domingo, 6 de junho de 2010

Palavras de Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira antes de partir ...

Amigos do 12º rumo ao 13º , perdemos um companheiro da Pastoral Carcerária que estava em missão na Amazônia. Segue abaixo a mensagem do Sul 1, as palavras de despedida do próprio Pedro quando deixou SP e tb uma entrevista para nossa reflexão e prece.
Pe Luiz Ceppi/P.Velho

Nota do episcopado paulista sobre o desaparecimento do missionário leigo na Amazônia
Apresentamos a mensagem do Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 da CNBB sobre o desaparecimento do missionário leigo Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira, que atuava na Diocese de São Gabriel da Cachoeira (AM), que foi declarado desaparecido na manhã desta terça-feira (01), após ser atingido por correnteza na Amazônia
Nota de Solidariedade
O missionário leigo Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira, que atuava na Diocese de São Gabriel da Cachoeira (AM), foi declarado desaparecido na manhã desta terça-feira (01), depois de ter sido arrastado por uma forte correnteza quando nadava no rio Negro na região de São Gabriel.
De acordo com a Diocese de São Gabriel da Cachoeira, a Marinha e o Exército foram acionados e enviaram equipes ao local para fazerem buscas, mas até o momento o missionário ainda não havia sido encontrado.
Natural de São Paulo, Pedro Fukuyai, de 27 anos, atuou como advogado na Pastoral Carcerária na Arquidiocese de São Paulo e, há três meses, estava em missão na Amazônia, integrando o Projeto Missionário Sul 1 – Norte 1 da CNBB.
Para nós que cremos, a vida não chega ao fim, mas é transformada pelos méritos infinitos da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor!
Viver e ressuscitar é participar cada dia da comunhão com Cristo ressuscitado, para sermos ajudados a ressurgir dia após dia, certos de que nada nos separará de Cristo (cf. Rm 8, 38).
Somos do Senhor porque nos remiu e incorporou a si, porque vivemos Nele e por Ele mediante a graça e o amor. O ser humano é muito mais do que apenas o tempo que termina com a morte. Apesar de todas as limitações e fragilidades, somos destinados à plenitude. Temos sede e fome de infinito.
Somos o desejo íntimo do coração de Deus. Dele viemos. Dele somos. Para Ele vamos. Trazemos na essência de nosso ser a vontade de participar da própria vida de Deus. Por isso, é necessário perceber o sentido da vida como busca contínua da comunhão com Deus. Como um mergulho no oceano infinito do Amor misericordioso do Pai de toda consolação.
Apoiados na promessa de que na Casa Paterna há muitas moradas, prossigamos nossa caminhada cristã. A esperança na feliz ressurreição garante o reencontro com quem nos precedeu na peregrinação da fé.
Aos familiares do missionário Pedro, nossa prece, solidariedade e nosso abraço silencioso e amigo. Nossa Senhora da Soledade esteja conosco nessa hora de dor e de saudade.
Dom Nelson Westrupp, scj/ Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 - CNBB


DISCURSO DE PEDRO YAMAGUCHI FERREIRA, PROFERIDO NA MISSA
DE SUA DESPEDIDA DA CAPITAL PAULISTA EM FEVEREIRO DE 2010
  Queridos familiares, amigos e amigas
            Em primeiro lugar, quero dedicar essa missa a minha madrinha Glaucia, que nos deixou há uma semana. Tenho um sentimento de que ela vai olhar por nós e alegrar um pouco mais o céu. As maiores lembranças que tenho dela são o seu sorriso e sua luta pela causa ambiental. De alguma forma, sinto que posso dar seguimento ao que ela tanto ensinava como geografa e professora. Essa missa é em memória dela.
Quero agradecer a cada um de vocês pela presença nesta noite, isso representa muito pra mim e me dá muita força para seguir a caminhada. Celebramos hoje, na Igreja da Boa Morte, a vida, a esperança de dias melhores. Sei que não estamos reunidos esta noite por mim apenas: todos os que estão aqui querem um mundo melhor para si; para seus filhos. Todos queremos paz, alegrias, amizade, justiça. Este encontro serve para renovarmos nossos sonhos.
Agradeço de forma especial as pessoas que prepararam com tanto carinho essa missa: a Marcelo da Pastoral da Juventude, a Pe Valdir e dona Vera, a toda a comunidade aliança da Misericórdia, nas pessoas de Pe Enrico e Antonelo, ao pessoal da banda e a todos e todas que permitiram que esta noite acontecesse. Pe Valdir, aliás, que foi o pai desta minha idéia de ir pra Amazônia. Desde fazer contato com o bispo de São Gabriel da Cachoeira, até falar com todos os padres e irmãs para que autorizassem meu envio. Muito obrigado por toda a ajuda, Pe Valdir.
Quero saudar meus amigos da aliança da misericórdia. Por ceder essa igreja, que é vossa casa. Saibam que vocês têm enorme influência na minha vida e nessa minha decisão: desde o primeiro momento, quando conheci um montão de jovens que moravam na favela do moinho e faziam pastoral carcerária, logo fiquei encantado com o que vi. Eram jovens dedicando suas vidas a melhorar a realidade dos mais marginalizados: os moradores de favelas e os encarcerados. Nas muitas vezes que estive com eles, sempre me identifiquei com aquela vocação e sentia alguma coisa arder mais forte no meu peito. Sabia que faria algo parecido.
Vocês vivem a solidariedade na essência na palavra, vivem pela causa social com compromisso e verdade. Parabéns e muito obrigado pelo exemplo.
Quero abraçar todos meus familiares. Meus tios e tias, pais e mães pra mim, e meus irmãos. Meus primos e primas, que são meus outros irmãos e irmãs. Carrego vocês no coração, assim como carrego a lembrança de meus quatro avós, os quais tive a enorme felicidade de conhecer e conviver. Sinto que eles estão comigo. Sempre os senti por perto e sei que eles nos protegem. Dedico também a eles minhas alegrias.
Brindo com todos meus amigos e amigas, da rua, de colégio, de faculdade, das lutas, da vida. Pela amizade e companheirismo. Obrigado por me ensinar. Espero que nossa amizade possa ser preservada e se fortalecer ainda mais, nos sentimentos de solidariedade com os outros, no amor pelo país, na luta por mais igualdade social, autonomia e liberdade das pessoas e tolerência com as diferenças. Tamo junto!
Aos amigos dos meus pais, que se tornaram meus amigos. Obrigado por todo exemplo de luta e dedicação a uma militância que exigiu muito tempo do lazer e conforto de vocês e de suas famílias. Carrego vocês comigo também! Muito obrigado pela presença.
Agradeço o carinho dos amigos de Carlos de Foucalt. Obrigado pela amizade e acolhida. Terei mais oportunidade de conhecer os ensinamentos de Foucalt. De alguma forma, já me sinto muito influenciado por essa espiritualidade, desde minha infância, através de meus pais, e agora, por todo esse processo da minha decisão, quando estive rodeado por vocês. Muito obrigado.
Quero agradecer, de forma muito especial aos meus queridos amigos e amigas companheiros de Pastoral Carcerária. Obrigado pela oportunidade que me deram, por confiarem e apostarem em mim. Pela amizade e paciência que tiveram comigo. E, sobretudo, pelo exemplo de fé e compromisso com a causa carcerária e humana. Vocês são verdadeiros guerreiros, pessoas iluminadas. Faltam palavras pra descrever tudo o que vivi nestes 3 anos de Pastoral. Quero, do fundo do coração, agradecer a oportunidade de ter compartilhado com vocês momentos dos quais nunca esquecerei. A presença missionária dentro da Pastoral influenciou a minha escolha. Carrego vocês, os presos e as presas, comigo. Que tenhamos dias melhores, em que nossa sociedade respeite os direitos dos cidadãos presos. Muito obrigado!
Aos meus queridos pais, também faltam palavras. Obrigado pelo exemplo, por nos ensinar a olhar pelo outro, a ter consciência do mundo em que vivemos, a lutar por nossos sonhos. Muito obrigado por serem parceiros comigo e com meus irmãos em nossas investidas, em nossos projetos. Amo muito você, pai e você, mãe.
Aos meus queridos irmãos, todo meu amor e amizade. Vocês são pessoas especiais pra mim, trazem mais energia pra minha vida, são minha sustentação.
Espero estar tão perto de todos vocês mesmo estando longe. Carrego vocês nesta luta. Desde já peço perdão pelas vezes que precisarem de mim e que estarei ausente. Obrigado pelo apoio.
Essa minha decisão de viver essa experiência na Amazônia é fruto do convívio com a realidade dos cárceres e a realidade social em sua forma mais cruel, o lado B de nosso País: o País dos esquecidos, dos humilhados. Pude estar em contato com a miséria da miséria, a injustiça, a segregação social e racial, a dor, o esquecimento. Ter visto de perto situações desconhecidas pela maioria das pessoas, ter conhecido um País que ainda maltrata seus cidadãos, tudo isso me despertou pra necessidade de luta, de trabalho para a profunda transformação dessa realidade.
De forma geral, vejo os poderes de Estado ainda muito elitistas. Não conhecem de verdade a realidade de seu povo, a pobreza, a falta de dignidade e cidadania que sofrem milhões de cidadãos, não conhecem os cárceres. Mantêm-se distantes daquilo que deveria ser a essência de seu trabalho: o bem comum do povo, sobretudo daquele que mais necessita das instituições para a garantia de seus direitos. Privilegiam o status, o poder, as facilidades materiais em detrimento dos direitos fundamentais das pessoas.
As leis, a Constituição Federal infelizmente não são as mesmas para todos. A justiça é justa para poucos. Os direitos de alguns são mais importantes que de outros. Lutar pela terra é crime. Mas não é crime a situação daquela pessoa que vive em condições sub-humanas nas favelas, sem dignidade nenhuma, sem comida. Furtar é crime. Mas não é crime quando o Estado amontoa milhares de presos e presas numa lata, os tortura impunemente, e viola todos seus direitos previstos nas leis. Temos dois Países: o País dos privilegiados, dos que têm acesso à riqueza, à cultura, ao lazer, aos bens materiais, às melhores oportunidades e o País dos esquecidos, que não têm direitos, não têm oportunidades, e ainda são criminalizados.
Devemos mudar, acredito que estamos avançando, mas é preciso muito mais, não podemos permitir retrocessos nas conquistas dos direitos.
Precisamos acabar com a segregação racial. Vejamos os direitos dos índios, como têm dificuldade para ser implementados. Vejamos a diferença entre os salários de negros e brancos. Vejamos os preconceitos que os nordestinos ainda sofrem no sul. A discriminação que sofrem as mulheres. Isso tudo ainda existe, é verdade, tristemente sentido no cotidiano.
Somos um País extremamente desigual na distribuição de renda. Somos top 10 no ranking de desigualdade. Num país com 200 milhões de habitantes, os 10% mais ricos detêm 50% da riqueza. Os 10% mais pobres, apenas 1% dessa riqueza. Os moradores de favelas pagam proporcionalmente mais impostos que os ricos.
4 milhões de famílias no Brasil precisam dos benefícios de uma reforma agrária. Sem contar outros milhões que vivem em condições sub-humanas e que precisam de mudanças.
Nosso mundo tem 1 bilhão de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, com menos de 2 dólares por dia. No Brasil, são 7,5 milhões de pessoas que vivem na linha da pobreza.
Para mudar essa realidade, precisamos democratizar cada dia mais o poder econômico e o poder político. Não permitir que o capital econômico mande nas políticas dos países, em detrimento das conquistas e avanços sociais.
Não dá para ficarmos tranquilos diante de tanta injustiça. Porque preferimos a anestesia à luta? Porque não deixemos de lado um pouco nosso conforto para pensarmos e agirmos por uma sociedade melhor?
Viajo para a Amazônia para colaborar, como cidadão e advogado, com as comunidades ribeirinhas, os índios, a questão ambiental. A discussão que está em voga hoje é a ambiental e, realmente, ela se faz necessária e urgente.
A natureza cada vez mostra com mais forças seu poder e sua revolta contra o que fazemos com ela. Utilizamo-la com interesse econômico e sem preocupação com os demais seres que nela vivem. Não nos preocupamos com o amanhã. E ela não está feliz com isso. Lembremos dos tsunamis, dos furacões, dos terremotos, dos deslizamentos.
Olhemos para nossa cidade de São Paulo, nesse mês de janeiro, o tanto que choveu. Os estragos das chuvas nos lugares mais precários. Infelizmente os efeitos climáticos atingem de forma pior os mais pobres, os que moram em áreas de risco, nas beiras dos rios.
Insistimos em desmatar nossas florestas. Somos o 5º pais no mundo que emite mais gases poluentes e 75% desses gases vêm do desmatamento. Matamos nossa floresta para alimentar o mercado externo, americano e europeu. Faz sentido isso?
Do que adianta exercitarmos uma consciência ecológica se não questionamos nosso próprio anseio consumista que desgasta a capacidade da natureza e acelera a degradação do meio ambiente? Devemos exigir de nos sacrifícios pelo bem da sobrevivência da natureza e nossa também.
Apenas para exemplificar, com situações cotidianas: será que precisamos ter 50 pares de sapatos em nossos armários? Dezenas de peças de roupas que depois ficam armazenadas? Será que todos precisamos de carro em detrimento do transporte público? Precisamos tomar duas vezes ao dia banhos de 30 minutos? Devemos pensar que nosso padrão de consumo gera desigualdades e agride a natureza, e é preciso abdicar desse modelo.
Sinto nessa minha escolha um pouco de negação, ainda que temporária, do modelo civilizatório ocidental consumista e destrutivo em que vivemos – e, pior, que achamos bom. Desejo buscar na natureza, com os índios, valores humanos que se sobreponham às ilusões da civilização. Penso que, diante de toda a realidade miserável que pude ver, não posso ficar inerte, tocando minha vida como se a vida do outro nada tivesse a ver com a minha. Me sinto na obrigação de colaborar com nosso povo.
Não é preciso ir até a Amazônia para mudar essa realidade social brasileira. A cidade de SP está cheia de problemas a serem resolvidos, e todos vocês podem colaborar para mudar essa situação. Visitem a favela do moinho, o jardim pantanal, uma unidade prisional. Certamente lá existem muitos problemas e as pessoas precisam de ajuda!
Mas, nem só de lutas vive o homem. Quero viver, escrever uma gostosa poesia de minha vida. Poder respirar um ar puro, contemplar a mata e os animais, estar em contato com culturas diferentes, jogar mais futebol, estar no paraíso natural. Como diz a poesia do sambista Candeia, cantada na voz de Cartola: “deixe-me ir, preciso andar, vou por ai a procurar, sorrir pra nao chorar. Quero assistir ao sol nascer, ver as águas do rio correr, ouvir os pássaros cantar, eu quero nascer, quero viver”.
Para terminar, dois lindos poemas do nosso querido dom Pedro Casaldaliga, grande figura que me inspirou profundamente e a quem tive a enorme felicidade e privilégio de conhecer em São Felix do Araguaia:
Pobreza Evangélica
 Não ter nada.
não carregar nada.
não poder nada.
e, de passagem, não matar nada;
não calar nada.
Somente o Evangelho, como uma faca afilada,
e o pranto e o riso no olhar,
e a mão estendida e apertada,
e a vida, a cavalo, dai.
E este sol e estes rios e esta terra comprada,
para testemunhas da revolução ja estourada.
E mais nada.
  Epilogo Aberto
  Atenho-me ao dito:
A justiça,
apesar da lei e do costume,
apesar do dinheiro e da esmola.
A humildade,
para ser eu mesmo, verdadeiro.
A liberdade
para ser homem.
E a pobreza
para ser livre.
A fé, cristã,
para andar de noite,
e, acima de tudo, para andar de dia.
E, seja como for, irmãos,
eu me atenho ao dito:
a Esperança.
Deixo aqui um convite para que todos venham visitar a Amazônia. Para quem quiser conhecer o paraíso. Não se arrependerão. As portas lá sempre estarão abertas a vocês. Espero vocês numa visita. Muito obrigado por virem, quero dar um abraço em cada um de vocês!

ENTREVISTA CONCEDIDA POR PEDRO YAMAGUCHI FERREIRA A RENATO PAPIS, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO REGIONAL SUL1:
P:A missão na Amazônia será mais um passo de uma longa caminhada com Deus. Quais são suas expectativas neste novo trabalho missionário?
R: Espero contribuir para a melhoria da realidade social dos povos da Amazônia. Para que tenham mais voz, mais acesso aos direitos de cidadania, para que a Constituição Federal seja igual para todos. A partir do trabalho com a Diocese de São Gabriel da Cachoeira, estar ao lado dos povos indígenas e lutar para que sua diversidade de culturas seja preservada e respeitada, que seu contato com os povos ditos civilizados seja um contato menos deletério possível, com mais solidariedade e respeito as diferenças. Igualmente, assim como para os índios, lutar pelas comunidades ribeirinhas, para que vivam com mais dignidade, com acesso a saúde, educação e justiça, respeitadas as identidades culturais locais. Pretendo contribuir para que tenhamos um País mais justo e igual, que possa investir e crescer igualmente, não apenas no sul, mas sobretudo no Norte do Pais, que ainda tem um povo muito esquecido e humilhado e que sente ainda mais os efeitos das corrompidas instituições de poder.

P: Por que razão escolheu, ou se sentiu escolhido para o Projeto Missionário?
R: Escolhi o projeto para ter o apoio da Igreja nesta causa tão importante, nesta caminhada tão difícil de Fé que nos propomos a viver.
Me senti escolhido por minha trajetória que desde cedo esteve ligada a Igreja: desde meu nome, em homenagem ao querido Pedro Casaldaliga, pelo meu padrinho de batismo, Dom Davi Picão, a meus pais, que sempre militaram nas Cebs da zona leste de São Paulo, e mais tarde por minha trajetória como advogado da Pastoral Carcerária, que me despertou para a necessidade de viver essa missão.

P: Qual a importância do papel de um missionário para os dias de hoje?
R: Creio que o mundo de hoje, em razão dos apelos e seduções capitalistas, suga de nos todo nosso potencial para um fim não importante, que e a acumulação de dinheiro, o status do poder, da aparência, do ter. Viver pela causa, pelos sonhos, deixando de lado, ainda que temporariamente, essas seduções e mesmo algumas necessidades de sobrevivência, é algo muito difícil. Um missionário de hoje deveria ao menos tentar ser livre e viver conforme sonha o mundo, conforme quer que o mundo seja.

P: Que contribuição deseja dar aquela região como missionário?
R: Como disse acima, desejo contribuir para que o povo do norte do Pais tenha mais voz, seja mais respeitado em seus direitos e, em especial aos povos indígenas, que tenham sua cultura preservadas e respeitadas.
Uma mensagem para os nossos leitores.
Desejo a todos os leitores que possam sonhar e realizar um mundo mais justo e solidário, um País de todos, que distribua sua riqueza, que garanta os direitos a todos os seus cidadãos, que respeite as diferenças. Que cada pessoa, mesmo não partindo para outro lugar em missão, possa em seu meio social doar mais tempo de sua vida e de seu potencial a ajudar outras menos favorecidas. Todos queremos um mundo melhor, mas devemos, e logo, começar a fazer a nossa parte.
Fonte: Blog do Deputado Federal do PT/SP Paulo Teixeira, pai de Pedro  http://www.paulotei xeira13.com. br/

12º Intereclesial das CEBs
Tema: "CEBs Ecologia e Missão"
Lema: "Do Ventre da Terra 
          O Grito que vem da Amazônia"

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Fonte: enviado por e-mail por CEBs Acontecendo 

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