terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sugestões para uma Novena de Natal litúrgica, popular, ligando fé e vida.



Sem querer substituir o trabalho de análise e planejamento a ser realizado por cada instância pastoral que organiza as Novenas de Natal, seguem algumas sugestões para o aperfeiçoamento deste valioso instrumento
pastoral, complementando as questões levantadas no início:

1. Associar claramente a Novena ao Advento levando-nos a um crescimento na fé e na espiritualidade, na vigilância e na alegre expectativa do Reino de Deus entre nós. Usar as leituras bíblicas e os cantos próprios deste tempo litúrgico.

2. Na medida do possível, restaurar a ‘Semana Santa do Natal’, cantando o Ofício Divino com as antífonas do Ó.

3. Não mutilar o Ofício Divino das Comunidades usando apenas os versos de abertura, sem os outros elementos (recordação da vida, hino, salmos, leitura bíblica, meditação, preces, Pai-Nosso, oração, bênção....). e sem o espírito de louvor e invocação para a vinda do Senhor e de seu Reino.

4. Tanto no Ofício Divino como na celebração da Palavra de Deus, incorporar elementos da piedade popular (acolhida, nove velas, imagem do Menino Jesus, presépio, bênção da casa...), tudo de acordo com os costumes locais.

5. Cantar sempre em atitude de meditação, em clima de oração, de diálogo com o Senhor, e não como ‘divertimento’ ou distração (‘cantar por cantar’). Onde houver instrumentos musicais, que sejam tocados de tal forma que não abafem as vozes de quem canta.

6. Os salmos e outros cantos podem ser excelente ponto de partida para uma meditação em preparação ao Natal: por exemplo, observando e descobrindo juntos o sentido do texto e a atitude espiritual que propõem e incentivam.

7. Combinar com antecedência quem irá proclamar o texto bíblico, para que a pessoa possa se preparar. Ler o texto na própria Bíblia.

8. Leitura bíblica e ‘leitura da vida’ (ou fato da vida) estejam relacionadas uma com a outra. Se possível, deixar que o próprio grupo traga os fatos de sua realidade.

9. Coordenar a meditação ou partilha da Palavra de Deus de tal forma que todas as pessoas possam dar sua palavra, se quiserem. Não deixar que alguém monopolize a fala.

10. Se houver a proposta de uma ação, que seja feita no fi nal da meditação da Palavra de Deus (antes das preces); este é o momento mais indicado.

11. Não propor a cada dia uma ação impossível de ser realizada até o próximo encontro. Cada pessoa poderia externar o que a meditação comunitária da Palavra de Deus lhe sugere. Ou combinar uma única ação, a ser realizada por todo o grupo, antes do fi nal da novena.

12. As preces sejam, de preferência, espontâneas e a resposta seja cantada.

13. Não infantilizar as pessoas, pedindo que lêem as palavras de boas vindas, as preces, etc... Deixar que o façam com suas próprias palavras.

14. Cuidar da participação das crianças e adolescentes. Se for o caso, pensar atividades ou responsabilidades próprias para elas/eles.

15. Avaliar a novena com os coordenadores: o que trouxe de proveito para o crescimento na fé das pessoas e para a vida comunitária? Que avanços houve em relação ao ano passado? O que deverá melhorar no ano que vem? E enviar para o e-mail:tremdascebs@diocesesjc.org.br.

16. Sugestão para confraternização: Para o último dia da novena, pode-se combinar uma confraternização entre todas as famílias que foram visitadas. O nascimento de Jesus se dá em Belém, a Casa do Pão, é a ceia e o sinal que ele deixou para lembrar a sua presença no meio de nós.

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