sábado, 9 de abril de 2011


CEBs

COMUNIDADES ECLESIAIS DE BASE



 O que são CEBs? 
      CEBs significa “ Comunidade Eclesiais de Base”. “ CEBs é Igreja em ponto pequeno”. É um jeito novo de a Igreja se organizar. 
       São Comunidades ( C ) – No Brasil são mais de 100 mil as pequenas comunidades. Reúnem, normalmente, os que vivem próximos, pessoas que se conhecem pelo nome, partilham suas vidas e seus problemas, põem em comum seus bens e esforços, e lutam juntos na defesa da vida.
        São Eclesiais ( E) –CEBs são pequenas células de um corpo maior, a Igreja. Tem o Reino de Deus como fundamento e sua justificativa de exitirem. Têm consciência de que não são toda a Igreja. São parte de um todo maior. O eixo em torno do qual giram á Palavra de Deus. A Palavra de Deus é o coração das CEBs. São um jeito original de a Igreja ser o ideal de Jesus.        
       São de Base (B ), que significa povo, preferencialmente pobre, excluído, aquele que Jesus chamou de “ pequenino” (Mt 10,42; 11,25 Lc 10,21; 17,2). Mas  será que as CEBs são só dos pobres ou só para os pobres? De “ base” não se confunde com “pobre” ou “ popular”, como se as comunidades eclesiais de base, por serem populares, só existiriam nas zonas rurais, periferias  e bairros pobres. De fato, lá ‘ elas existem, porque é lá que se encontram pessoas com a vida de comunidade. 
       Se pessoas ricas ou de classe média não formam CEBs, é devido a seu individualismo, inclusive individualismo religioso. O modelo das CEBs é suficientemente amplo para conter todas as pessoas que, devido a sua fé num Deus. 
        Comunidade queiram expressá-la numa comunidade eclesial. Puebla  ( nº648) já falava no surgimento de CEBs de classe média “ adaptado à pastoral das grandes cidades” e já se concretizam em alguns locais do Brasil e são um fato no 1º mundo ( Itália, França , Alemanha).
        CEB é , portanto , a menor parcela do povo de Deus onde há: a)     A experiência das relações interpessoais da fé;b)     O aprofundamento da Palavra de Deus;c)      A participação na Eucaristia;d)     A comunhão com os pastores da Igreja;e)     O compromisso com a justiça ( cf. DP 640; At 2,42). 
As CEBs são todas iguais? 
      As CEBs são diferenciadas. A própria realidade de cada região vai caracterizando o rosto das comunidades ( cidade grande, zona rural, litoral, sertão  etc).

Por que acreditar nas CEBs? 
    Porque...
 
    É um novo jeito do ser Igreja.
    É a Igreja Viva no meio do Povo.
    É a Igreja Particular.
    É a Igreja dos pobres a serviço da justiça.
    É a Igreja nascendo no meio das famílias.
    É a Igreja aberta ao diálogo com o outro.
 
    CEB é uma comunidade que se organiza sob a orientação de leigos, religiosos e padres, que tem necessidades comuns, que tem o sentido de Igreja, que vive a alegria, que partilha, que reza e celebra, que busca um ideal, que já despertou o sentido de se organizar, que reflete à luz da Palavra de Deus, que faz todos se sentirem gente, que acolhe com fraternidade, que tem uma ligação comprometida com a Paróquia, a Diocese , o Regional.
 
     Seu rosto: o rosto dos pobres.
 
     Este novo jeito não é uma opção precipitada. Trata-se de uma volta aos princípios, ao fundamento , à essência da própria Igeja. Percebendo o anúncio do mestre, e iluminados pela ação vivificadora do Espírito Santo, querem edificar uma Igreja com o rosto deles ( dos pobres), pois era assim, que Cristo quis a sua Igreja. Caso contrário, seu discurso e prática não teriam acontecido.
E assim, como Ele quis, a sua Igreja fez: pobre e livre tal como o vento do Espírito Santo.
 
      Nas CEBs não existe exclusão de ninguém. As primeiras comunidades cristãs eram abertas a todos os que queriam viver os valores pregados por Jesus.

 Qual a missão das CEBs? 
Um espaço para partilharem suas dores, suas lutas, seus sonhos, suas esperanças. Aí encontram também elementos para discernimento crítico e de resitência frente a ideologia dominante. Organizadas, buscam transformar a sociedade, animadas pela fé, pela Palavra de Deus.
 
O que ocorre hoje?

     Na proporção em que um grupo cada vez menor se apodera das riquezas do mundo, outro sempre maior é excluído dos direitos mínimos para uma vida digna. É uma situação política. As CEBs, como última esperança para boa parte dessa multidão empobrecida não podem ficar alheias. É sua missão anunciar o Reino de Deus, denunciar as injustiças, divulgar as causas geradoras da pobreza crescente e apoiar as lutas por terra, moradia, alimentação, emprego, educação e saúde... Por isso , as CEBs não fogem da dimensão política

 Como se organizam? 
   CEBs não são um grupo, um setor da Igreja, mas um jeito diferente de se organizar.
  
   As CEBs não tem – organização rígida, fixa, acabada. Dão um novo espírito à paróquia tradicional. De acordo com as necessidades constituem-se “ articulações paroquiais, diocesanas, nascionais, o mais colegiadamente possível. Elas formam uma “ rede de comunidades”. A Conferência de Santo Domingo, ao apontar para o conceito de paróquia , motiva que esta deveria ser uma “ Rede de Comunidades” ( Comunidade de Comunidades).
     
     O Diretório de nossa diocese no item 7 define: Paróquia é uma rede de comunidades , formada pelo conjunto das Comunidades Eclesiais de Base, inclusive da comunidade que se reúne na Matriz. É o centro de coordenação e animação das comunidades e grupos: pastorais, movimentos, associações... (DP 644).

 O que é e para que serve o conselho? 
    O  Conselho de Coordenção da CEB, é constituído pelo coordenador, secretário e tesoureiro, seus respectivos vices, os membros do Conselho Fiscal, mais pelos representantes de cada um dos serviços e pastorias da CEB ( em especial: catequese, liturgia, promoção dos pobres e dos jovens), pelo representante dos (as) religiosos( as), pelo ministro da Palavra e Eucaristia, e pelo diácono e presbítero que atendem a comunidade.
 
     Esta coordenação tem as seguintes funções:
 
a)     Ser o órgão executor das decisões e deliberações da Assembléia Geral da CEB do Conselho Paroquial de Pastoral.
b)     Elaborar o Plano de Pastoral da CEB em sintonia com  o Plano Paroquial e Diocesano, bem como o orçamento anual.
c)      Ser instrumento integrado dos membros da comunidade e de seus serviços, pastorais, movimentos e grupos.
d)     Ser o elo de ligação e integração da CEB com a paróquia e com as demais comunidades eclesias.
e)     Promover e coordenar iniciativas da CEB, destacando  o compromisso com a justiça.
f)        Fazer e manter atualizado o cadastro patrimonial da CEB, aí incluindo todos os bens móveis e imóveis da mesma.
g)     Convocar, através do coordenador da CEB, em comum acordo com o Presbítero, Assembléia Geral da CEB.
h)      Zelar pela ligação da Comunidade Eclesial com a realidade do bairro ou localidade e representar a mesma junto aos diferentes organismos da sociedade civil.
 
A coordenação da CEB deve reunir-se de preferência mensalmente e no mínimo 4 vezes ao ano, com a presença de todas as lideranças que a compõem e, se possível, com o presbítero e diácono, para avaliar articular e integrar as atividades da comunidade.
 
        O  conselho deve animar toda a comunidade para celebrar os sinais do Reino de Deus que são resultados, dos bens pastorais na comunidade.
         O conselho dever estar atento a tudo o que acontece nas equipes, na CEB, no Bairro, na cidade, no Brasil, na América Latina e no mundo. Leva a CEB a tornar posição diante dos fatos e acontecimentos da vida do povo , ligando fé e vida.

  Qual o seu método? 

    É o método de comunhão e participação. Características: transformador, une fé e vida.
    Gera autonomia, solidariedade e libertação. O leigo participante torna-se um animador.
    Este método segue os seguintes passos:
1)     Ver: problemas e lutas do povo;
2)     Julgar:  percepção crítica  do sistema  à luz da Bíblia e Documentos da Igreja.
3)     Agir: dar o passo possível, para ir em frente.
4)     Celebrar: a caminhada do povo unindo fé e vida.
5)     Avaliar: permanentemente o processo da comunidade.
 
      Portanto,  o método de trabalho utilizado pelas CEBs é o Ver-julgar-agir-celebrar-avaliar-retomar.
      Essas etapas não são muito separadas no dia-a-dia de uma CEB. Nem precisa. O ver já traz no seu bojo elementos de julgar  e exigências do agir, tudo celebrativamente.
      O modelo último do método a seguir é o de Jesus de Nazaré. Ele partia sempre de fatos concretos que vivia o povo de seu tempo. Conhecia e analisava as estruturas da sociedade judaico-romana. Denunciava, sem medo, as leis de morte. Anunciava o Reino como o grande projeto de vida. Nunca se beneficiou do povo. Serviu as pessoas despertando nelas a consciência crítica, devolvendo-lhes a dignidade, estimulando-as a que, organizadamente, se libertassem da fome e de toda dominação. Por isso foi odiado pela ideologia dominante. Dava mais testemunho de vida do que doutrinação. Jesus é o próprio método ( caminho), por isso todos precisamos ter uma mística profunda indo em busca do irmão. CEB é a prática de Jesus no dia-a-dia do povo.

  As CEBs estão vivas sim! 
   Elas estão espalhadas onde o povo se reúne, seja na capela do interior no sítio do pequeno agricultor, no barraco da favela, no centro comunitário da vila, nos conjuntos habitacionais, nos bairros populares, nos bairros de classe média etc. Juntam nestes pequenos grupos: mulheres, homens, jovens e crianças. Ali refletem, nutrem e celebram sua vida de fé.

 O que querem as CEBs? 
   A proposta das CEBs é que a Igreja, através de suas pastorais e serviços sejam uma verdadeira...
·        Igreja Povo de Deus
·        Igreja Popular
·        Igreja Comunitária
·        Igreja Encarnada
·        Igreja Missionária
·        Igreja Ecumênica
·        Igreja Dinâmica
·        Igreja Defensora da vida
·        Igreja Servidora
·        Igreja Profética
·        Igreja Libertadora
·        Igreja Fermento do Reino de Deus.
Assim eram as primeiras comunidades cristãs e este é o nosso desafio hoje ( cf Atos 2,42-47).
Sabemos que nem todas as comunidades deram  todos os passos necessários, mas é preciso ter paciência para atingir o ideal. Se acreditarmos chegaremos lá. Vale a pena lutar!
 Você participa de uma CEB? 

    Se já participa, um abraço ao companheiro de caminhada. Se não participa e gostou da proposta procure se integrar numa CEB e será feliz como instrumento de Jesus na construção do Reino.

Fonte:Diocese de Bagé
 

49ª Assembléia dos Bispos

Animados e guiados pelo infi nito Amor de Deus, nosso Pai, os Bispos do Brasil se reúnem num grande acontecimento: a 49ª Assembleia Geral da CNBB. Estarão em Aparecida cerca de 330 Bispos, de todas as Dioceses do Brasil, para esse encontro de oração, de comunhão, de estudo e de tomada de decisões em conjunto, com a fi nalidade de servir cada vez melhor, buscando bons caminhos para a Igreja e para o povo brasileiro.



Fonte:CNBB

CEBs criarão escola à distância para formação bíblica e teológica



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A criação de uma escola à distância para formação bíblica e teológica para as CEBs foi uma das decisões tomadas pelos participantes do 9º Encontro Intercontinental de Articuladores das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), que terminou neste sábado, 9, no Chile. A escola terá o nome do arcebispo de El Salvador, assassinado em 1980, Oscar Arnulfo Romero.

O encontro reuniu, desde 31 de março, assessores e assessoras das CEBs dos quatro continentes. Do Brasil participaram oito pessoas, representando a CNBB, a Equipe Ampliada das CEBs e a articulação do Cone Sul das CEBs.
Escola Oscar Arnulfo Romero começará a funcionar em janeiro do próximo ano e se estenderá até dezembro de 2014. Serão abertas vagas para 40 alunos.
“A escola busca responder a uma das principais urgências, que é a qualificação de animadores e animadoras das CEBs”, explica o assessor do Mutirão para a Superação da Fome e da Miséria, da CNBB, padre Nelito Dornelas, membro da Equipe Ampliada das CEBs.
Além da Escola, as CEBs promoverão também, em parceria com o Instituto Teológico de Pastoral Latino-americano do CELAM (ITEPAL), um curso sobre os desafios que as Comunidades de Base enfrentam no contexto social e eclesial. O curso será em Bogotá, na Colômbia, nos dias 5 a 25 de setembro deste ano.
Os articuladores das CEBs decidiram ainda dar continuidade ao processo de fortalecimento das CEBs na América Latina e Caribe e realizar o 9º Encontro Latino-americano de CEBs, na cidade de São Pedro Sula, em Honduras. O evento será de 16 a 22 de junho de 2012, com vagas para 200 participantes.
Padre Nelito destacou a reunião no Chile como momento forte de “oração, reflexão, estudo, convivência fraterna, partilha de experiências”. “Foram dez dias de profunda atenção aos sinais dos tempos que o Espírito vem suscitando na Igreja nos últimos cinquenta anos, impulsionados pelo Concílio Vaticano II, a Conferência de Medellín e os planos de pastoral em cada continente”, conta o padre.
Fonte: CNBB

sexta-feira, 8 de abril de 2011

DO PLANETA DO SERTÃO NÓS CUIDAMOS COM ARTE E PAIXÃO 6ª JORNADA DE ARTE NO SERTÃO VIVO -Zé Vicente




O nosso Sertão Vivo está comemorando nestes 2011, os 15 anos, desde suas primeiras atividades, nos idos de 1996, com arte e educação ambiental.
Com sede no Sítio Aroeiras, município de Orós, Centro Sul do Ceará, a 400 quilômetros de Fortaleza, as atividades do Projeto, envolvem as comunidades da vizinhança, a sede municipal e recebe pessoas que vêm de outros Municípios e Estados. Chegam ao Sítio Aroeiras, visitantes de outros países, que sabendo do Sertão Vivo, querem conhecer e compartilhar dessa experiência; que mesmo tendo outras similares em muitos lugares, carrega em sua identidade, algumas características muito particulares, sendo a principal delas a vivência de uma mística de alegria no acolhimento, do relacionamento com a diversidade e do cultivo com a sagrada memória dos ancestrais, numa perspectiva ambiental, holística, onde tudo está aí, vivo e presente, numa interatividade natural.

Dentro da Programação dos 15 anos realizamos pelo sexto ano seguido, a nossa Jornada de Artes na Roça, de 23 a 27 de março, com mais de 20 atividades de arte-vida, em quatro comunidades diferentes e um bom leque de parcerias e cumplicidade, seja com artistas que vieram de Fortaleza e outros municípios cearenses, como também de João Pessoa/PB e Recife/PE. Vieram, voluntariamente, somando com jovens artistas da comunidade, que já assumem a assessoria de algumas oficinas e outras atividades de apoio. Vale destacar a parceria artística com a ABRA – Associação Brasileira de Arte-educadores e com a RECID - Rede de Educação Cidadã, cujos participantes – Clara  Moura, Gilson, Cícero que nos apoiaram e cada artista que marcou presença individual ou em grupo,como  o Ronny,Domitila e Damião que vieram de  Recife e Paraíba, representando o Movimento das Comunidades Populares e o Jornal “Voz das Comunidades” que tem feito boas publicações do Projeto Sertão Vivo.

O nosso tema central tem sido mesmo os cuidados com o meio ambiente. O mote escolhido para 2011: “Do Planeta do Sertão nós cuidamos com arte e paixão”, transformado em gostoso xote, pelo compositor Henrique Silva, de Pernambuco, inspirou todas as ações e momentos de convívio, no espaço maior de acolhida, que é a Casa Mãe.
É assim mesmo que estamos chamando a primeira casa construída em Aroeiras em 1950, totalmente com tijolos, pelo casal Zezinho Paraibano e Suzana Angélica e que tem sido destinada pela família para a sede do Projeto Sertão Vivo, junto com outra casa que foi da Tia Zefa. Nas noites podemos contar 22 pessoas dormindo em todos os recantos da Casa. No último almoço, compartilhamos 56 pessoas!
AÇÕES DE APOIO, FÓRUM, OFICINAS...

  • As ações de apoio começam bem antes da Jornada, com a divulgação, visitas e busca de apoios e parcerias. Organização dos espaços para acolhimento; cultivo de hortas para a produção de verduras; fabricação caseira de polpas de frutas e queijos; cuidados das vaquinhas e outros animais de pequeno porte; para a tarefa que lhes cabe; a feira e organização da Equipe das (os) Artistas da Cozinha (Denir, Idaci, Dos Anjos, Nena e Fabiana); preparação das listas de participantes das oficinas e seus respectivos monitores (as) e coordenadores (as); celebrações do reisado e novenas a S. José (nessa intenção, seguindo a tradição iniciada pelo casal fundador da casa, sem nenhuma interrupção desde 1952). Nesse ritual, estabelecemos uma relação ao mesmo tempo sagrada e informal com o José que construiu a casa, o lavrador e o José de Nazaré, cuja imagem usa um pequeno chapéu de palha e sua história é contada em literatura de Cordel, tornando-se assim um sertanejo e também artista animador de nosso Projeto. Uma equipe local e outra em Fortaleza assumem essa boa missão.

  • Já no dia 23 de março, recebemos a 3ª visita de uma Equipe do Núcleo de Fitoterápicos da Secretaria de Saúde do Ceará, coordenada pela Dra. Meiry Anne Bandeira, desta vez com a tarefa de plantar mais de 200 mudas de Aroeiras, preparadas com sementes colhidas no Sertão Vivo, na safra de 2010. O Projeto visa construir alguns corredores, alamedas, com as árvores que dão nome ao nosso Sítio.

  • A partir do dia 24 começaram as tradicionais Oficinas de Arte. A primeira, Flauta Doce - com um grupinho iniciante de 07 meninas e meninos, monitorado por dois jovens professores, Bruna e Felipe, da Fundação Raimundo Fagner de Orós. Essa Fundação do cantor de nossa terra presta um grande serviço de educação artística e humana para crianças e jovens carentes no município. Na Oficina de Condimentos Caseiros, com Marli e Aldenir, da Ematerce de Acopiara, produzem uma mesa cheia de temperos, para ser compartilhado entre as pessoas participantes.

  • O Grupo de Teatro de Bonecos fez seus primeiros passos, continuando nos dias seguintes sob os cuidados de Conceição Almeida e Mônica Lima, abrindo também para a expressão de Teatro de Palco. O clima foi subindo, tanto na natureza, com poucas chuvas, como nas artes. A Oficina de Técnica Vocal e Cantos, com a cantora Eliahne Brasileiro e o cantor Henrique Silva, reunindo jovens, na maioria mulheres, de quatro localidades, na Comunidade de Jurema, na beira do Açude Orós.  A Oficina de Percussão em latas, com os monitores Diones Mendes, Gláucio e Francisco, aconteceu em Aroeiras e na Escola do Distrito de Palestina, a 06 quilômetros, coordenada pelo Professor Paulino, reuniu um bom número de adolescentes e jovens. Os participantes juntam latas, pintam, preparam, tocam.
  • A Oficina de Fotografia Artesanal, monitorada pelo Arte-educador, Agnelo Queirós (ABRA), funcionou na Escola Isaías Cândido em Guassussê, encantando participantes e visitantes, pela magia que é construir, com materiais tão simples, nos instrumentos para visualização e captação de imagens, na própria comunidade. Um grupo de Mulheres viveu duas experiências, inéditas nas Jornadas, no Balneário de Aroeiras, nas oficinas de Customização de Roupas e Construção de Brinquedos, as artistas Lígia e Yara, monitoraram, com direito a um pequeno desfile na mostra final.

  • Os dois artistas plásticos, Clóvis André e George, vão espalhando nas paredes do Ginásio de Esportes e da Escola Manuel Montanha, em Guassussê, num espaço do Balneário e da Casa Mãe, belas criações sobre o tema da Jornada, com a arte da Grafitagem em Pintura Mural interagindo com crianças e jovens, sob olhares curiosos de dezenas de pessoas, que comentam, opinam, criticam. O nosso companheiro, também artista plástico e documentarista, Ivo Sousa, vai registrando as imagens, dialogando com todos e todas que também fotografam, gravam em celulares e câmeras, o movimento permanente de ações e fenômenos humanos e cósmicos que vão compondo uma Sinfonia harmoniosa e encantadora no velho e sempre inspirador Sertão.

  • Zé Neto, da coordenação da Escola Família Agrícola Dom Fragoso - EFA, de Independência, orientação a Oficina de Apicultura, no dia 26. Após a novena da noite, vivemos a tradicional degustação do mel, numa roda de conversa com o Zé Neto e proclamação de poesias de cordel, com a presença do Elmo, poeta de Poranga / CE.

  • Na manhã do dia 25, realizamos, em parceria com a Escola Isaías Candido, o 1º Fórum com o tema: “O que fazemos com nosso lixo e como agimos diante dos venenos nas lavouras”– reunindo mais de 200 pessoas, no Ginásio de Esportes de Guassussê, com apresentações artísticas, painel fotográfico, exposição, mostra das ações municipais pela Prefeita Fátima Bezerra e Secretárias (os) presentes, uma palestra com Rubens Lima, técnico da EMATERCE de Acopiara, convidado para a ocasião, e uma boa Fila do Povo. Uma Comissão de Alunos apresentou-se, espontaneamente, para monitorar o Conselho Municipal de Meio Ambiente de Orós.

O Encerramento da nossa 6ª Jornada aconteceu na manhã do domingo, dia 27, com um Passeio Ecológico, e Hezio e Eu (Zé Vicente) falamos sobre a mata local, as arvores antigas que já estavam ali muito antes de nós. Em seguida, deu-se a Mostra das Oficinas, rodas de baião, xote, ciranda sobre o lema da Jornada e o almoço.

O convívio, as pessoas que nos visitaram, os momentos de saudação espiritual nas manhãs, antes do café, para contemplação da mãe natureza, ouvir a gostosa sinfonia dos passarinhos, o envio de monitores(as) para as ações do dia, as avaliações nas novenas da noite, as rodas de conversa e música ao redor da fogueira, a partilha e troca de saberes entre artistas; com as famílias das comunidades, o reencontro de jovens que participaram do primeiro Grupo de Cantos  para cantar e festejar a saudade; a ousadia em marcar presença em lugares inusitados( balneário), o respeito e convívio na diversidade, os toques de  reiki e massoterapia,do João Irineu(PB); a grande partilha em alimentos, materiais didáticos, copos (com o selo da jornada), brindes e contribuições financeiras, garantindo que pelo menos 80% dos investimentos no vento fossem cobertos.
O relatório financeiro está sendo concluído e todas e todos que somaram conosco terão acesso. Um DVD também será posto à disposição. Vale salientar que não sendo uma ONG,mas um Projeto aberto,comunitário, os apoios de órgãos oficiais, como a Prefeitura Municipal de Orós, a FETRAECE, o STR-Orós, a RECID, somando com cada gesto de partilha de nossos amigos e amigas, ganham um sentido simbólico, de reconhecimento da seriedade e transparência  de nosso Projeto de arte e educação ambiental.
E assim, com sentimento de gratuidade e agradecimento, encantamento e compromissos renovados; com a maior e mais sagrada causa da Arte-Vida em nós, Planeta no Sertão, e em tua sua vastidão, seguimos levando no coração um toque a mais de brilho do amor que nos reuniu!
Temos a alegria de comunicar a você que nos acompanha de longe ou de perto, que o Daniel Moreira, nosso companheiro artista, está criando nosso SITIO na internet. Esteja convidado (a) a nos visitar e entrar, sugerindo,compartilhando, fortalecendo laços de amizade e companheirismo. Com você: www.sertaovivo.altervista.org

Nossa próxima estação no Sertão Vivo será durante o Arraial de S. João na Roça, nos dias 22 e 23 de junho!
Em tempo: logo após a Jornada, dia 29, nasceu Davi, filho dos vizinhos: Verônica e Neto, de parto normal.

Zé Vicente – poeta-cantor
Com revisão e formatação de  Ivo,Conceição e Eliahne.
e-mail: zvi@uol.com.br

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Atentado a escola feriu a todos os cariocas, diz arcebispo do Rio


brsaoOraniJoaoTempesta
O arcebispo da arquidiocese do Rio de Janeiro, dom Orani João Tempesta, divulgou uma nota lamentando o atentado à Escola Municipal Tasso Fragoso da Silveira, na capital fluminense. Segundo o arcebispo, o atentado “feriu não só aqueles que foram atingidos, mas também a todos os cariocas”.
O atentando ocorreu na manhã desta quinta-feira quando Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, invadiu a escola e disparou vários tiros. Já foram confirmados 11 mortos (9 meninas e 1 menino), mais o atirador, e 17 feridos com gravidade. Segundo a polícia, Wellington era ex-aluno da escola, que fica no Realengo.
Veja a íntegra da nota de dom Orani

NOTA DO ARCEBISPO DO RIO SOBRE O ATENTADO NA ESCOLA TASSO FRAGOSO DA SILVEIRA

O atentado a tiros contra alunos, alunas, funcionários e outras pessoas, agora pela manhã, na Escola Municipal Tasso Fragoso da Silveira, em Realengo, zona oeste de nossa cidade, que resultou também em mortos e com a consequente morte do atirador, feriu não só aqueles que foram atingidos, mas também a todos os cariocas.
Como Pastor desta Arquidiocese, lamento profundamente o acontecido, rezo e uno-me à dor de todos que foram vitimados,  pais, familiares e amigos. Peço ao Senhor Jesus, neste tempo de Quaresma, que a todos conforte e envio também uma bênção especial, pedindo a Deus que tal fato não volte a acontecer em nossa cidade.
Rio de Janeiro, 7 de abril de 2011
Dom Orani João Tempesta
Arcebispo do Rio de Janeiro
fonte:CNBB