terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Formação Campanha da Fraternidade 2011 (3)


3º. ENCONTRO:
RELAÇÃO COM O MEIO AMBIENTE

Texto bíblico: Mateus 7,12-20
Chave bíblica:
1.Qual é a norma da boa convivência?
2.Qual a porta está sendo mais preferida hoje? Por quê?
3.Quais têm sido os frutos do nosso desenvolvimento?

O evangelho que acabamos de refletir, colocou para a nós a “regra de ouro” não só para a convivência humana, mas também com a natureza. Não se trata de uma visão calculista, quer dizer dar para receber, mas de uma compreensão de que a caridade começa em casa. Se queremos consumir produtos orgânicos, como podemos vender  produtos intoxicados para para os outros? Será a tentação da “porta larga” de uma grande produção que vai ter pouca duração e acaba envenenando a terra? Quais os frutos de uma produção comandada por agrotóxicos? O evangelho deixou claro que é pelo fruto é que se conhece a árvore.
Se produzimos gases poluentes na quantidade atual, seu fruto é o aquecimento global que a ameaça a vida das futuras gerações e, no final,  a humanidade inteira. A CF 2011 nos convida a fazer uma revisão séria no modo como estamos nos relacionando com o meio ambiente.
A baliza para um relacionamento com o meio ambiente é a sustentabilidade. Trata-se de uma atitude de prover o melhor possível para as pessoas e para o meio ambiente, não só agora, mas para o futuro. É suprir com parcimônia as necessidades do mundo atual, para que as gerações futuras também de suprir as suas. “O destino universal dos bens exige a solidariedade com as gerações presentes e as futuras. Visto que os recursos são cada vez mais limitados, seu uso deve estar regulado segundo um princípio de justiça distributiva, respeitando o desenvolvimento sustentável” (DAp 126).
Para construirmos uma sociedade sustentável, precisamos assumir novos hábitos, buscar um desenvolvimento que tenha por norma o cuidado com o equilíbrio ecológico e funcione dentro dos limites requeridos pela natureza. É também buscar um consumo consciente. A sustentabilidade deve ser ecologicamente correta, economicamente viável e socialmente justa.
A sustentabilidade é fruto de um trabalho de base que vai despertando uma mudança de mentalidade no relacionamento com a natureza. Não é uma simples teoria que se prega. É uma mudança de comportamento que alimenta práticas que sinalizam esperanças. Ela surge de baixo para cima. Exige perseverança na luta contra as propagandas da ideologia dominante que insiste que temos que produzir muito e rápido para satisfazer as exigências do lucro. A sustentabilidade que vem de um trabalho de base acredita no ditado popular: “deixa o tacho que a fervura vem de baixo”.
Nesta CF 2011, vamos priorizar duas atitudes para melhorar nosso relacionamento com o meio ambiente:
1.    Nosso relacionamento com a terra.
Muito se tem falado sobre o nosso trato com a terra. Repetimos muito que ela é nossa mãe e que não pode ser envenenada com o uso de agrotóxicos. Já falamos do consumo consciente. No entanto, ainda há uma certa distância entre o que falamos e a nossa prática. O nosso relacionamento com a terra vai além de uma teoria. Deve ser traduzido numa prática perseverante. Somente palavras vitais, carregadas de experiências de vida, transformam uma realidade.
Precisamos multiplicar as experiências de hortas e lavouras orgânicas não só por questões econômicas, mas por respeito à vida humana e à natureza. As Campanhas da Fraternidade estão insistindo na busca de qualidade de vida. Ela supõe uma conversão ecológica. Não podemos esquecer que as Campanhas da Fraternidade são um apelo à conversão. A atual Campanha pede que não sejamos mais indiferentes diante da intoxicação das plantações e das agressões à terra mãe.
A conversão ecológica só será possível se for motivada pelos valores humanos e cristãos da gratuidade, cooperação, compaixão, misericórdia, solidariedade, comunidade e respeito à diversidade. A vivência destes valores leva a uma luta por um projeto de desenvolvimento onde a vida esteja acima do capital, onde a economia esteja a serviço do social e a tecnologia não aumente nem o desemprego nem cause poluição da natureza.
2.    Tratamento com os resíduos ou lixo.
Toda atividade humana gera lixo de diferentes espécies, com conseqüências maiores ou menores para o meio ambiente.
Deveríamos ser mais cuidadosos em não criar tanto lixo deixando-o espalhado pelos terreiros, ruas, praças etc. Evitar o uso de material plástico, sobretudo sacolas plásticas de supermercados, que levam muito tempo para se decompor na terra.
O lixo de material inorgânico pode ser reciclado para a geração de novos produtos. Além do mais a reciclagem tem se tornado grande frente de emprego e geração de renda. Temos que nos reeducar para coleta seletiva do lixo.

O lixo de material orgânico pode ser transformado em composto orgânico, através da compostagem.
Pergunta para aprofundamento: Qual tem sido a nossa responsabilidade com o meio ambiente? Temos pensado em quem vai nascer depois que nós morrermos?


Fonte: Movimento Boa Nova

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