quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Dicas para o(a) animador(a) para o próximo livreto das CEBs - Campanha da Fraternidade 2011



AMBIENTE: O ambiente poderá ser preparado com símbolos ou elementos que auxiliem a rezar na meditação da Palavra; também poderá colocar no ambiente algo que leve a chamar à atenção sobre a reflexão temática, não sobrecarregando o espaço físico (poluição visual) nem sobrepondo ao tema do Evangelho.   
* Bíblia, vela, cruz, colcha e/ou toalha de retalhos

Nos encontros 6º ao 11º : cartaz da CF, globo terrestre, mapa-mundi, recortes sobre o meio ambiente, etc
ACOLHIDA: Ao chegarem, as pessoas já se acolhem mutuamente, tornando desnecessária acolhida no começo do encontro;
― Com este novo método de encontro buscamos torna-lo mais acolhedor, simples, orante  e comprometedor;                                                                                                                                  ― Para não confundir animador(a) de rua com animador do encontro, que pode, mas não precisa ser a mesma pessoa, trocamos de animador(a) para dirigente.
Cuidar para que seja orante, sem ficar lendo títulos e subtítulos;

1. CHEGADA – Silêncio – oração - pessoal  
                                                                              
Quem dirige deverá favorecer e promover o silêncio no início, motivando a todos para “entrarem no clima de oração”, entoar um mantra.

2. ABERTURA (pode ser cantada ou rezada) – é tirada do Ofício Divino das Comunidades 
(ODC), livro que pode ser adquirido através das livrarias católicas. É uma invocação a Deus para vir ao encontro dos presentes, abrindo-lhes os lábios e o coração para a realidade divina, numa atenção fraterna ao ser humano. Cada um traça o sinal da cruz sobre os lábios;

3. RECORDAÇÃO DA VIDA (o animador motiva para que algumas pessoas presentes, espontaneamente e com objetividade, façam lembranças de fatos ocorridos na semana). A vida, os acontecimentos de cada dia, as pessoas, suas angústias e esperanças,suas tristezas e alegrias, as conquistas e revezes da caminhada, as lembranças marcantes da história, da comunidade, das Igrejas e dos povos, os próprios fenômenos da natureza são sinal de Deus para quem tem olhos para ver e ouvidos para ouvir. Por aí começa a nossa escuta da Palavra de Deus. É importante que a partilha seja feita em clima de espontaneidade e meditação, evitando que se torne uma conversa enfadonha;

4. HINO (o critério de escolha será o evangelho). Pode ser rezado, se não for conhecido:

5. SALMO (o critério de escolha é o salmo do domingo que vem, na versão popular que o ODC oferece. É essencialmente orante. A intenção é rezar/cantar um salmo por semana, resgatando o modo de oração da história do povo de Deus. Salmo é Deus inspirando o ser humano para rezar para Deus);

6. EVANGELHO                                                                                               
  Este é o coração do encontro. Propõe-se uma CENTRALIDADE DA PALAVRA. Na experiência da Leitura Orante da Bíblia, de modo simples, comunitário e comprometedor, poderá seguir os seguintes passos:
a)    Invoca-se a ação do Espírito Santo através de um canto, um refrão ou da oração ao Espírito Santo;
b)   Faz-se a leitura pausada do texto do Evangelho. Repete-se algumas vezes a leitura do mesmo texto para que todos conheçam bem os detalhes que o texto diz (atos, atitudes, palavras, gestos, reações... que os personagens bíblicos apresentam em si, no texto).
c) Não tirar conclusões nesta hora nem fugir do texto.   
                                                                                                                                 
7. MEDITAÇÃO DO EVANGELHO – silêncio – partilha – refrões                                   
a)   Aqui quem dirige precisa provocar um momento de silêncio, de fato, para interiorização, sem demorar muito;
b)   Cada pessoa poderá partilhar frases ou palavras que mais “tocaram a vida”, em espírito de fé na força criadora e criativa que a Palavra de Deus traz consigo mesma (porque é Deus);
c)   Dar atenção somente ao texto proclamado, sem fugir do assunto;
d)   Tirar proveito do texto para um encontro pessoal/comunitário com o Senhor e Mestre, na atitude de escuta atenta (como um discípulo);

8. A partir da Palavra rezada e meditada:
Neste momento é hora de iluminar a realidade que vivemos com a Palavra de Deus. Cuidar para não fazer isso sem passar pelo processo todo do método orante. Trazer para os dias de hoje a mensagem do Evangelho proclamada no encontro, sem fugir do assunto, ou seja, ter sempre presente o texto em si, para não “vagar” por outros temas.

 9. REFLEXÃO TEMÁTICA : As CEBs trazem propósito de uma reflexão de temas da atualidade ou que a Igreja propõe para o momento. Sempre numa linguagem simples, direta e curta. Se alguém pretende aprofundar mais, deverá buscar nos livros, boletins, entre outros.

10. O EVANGELHO SE FAZ ORAÇÃO (PRECES) - Lembrar que o encontro deverá trazer a dimensão orante da Bíblia, ou seja, as preces deverão ser fruto da meditação e da partilha vividas após a proclamação do Evangelho.

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