sábado, 21 de agosto de 2010

“Sociedade nunca deve cruzar os braços”, afirma dom Jaime Vieira em lançamento de campanhas sociais

dom_jaime_vieira_campina_grandeO lançamento das campanhas “Voto vendido, Povo Vencido”, 16º Grito dos Excluídos e Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Paraíba, contou com a participação de cerca de 200 pessoas, entre políticos, economistas, sociólogos, estudantes de direito e agentes pastorais. O evento aconteceu no auditório da cúria diocesana, no centro de Campina Grande (PB).
De acordo com o bispo diocesano de Campina Grande (PB), dom Jaime Vieira Rocha, o lançamento conjunto “é uma gota de água diante dos desafios, mas traz alentos de esperança em virtude de um mundo melhor para todos. Afinal, a sociedade nunca deve cruzar os braços”, frisou.
A 16ª edição do Grito dos Excluídos que traz o lema “Onde estão nossos direitos? Foi o primeiro lançamento da noite.
A solenidade também contou com o lançamento do Plebiscito pelo Limite da Propriedade da Terra, que tem como um dos organizadores nacionais a Comissão Pastoral da Terra (CPT). Segundo uma das coordenadoras da CPT na diocese, Vanúbia Martins, “é preciso ver o direito a terra como um direito à vida, por isso o país precisa limitar a propriedade desse bem favorecendo para que todos possam usufruir de um pedaço dele”. Os presentes no auditório já puderam realizar seus votos no plebiscito que acontecerá na Semana da Pátria, de 1º a 7 de setembro.
publico_campina_grandeA Campanha “Voto Vendido, Povo Vencido” foi o último lançamento da noite. A diretora da Escola Judiciária Eleitoral (EJE) do TRE-PB, a juíza Federal Niliane Meira, conclamou os presentes a serem multiplicadores da campanha. “Embora o tempo peça para que a fome seja saciada, urge mais por uma mudança, para que não paguemos por um voto mal dado”, frisou. A equipe da EJE estará em Campina Grande, no período de 2 a 4 de setembro, promovendo palestras em escolas e eventos para difundir a campanha.
A mesa de lançamento foi presidida pelo bispo diocesano de Campina Grande, dom Jaime Vieira Rocha; e composta pelo vigário-geral da diocese, padre Márcio Henrique Mendes Fernandes; a presidente da Escola Judiciária Eleitoral (EJE) do TRE-PB, a Juíza Federal Niliane Meira; bem como o vice-presidente da escola, o juiz João Ricardo Coelho.
Também compuseram a mesa, a coordenadora executiva da ONG Centro de Ação Cultural (Centrac), Laudicéia Araújo, o coordenador da Dimensão Sócio-Transformadora da diocese, padre João Barbosa, e uma das coordenadoras da Comissão Pastoral da Terra (CPT) na diocese, Vanúbia Martins.
Fonte:CNBB

Comunicado da Assessoria de Imprensa

domdimaslarabarbosaO jornal O Estado de S. Paulo, em sua edição de sexta-feira, 20, na página A7, trouxe uma nota afirmando que o secretário geral da CNBB, dom Dimas Lara Barbosa, “admitiu que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto”. A citação, fora de seu contexto, leva o leitor a interpretações que não correspondem em absoluto à posição do secretário geral em relação a este tema.
Diante disso, o secretário solicitou uma retificação por parte do jornal que foi publicada na edição deste sábado, 21, na página 2, coluna Fórum dos Leitores.

Publicamos abaixo a íntegra do texto


Prezado Senhor Diretor de Redação,

Foi com desagradável surpresa que vi estampada minha fotografia no topo da página A7 da Edição de hoje, sexta-feira, 20 de agosto, com a nota de que eu teria admitido que os católicos votem em candidatos que são favoráveis ao aborto.

Gostaria de expressar, mais uma vez, a posição inegociável da CNBB, que é a mesma do Magistério da Igreja Católica, de defesa intransigente da dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural. O aborto é um crime que clama aos céus, um crime de lesa humanidade. Isso, evidentemente, não significa que o peso da culpa deva recair sobre a gestante. Também ela é, na maioria das vezes, uma grande vítima dessa violência, e precisa de acompanhamento médico, psicológico e espiritual. Aliás, esses
cuidados deveriam vir antes de uma decisão tão dramática.

Os católicos jamais poderão concordar com quaisquer programas de governo, acordos internacionais, leis ou decisões judiciais que venham a sacrificar a vida de um inocente, ainda que em nome de um suposto estado de direito. Aqui, vale plenamente o direito à objeção de consciência e, até, se for o caso, de desobediência civil.

O contexto que deu origem à manchete em questão é uma reflexão que eu fazia em torno da diferença entre eleições majoritárias e proporcionais. No caso da eleição de vereadores e deputados  (eleições proporcionais), o eleitor tem uma gama muito ampla para escolher. São centenas de candidatos, e seria impensável votar em alguém que defenda a matança de inocentes, ainda mais com dinheiro público. No caso de eleições majoritárias (prefeitos, senadores, governadores, presidente), a escolha recai sobre alguns poucos candidatos. Às vezes, sobretudo quando há segundo turno, a escolha se dá entre apenas dois candidatos. O que fazer se os dois são favoráveis ao aborto? Uma solução é anular o próprio voto. Quais as conseqüências disso? O voto nulo não beneficiaria justamente aquele que não se quer eleger? É uma escolha grave, que precisa ser bem estudada, e decidida com base numa visão mais ampla do programa proposto pelo candidato ou por seu Partido, considerando que a vida humana não se resume a seu estágio embrionário. Na luta em defesa da vida, o problema nunca é pontual. As agressões chegam de vários setores do executivo, do legislativo, do judiciário e, até, de acordos internacionais. E chegam em vários níveis: fome, violência, drogas, miséria... São as limitações da democracia representativa. Meu candidato sempre me representa? Definitivamente, não! Às vezes, o candidato é bom, mas seu Partido tem um programa que limita sua ação. Por isso, o exercício da cidadania não pode se restringir ao momento do voto. É preciso acompanhar, passo a passo, os candidatos que forem eleitos. A iniciativa da Ficha Limpa mostrou claramente que, mesmo num Congresso com tantas vozes contrárias, a força da união do povo muda o rumo das votações.

Que o Senhor da Vida inspire nossos eleitores, para que, da decisão das urnas nas próximas eleições, nasçam governos dignos do cargo que deverão assumir. E que o cerne de toda política pública seja a pessoa humana, sagrada, intocável, desde o momento em que passa a existir, no ventre de sua própria mãe.
Dom Dimas Lara Barbosa
Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro
Secretário Geral da CNBB

Fotos/ Ministérios de Leitor e Acólito dos Candidatos ao Diaconato Perma...

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

“Vê que escrevi teu nome na palma de minha mão, tenho sempre tuas muralhas diante dos olhos”. (Is 49,15-16)


Semana Brasileira sobre a Missão Continental

Centro Cultural Missionário (CCM)
Comissão Episcopal para a Missão Continental

"Vocês são testemunhas
destas coisas"
(Lc 24,48)

Semana Brasileira sobre a Missão Continental

Brasília, 5 a 11 de setembro de 2010
Um dos mais importantes legados da V Conferência Geral do Episcopado latino-americano em Aparecida foi assumir o compromisso de uma grande Missão Continental. Contudo, a recepção inicial desta proposta não foi a de realizar uma gigantesca mobilização eclesial, tampouco a de articular um projeto missionário em nível de toda igreja do Continente.

Se existe uma novidade na perspectiva da Missão Continental, essa consiste num decisivo salto de passar de uma Igreja que promove alguns eventos "missionários" para arrebanhar fiéis, para uma Igreja em estado permanente de missão. Isso equivale a reconhecer o contexto de pluralismo no qual se encontra o mundo de hoje. Esse pluralismo é a propria "casa" dos nossos povos na América e no mundo, onde temos que entrar tirando as sandálias, para anunciar permanentemente o Evangelho ali onde o povo se encontra.

Para concretizar pedagogicamente esse intuito, o Centro Cultural Missionário e a Comissão Episcopal para a Missão Continental promovem uma Semana Brasileira sobre a Missão Continental, com o objetivo de afunilar a reflexão em torno de três grandes temas do Documento de Aparecida: a espiritualidade missionária, dimensão essencial para a formação missionária; a paróquia missionária, exigência de conversão das nossas estruturas; os projetos para uma nova evangelização, caminhos para uma aproximação aos outros e para uma ação evangelizadora significativa em todo Brasil.

A Semana Brasileira sobre a Missão Continental tem como lema bíblico o mandato missionário de Lucas: "Vocês são testemunhas dessas coisas" (Lc 24,48). O Espírito que conduz a missão desperta um olhar contemplativo nos discípulos missionários. Eles são testemunhas das coisas que vêem. A testemunha não protagoniza a ação, ela não faz nada: apenas aponta o que Deus está fazendo. Deus com seu Espírito já está agindo no mundo, abrindo os corações, dispondo as pessoas a receber o anúncio do Evangelho. A Igreja é chamada a perceber essa ação divina através dos sinais dos tempos participando dessa mesma ação: saindo de seus ambientes, tornando-se hospede na casa dos outros. É um deslocamento fundamental que necessita de uma continua, progressiva, profunda e diligente conversão interior.


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Valor da inscrição: hospedagem – simpósio: R$ 400,00
Forma de Pagamento:
1. Transferência Bancária: Banco Itaú / Agência: 0522 / Conta: 01282-2
2. Cheque Nominal ao Centro Cultural Missionário
3. Solicitação de Boleto Bancário [Solicitar via e-mail: ccm@ccm.org.br - Informando nome da instituição - CNPJ e Endereço Completo]

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São Paulo: Encontro Regional de Comunicação já tem tema escolhido

de  Renato Papis 
O tema neste ano será "Comunicadores no mundo digital: motivações e desafios"
A décima sexta edição do Encontro de Comunicação, promovido pela Pastoral da Comunicação do Regional Sul 1 da CNBB já tem tema escolhido. O tema neste ano será "Comunicadores no mundo digital: motivações e desafios".
Voltado para agentes da PasCom e profissionais da área de comunicação, o encontro proporciona a troca de experiências, reflexões e intercâmbio entre os agentes dessa Pastoral.
O evento será realizado entre os dias 5 a 7 de novembro na Casa de Retiro São José, em Sorocaba (SP). Informações no telefone (11) 3253-6788 ou pelo e-mail cnbbs1@cnbbsul1.org.br
Fonte: www.cnbbsul1.org.br