segunda-feira, 5 de julho de 2010

“A evangelização deve tornar-se uma hermenêutica da vida”, diz secretário da Pontifícia União Missionária

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O secretário geral da Pontifícia União Missionária, padre Vito Del Prate, disse hoje, 5, que a evangelização exige que a Igreja seja pobre e simples. A afirmação foi feita para 160 seminaristas e alguns formadores que participam do 1º Congresso Missionário Nacional de Seminaristas, que começou ontem na capital federal.
“A evangelização deve tornar-se para nós uma hermenêutica da vida. Uma Igreja poderosa, rica, não permite que o Cristo transpareça. É necessário que a Igreja seja pobre e simples a fim de que ela possa deixar resplandecer a luz de Cristo no meio dos povos’, disse padre Del Prete, que fez a primeira Conferência do Congresso.
Pe.Vito1O secretário, que veio de Roma especialmente par ao evento, destacou o papel missionário da Igreja do Brasil na América Latina. “A Igreja que está no Brasil é o motor das inovações, da vitalidade e da missão no meio dos países da América Latina”, disse.
Padre Del Prete acentuou, ainda, a reflexão teológica que é produzida no Brasil. “Toda reflexão teológica que aparece sob o nome de teologia da libertação, e a conseqüente práxis pastoral, que se difundiu especialmente nas Igrejas jovens da África e da Ásia, nasceram no Brasil por uma paixão, que não hesito denominar missionária”.

Segundo o secretário, a Igreja do Brasil transformou os seus métodos pastorais e a sua reflexão de fé, “através de um intenso processo de inculturação, de leitura da história, de conscientização, de escolhas pastorais e de novos instrumentos catequéticos”.
Padre Del Prete recordou aos seminaristas que a missão implica a sensibilização dos novos fiéis às necessidades dos outros, a abertura dos seus olhos e dos seus corações ao reconhecimento da injustiça, do sofrimento, da opressão e da situação dos marginalizados e das pessoas abandonadas.
“Os cristãos encontram sua verdadeira identidade quando são empenhados na missão, na transmissão aos outros de um novo estilo de vida e de uma renovada interpretação da realidade e de Deus, e no compromisso em prol da libertação e da salvação dos outros”, acentuou o secretário.
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O padre alerta para a necessidade de preparar os futuros padres para a tarefa missionária, “caso contrário sua vontade de transmitir o Evangelho de Deus aos povos permanecerá apenas um desejo”. Segundo o padre, o ministério ordenado tem uma conseqüente responsabilidade missionária.
O 1º Congresso Missionário de Seminaristas prossegue até sábado, 10. Organizado pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM), Centro Cultural Missionário (CCM) e pelas Comissões para Animação Missionária e para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, ambas da CNBB, o Congresso debate “a formação presbiteral para uma missão sem fronteiras”.
fonte: CNBB

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