sexta-feira, 4 de junho de 2010

Presidente Lula sanciona o projeto Ficha Limpa

Presidente Lula sanciona o projeto Ficha Limpa Sex, 04 de Junho de 2010 19:08 cnbb E-mail Imprimir PDF fichalimpalogoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira, 4, o Projeto de Lei de Iniciativa Popular Ficha Limpa, que proíbe a candidatura de políticos condenados pela Justiça em decisão colegiada em processos ainda não concluídos. Segundo a Casa Civil, Lula não fez qualquer veto ao texto aprovado pelo Senado. O Diário Oficial de segunda-feira, 7, deverá trazer a sanção de Lula. Como a sanção aconteceu antes do dia 9 de junho, caberá agora ao Judiciário decidir se o projeto provocará efeitos já nas eleições de outubro. O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, que apresentou o projeto ao Congresso com mais de 1,6 milhão de assinaturas, entende ser possível aplicar já. O projeto ficha limpa sofreu mudanças no Congresso. A versão inicial, do movimento, desejava a proibição de políticos condenados já em primeira instância. Ainda na Câmara, optou-se por proibir apenas os condenados por colegiados, o que acontece geralmente na segunda instância ou nos casos de quem tem foro privilegiado. O texto que sai do Congresso permite um recurso extra para condenados em colegiados a um órgão superior. Neste caso, se o outro órgão permitir a candidatura ele terá de julgar com prioridade o processo em andamento.

Fonte: CNBB

Comunidade: o melhor caminho para a pessoa e a sociedade




Alguns procuraram esvaziar as CEBs para dentro dos Grupos de Reflexão, outros insistem em dizer que CEBs e Grupos de Reflexão são uma mesma coisa; há também quem entende que toda e qualquer comunidade Católica é uma CEBs, outros não conseguem ver as CEBs em nenhuma destas comunidades. Outros ainda priorizam os Grupos de Reflexão e abandonam as CEBs e há também aqueles que conseguem ver a força e a importância dos Grupos de Reflexão dentro das CEBs. O problema é saber se efetivamente participa de uma CEBs ou de um Grupo de Reflexão quem tanto discute sobre os mesmos.
Fato é que, por incrível que pareça, em torno destas questões, muitas polêmicas já surgiram e continuam a acontecer. Creio que há um lado positivo e um negativo nestas polêmicas. Positivo é o fato que ao menos o debate continua e sendo assim é possível dizer que as CEBs continuam vivas; e negativo é o fato que em certos casos o debate é apenas um debate entre surdos, o discurso é apenas discurso e, por mais belo que pareça, é vazio de sentido.
Todos sabemos que CEBs, muito mais que um tema para ser debatido, é uma experiência vivida por muitos pobres e excluídos deste mundo moderno e globalizado; vivida por pessoas que fazem a experiência cotidiana de não ter, além da comunidade, outro lugar onde possam se agarrar para encontrar um sentido de vida e poder sobreviver em meio a tanta violência e opressão. Logo, mais importante que discutir “sobre” CEBs é procurar ouvir o que um membro efetivo de uma CEBs tem a dizer sobre esta sua experiência na mesma.
Os membros das CEBs, mesmo que não sejam ouvidos e continuem excluídos da economia, da política, dos bens culturais, e mesmo das igrejas, eles não desesperam, continuam a esperar por dias melhores e a acreditar no seu pequeno grupo, seja ele de reflexão, de família, de jovens, de mulheres e tantos outros. Continuam a acreditar que estes grupos tão diversos, ao lutarem pela vida e ao se deixarem guiar pelo Espírito de Deus, vão se encontrando e formando uma rede de grupos e comunidades, de movimentos, cooperativas e de associações, capazes de manter viva a chama da mudança, o espírito de solidariedade, a busca de uma vida digna para todos. Vida esta que passa também pelo cuidado com a ecologia.
Mais do que de lideranças famosas ou de personalidades reconhecidas internacionalmente, as CEBs possuem pessoas desconhecidas e desprezadas, pessoas que insistem não em aparecer, nem em estar no centro das atenções, de pessoas que não precisam aparecer na tela da televisão ou nos lugares mais elevados dos eventos sociais, políticos e religiosos. Eles preferem continuar agindo nos “porões da vida”, em torno das coisas simples do dia-a-dia, refletindo e rezando esta sua ação, para que a mesma seja do gosto de Deus.
Mesmo que alguns não o desejassem as CEBs existem e são muitas. É verdade que entre a CEBs ideal e a real há uma distância bastante grande. É verdade também que entre a CEBs mais avançada e aquela que está iniciando há uma distância grande. Porém, não podemos esquecer que jamais haverá uma que seja perfeita. Só a CEBs da Santíssima Trindade é perfeita. Só esta serve de modelo para todas as CEBs feitas de seres humanos. Sendo assim, mais do que estabelecer conflitos e confusões entre CEBs e Grupos de Reflexão, talvez seja a hora de questionarmos até que ponto as CEBs e os Grupos de Reflexão se identificam ou não com a Trindade Santa e caminham na sua direção. Até que ponto os membros de um Grupo de Reflexão ou de uma CEBs procuram ou não viver o amor, a solidariedade, a fraternidade, a justiça, a partilha e, enfim, a comunhão, a exemplo da Trindade Santa?
O nome “CEBs” não é o problema. Se as CEBs forem forçadas a abandonar seu nome talvez elas não se incomodem com isso. O problema haverá se elas forem forçadas a mudar sua identidade, seus princípios e a abrir mão de suas convicções e de da sua esperança de dias melhores. As verdadeiras CEBs jamais renunciarão ao espírito que as move na direção do Reino de Deus, jamais cederão aos ventos contrários, os ventos do neoliberalismo, do individualismo, do prestígio, da fama, do poder, do consumir e do ter. Pois se elas permitissem isso, então sim deixariam de existir. E se elas deixarem de existir como sobreviverão os pobres? E, como sobreviverá ou onde soprará o Espírito de Deus?
Na sua simplicidade e humildade as CEBs pretendem continuar sendo uma maneira de a Igreja ser. E esta maneira não passa por grandes eventos e shows, nem passa pelo apoio da grande mídia ou dos donos do poder econômico. É uma iniciativa dos pobres de Deus, daqueles que se identificam com o Cristo sofrido e crucificado, e que não tem outra forma de sobreviver, num mundo tão adverso e violento, que não seja agarrando-se em uma CEBs ou ao menos em um Grupo de Reflexão. É aí que ele entenderá qual é sua identidade e missão na igreja e no mundo e terá um pouco de segurança, auto-estima, esperança e apoio de pessoas com as quais poderá partilhar suas dores, alegrias, esperanças, sofrimentos, alimentos, conhecimentos... e assim poderem não desesperar.
Não há um modelo de CEBs que todos devessem seguir, nem há leis e normas prontas às quais todos devem obedecer. Elas se constituem num espaço aberto, democrático e de comunhão, num espaço onde a vida é celebrada à luz da Palavra de Deus e as celebrações são presididas por lideranças, leigas, ordenadas, homens, mulheres, jovens, velhas, negras, brancas, pobres, remediadas, analfabetas, estudadas..., lideranças que não abrem mão de um processo permanente de formação.
Alguns andaram por aí afirmando que as CEBs já deram o que tinham para dar e que agora a Igreja vive em outros tempos. Falaram também do seu desejo de um retorno da Igreja para o passado, para dentro dos seus próprios muros. Porém a Igreja de Jesus muito mais do que sobre os desejos humanos ela é edificada sobre o sacrifício e a cruz. O próprio Jesus diante da cruz disse “não se faça a minha vontade ó Pai, mas a tua.” As CEBs, as pastorais sociais e os movimentos populares não fogem da cruz, por isso perturbam os desejos de alguns. Precisamos perguntar não pelos nossos próprios desejos mas pelos desejos de Deus, pela sua Palavra.
Alguns desejam afirmar que as CEBs são coisas do passado, e que a Igreja precisa de renovação. Mas o que dizer das CEBs dos primeiros cristãos que completaram dois mil anos e continuam servindo de modelo para as nossas comunidades de fé?
Há uma tendência no ser humano de deixar-se levar pelas forças do mal, pela moda, pela onda, pela mídia, pela massa. Diferente disso é o projeto de Jesus, que passa pela dor, pelo sacrifício e até mesmo pelo martírio. Foi depois de passar por tudo isso que Jesus ressuscitou. Por isso não dá para contemplar o Cristo ressuscitado e mesmo o Cristo eucarístico quando o Cristo crucificado, perseguido, torturado, explorado, maltratado... presente em cada irmão e irmã é esquecido. Mais que pedirmos a Deus que olhe por estes é Deus que pedirá contas a nós, sobre o que fizemos em prol dos pequeninos.
Observando a história das CEBs no Brasil pode-se afirmar que elas passaram e sempre irão passar por crises, porém não se pode negar que aos poucos elas foram criando e solidificando um novo espaço popular de intensa participação dos cristãos, de testemunho de fraternidade concreta, de criatividade celebrativa, de fértil leitura bíblica enraizada no cotidiano, de compromisso com a transformação da sociedade e com a renovação da própria Igreja.
Parece inegável que a Igreja latino-americana viveu, de Medellin 68 a Puebla 79, uma “década gloriosa”, aberta ao novo, à experimentação e à audácia. A partir daquelas conferências os excluídos e excluídas começaram a ser melhor contemplados na Igreja e respeitados na sociedade. E, não eram apenas os excluídos por falta de dinheiro que começaram a ter vez e voz, mas também os discriminados e desprezados por questões de gênero, de raça, de idade, por serem portadores de necessidades especiais, etc. Aos poucos aprendemos que o povo latino americano não padece apenas por falta de pão, mas também por falta de reconhecimento, de dignidade e de alegria.
É sabido que a transformação da sociedade e a renovação da própria Igreja não se faz de cima para baixo. A história da Igreja vai se processando em todo o tecido eclesial, e quantas vezes é a partir dos excluídos e excluídas que a Igreja se torna menos pecadora e mais santa. As vítimas de um sistema opressor são as primeiras a se abrirem à esperança de dias melhores e à ação transformadora do Espírito de Deus.
As CEBs possuem uma história dinâmica e criativa. Enraizadas na Palavra de Jesus e fortalecidas pelo Concílio Vaticano II, elas correspondem a um novo tipo de organização. As CEBs não tem dono, nem um jeito único de ser. Elas são sobretudo uma rede de experiências eclesiais diversificadas, diferentes entre si, não seguindo uma receita prefixada, mas respondendo aos desafios de realidades sociais e eclesiais específicas. Cada uma nasce com pessoas diferentes, com sonhos diferentes e com uma identidade e uma sabedoria próprias. Talvez seja por isso que surgem as dificuldades de defini-las e os conflitos em torno das mesmas.
Portanto, CEBs não é um único e novo jeito de a Igreja ser, mas sim novos jeitos de ser Igreja. Não há para as CEBs uma receita fixa, uma forma e limites devidamente prefixados. Há dentro delas inúmeras formas e possibilidades de experimentar Deus, de vivenciar o amor de Deus na opção pelos pobres, nos espaços de acolhimento e de alimentação permanente da fé e satisfação do corpo também. CEBs não é fogo de palha, é a Igreja de Jesus Cristo se tornando cada vez mais bonita, viçosa, florida, fecunda e ampla. 
Fonte: Diocese de Caçador

Chipre: Bento XVI evoca origens do cristianismo e pede unidade dos cristãos

Papa espera que Sínodo para o Médio Oriente contribua para o diálogo entre as Igrejas

Getty Images
O apelo ao diálogo entre católicos e ortodoxos e o Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente, marcado para Outubro, foram alguns dos temas abordados por Bento XVI na celebração ecuménica realizada esta tarde em Chipre.
A alocução, que ocorreu no exterior da igreja de Agia Kiriaki Chrysopolitissa, na cidade de Paphos, começou por recordar os primeiros passos da expansão do cristianismo que ocorreram naquela ilha do Mediterrâneo Oriental, provavelmente antes do ano 50.
“Paulo, acompanhado por Barnabé, um nativo de Chipre, e Marcos, o futuro evangelista, vieram primeiro a Salamis [Salamina], onde começaram a proclamar a palavra de Deus nas sinagogas”, lembrou Bento XVI.
“Atravessando a ilha – continuou o Papa – chegaram a Paphos”, onde anunciaram a novidade de Jesus Cristo, “pelo que foi a partir deste lugar que a mensagem do Evangelho começou a espalhar-se através do Império [Romano]”.
Depois da introdução histórica, Bento XVI estabeleceu um nexo entre a herança que o cristianismo nascente deixou na ilha e a comunhão com todas as comunidades que também acolheram a novidade cristã.
No entender do Papa, a Igreja de Chipre pode orgulhar-se dos laços que a ligam à pregação daqueles evangelizadores e também da “comunhão que a liga a todas as Igrejas que preservam a mesma regra de fé”.
Bento XVI afirmou que a comunhão actualmente existente, “real mas imperfeita”, já é motivo de união entre os cristãos e impele os fiéis das várias Igrejas a ultrapassar as divisões e a lutar pela “restauração daquela plena unidade visível" que é “a vontade de Deus para os seus seguidores”.
Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente
Pronunciando-se sobre a Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para o Médio Oriente, o Papa afirmou que ela vai “reflectir sobre o papel vital dos cristãos na região”.
O encontro, que se realiza em Roma, vai também contribuir para aprofundar o “diálogo e a cooperação entre os cristãos de toda a região”, referiu Bento XVI.
O Sínodo vai contar com a presença de delegados de outras Igrejas e comunidades cristãs, “como sinal do nosso compromisso comum no serviço à palavra de Deus e da nossa abertura ao poder da sua graça reconciliadora”.
“A Igreja de Chipre, que serve de ponte entre Oriente e Ocidente, contribuiu em muito para este processo de reconciliação”, lembrou o Papa, acrescentando que o caminho até à comunhão plena não ocorrerá sem dificuldades.
Apesar desta convicção, “a Igreja Católica e a Igreja Ortodoxa de Chipre estão determinadas em avançar no caminho do diálogo e da cooperação fraterna”, disse Bento XVI.
O Papa concluiu a alocução com a evocação da memória dos santos que “adornaram” a Igreja de Chipre, relacionando-os com o objectivo da unidade dos cristãos, dado que “conversão e santidade” são "meios privilegiados" para obter a unidade da Igreja.
Foto: Bento XVI e o arcebispo ortodoxo Crisóstomo II de Chipre chegam à igreja de Agia Kiriaki Chrysopolitissa (4.6.2010)
fonte Ecleccia
   


Encontrado o corpo do advogado que atuava como missionário na Amazônia

Sex, 04 de Junho de 2010 10:42 cnbb

O corpo do advogado Pedro Yamaguchi Ferreira foi encontrado nesta quinta-feira, 3, no Rio Negro, próximo à comunidade de Itapereira, a mais de 100 km de São Gabriel da Cachoeira (AM). Yamaguchi estava desaparecido desde terça-feira, 1º, quando nadava no Rio Negro, próximo à sua residência, e foi levado pela correnteza.
“Pedro estava atuando como voluntário na diocese [de São Gabriel] desde fevereiro e marcou presença ativa na Pastoral Carcerária e serviços de advocacia em prol da diocese e das pessoas que necessitavam da sua ajuda em diferentes causas”, disse dom Edson. “Ele sempre esteve presente nas celebrações com o povo e demonstrava grande alegria na convivência com o Povo Indígena”, acrescenta.
“A Diocese juntamente com o Povo Indígena agradece a Deus, aos pais Paulo e Alice, aos cinco irmãos, ao regional Sul 1, que entregaram esse lúcido e generoso missionário para amar e servir povo de Deus na Igreja de São Gabriel”, disse dom Edson.
Yamaguchi tinha 27 anos, era filho do deputado federal, Paulo Teixeira (PT/SP), e atuou na Pastoral Carcerária do Regional Sul 1 da CNBB (estado de São Paulo). Seu corpo foi transferido hoje pela manhã para São Paulo. Segundo o blog do deputado, à tarde haverá uma missa de corpo presente na Catedral da Sé, em São Paulo.

Em Chipre, papa inicia 16ª viagem apostólica



Papa_em_ChipreO papa Bento XVI chegou a Chipre, nesta sexta-feira, 4, para sua 16ª viagem apostólica. Em seu discurso no Aeroporto Internacional de Paphos, Bento XVI recordou que Chipre se encontra na encruzilhada de culturas e religiões, de histórias ao mesmo tempo gloriosas e antigas.
“Encontrando-se entre Europa, Ásia e África, Chipre tem um papel especial de ponte entre mundos e culturas diferentes”, disse Bento XVI.
Um dos motivos da viagem do papa é a entrega do Instrumento de trabalho do Sínodo para o Oriente Médio. Segundo Bento XVI, o Sínodo examinará muitos aspectos da presença da Igreja na região e os desafios que os católicos devem enfrentar, às vezes em circunstâncias difíceis, vivendo a comunhão com a Igreja Católica e oferecendo seu testemunho a serviço da sociedade e do mundo.
Esta é a primeira visita de um papa à Ilha e a primeira vez que Bento XVI visita um país de maioria ortodoxa. Os 25 mil católicos de Chipre representam pouco mais de 3% da população. São apenas 15 sacerdotes que atendem a comunidade católica, que está sob a jurisdição do Patriarcado Latino de Jerusalém.
Desde 1974, Chipre vive dividida entre a presença turca no norte da Ilha e os greco-cipriotas no sul. Na fronteira, a ONU garante a segurança. 
fonte CNBB

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A origem da festa: o sonho de uma jovem menina de Liège

03/06/2010 | Fernando Altemeyer Júnior *
A Festa de Corpus Christi (nome breve latino da Festa do Santíssimo Sacramento ou Festa do Corpo e Sangue de Cristo) foi instituída pelo Papa Urbano IV com a Bula ‘Transiturus' de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a Festa da Santíssima Trindade o que acontece no domingo logo depois de Pentecostes (portanto 60 dias depois da Páscoa Cristã). O Papa Urbano IV foi o cônego Tiago Pantaleão de Troyes, arcediago (na Igreja medieval, dignitário das Sés que secundava o bispo nos ofícios junto com o chantre e o diácono) do Cabido Diocesano de Liège, na Bélgica, que recebeu o segredo das visões da jovem freira agostiniana, Juliana de Mont Cornillon, que exigiam uma festa da Eucaristia no Ano Litúrgico.
Juliana nasceu em Liège em 1192 e participava da paróquia Saint Martin. Com 14 anos, em 1206, entrou para o Convento das Agostinianas em Mont Cornillon, na periferia de Liège. Com 17 anos, em 1209, começou a ter ‘visões', exigindo da Igreja uma festa anual para agradecer o sacramento da Eucaristia. Com 38 anos, em 1230, confidenciou esse segredo ao arcediago de Liège, que 31 anos depois, por três anos, tornar-se-á o Papa Urbano IV (1261-1264), e proclamará como evento mundial a Festa de Corpus Christi, pouco antes de morrer.
A ‘Fête Dieu' começou na paróquia de Saint Martin em Liège, em 1230, com autorização do arcediago para procissão eucarística só dentro da igreja, a fim de proclamar a gratidão a Deus pelo benefício da Eucaristia. Em 1247, aconteceu a 1ª procissão eucarística pelas ruas de Liège, já como festa da diocese. Depois se tornou festa nacional na Bélgica.
A festa mundial de Corpus Christi foi decretada em 1264, 6 anos após a morte de irmã Juliana em 1258, com 66 anos. Santa Juliana de Mont Cornillon foi canonizada em 1599 pelo Papa Clemente VIII.
CELEBRAÇÃO OBRIGATORIA E PUBLICA PELAS RUAS DE TODO O PLANETA:
O decreto de Urbano IV teve pouca repercussão, porque o Papa morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada antes de 1270.
O ofício divino, seus hinos, a seqüência ‘Lauda Sion Salvatorem' foram elaborados segundo a tradição advinda do trabalho pessoal de Santo Tomás de Aquino (1223-1274), que estudou em Colônia com Santo Alberto Magno. Corpus Christi tomou seu caráter universal definitivo, 50 anos depois de Urbano IV, a partir do século XIV, quando o Papa Clemente V, em 1313, confirmou a Bula de Urbano IV nas Constituições Clementinas do Corpus Júris, tornando a Festa da Eucaristia um dever canônico mundial. Em 1317, o Papa João XXII publicou esse Corpus Júris com o dever de levar a Eucaristia em procissão pelas vias públicas.
O Concílio de Trento (1545-1563), por causa da Reforma de Lutero e dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da Festa de Corpus Christi, obrigando o clero a realizar a Procissão Eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.
Em 1983, o novo Código de Direito Canônico -cânon 944- mantém a obrigação de se manifestar ‘o testemunho público de veneração para com a Santíssima Eucaristia' e ‘onde for possível, haja procissão pelas vias públicas', mas os bispos escolham a melhor maneira de fazer isso, garantindo a participação do povo e a dignidade da manifestação. O Cristo Eucarístico é apresentado nesta procissão pelas ruas das cidades com a ajuda de um relicário ou ostensório (peça de metal com vidro e inúmeros raios em formato de um sol resplandescente). E muitas vezes o povo responde ao mote do bispo ou padre: "Honras e louvores se deem a todo momento". E a resposta do povo: "Ao santíssimo e digníssimo Sacramento".
SACRAMENTO E PRESENÇA REAL DO CRISTO VIVO NA HÓSTIA CONSAGRADA:
A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituído na Última Ceia, quando Jesus disse: ‘Este é o meu corpo...; isto é o meu sangue...; fazei isto em memória de mim'. Porque a Eucaristia foi celebrada pela 1ª vez na Quinta-Feira Santa, Corpus Christi se celebra sempre numa quinta-feira após o domingo depois de Pentecostes.
Na véspera da Sexta-Feira Santa, a morte na cruz impede uma festa solene e digna de gratidão e doutrinação. Porque a Última Ceia está no Novo Testamento, os evangélicos lhe têm grande consideração, mas com interpretação diferente.
Para os Luteranos e Metodistas, a Eucaristia é sacramento, mas Cristo está presente no pão e no vinho, apenas durante a celebração, como permanência e não transubstanciação. Outras igrejas cristãs celebram a Ceia como lembrança, memorial, rememoração, sinal, mas não reconhecem a presença real. Mas algo existe em comum que, através da Eucaristia, une algumas Igrejas cristãs na Eucaristia, ensina o Concílio Vaticano II, no decreto ‘Unitatis Redintegratio'.
A Eucaristia é também celebração do amor e união, da comum-união com Cristo e com os irmãos. A Eucaristia, que é a renovação do sacrifício de Cristo na cruz, significa também reunião em torno da mesa, da vida e da unidade para repartir o pão e o amor. A Eucaristia é o centro da vida dos cristãos : ‘Eu sou o Pão da Vida, que desceu do céu para a vida do mundo, através da vida de comum-união dos cristãos'. É muito comum recitar em português ou latim o hino Tantum Ergo.
A MÚSICA QUE ALEGRA O POVO CATÓLICO
Tão sublime Sacramento, adoremos neste altar,
Pois o Antigo Testamento deu ao Novo seu lugar.
Venha a Fé, por suplemento os sentidos completar.
Ao eterno Pai cantemos e a Jesus, o Salvador.
Ao Espírito exaltemos na Trindade, Eterno Amor.
Ao Deus Uno, e Trino demos a alegria do louvor.
Amém, Amém.
Tão sublime Sacramento, adoremos neste altar,
Pois o Antigo Testamento deu ao Novo seu lugar.
Venha a Fé, por suplemento os sentidos completar.
Ao eterno Pai cantemos e a Jesus, o Salvador.
Ao Espírito exaltemos na Trindade, Eterno Amor.
Ao Deus Uno, e Trino demos a alegria do louvor.
Amém, Amém.
Vejam estes belos filmetes
A versão latina
Texto: Santo Tomás de Aquino, doutor da Igreja.
Tantum ergo sacramentum
Veneremur cernui:
Et antiquum documentum
Novo cedat ritui:
Praestet fides supplementum
Sensuum defectui.
Genitori, genitoque
Laus et iubilatio,
Salus, honor virtus quoque
Sit et benedictio:
Procedenti ab utroque
Compar sit laudatio.
Amem
Tantum ergo Sacramentum Tão grande sacramento
Vê neremur cernui. humildemente adoremos.
Et antiquum documentum Da antiga Lei as figuras
Novo cedat ritui cedam ao novo rito
Præstet fides supplementum Sirva a fé de suplemento
Sensuum defectui. À fraqueza dos sentidos
Genitori, Genitoque Ao Pai e ao Filho,
Laus et jubilatio, seja dado louvor e júbilo.
Salus, honor, virtus quoque Saudação,honra,virtude
Sit et benedictio assim como a benção.
Procedenti ab utroque Ao que de ambos procede(o Esp. Santo)
Compar sit laudatio. Os mesmos louvores demos
Amen. Amém
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Pesquisa sobre texto original do Monsenhor Arnaldo Beltrami
Saudações fraternas
Prof. Dr. Fernando Altemeyer
Depto. Ciências da Religião PUC-SP
02/06/2010
Véspera do Corpus Christi
* Teólogo, doutor em ciências sociais, professor nas Faculdades Claretianas, na UNISAL, na EDT e na PUC-SP
Fonte: Fernando Altemeyer Júnior 
Fone: revista Missões

quarta-feira, 2 de junho de 2010

TENDA DOS MÁRTIRES 2010

Agente da Pastoral Carcerária desaparece no Rio Negro, Amazonas

pastoralcarcerarialogoO agente da Pastoral Carcerária e missionário leigo, Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira, que atua na diocese de São Gabriel da Cachoeira (AM), foi declarado desaparecido nesta terça-feira, 1º, depois de ter sido arrastado por uma forte correnteza quando nadava no rio Negro, na região de São Gabriel, no Amazonas.
De acordo com a diocese de São Gabriel da Cachoeira, a Marinha e o Exército foram acionados e enviaram equipes ao local para fazerem buscas, mas até o momento o missionário Pedro não foi encontrado.
Natural de São Paulo (SP), Pedro Yamaguchi, de 27 anos, atuou como advogado na Pastoral Carcerária da arquidiocese de São Paulo e há três meses estava em missão na Amazônia, integrando o Projeto Missionário Sul 1 – Norte 1 da CNBB.
A Pastoral Carcerária do Brasil e a família do Pedro Yamaguchi se unem em esperança e oração pela vida do missionário.
Confira abaixo a nota de solidariedade de dom Nelson Westrupp.

Nota de Solidariedade

Para nós que cremos, a vida não chega ao fim, mas é transformada pelos méritos infinitos da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor!
Viver e ressuscitar é participar cada dia da comunhão com Cristo ressuscitado, para sermos ajudados a ressurgir dia após dia, certos de que nada nos separará de Cristo (cf. Rm 8, 38).
Somos do Senhor porque nos remiu e incorporou a si, porque vivemos Nele e por Ele mediante a graça e o amor. O ser humano é muito mais do que apenas o tempo que termina com a morte. Apesar de todas as limitações e fragilidades, somos destinados à plenitude. Temos sede e fome de infinito.
Somos o desejo íntimo do coração de Deus. Dele viemos. Dele somos. Para Ele vamos. Trazemos na essência de nosso ser a vontade de participar da própria vida de Deus. Por isso, é necessário perceber o sentido da vida como busca contínua da comunhão com Deus. Como um mergulho no oceano infinito do Amor misericordioso do Pai de toda consolação.
Apoiados na promessa de que na Casa Paterna há muitas moradas, prossigamos nossa caminhada cristã. A esperança na feliz ressurreição garante o reencontro com quem nos precedeu na peregrinação da fé.
Aos familiares do missionário Pedro, nossa prece, solidariedade e nosso abraço silencioso e amigo.
Nossa Senhora da Soledade esteja conosco nessa hora de dor e de saudade.
Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 - CNBB
Fonte: CNBB Sul 1

MCCE divulga nota técnica a respeito do Ficha Limpa no TSE



fichalimpalogoO Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) divulgou nesta terça-feira, 1º, uma nota técnica a respeito do projeto de lei Ficha Limpa, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Uma comissão do movimento entregou o documento aos ministros da casa, antecedendo a sessão da noite. Leia a íntegra do documento abaixo:
NOTA TÉCNICA SOBRE A LEI DA FICHA LIMPA
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), rede de organizações sociais responsável pela campanha que culminou com a aprovação da lei complementar conhecida como “Lei da Ficha Limpa”, vem, respeitosamente, apresentar a Vossa Excelência as considerações abaixo:
I – Constitucionalidade
O projeto de iniciativa popular de que se originou a Lei da Ficha Limpa teve a sua apresentação motivada pelo que expressamente dispõe a Constituição e pela interpretação que a ela foi historicamente conferida pelo Tribunal Superior Eleitoral.
Dispõe o § 9º do art. 14 da CF, que “lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta”.
Certamente o comando constitucional não poderia ser cumprido pela vetusta Lei Complementar n° 64/90. Muito diversamente, foi justamente a leniência dessa legislação que obrigou o Parlamento a aprovar a Emenda de Revisão n. 4/94 para tornar possível a consideração da vida pregressa no momento da definição de novas hipóteses de inelegibilidade.
Quando a LC n° 64/90 foi editada, o legislador sequer dispunha de autorização constitucional para levar em conta o passado dos candidatos quando da instituição de inelegibilidades. Por isso mesmo, desde logo o Tribunal Superior Eleitoral tratou de editar o Enunciado n° 13 da sua jurisprudência sumulada, o qual possui o seguinte teor:
Não é auto-aplicável o § 9º, Art. 14, da Constituição, com a redação da Emenda Constitucional de Revisão nº 4/94
As decisões do Egrégio Tribunal Superior Eleitoral sempre fizeram alusão à necessidade da edição de uma lei complementar que corporificasse o desiderato constitucional de ver protegida a moralidade e a probidade administrativas pela via da instituição de inelegibilidades.
Diversos julgados voltaram a afirmá-lo, como foi o caso do RO nº 1069 – RJ, onde o relator, Min. Marcelo Henriques Ribeiro de Oliveira, assentou que “Na ausência de lei complementar estabelecendo os casos em que a vida pregressa do candidato implicará inelegibilidade, não pode o julgador, sem se substituir ao legislador, defini-los”.
Pois bem, seguindo essa orientação dimanada da nossa mais alta Corte Eleitoral, a sociedade brasileira tratou de recolher perto de 1,6 milhão de assinaturas em apoio a um projeto de lei de iniciativa popular, o qual restou aprovado pela unanimidade dos membros da Câmara e do Senado (já contando nesta data com parecer da Advocacia Geral da União que dá pela sua constitucionalidade).
A iniciativa da sociedade é toda ela voltada à observância dos princípios constitucionais da proteção, da moralidade e da probidade administrativas, todos eles expressamente reconhecidos no aludido § 9º do art. 14 da CF.
São esses os princípios que, ao ver das dezenas de organizações sociais que impulsionaram a Campanha Ficha Limpa, devem ser observados pelo legislador no momento da definição de novas hipóteses de inelegibilidade.
Além disso, o texto final da Lei da Ficha Limpa, que conta com o aplauso do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral acolheu um dispositivo introduzido pelo relator na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Trata-se do art. 26-C, para o qual chamamos a atenção de Vossa Excelência. Diz o dispositivo:
Art. 26-C O órgão colegiado do tribunal ao qual couber a apreciação do recurso contra as decisões colegiadas a que se referem as alíneas d, e, h, j, l e n do inciso I do art. 1º poderá, em caráter cautelar, suspender a inelegibilidade sempre que existir plausibilidade da pretensão recursal e desde que a providência tenha sido expressamente requerida, sob pena de preclusão, quando da interposição do recurso.
§ 1º. Conferido efeito suspensivo, o julgamento do recurso terá prioridade sobre todos os demais, à exceção dos de mandado de segurança e de habeas corpus.
§ 2º. Mantida a condenação de que derivou a inelegibilidade ou revogada a suspensão liminar mencionada no caput, serão desconstituídos o registro ou o diploma eventualmente concedidos ao recorrente.
§ 3º. A prática de atos manifestamente protelatórios, por parte da defesa, ao longo da tramitação do recurso acarretará a revogação do efeito suspensivo.
Esse artigo é o fruto de um profundo e intenso debate entre parlamentares de todos os partidos e as organizações sociais responsáveis pela iniciativa popular. Ele contempla, de um lado, o reclamo geral pela observância de critérios legais para o impedimento de candidaturas que representem risco social e a observância dos direitos individuais dos candidatos.
Contemplou-se, assim, a possibilidade de participação eleitoral mesmo do candidato já condenado por um grupo plural de julgadores. Mas adotou-se medida compensatória, acorde com a necessidade social de que em tais hipóteses seus recursos sejam efetivamente julgados com maior brevidade.
Encontrou-se, em suma, a seguinte solução: estarão inelegíveis os condenados por órgãos jurisdicionais colegiados; mesmo estes estarão, todavia, admitidos a postular o mandato eletivo, desde que requeiram medida de natureza cautelar e se sujeitem, caso deferida a providência, a um regime de tramitação prioritária para o seu recurso. Aquele que vier a ser eleito após a obtenção da cautelar terá o seu diploma desconstituído se sobrevier a confirmação da condenação.
Trata-se do fruto de um meditado consenso entre a sociedade brasileira e o Congresso Nacional.
II – Inaplicação do princípio da anualidade
Diz o artigo 16 da Constituição que "A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência".
A Lei da Ficha Limpa não altera o "processo eleitoral". Dirige as suas lentes não para o sistema eleitoral, mas para os critérios ético-constitucionais necessários ao registro das candidaturas.
A própria Lei de Inelegibilidades - que o MCCE está querendo alterar por meio da Campanha Ficha Limpa - entrou em vigor em maio de 1990 e foi aplicada para as eleições daquele mesmo ano.
Na oportunidade, o Supremo Tribunal Federal firmou a seguinte orientação jurisprudencial:

“(...) prevalência da tese, já vitoriosa no Tribunal Superior Eleitoral, de que, cuidando-se de diploma exigido pelo art. 14, § 9º, da Carta Magna, para complementar o regime constitucional de inelegibilidades, à sua vigência imediata não se pode opor o art. 16 da mesma Constituição.” (RE 129.392, Rel. Min. Sepúlveda Pertence, julgamento em 17-6-1992, Plenário, DJ de 16-4-1993.)
A observância da regra da anterioridade só diz respeito a mudanças que possam favorecer candidatos ou partidos em disputa, surpreendendo adversários e desequilibrando os pleitos. Normas de conteúdo ético-constitucional, como as previstas no Projeto de Lei da Ficha Limpa, não se submetem a tal exigência.
III – Aplicação a fatos anteriores
Sabemos que é usual, na redação de hipóteses de inelegibilidade, que se empregue o verbo no futuro do subjuntivo. Basta ver que a própria Lei de Inelegibilidades (LI), alterada pela iniciativa popular, já utilizava esse tempo de conjugação.
Exemplo disso é o texto atual do art. 1º, I, g, da LI. Segundo o dispositivo, “são inelegíveis os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas  (...)”.
Essa redação estimulou candidatos a, logo após a edição da referida lei, questionarem a aplicação do dispositivo a casos pretéritos. Resultado disso foi a sedimentação da jurisprudência no âmbito do Supremo Tribunal Federal no sentido de que, as hipóteses de inelegibilidade abarcam, sim, fatos ocorridos no passado.
Vejam o que decidiu o STF:
EMENTA: - CONSTITUCIONAL. ELEITORAL. INELEGIBILIDADE. CONTAS DO ADMINISTRADOR PÚBLICO: REJEIÇÃO. Lei Complementar nº 64, de 1990, art. 1º, I, "g".
(...)
II. - Inelegibilidade não constitui pena. Possibilidade, portanto, de aplicação da lei de inelegibilidade, Lei Compl. nº 64/90, a fatos ocorridos anteriormente a sua vigência (MS nº 22087-2, Rel.: Min. Carlos Velloso).
Como se vê, basta que o Supremo Tribunal Federal siga aplicando a sua jurisprudência sobre o tema para que a Ficha Limpa deite seu impacto sobre os que já se amoldam aos perfis repelidos pela inovação legislativa de origem popular.
Não se trata de uma eficácia retroativa, o que só ocorreria se a nova lei permitisse a desconstituição de mandatos obtidos na vigência da lei anterior. O que ocorre é apenas a aplicação de novos critérios de inelegibilidade, sempre baseados na confrontação entre circunstâncias fáticas e o conteúdo da lei.
Quando a Constituição vedou a sucessão por cônjuges e parentes, certamente não se imaginou permitir que aqueles que já estavam nessa condição antes da edição da norma pudessem participar do pleito.
Não se trata, como já se afirmou, de uma retroação do comando normativo, mas da aplicação dos seus efeitos a partir da edição da norma, confrontando-a com eventos passados.
Mas isso não encerra a questão. É que a Lei da Ficha Limpa prevê expressamente sua aplicação aos casos ocorridos antes da sua vigência, o que fica claro quando se lê o seu art. 3º, que se transcreve a seguir:
Art. 3º Os recursos interpostos antes da vigência desta Lei Complementar poderão ser aditados para o fim a que se refere o caput do art. 26-C da Lei Complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, introduzido por esta Lei Complementar.
Trata-se de norma de transição, voltada a explicitar o mecanismo pelo qual pessoas já condenadas por instâncias colegiadas antes da edição da lei devem agir se pretenderem obter o benefício na suspensão cautelar da inelegibilidade previsto no art. 26-C da Lei da Ficha Limpa.
Referido dispositivo assenta de forma incontestável a incidência da inelegibilidade sobre os que sofreram condenações anteriores à vigência da lei de iniciativa popular.
Há ainda um argumento definitivo, capaz de auxiliar na interpretação do âmbito temporal de incidência da inovação legislativa.
Se fosse possível interpretar o dispositivo de modo a considerar que a aplicação dos novos institutos jurídicos não pode atingir fatos ocorridos no passado, chegaríamos à inadmissível conclusão de que grande parte dos que estariam inelegíveis na vigência da lei anterior estariam agora livres para lançarem-se candidatos.
Ficaríamos, assim, diante de uma situação insustentável: a liberação da candidatura de condenados por decisões criminais, por improbidade e por abuso de poder econômico e político ainda que transitadas em julgado, uma vez que a lei que hoje permite a limitação dessas candidaturas já estará revogada quando do registro das candidaturas.
Ou seja, a lei estaria sendo interpretada de um modo absolutamente inverso ao que motivou milhões de brasileiros e a unanimidade da Câmara e do Senado a vedar as candidaturas que a sociedade quis proibir.
A Campanha Ficha Limpa tem um sentido claro. A sociedade brasileira espera que suas normas sejam aplicadas desde logo, atingindo todos aqueles que estiverem incursos nas hipóteses delineadas na nova lei.
Comitê Nacional do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral
fonte CNBB

TENDA DOS MÁRTIRES 2010




Foi levantada uma nova tenda no mesmo espaço onde aconteceu a Tenda dos Mártires durante a 5ª Conferência do Episcopado Latino Americano e do Caribe em 2007, com o objetivo de celebrar os três anos e construir a utopia de nosso dia a dia. Fizeram-se presentes o pessoal da Pastoral Operária e das CEBs.
De 19 a 21 de maio, na Comunidade São Geraldo, foi um tempo de Graça, para reviver aquele período histórico, fazer memória, partilhar o que aconteceu no decorrer destes três anos, trocar experiências, e manter viva a mensagem e o compromisso de discípulos e missionários!
Todos os dias aconteceram: celebração do Oficio Divino das Comunidades, Oração do Terço, Celebração da Santa Missa, visita às pessoas doentes e que não podiam comparecer na Tenda. Cada dia, um tema foi trabalhado e também celebrado os cem anos de Dom Helder, os 30 anos do martírio de Dom Oscar Romero, a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e memória aos Mártires da Caminhada Latino Americana.
Celebraram na Tenda Pe. Miguel Pipolo, Pe. Luis Carlos Tierney, Pe. José Beozzo, Frei Alamiro de Andrade e Pe. João Baresi. Uma grande alegria a presença de Ir. Alberta Girardi, Ir. Ernesto, Pe. Geraldo de Paula Sousa, Conceição.
No dia 21/05, aconteceu uma Oficina de Música para as crianças da comunidade, assessorada pelo pessoal da Casa da Solidariedade de São Paulo.
Inesquecível a acolhida que tivemos pelas pessoas da comunidade, com o imenso amor de sempre! Estamos unidos e assim seguimos por uma historia que está sendo construída no dia a dia de nossas comunidades, para que sejam expressões vivas do povo de Deus, com a Tenda dos Mártires que permanece erguida em nossos corações.

                                                Maria Matsutacke
                                       Paróquia Nossa Senhora de Guadalupe

 Fotos da Tenda: Maria Matsutacke

terça-feira, 1 de junho de 2010

Novas doenças na mira da Pastoral da Criança

Mudanças no estilo de vida da sociedade, como sedentarismo e maus hábitos alimentares, geram cada vez mais crianças e adultos obesos. A pastoral da criança está de olho no problema e delinea ações para combate-lo.
Entre as metas de trabalho: investir mais em hortas caseiras para melhorar a alimentação das famílias, capacitar novos líderes e intensificar acompanhamento das políticas e do atendimento público à saúde da população.
De acordo com Nelson Arns, coordenador internacional da PC, no Brasil houve avanços no setor com a implantação do SUS mas a parte preventiva ainda deixa a desejar. "Se você analisar quais as principais doenças que matam você vai ver que existem doenças ligadas à alimentação, hipertensão (pressão alta), a pessoa consome muito sal e faz pouco exercício, então se a pessoa fizesse uma dieta mais balanceada , comendo mais fibras das frutas, verduras, praticando pelo menos meia hora de exercício por dia, e buscasse um estilo de vida mais saudável , perdendo um pouco de peso você praticamente diminuiria em 80% problemas de pressão e diabetes", avalia.nelson_arns1
Foto:
Igor Mota.

















Nelson Arns esteve recentemente em Belém onde participou do 6º Encontro Regional da Pastoral da Criança, realizado de 17 a 22 de maio. Nelson Arns Neumann nasceu em Curitiba, possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Paraná (1988), mestrado em Epidemiologia pela Universidade Federal de Pelotas (1997) e doutorado em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo (2000). Atuou como médico, missionário leigo, na Diocese de Bacabal - Maranhão, em 1988 e 1989. Desde 1990 é Coordenador Nacional Adjunto da Pastoral da Criança - Organismo de Ação Social da CNBB (Conferência Nacional de Bispos do Brasil).
Durante o encontro em Belém o coordenador falou sobre a missão da PC no Brasil e no mundo, a necessidade de novos líderes e dos desafios do trabalho:
nelson_arns3Foto:
Igor Mota.















Como começou o seu trabalho na PC:
Eu quase posso dizer que começou dentro da barriga da minha mãe. Ela sempre teve atenção muito grande e especial com relação às crianças e no início em Curitiba quando trabalhava em hospital em postos de saúde. Mas, mais especificamente em 1984 eu já acompanhava as capacitações, me formei médico e fui trabalhar no Maranhão, em 1988, na diocese de Bacabal e depois Dom Geraldo (que na época era responsável pela PC) me pediu pra trabalhar na coordenação nacional,  então fazem 20 anos que estou na coordenação nacional como adjunto da coordenação.
Hoje qual o maior desafio da PC no mundo?
Têm situações distintas: no Brasil a Pastoral da Criança está bem consolidada em parte dos municípios e aqui nosso principal desafio são as novas doenças porque antigamente falávamos: ‘olha, o soro caseiro salvou milhares de vidas'. Mas, hoje toda mãe sabe preparar a solução, não precisa de tanto esforço da pastoral da criança. Hoje as doenças que mais matam crianças são ligadas ao nascimento, logo antes ou logo depois do parto e se tem a perspectiva de que metade das crianças que vão morrer esse ano vão morrer com menos de uma semana de vida, e para combater isso depende da líder aconselhar a mãe a fazer um pré-natal, acompanhar para que ele seja bem feito, mas depende também que o Estado faça a sua parte. Então, a PC tem um papel ainda muito grande para a sobrevivência infantil e depende cada vez mais de tecnologia que tem que ser ofertada pelo poder público. E ao mesmo tempo há as novas doenças. Hoje temos muito mais obesos, crianças com sobrepeso no Brasil do que crianças desnutridas. Isso é mudança radical e a maneira de combater também precisa ser, porque tanto o desnutrido quanto o obeso precisam de orientação alimentar. Mas, a questão da obesidade está muito ligada ao fato de as crianças não terem mais aquele espaço para brincar. Estava conversando com o pessoal de Belém e em todo o Brasil a gente lembra de como quando éramos crianças...Naquela época as crianças fechavam as ruas e jogavam futebol, se aparecia um carro o motorista reduzia, seguia devagarinho passava e as crianças voltavam a brincar. Hoje a preferência é toda para o carro. A mãe inclusive tem medo que a criança vá para a rua, que seja atropelada, que seja vítima de violência, de uma bala perdida, e acaba deixando a criança o dia inteiro na frente do televisor, às vezes  contra a vontade da criança, mas isso acaba diminuindo a oportunidade da criança brincar e conviver e também leva à obesidade porque leva a criança a ficar muito parada.
Nos outros países a questão de saúde e sobrevivência é muito mais importante o desafio é conseguir vacinas para todas as crianças, no Brasil temos a questão da saúde como um todo.nelson_arns4
Foto:
Igor Mota.















Qual o grande entrave para saúde pública no Brasil?
O Brasil avançou muito com a implantação do SUS. Em Bacabal, entre 1988 e 1989, eu atendia pessoas que em trinta e até em sessenta anos nunca tiveram oportunidade de consultar um médico porque não existia esse serviço. Então, pra essa população melhorou bastante. Por outro lado a parte preventiva ainda não está legal. Se você analisar quais as principais doenças que matam você vai ver que têm doenças muito ligadas à alimentação, hipertensão (pressão alta), a pessoa consome muito sal e faz pouco exercício. Então, se a pessoa fizesse uma dieta mais balanceada, comendo mais fibras das frutas, verduras, praticando pelo menos meia hora de exercício por dia, e buscasse um estilo de vida mais saudável , perdendo um pouco de peso você praticamente diminuiria em 80% problemas de pressão e diabetes. É claro tendo problemas de pressão, diabetes isso sobrecarrega o sistema de saúde e ele não vai dar conta se não trabalhar a prevenção. Exemplo prático seria o próprio soro caseiro. Quando me formei em medicina em 1988 a gente tinha 80% dos leitos dos hospitais ocupados por crianças com diarréia , no Hospital de Clínicas de Curitiba, o chefe da pediatria disse que das 14 vagas da UTI, 10 eram para crianças com desidratação. Hoje não tem criança internada com desidratação. Você parte de um modelo em que 80% dos gastos do hospital eram por diarréia e a mãe conhecendo como tratar e a sociedade aprendendo você não teve mais nenhum internamento. Isso tem que passar para outras doenças senão a gente vai gastar demais no tratamento quando se deveria gastar na prevenção.
Hoje estamos em mais de 20 países. Com diferentes graus de implantação. O forte é aqui na America latina, Angola e Timor leste. Estamos com três missionárias brasileiras trabalhando agora no Timor leste, semana que vem vão missionários para Guatemala e também ao Peru e assim estamos o tempo todo implantando a PC e principalmente acompanhando os trabalhos, porque não é só plantar a semente e abandonar, temos que cuidar porque senão ela se perde no meio do mato.
Qual impacto com o falecimento de Zilda Arns para a Pastoral da Criança ?
As pessoas despertaram para a necessidade de ajudar o próximo. As pessoas veem que a vida precisa de conforto material, mas precisa também ter essa doação e isso faz parte do nosso bem estar aqui na terra também, sem pensar na recompensa eterna que sempre há pra quem auxilia o próximo. A gente lembra que quando se fala em ardor missionário se remete a palavra 'arder' e 'ardor' é algo que incomoda, então o trabalho voluntário não é fácil, enfrenta dificuldades mesmo dentro da PC, que você tem apoio, material educativo, mas encontra desafio constante e justamente esse ardor que nos leva a enfrentar o trabalho com muita alegria e a gente vê cada vez mais pessoas se aproximando da PC querendo trabalhar em prol do bem comum e de uma sociedade justa e solidária. Tenho recebido inúmeras manifestações de pessoas que ate já trabalharam e haviam deixado e estão voltando e isso no mundo inteiro. Muita gente acompanhou as noticias (do falecimento de Zilda Arns)  pela internet e se engajou.
Há algum sonho não realizado de Zilda Arns que o senhor vai abraçar?
O sonho dela estava vinculado ao chamado de Jesus para que todos tenham vida e vida em abundância. Então, ela sempre lembrava que a PC deve estar a serviço de todas as crianças para que todas as crianças tenham a vida plena que merecem e que com a contribuição das pessoas, que tem um pouco mais de conhecimento e boa vontade, vai ser alcançado muito mais facilmente.
Regional Norte 2 partilha experiências com Colômbia
Este ano o 6º Encontro Regional da Pastoral da Criança realizado em Belém recebeu cinco coordenadoras da PC na Colômbia.   "Elas vieram para conhecer melhor as ações aqui no Brasil e articular alguma nova ação em Bogotá. Além disso, a presença das colombianas fortalece nossos laços com países vizinhos", explica irmã Veneranda Alencar, coordenadora da PC no Pará.  geral_encontro
Foto:
Igor Mota
















Coordenadores de cinco estados participam de 6º Encontro Regional da PC em Belém
De acordo com irmã Venerada o 6º Encontro Regional teve uma avaliação positiva. "Foi uma semana muito boa de modo geral que valeu troca de experiência e as oficinas em pequenos grupos.pc_09



















Irmã Veneranda Alencar é coordenadora estadual da PC no Pará
Cinco colombianas participaram do encontro em Belém. De acordo com irmã Cecília Rodrigues, coordenadora da PC em Bogotá, o trabalho da PC na Colômbia começou em 2001. Atualmente existem 1,8 mil líderes e a PC está presente em 45 dioceses da Colômbia.Cerca de 18.800 crianças são acompanhadas; 860 gestantes são atendidas pelas líderes e 15. 700  famílias são beneficiadas.
"Temos boas líderes, bom material para campanhas, mas nosso maior desafio é a pobreza do local. Em algumas comunidades o sistema de tranportes é precário, faltam recursos para levar nosso trabalho a todos", explica irmã Cecília. Ela lembra que há convênios com o governo local e com o Instituto Colombiano de Bem Estar das Famílias, mas não é suficiente.  dsc03312



















Irmã Cecília Rodriguez coordena os trabalhos da PC em Bogotá.
"Estimamos que existam 5 milhões de crianças menores de 6 anos na Colômbia. O Instituto atende 2 milhões e nós mais 18 mil, então ficam de fora cerca de três milhões de crianças que não são acompanhadas. Este ano houve melhora significativa com campanhas de aleitamento materno exclusivo e prevenção de casos de diarréia", explica irmã Cecília. A religiosa destaca que grande parte das famílias sobrevivem do mercado informal na Colômbia e que muitas delas estão desalojadas por conta da guerrilha que assola o país. "Isso prejudica muito nosso trabalho no acompanhamento das crianças e das famílias. Nossa ação chega também as crianças orfãs. Mas, ainda faltam recursos para capacitar mais líderes e chegar a todos os pobres", diz a coordenadora colombiana.
Alimentação - Entre os projetos da PC para 2010 está o investimento maior em hortas caseiras. No Pará a experiência já é realidade em comunidades da região Santana, no  bairro do Guamá, periferia de Belém. "Foi o primeiro grupo pastoral a ser treinado. Mas, vamos levar trabalho a outras dioceses. Antes nosso trabalho era específico com alimentação enriquecida com multimistura, agora vamos trabalhar com alimentação saudável estimulando que as famílias mantenham hortas caseiras mesmo que muitas nem tenham mais quintal, mas em qualquer cantinho é possível fazer horta, seja num pequeno espaço de um quintal, ou no vaso da sala", diz irmã Veneranda, lembrando que a PC está preocupada com a má alimentação da maioria da população.
"Sabemos que nos alimentamos mal e precisamos combater doenças. Essa ação de estimular hortas em casa existe há três anos e vamos intensificar a sensibilzação", afirma a coordenadora.
Para estimular ainda mais esse trabalho a PC precisa contar com o apoio de mais líderes voluntários. De acordo com irmã Veneranda há preocupação com a baixa de 7% no número de líderes no ano passado. "A PC tem evasão em todo o Brasil de 20% dos líderes ao ano. No Pará o número também diminui nesse esse ritmo", diz.
Fonte:CNBB 2

Capa do Informativo do mês de junho 2010 - diocese de São José dos Campos - SP


Celebração da Ceia do Senhor - primeiro ano da Páscoa - passagem do Gisley

 
 
No próximo dia 15 de junho estaremos completando um ano sem a presença do nosso querido amigo e companheiro de caminhada Pe. Gisley.
Estaremos celebrando este um ano de seu martírio e queremos contar com a sua presença nesta celebração.
-- 
"Vem me fala tu de liberdade, desta igualdade que todos queremos, desta vida nova que todos buscamos, desta paz que um dia alcançaremos!
Vem, me fala tu de tua vida, desta amizade mais querida, desta ansiedade de amar de novo, desta tua vida doada ao povo! Vem me fala tu de esperança, deste novo ser criança, desta paz sem ser bonança, desta luta pra vencer... Vem me fala de você!"
(Zé Vicente)
Pe. Zezinho, CSS

"Jose Bakir"

Novo bispo de Floriano, dom Valdemir Ferreira, recebe Ordenação Episcopal

Posse_1Milhares de fiéis preencheram as arquibancadas do Ginásio de Esportes Raul Ferraz, em Vitória da Conquista (BA), para assistir à Ordenação Episcopal de dom Valdemir Ferreira dos Santos, nomeado pelo papa Bento XVI, no dia 17 de março, para assumir a diocese de Floriano (PI).
A Celebração Eucarística de Ordenação Episcopal foi presidida pelo arcebispo metropolitano de Vitória da Conquista, dom Luís Gonzaga Pepeu, e também pelo arcebispo de Mariana (MG) e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio Rocha, do arcebispo emérito de Teresina (PI), dom Celso José da Silva, e do bispo emérito de Floriano, dom Augusto Alves da Rocha.
Posse_2A posse como bispo está marcada para acontecer no dia 3 de julho na diocese de Floriano. Como lema episcopal dom Valdemir escolheu “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,17), “Pasce oves meas”.
A primeira missa presidida como bispo foi celebrada às 18h do mesmo dia na paróquia Nossa Senhora das Candeias, aonde desde 2006, vinha exercendo a função de pároco, além de ser vigário-regional do Vicariato São Lucas, membro do Conselho Fiscal da Cáritas Arquidiocesana, segundo-tesoureiro da Pastoral da Pessoa Idosa, membro do Conselho Presbiteral e do Colégio dos Consultores e Ecônomo Arquidiocesano.
A ordenação foi transmitida ao vivo por cinco rádios do Piauí.

fonte:CNBB

segunda-feira, 31 de maio de 2010

AGU afirma que projeto Ficha Limpa é constitucional

Ficha_Limpa_destaqueO advogado-geral da União (AGU), Luís Inácio Adams, encaminhou nesta segunda-feira ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva parecer em que afirma estar dentro da lei o projeto que exige ficha judicial limpa para políticos que desejam participar de processos eleitorais. A AGU, que enviou sua posição para que o chefe do Executivo não tenha sua decisão contestada ao sancionar a lei, não entrou no mérito de se a exigência de ficha limpa pode ou não ser aplicada no pleito de outubro.
O Congresso Nacional aprovou projeto que torna inelegível candidato condenado em decisão colegiada por crimes contra a administração pública, o sistema financeiro, ilícitos eleitorais, de abuso de autoridade, prática de lavagem de dinheiro, tráfico de drogas, tortura, racismo, trabalho escravo ou formação de quadrilha.
No texto avalizado pelo Legislativo, o candidato pode, no entanto, eventualmente apresentar recurso, com efeito suspensivo, contra uma decisão de segunda instância que o tenha condenado por algum crime que acarrete em inelegibilidade. Essa alternativa ocorreria apenas "em casos em que existam evidências insofismáveis de que os recursos possam vir a ser providos".
A opinião da AGU atestando a legalidade do projeto do Ficha Limpa acaba com a tese de que o impedimento de um candidato com ficha suja concorrer nas eleições violaria o princípio da presunção da inocência.
"A morosidade do nosso sistema judiciário, as incríveis peripécias processuais que podem ser realizadas por hábeis e competentes advogados no retardamento das decisões finais em processos judiciais legitimam, no mérito, a intenção de que sentenças ainda não transitadas em julgado (que ainda podem ser alvo de recurso) possam determinar, de plano, o afastamento da vida pública daqueles que por elas, em certos casos, foram condenados", defendeu o deputado José Eduardo Cardozo no texto que foi confirmado pelo Congresso.
Fonte: CNBB