se reuniram em Assembleia Popular, no pátio da Comunidade Nossa Senhora da Conceição, Conjunto Nova Esperança, para celebrar o Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e Trabalhadoras.

Com o lema “Ouvir o Clamor do Povo Trabalhador”, os/as participantes da Assembleia Popular partilharam suas histórias e lutas, dores e sofrimentos, alegrias e esperanças, debatendo e construindo um Projeto Popular para o Brasil, onde o povo tenha vida e vida em abundância.

A partir dos eixos Economia Solidária, Trabalho de Base e Direitos Humanos, representantes do Movimento das Comunidades Populares, da Comunidade Nossa Senhora da Conceição, do Centro de Direitos Humanos Dom Oscar Romero e da Cooperativa de Reciclagem de Marcos Moura partilharam as suas experiências de luta junto aos trabalhadores e trabalhadoras. A Assembleia Popular também contou com a presença de outras entidades, como a Juventude Franciscana, a Legião de Maria, o Sindicato dos Terapeutas do Estado da Paraíba, a Comunidade Sagrado Coração de Jesus e a Comunidade Cristo Rei.

Seguindo o método do Teatro do Oprimido, os/as adolescentes do Conjunto Nova Esperança introduziram uma peça sobre os bóias-frias, onde todos/as os/as presentes na Assembleia Popular se envolveram buscando soluções para os conflitos demonstrados artisticamente em forma de teatro. Terminou todos/as juntos/as cantando “Nossos direitos vem, nossos direitos vem, se não vir nossos direitos o Brasil perde também”, demonstrando que só com a união e organização das diversas categorias de trabalhadores/as que poderemos mudar a sociedade
Para encerrar a Assembleia Popular do 1º de Maio, não podia faltar uma das expressões fortes das Comunidades no nordeste, a ciranda. E foram muitas canções que animaram este momento, dentre elas, “Somos gente nova vivendo a união, somos povo semente de uma nova nação, êê”; “É demais, é demais, problemas tem demais”; “Deus chama a gente pra um momento novo de caminhar junto com seu povo”, entre outras. Partilhando tapioca, café, biscoito, refrigerante, bolo e suco, os/as trabalhadores/as se confraternizaram e foram se despedindo, voltando para suas casas, na certeza e na esperança de que a luta tem que continuar.

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