sexta-feira, 11 de junho de 2010

Bento XVI encerra Ano Sacerdotal com 15 mil sacerdotes na Praça São Pedro

Uma multidão de 15 mil sacerdotes lotou, nesta sexta-feira, 11, Festa do Sagrado Coração de Jesus, dois terços da Praça São Pedro, em Roma, durante o encerramento do Ano Sacerdotal. Os padres, vindos do mundo inteiro, concelebraram com o papa Bento XVI.
De acordo com informações da Rádio Vaticano, foi a maior concelebração eucarística da história de Roma. Antes do início da missa, Bento XVI entrou na Praça de jipe aberto, e fez um giro pelos quatro setores dianteiros, sorrindo e abençoando os presentes.
Bento XVI deu início à celebração com um rito de aspersão com água benta, como ato penitencial, fazendo referência ao sangue e a água emanados do Coração do Senhor, como salvação para o mundo, evocando assim o tema da purificação.
O padroeiro dos párocos, o santo João Maria Vianney, o Cura d’Ars, foi citado na homilia do pontífice, como modelo de ministério sacerdotal em nosso mundo. O papa também abordou a questão dos abusos sexuais na Igreja e pediu um explícito perdão a Deus e ás vítimas dos abusos cometidos por sacerdotes e bispos.
“O sacerdote não é simplesmente o detentor de um ofício, como os ofícios dos quais toda sociedade precisa. Ele faz algo que nenhum ser humano pode fazer por si: pronuncia, em nome de Cristo, a palavra de absolvição dos nossos pecados e muda assim, a partir de Deus, a situação da nossa vida. O sacerdócio não é simplesmente um ofício, mas sacramento”, recordou.

Ainda em sua homilia, Bento XVI pediu mais vocações para a Igreja. “Esta vocação, esta comunhão de serviço para Deus e com Deus, existe – aliás, Deus está à espera do nosso ‘sim’. Junto à Igreja gostaríamos novamente de pedir a Deus esta vocação. Pedimos operários para a messe de Deus”.
Depois da homilia, os sacerdotes renovaram as promessas sacerdotais, como na Quinta-Feira Santa, na Missa crismal.

Bênção Final
Antes da bênção final, Bento XVI renovou o ato de consagração dos sacerdotes a Nossa Senhora, segundo a fórmula utilizada por ocasião da recente peregrinação a Fátima, e proferiu algumas palavras em português: “Queridos sacerdotes dos países de língua oficial portuguesa, dou graças a Deus pelo que sois e pelo que fazeis, recordando a todos que nada jamais substituirá o ministério dos sacerdotes na vida da Igreja. A exemplo e sob o patrocínio do Santo Cura d’Ars, perseverai na amizade de Deus e deixai que as vossas mãos e os vossos lábios continuem a ser as mãos e os lábios de Cristo, único Redentor da humanidade. Bem ajam!”.
Foto: AP
fonte:CNBB

7º dia da novena do Coração de Jesus - Pe. Geraldinho (4)

7º dia da novena do Coração de Jesus - Pe. Geraldinho (3)

7º dia da novena do Coração de Jesus - Pe. Geraldinho (2)

7º dia da Trezena do Coração de Jesus -Pe. Geraldinho (1)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Bíblia na Mão, Palavra de Deus no Coração



"Vamos aprofundar o conhecimento da Palavra de Deus e os conteúdos de nossa fé. Se escutarmos a Palavra de Deus todos os dias, conquistaremos a experiência de sermos discípulos e discípulas de Jesus Cristo." (Dom Walmor Oliveira de Azevedo)


A campanha "Bíblia na Mão, Palavra de Deus no Coração" é um esforço missionário da Arquidiocese de Belo Horizonte para que cada católico tenha a sua Bíblia como referência pessoal de meditação e orações. 


É hora de redescobrirmos e intensificarmos a espiritualidade bíblico-litúrgica, através da Leitura Orante da Palavra de Deus, do Ofício Divino das Comunidades, das Homilias, das Celebrações Litúrgicas, dos Cursos, e dos Círculos e grupos Bíblicos.

Fonte: Arquidiocese de BH

Padres se reúnem em Aparecida para o encerramento do Ano Sacerdotal

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 O encerramento do Ano Sacerdotal na sub-região de Aparecida será realizado no dia 11 de junho, às 9h, com celebração no Santuário Nacional. A presidência da celebração será do arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno e será concelebrada pelos bispos e sacerdotes das dioceses de Aparecida, Caraguatatuba, Lorena, São José dos Campos e Taubaté.
Após a missa, às 10h30 haverá palestra com o Padre Mariano Weizenmann, scj – Superior Provincial da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus, de Taubaté. Ele falará sobre o tema "A espiritualidade sacerdotal a partir do Sagrado Coração de Jesus", no auditório Padre Noé Sotillo.
Os bispos e sacerdotes presentes no encerramento do Ano Sacerdotal participarão de um almoço de confraternização após a palestra no Santuário.

Celebrações com o Papa Bento XVI e sacerdotes direto de Roma



A TV Canção Nova leva até você a transmissão das celebrações conclusivas do Ano Sacerdotal, de 9 a 11 de Junho, em Roma.

Na quarta-feira, 9, você acompanha um espetáculo com testemunho de padres e também com a presença dos Focolarinos, a partir das 11h.

Na quinta-feira, 10, acontece a Vigília na Praça de São Pedro, às 15h30, com testemunhos e momentos musicais, intervenções do Santo Padre Bento XVI e adoração e bênção eucarística.

No último dia, 11, você acompanha a celebração da Santa Missa na “Solenidade do Sagrado Coração de Jesus”, às 5h, presidida pelo Santo Padre Bento XVI, na Praça de São Pedro.




[Confira a programação oficial]


O Papa Bento XVI convidou todos os padres para esse encontro, e disse que a iniciativa é também uma oportunidade para os padres renovarem as suas “promessas sacerdotais”, “sustentados por todo o povo de Deus”.

Acompanhe esse encontro, de 9 a 11 de Junho, na TV Canção Nova.
 
Fonte: Canção Nova

Namoro, Noivado e Casamento

Cleber P. Pires e Mônica L. Pires *
Este artigo foi escrito baseado na experiência vivida por nós como casal, e é com muito prazer e carinho que compartilhamos nossos pensamentos e vivências.
Conhecer o futuro marido ou a futura esposa requer seriedade e responsabilidade, é como subir uma escada, degrau por degrau sem pular etapas, não se deixando levar pelo egoísmo ou ambição. Podemos comparar esta fase a quando éramos crianças querendo ser adultos, e hoje adultos querendo voltar a ser criança.
Muitas pessoas nunca estão satisfeitas, querem sempre mais e mais, como uma criança sem regras que faz birra pelo brinquedo na prateleira. Essa ambição gera um transtorno que afeta a vida como um todo. A ambição é favorável quando usamos para o bem comum, por exemplo, no ambiente de trabalho quando dosada corretamente, respeitando o horário e não passando por cima da hierarquia ou dos colegas. A ambição quando se torna doentia nos faz deixar de perceber Deus verdadeiramente presente ao nosso redor, na natureza, nas palavras ou em nossa família, e acabamos deixando em segundo plano tudo isso, incluindo o namoro. O tempo deve ser respeitado, Existe um tempo para cada coisa (Eclesiastes 3:1-8).
Podemos aplicar essa analogia ao namoro: conhecer alguém por apenas status social não deixa de ser uma forma de ambição negativa: olhar para o homem ou mulher como olhar para uma linda roupa num shopping, ir em busca do belo por sua aparência, corpo, poder aquisitivo, ser apenas fútil, querer ter, e mostrar que é poderoso ou poderosa para a sociedade, sem pensar num objetivo real de vida familiar. Começar um namoro sem um propósito, respeito e seriedade resultará num possível casamento sem amor e sem felicidade. Sendo assim, quando se deseja um casamento duradouro, deve-se cultivar e demonstrar o amor não apenas com palavras, mas com atitudes que atestem este sentimento.

Namoro

O namoro é um tempo onde conhecemos mais a pessoa por dentro do que por fora, onde compartilhamos experiências de vida, carinho, e principalmente respeito. O respeito gera amor, que é muito diferente da paixão. Você já disse para alguém ou já ouviu a expressão "Estou apaixonado(a)"? Nesta frase pode existir algo lindo ou algo abominável, pois quando perdemos o chão perdemos a sabedoria, deixamos nos levar pelos impulsos e isso não é nada bom, aceitar atitudes sem ter razão por apenas um sorriso, concordar com situações inconvenientes para ouvir palavras doces, e aos poucos deixar a paixão nos conduzir para um abismo, não é salutar. "Quando o corpo impera, a razão enfraquece, o espírito agoniza, e o amor perece". Anular-se para o outro não é amor, e pior que isso é deixar o companheiro(a) se anular por nós, isso é uma forma de egoísmo. O resultado de tudo isso se dará no futuro quando percebermos que estamos passando por grandes problemas e julgamos o companheiro pela nossa vida infeliz, nos perguntando: quem estará errado nessa situação? Não existe uma resposta fechada para esta questão, mas sim a descoberta de que o "amor" era apenas uma "paixão" que terminou com o desgaste natural do tempo ou com o fato de não conhecer realmente a pessoa ao nosso lado.
"O amor é paciente, é bondoso; o amor não arde em ciúmes, não se orgulha, não é soberbo, não se porta com indecência, não busca seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal. Não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade; tudo tolera, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". (1 Coríntios 13:4-7)

Noivado

O noivado é uma etapa do nosso relacionamento quando assumimos que estamos capacitados para uma vida a dois. Em alguns casos acontece por capricho ou pressão: o sonho de casar, vestir aquele lindo vestido de noiva que acaba passando por cima de qualquer dificuldade, afetiva ou financeira pelo simples desejo pessoal, a realização de um sonho, porém a ansiedade acaba jogando tudo por água abaixo; o homem sem ter o sonho de vestir um lindo fraque, mas querendo estar junto com sua esposa, dormir e acordar juntos, achando que acabará com todos os problemas que havia no namoro... Ambos acabam metendo os pés pelas mãos.
Agora é tempo de refletir toda nossa experiência do namoro, mas não para desistir e sim passar por mais uma etapa. O diálogo é o ponto fundamental para rever todo o tempo de namoro, as pendências, tudo que precisa ser consertado, pois um casamento não resolverá os nossos problemas; isso deve ser feito com propriedade, maturidade e amor.
Observamos que a cada ano que passa a família está sendo diluída com separações, brigas, imoralidade, falta amor e de Deus no coração... E isso se dá pelas brechas que deixamos no dia a dia, com a educação de nossos filhos, e a nossa própria educação. Quantas vezes nos deparamos com pais que discutem, brigam e às vezes se agridem na frente dos filhos, gerando inconscientemente uma descrença no casamento, comprometendo a vida adulta da criança perante o seu objetivo de vida a dois. Isso é grave, mas o casal não se dá conta, colaborando com o divisor (Maligno) que cada dia entra nos lares para destruir a raiz da sociedade, a família. "Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca." (Mateus 26, 41)

PAIXÃO: 1- A paixão romântica pode surgir diferente, como o raio corta o céu.
2- A paixão romântica acontece por você achar alguém o máximo, sem, no entanto, conhecer suas qualidades ou defeitos.
3- A paixão, na verdade, vê a outra pessoa como um meio de se conseguir alguma coisa: segurança, carinho, sexo etc
4- É possível apaixonar-se por duas ou mais pessoas ao mesmo tempo
5- Uma pessoa apaixonada "vive nas nuvens", fora da realidade
6- Para o apaixonado, o visual da outra pessoa é fundamental
7- A paixão aprecia estar com a outra pessoa pela excitação sexual que ela provoca
8- Uma pessoa apaixonada usa "máscaras" para agradar sempre e não decepcionar o outro
9- As afinidades nem sempre são fortes e definitivas. A atração é mais física do que emocional e intelectual
10- Os pais acham que, antes de pensar em algo mais sério, é preciso dar mais tempo
AMOR: 1- O amor cresce devagar, como uma árvore
2- O amor continua crescendo mesmo depois de perceber que a outra pessoa dá "suas mancadas"
3- O amor está interessado no bem-estar e felicidade da outra pessoa
4- O amor se dedica exclusivamente a uma só pessoa
5- O amor sonha, mas sem exageros. Sabe equilibrar os sonhos com a realidade
6- Para quem ama, o relacionamento total é mais importante do que a atração física
7- O amor gosta de estar com a outra pessoa por amizade, companheirismo, carinho.
8- O amor é o que é. Não tem medo de mostrar falhas e virtudes
9- Há muita afinidade. Interesses, alvos, valores, atividades, ou mesmo só uma boa conversa
10- Os pais apreciam a pessoa com quem se está namorando e incentivam para que se conheçam melhor.

* Cleber P. Pires é membro da equipe missões e músico.
* Mônica C. L. Pires é psicóloga e contadora.
Fonte: Revista Missões

Encontro internacional de padres no Vaticano, marca o encerramento do Ano Sacerdotal,

09/06/2010 | Blog da Sagrada Familia
Bento XVI proclamará Cura de Ars como patrono dos sacerdotes de todo o mundo na sexta-feira, 11
O encontro internacional de padres no Vaticano, que marca o encerramento do Ano Sacerdotal, começa nesta quarta-feira, 9, e vai até sexta-feira, 11.
A Congregação para o Clero é a organizadora do evento, ao qual foram convidados todos os presbíteros do mundo. Esse encontro é uma espécie de ponto culminante do Ano convocado por Bento XVI por ocasião dos 150 anos da morte de santo Cura de Ars e partilha do tema Fidelidade de Cristo, fidelidade do sacerdote.A programação conta com meditações, adoração eucarística, confissão e Santas Missas.Na tarde de quinta-feira, 10, acontece a vigília na Praça de São Pedro. Além de testemunhos a serem oferecidos por alguns sacerdotes, estão previstas conexões televisivas com Ars, o cenáculo de Jerusalém, bairros pobres de Buenos Aires e Hollywood, bem como um diálogo entre Bento XVI e os sacerdotes, com adoração e benção eucarística.Na sexta-feira, 11, às 10h, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, se encerrará o Ano Sacerdotal com uma concelebração eucarística presidida pelo Papa na Praça de São Pedro. Durante a Missa, os presbíteros renovarão suas promessas. O Papa proclamará o santo Cura de Ars como patrono de todos os sacerdotes do mundo - atualmente, ele é patrono apenas dos párocos.
Programação
A programação oficial das atividades pode ser acessada clicando aqui. A TV Canção Nova transmitirá os principais eventos das celebrações conclusivas do Ano Sacerdotal - veja aqui.Em abril, o prefeito da Congregação para o Clero, Cardeal Cláudio Hummes, escreveu uma Carta por ocasião da conclusão do Ano Sacerdotal, na qual lembrava:"Daqui a dois meses chegaremos ao encerramento do Ano Sacerdotal. O Papa, caros sacerdotes, convida-vos de coração a vir de todo o mundo a Roma para este encerramento nos dias 9, 10 e 11 de junho próximo. De todos os países do mundo. [...] Então, não recuseis o convite premuroso e cordial do Santo Padre. Vinde e Deus vos abençoará. O Papa quer confirmar os presbíteros da Igreja. A vossa presença numerosa na Praça de São Pedro constituirá também uma forma propositiva e responsável de os presbíteros se apresentarem, prontos e não intimidados, para o serviço à humanidade, que lhes foi confiado por Jesus Cristo. A vossa visibilidade na praça, diante do mundo hodierno, será uma proclamação do vosso envio não para condenar o mundo, mas para salvá-lo (cfr. Jo 3, 17 e 12, 47). Em tal contexto, também o grande número terá um significado especial".

Fonte: Blog da Sagrada Familia

“Cartilha Eleições 2010: O chão e o horizonte” já vendeu 18 mil exemplares

cartilhaeleicoes2010Quase dois meses depois de seu lançamento, a cartilha “Eleições 2010: O chão e o horizonte” - teve grande aceitação e até o momento já vendeu pouco mais de 18 mil exemplares. Elaborada pelo Conselho Nacional de Leigos do Brasil (CNLB); Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP); Centro Nacional de Fé e Política “Dom Helder Câmara” (Cefep); Instituto Brasileiro de Desenvolvimento (Ibrades) e Pastorais Sociais da CNBB, a cartilha trata-se de um subsídio ao eleitor, em preparação às eleições 2010.
Para fazer o pedido da cartilha, o interessado deve entrar em contato com a editora Scala nos telefones (62) 4008-2350 08007038353; pela internet no site www.cpp.com.br , ou no e-mail: vendas@cpp.com.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. . O preço da cartilha por unidade e de R$ 1,00.
Fonte:CNBB

Começa 1ª Formação Missionária com enfoque na Amazônia

formmissionariaamazoniaTem início, na tarde desta quarta-feira, 9, a partir das 16h, no Centro Cultural Missionário (CCM), em Brasília, a 1ª Formação Missionária com enfoque na Amazônia. O evento, organizado pela Comissão Episcopal para a Amazônia, CCM e Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) reúne cerca de 34 pessoas, entre leigos, diáconos, padres e religiosas, até o próximo dia 30.
A finalidade do curso é oferecer uma preparação humana, espiritual, intelectual e prática para presbíteros, religiosos, leigos, que são enviados a regiões tipicamente missionárias como a Amazônia. De acordo com a organização da formação, “nesse período procuramos ajudar a aprofundar as motivações pessoais, a própria compreensão da missão, a visão mundial dos desafios missionários, o processo de encontro com as outras culturas, os fundamentos bíblicos e teológicos da missão e a espiritualidade missionária”.
Para a assessora da Comissão para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), irmã Maria Irene Lopes dos Santos, o evento é importante para nortear os missionários antes mesmo de eles começarem a missão em terras alheias. “Antes de se hospedar em terras alheias, o missionário deve antes conhecer a realidade do lugar e seu contexto. É assim que o curso vai contribuir para a formação de missionários para a Amazônia”, disse.
Durante todo o curso, os participantes irão estudar três grandes temas: “A missão hoje: dimensão humana, histórica e teológica”; “Desafios para a missão hoje: o mundo e a Amazônia”; e, “O sujeito da missão hoje: memória, projeto e seguimento”. Os temas serão assessorados por vários pesquisadores e estudiosos, entre eles, o assessor da Comissão para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB, padre José Altevir da Silva; o diretor executivo do CCM, padre Estêvão Raschietti; o secretário Nacional da Pontifícia União Missionária, padre Sávio Corinaldesi; o assessor para a Comissão para o Laicato da CNBB, professor Sérgio Coutinho. O tema do evento é “Pescadores de gente para a vida (Lc 5, 10)”.
fonte:CNBB

Como navegar com segurança na Internet

  1. Navegar com segurança PROTEGENDO SEUS FILHOS DA PEDOFILIA E DA PORNOGRAFIA INFANTO-JUVENIL NA INTERNET
  2. Iniciativa Instituto WCF - Brasil Apoio SESI-SP - Serviço Social da Indústria – Departamento Regional de São Paulo SENAI-SP – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial – Departamento Regional de São Paulo Parceria Técnica CENPEC - Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária Revisão do Conteúdo Equipe Educarede – Cenpec, Eloísa de Blasis, Carolina Padilha, Neusa Francisca de Jesus, Marta Isabel Nóbrega Bonincontro (SENAI-SP), Maria José Zanardi Dias Castaldi (SESI-SP) e Scarlett Angelotti (SESI-SP) Coordenação Editorial Isa Guará Redação Ana Maria Pinheiro Vasconcelos Pesquisa e Texto-base Roseane Miranda Neusa Francisca de Jesus Revisão Sandra Miguel Ilustração Michele Iacocca Edição de arte Eva Paraguassú de Arruda Câmara José Ramos Néto Camilo de Arruda Câmara Ramos Instituto WCF – Brasil Presidente do Conselho Deliberativo Rosana Camargo de Arruda Botelho Diretora Executiva Ana Maria Drummond Coordenação de Projetos Carolina Padilha Assessoria Neusa Francisca de Jesus

terça-feira, 8 de junho de 2010

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Papa Bento XVI se despede do Chipre e destaca a “unidade profunda na fé”

getNa manhã de ontem, 6, no voo de volta ao Vaticano, o papa Bento XVI manteve o habitual diálogo com os jornalistas que o acompanharam em visita a outros países, no caso ao Chipre. O Papa ressaltou que quis leva ao Chipre uma mensagem religiosa e não política para marcar o caminho da paz na região. “Não venho com uma mensagem política, mas com uma mensagem religiosa, que deveria preparar mais as almas para estarem abertas à paz. Estas não são coisas feitas de um dia para outro”.
Sobre a divisão que ainda fere a ilha cipriota, o Santo Padre assinalou que esta viagem, em continuidade com a da Terra Santa, no ano passado, quer ser um testemunho de paz e diálogo, sobre a base da fé no único Deus.
Ao ser perguntado pelo ataque israelense contra a frota pró-palestina, o Pontífice assinalou que “diante de casos de violência, é necessário não perder a paciência, o valor, a capacidade de voltar ao início. É necessário gerar essas disposições do coração e começar sempre de novo, na certeza de que podemos avançar, que podemos chegar à paz e que a violência não é a solução, mas sim a paciência pelo bem. Criar estas disposições me parece o principal trabalho que o Vaticano, seus organismos e o Papa podem fazer”.
Quanto ao diálogo com os ortodoxos, o Santo Padre ressaltou a necessidade do testemunho comum dos cristãos, diante das diferenças: “quando somos capazes de testemunhar estes valores, de nos esforçarmos no diálogo para viver estes valores, já demos um testemunho fundamental de uma unidade muito profunda na fé”.
No final do encontro com os jornalistas Bento XVI se referiu ao próximo Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, que será realizado em outubro, no Vaticano, e que estimulará a fé e a esperança no futuro.
Fonte:CNBB

Paróquia Coração de Jesus - Jubileu de Prata - 4º dia da Trezena - 6 de junho 2010

Procissão de Entrada
:  

Salmo 29 - 30
Homilia (parte 1)

Homilia (parte 2) 

 

Cantos do Coração de Jesus:

 



Fotos: Bernadete Mota








domingo, 6 de junho de 2010

Bíblia: Fonte da Catequese


É impossível compreender exatamente o que seja a catequese, sem compreender profundamente a Palavra de Deus. O Diretório Nacional de Catequese nos diz: "É preciso que a catequese seja alimentada e dirigida pela Sagrada Escritura. É tão grande a força e virtude da Palavra de Deus que fornece à Igreja a solidez da fé, o alimento da alma, fonte pura e perene da vida espiritual. A própria Escritura testemunha: A "Palavra de Deus é viva e eficaz" ( Hb 4,11). A Bíblia é, pois o primeiro livro de catequese...

1° - POR SUA ORIGEM E NATUREZA


Antes da Bíblia ser escrita, Israel encontrou-se com seu Deus e alimentou sua vida de fé numa longa (experiência comunitária de luta pela sua sobrevivência e dignidade. Nesta experiência vai despontando o jeito catequético de Deus através do qual Israel foi aprendendo:
* a ver Deus no centro de sua história e da vida de cada um;
* a não tomar absoluto o que é relativo, seja pessoa, instituição, normas. Foi aprendendo a adorar só a Deus:
* Israel foi aprendendo a desinstalar-se, a fazer caminho:
* Colocar-se numa atitude de constante conversão, apesar das inúmeras  caídas.
Através desta longa experiência podemos comparar a Bíblia com uma máquina de costura que vai costurando a aliança de Deus com o povo e do povo com Deus. O carretel de linha é o mistério do amor de Deus que vai penetrando os orifícios de nossa vida. A canelinha somos nós que devemos corresponder à penetração da agulha de Deus em nossa vida. O importante é firmar o ponto e não afrouxar a costura senão vamos franzir a nossa vida cristã. Através de nossa liberdade podemos cortar a linha e quebrar a aliança com Deus... A catequese é a constante costura que fazemos com Deus. Não se faz roupa apenas em alguns momentos da vida. Daí a importância da catequese e de sua formação permanentes.
Depois de muito tempo, por inspiração de Deus, Israel vai pondo por escrito aspectos marcantes desta experiência vivida à luz da fé. A vivência suscita os escritos. Na catequese de Deus os fatos precedem as escritas. E a grande pedagogia da Bíblia. Os escritos que vão surgindo mantêm viva e aprofundam a fé através de releituras posteriores provocadas pelos fatos novos.
Diz o Diretório Nacional de Catequese: "O texto sagrado nasceu em experiência comunitária: foi o processo que o próprio Deus escolheu para se comunicar. É função do texto bíblico alicerçar e vivificar a comunidade dos que crêem, fazendo crescer a unidade da Igreja, que não é uniformidade, mas deriva de um espírito básico de comunhão... A Bíblia nasceu na e para a comunidade de fé. Ela será vista em suas perspectivas mais importantes só quando relacionada com a comunidade" (DNC 177: 185).
Uma das características da Catequese renovada e ratificada no Diretório Nacional de Catequese é a "Interação fé-vida”: O conteúdo da catequese compreende dois elementos que se interagem: a experiência da vida e a formulação da fé. A afirmação do princípio da interação é a recusa do nocionismo intelectualista e do dualismo na catequese. A interação entre fé e vida é a tarefa principal, a arte do catequista e seu constante desafio diante das situações concretas" (DNC 26). Esta interação não pode ser de palavra, igual óleo e no copo. Só se mistura quando é remexido. Deve ser a interação do óleo e da água na panela quente para cozinhar o arroz. Uma vez misturados, não se separam mais. Toda a Palavra de Deus é esta grande interação entre fé e vida.

2° - POR SEU CONTEÚDO


A Bíblia nos traz valiosos testemunhos de mulheres e homens que testemunham o quanto tiveram consciência de que Deus é parceiro e está no centro da caminhada De tudo isto a Bíblia é fruto e história.
A Sagrada Escritura é, ao mesmo tempo, testemunho oficial e orientação autorizada do período fundador da nossa comunidade de fé. Por isso mesmo a Bíblia é livro catequético por excelência.
Na Bíblia, não existem textos sem valor, banais, mesmo que às vezes a gente tenha esta impressão. Eles têm seus valores, ainda que ocultos. Daí a necessidade de boa formação bíblica para percebermos qual catequese está por trás de tais textos. Para isto é importante dar bastante atenção ao texto. Evitar a ânsia de nos servirmos do mesmo texto para expor nossas idéias, não prestando atenção ao que ele tem anos dizer. E bom lembrar também que possíveis dificuldades que tivermos com alguns textos elas não podem nos desviar do verdadeiro referencial da Bíblia: o mistério da vida, da História, do Deus sempre imprevisível que não se deixa manipular.

3º - POR SUA PEDAGOGIA


A Revelação de Deus se realiza neste processo interativo entre Ele e seu povo... Pedagogicamente, Ele usa expressões profundamente humanas, parte da experiência do Povo, do que sabe a respeito de Deus, como aconteceu com Moisés, que já Conhecia o Deus de Abraão, Isac e Jacó e a quem é revelado. um dado fundamental a mais "Eu sou aquele que sou que é presença permanente no meio do povo"(DNC 239).
A pedagogia de Deus é a revelação progressiva através de palavras acontecimentos na caminhada do povo. Nada pronto de cima para baixo. Na medida em que o povo caminhava ia reavaliando suas reflexões e ações, numa linha progressiva.
A pedagogia bíblica é a reflexão na caminhada. Nada de receitas prontas. Na medida que a
comunidade caminha, reavalia reflexões e soluções do passado, às vezes corrigindo-as. É o caso, por exemplo, da responsabilidade pessoal.
A pedagogia bíblica nos ajuda a ver problemas e nos mostra que suas soluções estão na comunidade de fé, onde aprendemos a traduzir em oração e em catequese tudo o que acontece: alegria, dores, esperanças. Neste sentido é importante o uso de uma linguagem simbólico-cultural, que situam catequista e catequizando em sua cultura.

 II - CATEQUESE DOS LIVROS SAGRADOS


O desafio para nós é como usar os livros sagrados na catequese. Isto não se dá de uma vez. É através de nossa intimidade, da leitura obediente e orante da Palavra. Cada um dos livros da Bíblia é portador de valiosas contribuições. Vejamos, a título de exemplo alguns livros da Bíblia:
O livro do Êxodo mostra a espiritualidade da caminhada, deserto, abanca, experiência de Deus na fraqueza e na falta de tudo. Mostra a libertação e a esperança do povo.
O livro dos Salmos nos educa para a oração imersa na vida, oração feita de louvor, súplica,memória, agradecimento, queixas.
O livro do Eclesiastes. Neste ano vamos trabalhar no mês da Bíblia o livro do Eclesiastes. Este livro significa comunidade. Seu autor (a) tem um jeito de argumentar que provoca o leitor. Ele nos convida a pensar no sentido da vida, participar no processo da descoberta da verdade. O livro não impõe verdades, mas aponta caminhos, mostrando que um outro mundo só é possível com a participação de todos. O livro do Eclesiastes é uma grande catequese diante da vida.
Os livros do Profetas. Eles são os grandes catequistas de Israel, animadores da esperança. Eles são os catequistas incansáveis diante da infidelidade e fidelidade humanas. Não se casam de denunciar e anunciar, mostrar o sentido da história.
O uso dos livros da Bíblia na catequese deve levar em conta alguns critérios:
* Linguagem dos textos;
* Experiência de vida do catequizando;
* Maturidade de fé do catequizando;
* Prioridades: tudo na Bíblia pode ser valioso, mas nem tudo é igualmente    importante aqui e agora.
O próprio processo de formação da Bíblia mostra que cada comunidade se fixava mais no que era prioritário. Existem sugestões de seleção de textos bíblicos a partir dos períodos sensíveis na idade evolutiva.
O que não pode faltar na formação bíblica do (a) catequista é o seu contato diário com a Bíblia. Diz o Frei Carlos Mesters que há um segredo para nós ficarmos por dentro da Bíblia: "Ler a Bíblia, ler a Bíblia, ler a Bíblia..."
Nesta leitura paciente da Bíblia, juntamente com os encontros de formação bíblica devemos ficar atentos:
1. O contexto do texto;
2. A ligação do texto com a comunidade-realidade;
3. Seus personagens;
4. Como o texto ilumina e questiona a nossa catequese;
5. O que o texto nos leva a falar com Deus.
 
Fonte: Movimento Boa Nova

Palavras de Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira antes de partir ...

Amigos do 12º rumo ao 13º , perdemos um companheiro da Pastoral Carcerária que estava em missão na Amazônia. Segue abaixo a mensagem do Sul 1, as palavras de despedida do próprio Pedro quando deixou SP e tb uma entrevista para nossa reflexão e prece.
Pe Luiz Ceppi/P.Velho

Nota do episcopado paulista sobre o desaparecimento do missionário leigo na Amazônia
Apresentamos a mensagem do Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 da CNBB sobre o desaparecimento do missionário leigo Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira, que atuava na Diocese de São Gabriel da Cachoeira (AM), que foi declarado desaparecido na manhã desta terça-feira (01), após ser atingido por correnteza na Amazônia
Nota de Solidariedade
O missionário leigo Pedro Fukuyei Yamaguchi Ferreira, que atuava na Diocese de São Gabriel da Cachoeira (AM), foi declarado desaparecido na manhã desta terça-feira (01), depois de ter sido arrastado por uma forte correnteza quando nadava no rio Negro na região de São Gabriel.
De acordo com a Diocese de São Gabriel da Cachoeira, a Marinha e o Exército foram acionados e enviaram equipes ao local para fazerem buscas, mas até o momento o missionário ainda não havia sido encontrado.
Natural de São Paulo, Pedro Fukuyai, de 27 anos, atuou como advogado na Pastoral Carcerária na Arquidiocese de São Paulo e, há três meses, estava em missão na Amazônia, integrando o Projeto Missionário Sul 1 – Norte 1 da CNBB.
Para nós que cremos, a vida não chega ao fim, mas é transformada pelos méritos infinitos da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor!
Viver e ressuscitar é participar cada dia da comunhão com Cristo ressuscitado, para sermos ajudados a ressurgir dia após dia, certos de que nada nos separará de Cristo (cf. Rm 8, 38).
Somos do Senhor porque nos remiu e incorporou a si, porque vivemos Nele e por Ele mediante a graça e o amor. O ser humano é muito mais do que apenas o tempo que termina com a morte. Apesar de todas as limitações e fragilidades, somos destinados à plenitude. Temos sede e fome de infinito.
Somos o desejo íntimo do coração de Deus. Dele viemos. Dele somos. Para Ele vamos. Trazemos na essência de nosso ser a vontade de participar da própria vida de Deus. Por isso, é necessário perceber o sentido da vida como busca contínua da comunhão com Deus. Como um mergulho no oceano infinito do Amor misericordioso do Pai de toda consolação.
Apoiados na promessa de que na Casa Paterna há muitas moradas, prossigamos nossa caminhada cristã. A esperança na feliz ressurreição garante o reencontro com quem nos precedeu na peregrinação da fé.
Aos familiares do missionário Pedro, nossa prece, solidariedade e nosso abraço silencioso e amigo. Nossa Senhora da Soledade esteja conosco nessa hora de dor e de saudade.
Dom Nelson Westrupp, scj/ Presidente do Conselho Episcopal Regional Sul 1 - CNBB


DISCURSO DE PEDRO YAMAGUCHI FERREIRA, PROFERIDO NA MISSA
DE SUA DESPEDIDA DA CAPITAL PAULISTA EM FEVEREIRO DE 2010
  Queridos familiares, amigos e amigas
            Em primeiro lugar, quero dedicar essa missa a minha madrinha Glaucia, que nos deixou há uma semana. Tenho um sentimento de que ela vai olhar por nós e alegrar um pouco mais o céu. As maiores lembranças que tenho dela são o seu sorriso e sua luta pela causa ambiental. De alguma forma, sinto que posso dar seguimento ao que ela tanto ensinava como geografa e professora. Essa missa é em memória dela.
Quero agradecer a cada um de vocês pela presença nesta noite, isso representa muito pra mim e me dá muita força para seguir a caminhada. Celebramos hoje, na Igreja da Boa Morte, a vida, a esperança de dias melhores. Sei que não estamos reunidos esta noite por mim apenas: todos os que estão aqui querem um mundo melhor para si; para seus filhos. Todos queremos paz, alegrias, amizade, justiça. Este encontro serve para renovarmos nossos sonhos.
Agradeço de forma especial as pessoas que prepararam com tanto carinho essa missa: a Marcelo da Pastoral da Juventude, a Pe Valdir e dona Vera, a toda a comunidade aliança da Misericórdia, nas pessoas de Pe Enrico e Antonelo, ao pessoal da banda e a todos e todas que permitiram que esta noite acontecesse. Pe Valdir, aliás, que foi o pai desta minha idéia de ir pra Amazônia. Desde fazer contato com o bispo de São Gabriel da Cachoeira, até falar com todos os padres e irmãs para que autorizassem meu envio. Muito obrigado por toda a ajuda, Pe Valdir.
Quero saudar meus amigos da aliança da misericórdia. Por ceder essa igreja, que é vossa casa. Saibam que vocês têm enorme influência na minha vida e nessa minha decisão: desde o primeiro momento, quando conheci um montão de jovens que moravam na favela do moinho e faziam pastoral carcerária, logo fiquei encantado com o que vi. Eram jovens dedicando suas vidas a melhorar a realidade dos mais marginalizados: os moradores de favelas e os encarcerados. Nas muitas vezes que estive com eles, sempre me identifiquei com aquela vocação e sentia alguma coisa arder mais forte no meu peito. Sabia que faria algo parecido.
Vocês vivem a solidariedade na essência na palavra, vivem pela causa social com compromisso e verdade. Parabéns e muito obrigado pelo exemplo.
Quero abraçar todos meus familiares. Meus tios e tias, pais e mães pra mim, e meus irmãos. Meus primos e primas, que são meus outros irmãos e irmãs. Carrego vocês no coração, assim como carrego a lembrança de meus quatro avós, os quais tive a enorme felicidade de conhecer e conviver. Sinto que eles estão comigo. Sempre os senti por perto e sei que eles nos protegem. Dedico também a eles minhas alegrias.
Brindo com todos meus amigos e amigas, da rua, de colégio, de faculdade, das lutas, da vida. Pela amizade e companheirismo. Obrigado por me ensinar. Espero que nossa amizade possa ser preservada e se fortalecer ainda mais, nos sentimentos de solidariedade com os outros, no amor pelo país, na luta por mais igualdade social, autonomia e liberdade das pessoas e tolerência com as diferenças. Tamo junto!
Aos amigos dos meus pais, que se tornaram meus amigos. Obrigado por todo exemplo de luta e dedicação a uma militância que exigiu muito tempo do lazer e conforto de vocês e de suas famílias. Carrego vocês comigo também! Muito obrigado pela presença.
Agradeço o carinho dos amigos de Carlos de Foucalt. Obrigado pela amizade e acolhida. Terei mais oportunidade de conhecer os ensinamentos de Foucalt. De alguma forma, já me sinto muito influenciado por essa espiritualidade, desde minha infância, através de meus pais, e agora, por todo esse processo da minha decisão, quando estive rodeado por vocês. Muito obrigado.
Quero agradecer, de forma muito especial aos meus queridos amigos e amigas companheiros de Pastoral Carcerária. Obrigado pela oportunidade que me deram, por confiarem e apostarem em mim. Pela amizade e paciência que tiveram comigo. E, sobretudo, pelo exemplo de fé e compromisso com a causa carcerária e humana. Vocês são verdadeiros guerreiros, pessoas iluminadas. Faltam palavras pra descrever tudo o que vivi nestes 3 anos de Pastoral. Quero, do fundo do coração, agradecer a oportunidade de ter compartilhado com vocês momentos dos quais nunca esquecerei. A presença missionária dentro da Pastoral influenciou a minha escolha. Carrego vocês, os presos e as presas, comigo. Que tenhamos dias melhores, em que nossa sociedade respeite os direitos dos cidadãos presos. Muito obrigado!
Aos meus queridos pais, também faltam palavras. Obrigado pelo exemplo, por nos ensinar a olhar pelo outro, a ter consciência do mundo em que vivemos, a lutar por nossos sonhos. Muito obrigado por serem parceiros comigo e com meus irmãos em nossas investidas, em nossos projetos. Amo muito você, pai e você, mãe.
Aos meus queridos irmãos, todo meu amor e amizade. Vocês são pessoas especiais pra mim, trazem mais energia pra minha vida, são minha sustentação.
Espero estar tão perto de todos vocês mesmo estando longe. Carrego vocês nesta luta. Desde já peço perdão pelas vezes que precisarem de mim e que estarei ausente. Obrigado pelo apoio.
Essa minha decisão de viver essa experiência na Amazônia é fruto do convívio com a realidade dos cárceres e a realidade social em sua forma mais cruel, o lado B de nosso País: o País dos esquecidos, dos humilhados. Pude estar em contato com a miséria da miséria, a injustiça, a segregação social e racial, a dor, o esquecimento. Ter visto de perto situações desconhecidas pela maioria das pessoas, ter conhecido um País que ainda maltrata seus cidadãos, tudo isso me despertou pra necessidade de luta, de trabalho para a profunda transformação dessa realidade.
De forma geral, vejo os poderes de Estado ainda muito elitistas. Não conhecem de verdade a realidade de seu povo, a pobreza, a falta de dignidade e cidadania que sofrem milhões de cidadãos, não conhecem os cárceres. Mantêm-se distantes daquilo que deveria ser a essência de seu trabalho: o bem comum do povo, sobretudo daquele que mais necessita das instituições para a garantia de seus direitos. Privilegiam o status, o poder, as facilidades materiais em detrimento dos direitos fundamentais das pessoas.
As leis, a Constituição Federal infelizmente não são as mesmas para todos. A justiça é justa para poucos. Os direitos de alguns são mais importantes que de outros. Lutar pela terra é crime. Mas não é crime a situação daquela pessoa que vive em condições sub-humanas nas favelas, sem dignidade nenhuma, sem comida. Furtar é crime. Mas não é crime quando o Estado amontoa milhares de presos e presas numa lata, os tortura impunemente, e viola todos seus direitos previstos nas leis. Temos dois Países: o País dos privilegiados, dos que têm acesso à riqueza, à cultura, ao lazer, aos bens materiais, às melhores oportunidades e o País dos esquecidos, que não têm direitos, não têm oportunidades, e ainda são criminalizados.
Devemos mudar, acredito que estamos avançando, mas é preciso muito mais, não podemos permitir retrocessos nas conquistas dos direitos.
Precisamos acabar com a segregação racial. Vejamos os direitos dos índios, como têm dificuldade para ser implementados. Vejamos a diferença entre os salários de negros e brancos. Vejamos os preconceitos que os nordestinos ainda sofrem no sul. A discriminação que sofrem as mulheres. Isso tudo ainda existe, é verdade, tristemente sentido no cotidiano.
Somos um País extremamente desigual na distribuição de renda. Somos top 10 no ranking de desigualdade. Num país com 200 milhões de habitantes, os 10% mais ricos detêm 50% da riqueza. Os 10% mais pobres, apenas 1% dessa riqueza. Os moradores de favelas pagam proporcionalmente mais impostos que os ricos.
4 milhões de famílias no Brasil precisam dos benefícios de uma reforma agrária. Sem contar outros milhões que vivem em condições sub-humanas e que precisam de mudanças.
Nosso mundo tem 1 bilhão de pessoas que vivem abaixo da linha da pobreza, com menos de 2 dólares por dia. No Brasil, são 7,5 milhões de pessoas que vivem na linha da pobreza.
Para mudar essa realidade, precisamos democratizar cada dia mais o poder econômico e o poder político. Não permitir que o capital econômico mande nas políticas dos países, em detrimento das conquistas e avanços sociais.
Não dá para ficarmos tranquilos diante de tanta injustiça. Porque preferimos a anestesia à luta? Porque não deixemos de lado um pouco nosso conforto para pensarmos e agirmos por uma sociedade melhor?
Viajo para a Amazônia para colaborar, como cidadão e advogado, com as comunidades ribeirinhas, os índios, a questão ambiental. A discussão que está em voga hoje é a ambiental e, realmente, ela se faz necessária e urgente.
A natureza cada vez mostra com mais forças seu poder e sua revolta contra o que fazemos com ela. Utilizamo-la com interesse econômico e sem preocupação com os demais seres que nela vivem. Não nos preocupamos com o amanhã. E ela não está feliz com isso. Lembremos dos tsunamis, dos furacões, dos terremotos, dos deslizamentos.
Olhemos para nossa cidade de São Paulo, nesse mês de janeiro, o tanto que choveu. Os estragos das chuvas nos lugares mais precários. Infelizmente os efeitos climáticos atingem de forma pior os mais pobres, os que moram em áreas de risco, nas beiras dos rios.
Insistimos em desmatar nossas florestas. Somos o 5º pais no mundo que emite mais gases poluentes e 75% desses gases vêm do desmatamento. Matamos nossa floresta para alimentar o mercado externo, americano e europeu. Faz sentido isso?
Do que adianta exercitarmos uma consciência ecológica se não questionamos nosso próprio anseio consumista que desgasta a capacidade da natureza e acelera a degradação do meio ambiente? Devemos exigir de nos sacrifícios pelo bem da sobrevivência da natureza e nossa também.
Apenas para exemplificar, com situações cotidianas: será que precisamos ter 50 pares de sapatos em nossos armários? Dezenas de peças de roupas que depois ficam armazenadas? Será que todos precisamos de carro em detrimento do transporte público? Precisamos tomar duas vezes ao dia banhos de 30 minutos? Devemos pensar que nosso padrão de consumo gera desigualdades e agride a natureza, e é preciso abdicar desse modelo.
Sinto nessa minha escolha um pouco de negação, ainda que temporária, do modelo civilizatório ocidental consumista e destrutivo em que vivemos – e, pior, que achamos bom. Desejo buscar na natureza, com os índios, valores humanos que se sobreponham às ilusões da civilização. Penso que, diante de toda a realidade miserável que pude ver, não posso ficar inerte, tocando minha vida como se a vida do outro nada tivesse a ver com a minha. Me sinto na obrigação de colaborar com nosso povo.
Não é preciso ir até a Amazônia para mudar essa realidade social brasileira. A cidade de SP está cheia de problemas a serem resolvidos, e todos vocês podem colaborar para mudar essa situação. Visitem a favela do moinho, o jardim pantanal, uma unidade prisional. Certamente lá existem muitos problemas e as pessoas precisam de ajuda!
Mas, nem só de lutas vive o homem. Quero viver, escrever uma gostosa poesia de minha vida. Poder respirar um ar puro, contemplar a mata e os animais, estar em contato com culturas diferentes, jogar mais futebol, estar no paraíso natural. Como diz a poesia do sambista Candeia, cantada na voz de Cartola: “deixe-me ir, preciso andar, vou por ai a procurar, sorrir pra nao chorar. Quero assistir ao sol nascer, ver as águas do rio correr, ouvir os pássaros cantar, eu quero nascer, quero viver”.
Para terminar, dois lindos poemas do nosso querido dom Pedro Casaldaliga, grande figura que me inspirou profundamente e a quem tive a enorme felicidade e privilégio de conhecer em São Felix do Araguaia:
Pobreza Evangélica
 Não ter nada.
não carregar nada.
não poder nada.
e, de passagem, não matar nada;
não calar nada.
Somente o Evangelho, como uma faca afilada,
e o pranto e o riso no olhar,
e a mão estendida e apertada,
e a vida, a cavalo, dai.
E este sol e estes rios e esta terra comprada,
para testemunhas da revolução ja estourada.
E mais nada.
  Epilogo Aberto
  Atenho-me ao dito:
A justiça,
apesar da lei e do costume,
apesar do dinheiro e da esmola.
A humildade,
para ser eu mesmo, verdadeiro.
A liberdade
para ser homem.
E a pobreza
para ser livre.
A fé, cristã,
para andar de noite,
e, acima de tudo, para andar de dia.
E, seja como for, irmãos,
eu me atenho ao dito:
a Esperança.
Deixo aqui um convite para que todos venham visitar a Amazônia. Para quem quiser conhecer o paraíso. Não se arrependerão. As portas lá sempre estarão abertas a vocês. Espero vocês numa visita. Muito obrigado por virem, quero dar um abraço em cada um de vocês!

ENTREVISTA CONCEDIDA POR PEDRO YAMAGUCHI FERREIRA A RENATO PAPIS, DA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO REGIONAL SUL1:
P:A missão na Amazônia será mais um passo de uma longa caminhada com Deus. Quais são suas expectativas neste novo trabalho missionário?
R: Espero contribuir para a melhoria da realidade social dos povos da Amazônia. Para que tenham mais voz, mais acesso aos direitos de cidadania, para que a Constituição Federal seja igual para todos. A partir do trabalho com a Diocese de São Gabriel da Cachoeira, estar ao lado dos povos indígenas e lutar para que sua diversidade de culturas seja preservada e respeitada, que seu contato com os povos ditos civilizados seja um contato menos deletério possível, com mais solidariedade e respeito as diferenças. Igualmente, assim como para os índios, lutar pelas comunidades ribeirinhas, para que vivam com mais dignidade, com acesso a saúde, educação e justiça, respeitadas as identidades culturais locais. Pretendo contribuir para que tenhamos um País mais justo e igual, que possa investir e crescer igualmente, não apenas no sul, mas sobretudo no Norte do Pais, que ainda tem um povo muito esquecido e humilhado e que sente ainda mais os efeitos das corrompidas instituições de poder.

P: Por que razão escolheu, ou se sentiu escolhido para o Projeto Missionário?
R: Escolhi o projeto para ter o apoio da Igreja nesta causa tão importante, nesta caminhada tão difícil de Fé que nos propomos a viver.
Me senti escolhido por minha trajetória que desde cedo esteve ligada a Igreja: desde meu nome, em homenagem ao querido Pedro Casaldaliga, pelo meu padrinho de batismo, Dom Davi Picão, a meus pais, que sempre militaram nas Cebs da zona leste de São Paulo, e mais tarde por minha trajetória como advogado da Pastoral Carcerária, que me despertou para a necessidade de viver essa missão.

P: Qual a importância do papel de um missionário para os dias de hoje?
R: Creio que o mundo de hoje, em razão dos apelos e seduções capitalistas, suga de nos todo nosso potencial para um fim não importante, que e a acumulação de dinheiro, o status do poder, da aparência, do ter. Viver pela causa, pelos sonhos, deixando de lado, ainda que temporariamente, essas seduções e mesmo algumas necessidades de sobrevivência, é algo muito difícil. Um missionário de hoje deveria ao menos tentar ser livre e viver conforme sonha o mundo, conforme quer que o mundo seja.

P: Que contribuição deseja dar aquela região como missionário?
R: Como disse acima, desejo contribuir para que o povo do norte do Pais tenha mais voz, seja mais respeitado em seus direitos e, em especial aos povos indígenas, que tenham sua cultura preservadas e respeitadas.
Uma mensagem para os nossos leitores.
Desejo a todos os leitores que possam sonhar e realizar um mundo mais justo e solidário, um País de todos, que distribua sua riqueza, que garanta os direitos a todos os seus cidadãos, que respeite as diferenças. Que cada pessoa, mesmo não partindo para outro lugar em missão, possa em seu meio social doar mais tempo de sua vida e de seu potencial a ajudar outras menos favorecidas. Todos queremos um mundo melhor, mas devemos, e logo, começar a fazer a nossa parte.
Fonte: Blog do Deputado Federal do PT/SP Paulo Teixeira, pai de Pedro  http://www.paulotei xeira13.com. br/

12º Intereclesial das CEBs
Tema: "CEBs Ecologia e Missão"
Lema: "Do Ventre da Terra 
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