sábado, 9 de janeiro de 2010

ABAIXO ASSINADO - ALERTA DE GENOCÍDIO

A página das CEBs-Sul 1 apóia esse abaixo assinado
 
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Índios isolados em Rondônia e no Brasil: alerta de genocídio


Exmo Senhor Luís Inácio Lula da Silva, Presidente da República Federativa do Brasil
Exmo Senhor Tarso Genro, Ministro da Justiça do Brasil
Exmos. Senhores Procuradores do Ministério Público Federal –Procuradoria Geral da República - 6ª Câmara de Coordenação e Revisão/Índios e Minorias, e MPF do Estado de Rondônia


Nós, indivíduos e agentes sociais de diversas áreas de atuação, cidadãos brasileiros e do mundo envolvidos e comprometidos com os direitos humanos e das minorias étnicas, tanto da proteção de suas vidas físicas quanto da continuidade de seu patrimônio ambiental, cultural, social e imaterial, manifestamos aqui nosso clamor e profunda preocupação quanto às críticas condições de sobrevivência dos povos indígenas em isolamento voluntário e recentemente contatados no Brasil, em especial àqueles remanescentes no Estado de Rondônia, Amazônia Brasileira. Por seu distanciamento da sociedade majoritária e ausência de voz nos fóruns de discussões públicas e políticas, tais povos subsistem em condições de tamanha invisibilidade social, que os torna vítimas preferenciais de uma série de ações deletérias, levadas a cabo pelas vorazes frentes de expansão, sobretudo em território amazônico.

A grande mobilidade à qual estes pequenos grupamentos humanos foram obrigados ao longo de décadas ou séculos, ocultando-se e camuflando-se como única via de sobrevivência, tem repetidamente sido argumento dos invasores dos territórios indígenas da “inexistência” ou “implante de índios”, sobretudo daqueles que se beneficiaram de titulações governamentais nos idos das décadas de 70/80 - justamente o período em que as ações genocidas sobre tais povos demonstraram-se mais sanguinárias no Estado de Rondônia. À época, a perspectiva desenvolvimentista da Amazônia como uma “terra sem homens”, para a qual seria necessário alocar “homens sem terra”, ignorando a milenar presença indígena, promoveu a ocupação ilegal e grilagem por parte de latifundiários e exploradores egressos em sua maioria do centro-sul do país, que rapidamente subverteram a lógica do assentamento de trabalhadores rurais trasladados pelo estímulo oficial. Concomitantemente, realizaram uma brutal “limpeza territorial e étnica” através de repetidas chacinas sobre inúmeros povos indígenas nativos.

Métodos facínoras com requintes de crueldade, como o incêndio de aldeias, derrubada de moradias com tratores de esteira, envenenamento com raticida misturado à alimentos ofertados, escravismo e abusos sexuais, execuções sumárias por armas de fogo, caçadas humanas e torturas de todo tipo são resguardados por testemunhos silenciados pelo medo e pela memória dos últimos sobreviventes de etnias indígenas recentemente contatadas em Rondônia. Para nossa vergonha e espanto, não são fatos remotos, e sim eventos históricos registrados nas últimas décadas, quando deveria o Brasil vivenciar o pleno estado democrático de direito!

Recentemente, o último sobrevivente conhecido de uma etnia massacrada em Rondônia, denominado como “Índio do Buraco”, sofreu atentado à bala por pistoleiros, apesar de protegido legalmente pela interdição federal da “Terra Indígena Tanarú”(municípios de Corumbiara, Chupinguaia, Parecis e Pimenteiras do Oeste-RO), e monitorado por equipe local da Coordenação Geral de Índios Isolados, da FUNAI. O posto local da FUNAI foi atacado e teve seus parcos equipamentos destruídos, exemplificando a ação intimidatória criminosa que a impunidade vigente permite aos mandatários regionais. Não distante dali, na Terra Indígena Omerê, os últimos Akuntsú e Kanoê, etnias as quais, somadas, restam apenas oito sobreviventes, além de terem suas terras invadidas, têm apresentado graves deficiências de saúde que podem inviabilizar sua sobrevivência imediata , o que exige ação urgente e assistência modelar por parte do Estado Brasileiro.

É necessário reafirmar que constam evidências ou informes da existência de diversos povos indígenas isolados no Estado de Rondônia:
  • Povo Isolado da cabeceira do rio Formoso;
  • Povo Isolado do rio Candeias;
  • Povo Isolado do rio Karipuninha;
  • Povo Isolado do rio Jaci-Paraná;
  • Povo Isolado do rio Jacundá;
  • Povo Isolado das cabeceiras dos rios Marmelo e Maicizinho;
  • Povo Isolado do rio Novo e Cachoeira do rio Pacaas Novas;
  • Povo Isolado da Rebio Jaru;
  • Povo Isolado da Serra da Cutia;
  • Povo Isolado do Parque Estadual de Corumbiara;
  • Povo Isolado do chamado "Índio do Buraco", quase extinto no rio Tanarú.

Há registros do povo isolado conhecido por JURUREÍ há menos de 5 km do trecho de pavimentação previsto da BR 429 , e relatórios internos da FUNAI indicam pelo menos cinco grupos de índios isolados na área de abrangência da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no rio Madeira.

A Terra Indígena Massaco, também habitada por índígenas não-contatados, é igualmente território ameaçado por invasões e conflitos fundiários que podem se traduzir em genocídio iminente.

É intolerável à sociedade e ao Estado Brasileiro compactuarem ou demonstrarem-se omissos diante do flagrante descaso, opressão e genocídio expresso em pleno século XXI, que tem se configurado sobre os últimos povos nativos livres em território nacional.

Tais povos, independentemente de sua fragilidade demográfica – fruto de séculos de extermínio silencioso no país – são parte crucial da matriz cultural, social e humana da nação brasileira. São sobreviventes meritórios de nossa resistência nativa, e constituem-se em patrimônio humano, biológico, cultural, histórico e espiritual do povo brasileiro e da Humanidade. Têm tido seus direitos mais elementares, sobretudo à vida, vilipendiados e ignorados ao longo da história de brutalidade pretensamente civilizatória na ocupação territorial do Brasil.

Reivindicamos aos últimos povos nativos livres no Brasil o direito de VIVEREM EM PAZ, sob a PROTEÇÃO EFETIVA DO ESTADO e do modo que sua perspectiva humana lhes indique que seja a FORMA DIGNA DE CONTINUAR A VIVER.

É inaceitável que, ainda que juridicamente protegidos pelo Estado, os povos indígenas em isolamento no Brasil subsistam ignorados pelos investimentos desenvolvimentistas, pressionados e executados pela exploração desmedida dos últimos nichos preservados de suas florestas e vitimados, ainda, pelos mais torpes métodos de extermínio que a impunidade estimula.
  • PELO COMPROMISSO DO ESTADO BRASILEIRO COM A SALVAGUARDA PÚBLICA, PROTEÇÃO ESPECIAL E DEFESA INTRANSIGENTE DOS DIREITOS ÉTNICOS, SOCIOCULTURAIS, TERRITORIAIS E À VIDA DOS POVOS INDÍGENAS EM ISOLAMENTO VOLUNTÁRIO E RECENTEMENTE CONTATADOS NO BRASIL.
  • PELA URGENTE REGULARIZAÇÃO E DESINTRUSÃO DA TERRA INDÍGENA TANARÚ (RO), COM EFETIVA PROTEÇÃO AO ÚLTIMO REMANESCENTE DO POVO DO CHAMADO “HOMEM DO BURACO”, BEM COMO PUNIÇÃO LEGAL DOS RESPONSÁVEIS POR AÇÕES INTIMIDATÓRIAS E CRIMINOSAS NA TERRA INDÍGENA TANARÚ.
  • POR UMA ATENÇÃO MÉDICA DIFERENCIADA, URGENTE , EFICIENTE E ADEQUADA ÀS NECESSIDADES CRÍTICAS DOS ÚLTIMOS AKUNTSÚ E KANOÊ NA TERRA INDÍGENA RIO OMERÊ (RO), E TOTAL DESINTRUSÃO DE SUAS TERRAS.
  • PELA URGENTE REAVALIAÇÃO E CONSIDERAÇÃO DE FATO DA PRESENÇA INDÍGENA DE GRUPOS AUTÔNOMOS EM ISOLAMENTO NAS ÁREAS AFETADAS POR OBRAS GOVERNAMENTAIS DE INFRAESTRUTURA, TAIS COMO RODOVIAS INTERESTADUAIS E TRANSNACIONAIS, BARRAGENS HIDRELÉTRICAS, HIDROVIAS E OUTROS PROJETOS DE ALTO IMPACTO SOCIOAMBIENTAL, COMO A RODOVIA BR 429 E AS USINAS HIDRELÉTRICAS NA BACIA DO RIO MADEIRA, ENTRE OUTROS.

A sociedade civil espera do Estado Brasileiro atitudes à altura da urgência e importância social e política na proteção à sobrevivência e continuidade dos últimos povos indígenas autônomos no Brasil, bem como a conservação e proteção de seus territórios, esteio de suas vidas e de suas possibilidades de futuro.

Atenciosamente,

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CIMI

Cáritas de São José vai ajudar vítimas das enchentes




A Cáritas Diocesana de São José dos Campos está disponibilizando sua conta corrente para que a população faça doações e ajude as vítimas das enchentes que atingiram cidades da região, em especial São Luís do Paraitinga, na virada do ano. As arrecadações em dinheiro podem ser feitas no banco Santander, agência 0093 – conta corrente 13.005.623-8, em nome da Cáritas Diocesana.

A coleta durará poucos dias devido à urgência na utilização da verba para o atendimento aos desabrigados. Ao final da campanha, a diretoria da Cáritas vai se reunir com os organizadores dos mutirões de ajuda de cada município atingido para discutir ações emergenciais.

“Sabemos que no momento a necessidade maior é de produtos de limpeza. São essas equipes que vão nos dizer quais materiais são mais emergenciais para cada momento para que possamos comprar esses produtos e fazer a doação”, disse o secretário geral da Cáritas Diocesana, José Luís Nunes.

A Central de Doação, um projeto da Cáritas de São José que mantém uma campanha permanente de doação de materiais usados, já está repassando utensílios domésticos como colchões, camas, roupas, calçados, eletro domésticos para as famílias que perderam tudo em suas casas, atingidas pela chuva.

Os interessados em doar materiais usados em bom estado devem ligar no escritório da Central de Doação no telefone (12) 3911-3225.
Fonte: Site da Diocese de São josé dos Campos - SP

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Encontro continental de leigos intensifica a comunhão em vista da Missão





Os trabalhos acontecem no Centro Missionário José Allamano, em São Paulo – Brasil, concluindo no dia 7 de janeiro, com uma peregrinação ao Santuário de Aparecida.
Participam do Encontro homens e mulheres que se identificam com o Carisma da Missão Ad Gentes além-fronteiras, legado do Bem-aventurado José Allamano. “Ser leigo e leiga da consolação é uma vocação, um chamado”, afirmou irmã Gabriella Bono, superiora Geral das missionárias da Consolata – MC, que há 20 anos acompanha os leigos. “Os LMC não são agregados à família, são membros, e o sonho é que sejam autônomos e interdependentes na complementariedade. Sou grata ao Senhor por cada um dos leigos e leigas, porque este é um caminho marcado pela presença do padre Allamano”, concluiu irmã Gabriella.





Convocado pelos conselheiros gerais de ambos os institutos (missionárias – MC e missionários da Consolata - IMC), o Encontro tem três objetivos: favorecer o encontro entre LMC/MC/IMC para partilhar os caminhos feitos no continente, refletir sobre a espiritualidade e o carisma de consolação como família Allamaniana e continuar fortalecendo o caminho dos leigos missionários da Consolata a nível do continente, buscando novas formas que favoreçam a articulação e organização do processo.

Marcado pela multiculturalidade do continente, os momentos são conduzidos nos idiomas português e espanhol, favorecendo a inculturação nos trabalhos e celebrações. Pela manhã, os leigos do Brasil abriram o Encontro com a oração invocando a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. A assembleia foi introduzida na devoção, na fé e no carinho que os brasileiros têm pela mãe Maria.

Para Lucília Mono, coordenadora dos LMC de São Paulo, este é um momento de partilha. “Estamos conhecendo os projetos de outros países, partilhando e enriquecendo a nossa caminhada. Isso nos anima”, destacou Lucília, que faz trabalhos em Itapevi – SP.

O colombiano Pedro Cortes, leigo missionário há 17 anos, já esteve em missão por três anos no Vicariato Apostólico de San Vicente Puerto Leguisamo, na Colômbia, atuando em comunidades de camponeses. “Este Encontro é importante para os leigos interiorizarem e viverem o carisma como vocação e opção de vida. É necessário ir mais adiante, sair de si”, afirmou Pedro, que em 1985 fundou a ONG Formemos e hoje cuida de 240 crianças carentes em Bogotá.

Na sua intervenção, padre Antônio Fernandes se dirigiu aos leigos missinário “este encontro só é possível, porque vocês já estão vivendo o carisma do nosso fundador. Quando se sonha, se segue Jesus não se pode pensar em outra coisa a não ser num novo céu e uma nova terra. A nós cabe esta missão e queremos que este Encontro dê início a esta expressão continental”, disse padre Antonio, Conselheiro Geral dos missionários da Consolata para o Continente americano. Por fim propôs três atitudes para o caminho: “quebrar barreiras e muros, abrir portas e construir pontes; não ter medo, confiar; e partir para criar comunhão”, concluiu.

Karla Maria, LMC Brasil.
Fotos: Karla Maria e Pe. Jaime C. Patias
Fonte: Revista Missões










São Paulo promove encontro continental de Leigos Missionários .




Seg, 04 de Janeiro de 2010 08:08 cnbb .Acontece em São Paulo, Brasil, de 3 a 7, o 1° Encontro Continental dos Leigos Missionários da Consolata na América. Participam aproximadamente 60 pessoas vindas da Argentina, Brasil, Colômbia e Estados Unidos.


Representam os missionários da Consolata, a irmã Gabriella Bono, a irmã Renata Conti, o padre Antônio Fernandes e alguns superiores das regiões, bem como padres, seminaristas e religiosos missionários.

“Manifesto minha alegria em terem escolhido São Paulo para acolher este Encontro. Sem dúvida é um momento de graça e presença do espírito”, afirmou padre Lírio Girardi, superior regional do Brasil, durante a apresentação dos participantes e abertura dos trabalhos no Centro Missionário José Allamano.

A programação do Encontro conta com orações inculturadas, apresentação dos caminhos e trabalhos missionários regionais, noites culturais, entre outras atividades. Uma peregrinação ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, no dia 7, encerrará os trabalhos.
Fonte: Revista Missões