quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Missa encerra 1º Congresso de Leigos da arquidiocese de São Paulo



encerramentodocongressodeleigosA arquidiocese de São Paulo reuniu, no domingo, 21, mais de seis mil pessoas no Ginásio Mauro Pinheiro, no Ibirapuera, para a missa de encerramento do seu 1º Congresso de Leigos. A celebração, que festejou Cristo Rei e comemorou o Dia Nacional dos Cristãos Leigos, foi presidida pelo bispo auxiliar da arquidiocese, dom Tomé Ferreira da Silva, e concelebrada pelos demais bispos auxiliares.
"O que qualifica o fiel não é o que ele faz na Igreja, mas o que dela recebe e transforma em fonte de vida ao mundo", disse dom Tomé, que responsável pelo acompanhamento do Congresso.
De Roma, onde participava da cerimônia de criação dos novos cardeais, o arcebispo de São Paulo, cardeal Odilo Pedro Scherer, enviou mensagem saudando os leigos de sua arquidiocese.
“Vocês, mais que ninguém, são os apóstolos do Evangelho no meio do mundo; cabe-lhes, pois, iluminar e ordenar de tal modo todas as coisas temporais, às quais estão intimamente ligados pela vida e pelo seu trabalho, que nelas o reino de Deus apareça e Deus seja glorificado. A participação ativa e dinâmica dos leigos na vida e missão da Igreja decorre da sua própria vocação cristã e não poderia nunca faltar”, disse dom o cardeal.

O Congresso

O Congresso, encerrado no domingo, foi realizado em três etapas ao longo de 2010 e discutiu o tema “Cristãos leigos, discípulos e missionários de Jesus Cristo na cidade de São Paulo”, orientado pelo lema “Vós sois o sal da terra; Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,13-14).
Os delegados das regiões da arquidiocese, que se reuniram para a conclusão do Congresso, aprovaram 173 propostas de ação pastoral elaboradas durante o processo dos trabalhos. Os leigos aprovaram também uma carta em que manifestam sua disposição de trabalhar em comunhão com toda a arquidiocese.
“Em comunhão com os ministros ordenados – bispos, padres e diáconos – e com os religiosos presentes na cidade, nós leigos nos mobilizamos para executar as muitas atividades que compunham todo o Congresso e que procuraram envolver todos os âmbitos da vida da Igreja em São Paulo”, diz a carta.
O assessor teológico que acompanhou Congresso em todas as suas etapas, cônego Antônio Manzatto, destacou que ao longo do evento foi possível perceber alguns frutos, como a retomada da teologia do Concílio Vaticano 2º. “Já na primeira fase, [realizada] nas bases, se percebia uma retomada da compreensão da Igreja como Povo de Deus”, disse.
De acordo com o teólogo, a segunda fase, nas regiões episcopais, continuou a refletir a teologia do Vaticano II à luz dos diversos temas abordados pelas oficinas.
“Na segunda fase do congresso, cristãos de realidades diferentes colocaram em comum suas experiências, formando uma comunidade de comunidades”, explicou. "Somos uma Igreja particular que precisa construir pontes entre as pessoas. A missão na cidade é a principal referência da Igreja", concluiu o teólogo.
Foto: Luciney Martins
Fonte:CNBB

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