segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sugestões Litúrgicas para a Santa Missa do Domingo de Ramos ou da Paixão – Ano A




17 de abril de 2011 

(Mt 21,1-11 / Is 50,4-7 / Sl 21 / Fl 2,6-11 / Mt 26,14–27,66) 

“POR ISSO DEUS O EXALTOU” 


1. Servo Sofredor 

Temos no livro do profeta Isaias os chamados "Cânticos do Servo de Javé", que são um conjunto de poemas que descrevem a imagem misteriosa de um servidor de Deus, sofredor, que dá sua vida pelo povo. Essa grande missão, ele a cumpre até a entrega total de si (Is 50,4-7). 

Esse Servo é identificado com Cristo que, como Davi, entra na Cidade Santa com o esplendor de um rei. Ele é manso e pacífico como o Servo. A cena da entrada de Jesus em Jerusalém é significativa no relato da Paixão. Ele vem e é acolhido por parte do povo que canta "Hosana", que quer dizer "salva-nos". 

É reconhecido como o Filho de Davi em sua realeza. Mas, na mente de Jesus, seu trono é a cruz; sua coroa é de espinhos; seu manto é o sangue; sua glória é ser elevado da terra, crucificado. Ele se oferece ao Pai para que o mundo se abra a seu amor. Mostra até onde vai esse amor. 

O sofrimento do Cristo vai além das dores. Ele sofre o peso de todos os pecados do universo. Nele fervem dois sentimentos: acolhimento do Pai que perdoa, e a recusa da humanidade. Quando abrem seu lado com a lança, está aberto o caminho para que todo homem possa beber nas fontes da salvação (Is 12,3). Ali, o tentador, pela boca das pessoas, lhe diz novamente: "Se és o Filho de Deus..." - "Que Deus o salve, se o ama!". 

O domingo de Ramos resume em si todo o mistério pascal de glória e cruz, que acontecerá no Tríduo Sacro. Não são dois acontecimentos que se opõem, mas um fato único que mostra que a glória do Cristo é sua vida doada ao Pai na obediência. 

2. Ele Era Mesmo o Filho de Deus 

Os diversos sinais (milagres) que refletimos nessa Quaresma levam à profissão de fé. Jesus pergunta: "Crês no Filho do Homem?" A resposta: "Creio" (Jo 9,35.38). Mateus anota: "O oficial e os soldados... ao notarem o que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram: 'Ele era mesmo Filho de Deus' (Mt 27,54). Sua fé é a profissão de fé de toda humanidade que reconhece e acolhe a "visita que Deus faz a seu povo". 

Jesus, em sua morte, esvaziou-se totalmente, como nos escreve Paulo na carta aos Filipenses (2,6-11). Esse esvaziamento é o melhor modo de revelar o projeto de Deus. Ele chega ao mais profundo do ser humano para aí redimir o homem, não com palavras, mas com a vida doada. Por isso Deus O glorifica. A espiritual idade se concretiza quando assumimos a atitude de Cristo no esvaziamento. Sem nosso vazio, Deus não nos preenche. 

3. Chegar à Glória da Ressurreição 

Paulo, que viveu o mistério de Cristo em seu esvaziamento convida a viver como Cristo viveu. Cristo procurou, com todas as forças, realizar o projeto do Pai: "Que não se perca nenhum daqueles que me deste"! (Jo 6,38). Ao morrer, tinha diante de si um mundo a ser transformado. Seus discípulos, na força do Espírito que O ressuscitou, partiram para anunciar e "fazer discípulos seus todos os povos". 

Hoje, os cristãos estão separados e cuidando do próprio ninho. E Cristo crucificado, onde está? A religião mais falsa é aquela que usa Cristo para seu proveito pouco cristão. O sentido da entrega de Jesus ao Pai era abrir o caminho da Glória para todos chegarem à Casa do Pai. Celebrando hoje a glorificação de Jesus como Rei que vem para tomar posse de seu domínio; queremos não colocar ramos, mas nossas vidas para que delas, Ele tome posse. 

Rezamos na oração da missa: "Concedei-nos aprender o ensinamento de sua Paixão e ressuscitar com Ele em sua glória". Assim, participando de sua Paixão, que nós possamos chegar à Ressurreição celebrada na liturgia, antecipando desta forma, a glória. 

SUGESTÕES LITÚRGICAS 

A memória da Paixão de Jesus é sempre celebrada na perspectiva de sua Ressurreição. O Ressuscitado, por ter se deixado passar pela cruz, é a máxima revelação do amor e do poder redentor de Deus. 

1. No espírito que a CF 2011 quer despertar; a comunidade seja incentivada a não trazer ramos, mas pequenas mudas de coqueiros ou outras plantas, que depois da celebração possam ser levadas e plantadas. 

2. A procissão de ramos até a Igreja assuma um caráter de reflexão e de oração com cânticos, momentos de silêncio e orações curtas. No momento da entrada na igreja, o cântico do Hosana seja entoado de forma bem viva e entusiasmada. 

3. Para o ofertório, seja bem esclarecido o sentido da coleta e o gesto concreto da Diocese e da CNBB em função da CF 2011. 

4. Antes da bênção final, a comunidade seja exortada a viver com intensidade, recolhimento e espírito de fé essa semana, na qual celebramos o mistério central de nossa fé. 

Para fazer o download da melodia do Salmo 21 para este Domingo de Ramos ou da Paixão, clique aqui


Para fazer o download da cifra do Salmo 21 para este Domingo de Ramos ou da Paixão, clique aqui.


Na próxima segunda-feira (18/04/2011): 
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Fonte (Sugestões Litúrgicas): Deus Conosco – Reflexões e Sugestões Litúrgicas 
Fonte (Melodia do Salmo): Portal da Música Católica 

Postado por: Victor Hugo Oliveira – segunda-feira, 10/04/2011 às 12:00hs


Fonte: http://www.capelasaojose.net/2011/04/sugestoes-liturgicas-domingo-de-ramos.html

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