quinta-feira, 16 de setembro de 2010

RECICLAGEM - FECHAR SAQUINHOS- boa ideia




Ideia para reciclar tampas de pet
Corte logo abaixo do gargalo usando tesoura ou outro cortador.

Passe o saco plástico por dentro do gargalo cortado.

Depois basta fechar com a tampa. E pode usar nas embalagens de mantimentos, pães etc.
fonte: CEBs Acontecendo

Grito dos Excluídos - O Grito da juventude

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Verbo Filmes disponibiliza vídeos da Novena Missionária 2010


Já está disponível no site da Verbo Filmes os vídeos da Novena Missionária 2010. O material foi feito em parceria com as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e conta com 9 vídeos, um para cada dia da Novena.
A Campanha Missionária, promovida e coordenada pelas Pontifícias Obras Missionárias, propõe para este ano de 2010 o tema "Missão e Partilha", e, como lema, "Ouvi o Clamor do Meu Povo" (cf. Ex 3,7b).
Segundo o diretor nacional das POM, monsenhor Daniel Lagni, o tema Missão e Partilha remete à Campanha da Fraternidade deste ano, "a qual pretende resgatar, com enfoque e dimensão missionária e remete ao êxodo do povo de Israel, e aos muitos 'êxodos' dos povos atuais. Também nos remete ao tema da migração, mobilidade humana, do ser peregrinos, lembrando-nos permanentemente que o horizonte da Missão é o mundo, a humanidade no seu todo. O cartaz traz um fundo verde, sinal de esperança. A Missão alimenta, fortalece nossa fé, esperança e caridade, mantém-nos no caminho da fidelidade a Deus e à humanidade, Povo de Deus (LG 2)".

1º Dia: Uma Novena Missionária

2º Dia: Missão nas grandes cidades

3º Dia: A missão nas periferias


4º Dia: Missão em contexto de fome e guerra


5º Dia: Missão e religiosidade popular


6º Dia: Missão com migrantes

7º Dia: Missão na Amazônia


8º Dia: Missão e partilha de bens

 

9º Dia: Missão e comunhão eclesial



Fonte: Revista Missões e CNBB

 

Posicionamento do Pr. Paschoal Piragine Jr sobre as eleições 2010.

domingo, 12 de setembro de 2010

Mobilidade humana e “missão intergentes”

Na manhã de 10 de setembro, Pe. Sidnei Marco Dornelas CS, assessor do Setor Mobilidade Humana e Missão Continental da CNBB, afirmou que “o nosso objetivo é tentar compreender o significado da mobilidade humana e discernir as proposta de evangelização que lhes seja apropriada no contexto da Missão Continental”. Neste sentido, falar de “mobilidade humana” é falar de gentes, de grupos humanos que vão e voltam na busca de uma condição de vida mais digna. Para a Igreja, o objetivo de sua missão não é somente atingir os que estão perto, mas abrir-se aos novos contingentes humanos que migram constantemente, dando conta que urge superar os problemas do etnocentrismo: os outros tem sotaque eu não; o racismo na inteligência, os índios devem se adaptar à mentalidade ocidental; o migrante étnico: diferente, deslocado e diferenciado, outra de classe: sua vida é vista como folclore, nada é levado a sério. Deve ser valorizado e sensível ao que ele faz e vive, isso mexe com gente de qualquer condição.

É a “missão intergentes” que é “a etapa mais avançada na missão continental para ir direção aos “afastados”, os que estão excluídos da sociedade e não são alcançados pela ação evangelização da igreja” – disse o Pe. Sidnei. Para a Igreja abrir-se aos migrantes necessita levar em conta as condições sociais em que eles se encontram. A condição social do migrante está na sua provisoriedade permanente, na sua instabilidade constante, no isolamento, ora na segregação ou então no confinamento. Ao entrar no território “alheio”, sua presença incomoda, desinstala a população local e refaz seus referenciais religiosos e culturais.

Segundo Pe. Sidnei a “Igreja ao desenvolver suas ações pastorais se defronta com a presença dos migrantes que chegam de todos os lados, e entram no “território” paroquial e vão marcar novas formas de ocupar o “espaço eclesial” da Igreja” – afirmou o expositor. Algo eles tem a dizer e a ação pastoral vai recebendo novos contornos e novas ações, desde que a Igreja esteja aberta à novidade e aos desafios, e cada um ocupe o seu lugar e ambos se acolham e se respeitem. Para isto tudo é fundamental que se estabeleça condições de diálogo numa linguagem comum em que se saiba conviver com as diferenças; e superar os conflitos para encontrar uma plataforma comum de ações, tendo sempre a cultura que está em constante mutação, não é mais estável, nem harmônica, nem concorrente, mas em constante turbulência, porém se enriquece.

Documentos da Igreja sobre as Migrações

Com a Revolução Industrial surge a mobilidade humana e a expansão em função do capitalismo emergente. “A Família de Nazaré no Exílio” de Pio XII, datado de 1 de agosto de 1952 foi escrita para animar as famílias migrantes católicas. Paulo VI em 1969 também escreveu sobre “O cuidado pastoral dos migrantes”, na qual, ele se volta para todas as novas situações em que se encontram os migrantes. O Papa João Paulo II em 1988 funda o Pontifício Conselho da Pastoral para os Migrantes Itinerantes. Em 2004 a Instrução “A caridade de Cristo para com os Migrantes”, focaliza as migrações no contexto da Globalização. Trata de temas importantes entre outros: Políticas que negam direitos fundamentais dos migrantes; nacionalismo exacerbado, violência e xenofobia; tráfico de seres humanos e trabalho degradante; aumento dos refugiados e deslocados internos. Fruto de toda esta caminhada foi a Campanha da Fraternidade de 1980: “Para onde vais”, inicia-se um processo de organização pastoral apoiado nas CEBs e pastorais populares.

Conferencia de Aparecida (2007)

O Documento de Aparecida entre os “rostos sofredores que doem em nós” encontram-se os migrantes (n. 411- 4160. - O DAp enfatiza Pe. Sidnei “mudar a espiritualidade e a mentalidade com o próximo que veio de longe. Objetivo de Ap é tornar o migrante protagonista dentro da igreja. Este é o objetivo da pastoral da mobilidade humana. A Igreja como Mãe, deve sentir-se como igreja sem fronteiras, igreja familiar, atenta ao fenômeno crescente da mobilidade humana em seus diversos setores. Considera indispensável o desenvolvimento de uma mentalidade e espiritualidade a serviço da pastoral dos irmãos em mobilidade, para recuperara inteireza da pessoa humana e reintegrar na sociedade e na Igreja”.

Entre tantas propostas o Documento de Aparecida privilegia o Discípulo Missionário como agente de mediação. “Para tanto cultive suas qualidades humanas de facilitador, interprete, a empatia, a integridade e a autenticidade. Isto tudo para ajudar com que a pessoa que está no espaço eclesial entenda o mundo do migrante, e o migrante possa entender o que é este mundo eclesial” – acentuou Pe. Sidnei.

À guisa de convocação

A missão continental é uma intuição de um mundo globalizado e o território onde cada um vive, parece ser mais o seu único chão, mas de uma abrangência maior pois, o migrante com o encontro com a igreja, ele incomoda de um lado, mas acolhido pode como não também ser um protagonista da evangelização. Ele torna-se uma pedra no sapato, como competidor, ele é um ponto de conflito, ele é estranho, a mosca que veio de longe e veio para desinstalar. Por isso, devemos redefinir ele expressa, sinal de um mundo urbano novo, pois as relações não são estáveis, são turbulentas o tempo todo. O migrante da cidade tem um mundo fragmentado, ta missão permanente deve se fazer presente nos setores afastados, excluídos e segregados. Missão Intergentes – não é contra ninguém, mas ir “ad omnes” ir a toda gente. Neste contexto você tem o diferente na frente de sua porta, de sua rua. Eles estão em todos os lados. Construir a igreja com estes que vieram do norte ou do sul, da Bolivia ou do Paraguai. Esta é a nova perspectiva da missão continental = abrir-se e acolher o diferente, integrá-lo para tornar uma força viva e atuante na comum casa em que habitamos. Torná-lo protagonista de sua própria vida e fé.

Texto: Pe. Mário De Carli, imc e Pe. Ubajara Paz de Figueiredo – Arquidiocese de Campo Grande - MS

Fotos e postagem: Pe. José Altevir da Silva, CSSp
Assessor da Dimensão Missionária- CNBB

Fonte: Blog Missão Continental