segunda-feira, 14 de junho de 2010

Pastorais Sociais analisam documentos da CNBB na abertura do seu encontro nacional

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A partir de uma análise de conjuntura e uma análise das estruturas em vista de um novo paradigma civilizacional e de desenvolvimento, com base nos documentos da CNBB: “Em Busca dos Sinais dos Tempos” e “Igreja e Questões Agrárias no Início do Século XXI” – teve início, na tarde desta segunda-feira, 14, em Brasília, o Encontro Nacional das Pastorais, Organismos e Regionais da CNBB, que conta com a participação de 80 coordenadores nacionais das Pastorais Sociais. Propriedade da terra, eleições 2010 e Reforma do Estado foram os primeiros assuntos discutidos hoje.
professor234O Encontro segue até a próxima quinta-feira, 17. Até lá, a programação vai sugerir discussões pertinentes sobre as esferas políticas, econômicas, sociais e ambientais. Logo na primeira análise, o professor titular de geografia agrária, da Universidade de São Paulo (USP), Ariovaldo Umbelino de Oliveira, destacou a importância do documento “Igreja e Questão Agrária no Início do Século XXI”.
“O documento é importante porque vem suscitar a discussão em torno da terra. Nesse âmbito, temos dois focos: a terra como negócio, latifúndio que não produz para o brasileiro; e a terra apropriada pelas famílias, que tem por objetivo produzir para as famílias e que não explora o trabalho alheio. É diante desses aspectos que esse documento se faz importante, não só junto aos movimentos sociais, como também para a discussão no campo acadêmico”, afirmou.
pesquisador455Sobre o documento “Em Busca dos Sinais dos Tempos”, o pesquisador Centro de Pesquisa e Apoio ao Trabalho (Cepat), César Sanson, destacou que é uma contribuição às pastorais sociais e movimentos para interpretar as grandes mudanças que estão acontecendo na sociedade hoje. “O documento nos faz pensar sobre a crise civilizacional que se manifesta através de uma série de crises: a ecológica, enérgica, alimentar, econômica, do trabalho, que permeia um caráter ético e cultural”, disse. “Vivemos uma profunda crise sistêmica e entender o caráter dessa crise é importante para a definição de uma ação social consequente”, completou o pesquisador. César compôs a primeira mesa de abertura do Encontro.
Além da mesa que colocou em evidência os documentos da CNBB, também houve, na tarde de hoje, a participação do secretário executivo do Mutirão pela Superação da Miséria e da Fome, padre Nelito Dornelas, que falou sobre o conteúdo das mensagens divulgadas durante a 48ª AG da CNBB. O segundo horário contou também com a presença do secretário executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Daniel Seidel, que apresentou o conteúdo do documento 91, da CNBB, “Por uma Reforma do Estado com Participação Democrática”.
Padre Nelito ressalta que o conteúdo das mensagens é indispensável ser destacado no Encontro Nacional das Pastorais, Organismos e Regionais da CNBB, porque o evento significa uma grande reunião dos formadores de opinião das Pastorais Sociais. “É importante falar das mensagens e notas divulgadas durante a última Assembleia dos Bispos, porque estão presentes aqui, 80 coordenadores das Pastorais Sociais, ou seja, a direção, os formadores de opinião dessas pastorais, e eles precisam ficar a par do que foi publicado pela CNBB sobre a conjuntura, que vale tanto para a Igreja como para a sociedade, porque com isso, nos qualificamos para fazer nossos trabalhos nas bases”.
Amanhã
Nesta terça-feira, 15, pela manhã, os trabalhos começam às 8h30, logo após a celebração eucarística, com um balanço sobre a 2ª Assembleia Nacional Popular, que aconteceu em Luziânia (GO), entre os dias 25 e 28 de maio. Além da Assembleia, o balanço também será focado na preparação do plebiscito do limite da propriedade, no Grito dos Excluídos, na Ficha Limpa, e na CPI da Dívida.

Fonte: CNBB

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