terça-feira, 30 de novembro de 2010

As CEBs em permanente estado de conversão e missão



Dom Maurício Grotto de Camargo
As CEBs em permanente estado de conversão e missão
As CEBs em permanente estado de conversão e missão
As CEBs definitivamente fazem parte da história da Igreja desde Pentecostes e as comunidades primitivas (At. 2,42; 4,32). O nome, a roupagem pode até ir mudando, mas as características fundamentais, a identidade e a missão profética permanecem.
O Documento 92 da CNBB recapitula a caminhada das CEBs de Medellin a Aparecida demonstrando que elas não só estão em plena comunhão com toda a Igreja, mas possuem um lugar específico no Corpo Místico de Cristo e tem se esforçado para manter-se fiel ao compromisso de ser “sal” da terra, e “luz” do mundo diante dos novos desafios apresentados pelas mudanças cada vez mais velozes dos tempos atuais.
 A  Conferência de Aparecida diz: “Uma fé católica reduzida a conhecimento, a um elenco de algumas normas e de proibições, a práticas de devoção fragmentadas, a adesões seletivas e parciais das verdades da fé, a uma participação ocasional em alguns sacramentos, à repetição de princípios doutrinais, a moralismos brandos ou crispados que não convertem a vida dos batizados, não resistiria aos embates do tempo. Nossa maior ameaça “é o medíocre pragmatismo da vida cotidiana da Igreja na qual, aparentemente, tudo procede com normalidade, mas na verdade a fé vai se desgastando e degenerando em mesquinhez”8. A todos nos toca “recomeçar a partir de Cristo”9, reconhecendo que “não se começa a ser cristão por uma decisão ética ou uma grande idéia, mas pelo encontro com um acontecimento, com uma Pessoa, que dá um novo horizonte à vida e, com isso, uma orientação decisiva”10. (DAp 12)
Não é possível ser discípulo – seguidor – de Cristo sem ser também missionário e testemunha de sua Paixão-Morte e Ressurreição. O contrário é também verdade plena: não é possível ser missionário sem ser discípulo.
            O discípulo que não se torna, pouco a pouco, missionário é uma pessoa egoísta, que só quer receber graças e bênçãos, sem jamais desenvolver seus dons e carismas, colocando-os a serviço da comunidade e da missão da Igreja. Para tais pessoas Jesus disse: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. Pois, quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; mas, quem perde a sua vida por causa de mim e da Boa Notícia, vai salvá-la.” (Mc. 8,34s) 
            Por outro lado, o missionário que deixa, pouco a pouco, de ser discípulo é uma pessoa vaidosa, possessiva, apegada ao poder e todo seu trabalho, por mais sacrificante e belo que seja, vai por água a baixo por causa da incoerência e contra testemunho de vida. Para estas pessoas Jesus disse: “Quem de vocês quiser ser grande, deve tornar-se o servidor de vocês; e quem de vocês quiser ser o primeiro, deverá tornar-se servo de todos.” (Mt. 20,26s) E “Eu, que sou o Mestre e o Senhor, lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros.” (Jo. 13,14)
Uma Igreja em permanente estado de missão só é possível com pessoas encantadas com Cristo (discípulos), apaixonadas (missionários) pelo Reino de Deus e conscientes de que vale a pena amar como Jesus e viver o Evangelho o tempo todo, em todo lugar, em qualquer circunstância.
Dom Maurício Grotto de Camargo
Ref. das CEBs no Sul I


Fonte:CEBs Sul 1

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