sexta-feira, 22 de abril de 2011

Lançamento do Relatório da CPT 2010

Mensagem do Coordenador Nacional para o 13° Intereclesial de CEBs - 2014




Cebianos,Ampliada e povo de Deus!
Meus votos de Feliz Páscoa!
As CEBs são sinais desta páscoa presente em um mundo de crise. A hospitalidade delas nos faz ver Jesus presente em nosso meio, através dos nossos irmãos que nos impulsiona ao amor, a luta, a defesa da vida no testemunho dos mártires

Jesus Ressuscitou!

Procissão do Santíssimo - Missa do Lava Pés

A páscoa nossa de cada dia


Pe. Nelito e Zé Vicente



O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. 
O que ela quer da gente é coragem. 
O Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e mais alegre ainda no meio da tristeza!
 Só assim, de repente, na horinha em que se quer, de propósito, por coragem.

Com estas palavras, o velho jagunço Riobaldo, personagem de Guimarães Rosa, se expressa sobre Deus e a vida de um modo muito diferente do jeito como tantas vezes nos falaram de Deus. O mais comum eram nos mostrarem santos com cara de sofrimento e Deus como juiz sério e sisudo. Houve quem escrevesse que os evangelhos mostram Jesus chorando, mas nunca dizem que ele riu. Umberto Eco, em O nome da rosa, fala do monge medieval que chegava a matar irmãos para que ninguém descobrisse o tratado de Aristóteles sobre a alegria. Hoje em dia, isso parece coisa do passado. Cada vez mais as pessoas concordam que Deus quer ver a gente alegre. Mas nem sempre tiramos disso todas as consequências.

Para José Comblin, que agora vive a páscoa em plenitude,  o maior acontecimento teológico do Século XX para o cristianismo foi a redescoberta da centralidade da ressurreição de Jesus Cristo.

Ler e interpretar a vida e a fé a partir do mistério pascal possibilitaram a renovação das igrejas e teve consequências concretas, como a valorização da vivência comunitária da fé, a realização do Concílio Vaticano II nos moldes como ele se deu, o movimento ecumênico e a caminhada latinoamericana das igrejas cristãs a serviço do povo sofrido, em busca de sua promoção e libertação. De uma compreensão mais profunda do mistério pascal desenvolveu-se a rica renovação liturgia em sua teologia e em suas expressões.  Aprendemos com o povo a fazer festa. E mais: fazer das celebrações uma festa.  Para o povo sofrido, fazer festa é uma questão de sobrevivência.

Um depoimento popular enfatiza bem esta questão.
Na verdade, do ponto de vista do povo do santo, sem festa o mundo não sobrevive. Perde o alimento de sua origem, a graça que a presença divina lhe dá. Mundo sem festa é um mundo imundo. Mas, quando festejamos, a vida o aviventa.

Em Morte e Vida Severina, João Cabral de Melo Neto conta a história de um retirante que sai do sertão para tentar a vida na cidade. Começa com cenas de morte, terra seca, gente cantando incelênçias em velórios de indigente e termina com uma criança nascendo numa favela do Recife. Apesar da penúria, a nova vida é recebida como uma vitória da esperança.

É como diz o Menino Maluquinho do Ziraldo: Olha, se não deu tudo certo até agora, é porque ainda não acabou! 

            Mais do que nunca a vida está nos reclamando esta explosão de alegria. É necessário muita coragem para sermos alegres no meio da dura realidade em que nos encontramos. Como diz um ditado chinês: É duro caminhar olhando as estrelas quando se tem uma pedra no sapato! Mas é justamente aí que está o segredo da vida guardado com sete chaves: viver a compaixão, a misericórdia e a alegria não no depois, no adiante, mas no agora, na horinha que se quer, de propósito.

 Ainda com os orientais aprendemos que nem todos os caminhos levam ao coração. Que a o celebrarmos a festa da páscoa da ressurreição de Jesus descubramos com Ele, n’Ele a  partir d’Ele, quais caminhos hoje precisamos trilhar para chegar ao coração da humanidade.
Feliz Páscoa!
Pe. Nelito Dornelas

Assessor do Secretaria  de preparação para o 13° Intereclesial 2014

Missa do Lava Pés - 2011 - Paróquia Coração de Jesus

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Via Sacra da CF 2011 - CEBs/ Paróquia Coração de Jesus

O Drama da Paixão


As primeiras comunidades cristãs, lendo esse texto à luz da Ressurreição, identificaram no Servo que sofre injustamente até a morte, o próprio Jesus de Nazaré, “que andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos [...] porque Deus estava com ele” (At 10, 38). Embora inocente, foi acusado, traído e abandonado pelos seus, que “o mataram, pregando-o numa cruz” (At 10, 39).
Na Semana Santa a liturgia da Igreja revive o drama da Paixão de Jesus, o Servo Sofredor, que “esvaziou-se a si mesmo” e “apresentando-se como simples homem humilhou-se, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz” (Fl 2,7-8).
O caráter dramático dos relatos da Paixão se evidencia à medida em que se percebe que sua morte “resultou de um conflito bem circunscrito e definido legalmente”, num determinado contexto histórico, socioeconômico, político e religioso (L. Boff. Paixão de Cristo, paixão do mundo,1990). 
Sua morte só é compreensível a partir de sua prática, das opções e gestos libertadores que realizou em sua vida, pois ele não foi condenado “por causa de um mal-entendido, mas por sua atitude real, cotidiana, histórica” (Ibid.)
Desde 64 a.C. a Palestina estava sob domínio do Império Romano, do qual dependia sua vida política, cultural e econômica. O sistema tributário romano era perverso. “Havia impostos para quase todas as coisas: sobre cada membro da família, terra, gado, plantas frutíferas, água, carne, sal e sobre todos os caminhos” (H.Echegaray. A prática de Jesus, 1982). Nesse contexto, vários grupos se articulavam em torno da expectativa pelo advento do Reino de Deus: saduceus, fariseus, escribas, zelotas, essênios.  Todos esperavam que o Messias promovesse a libertação do povo de acordo com seus interesses.
Jesus, no entanto, rejeitou a compreensão do Reino como dominação política, poder religioso ou qualquer outra forma de poder, frustrando as expectativas presentes no imaginário coletivo da época sobre o Messias – esperado como alguém poderoso e invencível. Ao contrário, apresentou-se como servo, pobre, “filho do carpinteiro” (Mt 13,55), trabalhador não instruído na Lei.
Sua prática contrapunha à concepção de poder do Império a noção de serviço (diakonia) em favor dos pequenos, das vítimas da exploração estrangeira e da opressão religiosa. Sua ação a partir do ‘lugar social’ dos empobrecidos desagradou muita gente. Mesmo não se colocando diretamente no campo da disputa política para tomada do poder, sua prática provocou rápida reação por parte dos que detinham o controle (cf. Mc 3,6).
Aprisionado, Jesus foi julgado em dois processos: um religioso (blasfêmia por haver-se declarado Filho de Deus) e outro político (pretender ser rei dos judeus, agitador público). Julgado às pressas, foi condenado sumariamente à pena de morte por crucificação, método comumente utilizado pelos romanos, com requintes de crueldade, de maneira a impor muito sofrimento ao condenado antes de sua morte (P. Barbet. A paixão de Cristo segundo o cirurgião, 2003).
O drama da Paixão atingiu seu ápice na cruz, “escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1Co 1,23), diante da qual tudo parecia perdido. “Todos fugiram e o abandonaram” (Mc 14,50). Aos pés da cruz permaneceram tão somente “a mãe de Jesus, a irmã da mãe dele, Maria de Cléofas, Maria Madalena e o discípulo que ele amava” (Jo 19,25). 
Jesus, no entanto, assumiu o absurdo da cruz em solidariedade e amor com os crucificados de todos os tempos. Sua cruz é “lugar onde se revela a forma mais sublime do amor” (L. Boff), afinal, “não existe amor maior do que dar a vida pelos seus” (Jo 15,13), gratuita e generosamente.
Contudo, o último ato do drama da Paixão não foi a morte, mas a Ressurreição, pois “Deus ressuscitou Jesus, libertando-o das cadeias da morte, porque não era possível que ela o dominasse” (At 1,24). O amor venceu e sempre vencerá!
Ora, o drama da Paixão continua na história de quantos seguem a Jesus fielmente, como Ir. Dorothy Stang, Dom Oscar Romero e tantos outros irmãos e irmãs conhecidos e anônimos, que dia a dia empenham a própria vida na causa do Reino.
Fonte: Arquidiocese de Campinas
Que as celebrações da Semana Santa, revivendo os eventos da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, possibilitem a todos profunda renovação interior e revigorem a disposição para trabalharmos pela Civilização do Amor, perseguindo a utopia do ‘outro mundo possível’, com novas relações de justiça e fraternidade.
Somente assumindo a prática de Jesus como nossa, até as últimas consequências, compreendemos o sentido da cruz e celebramos dignamente a Páscoa da Ressurreição. Feliz Páscoa!


Padre João Batista Cesário é coordenador da Pastoral Universitária PUC-Campinas

Projeto "Uma nova chance" - Oficina de Cachecol


 Aridiane de Andrade, Redação | Jornal Expressão, com informações de Elbamar Elias Firmino (voluntária da RECOP)
 

Paróquia Santa Teresa do Menino Jesus realizará no dia 7 de maio, às 14h, uma oficina de “Cachecol”. O evento faz parte do Projeto “Biênio Rumo aos 40 Anos” que na sua dimensão social tem o projeto “Uma Nova Chance” o qual tem a mulher, dona de casa, como seu principal foco. 
 
As aulas são ministradas por voluntárias da própria comunidade e as alunas contam além da verba paroquial destinada a este projeto, com madrinhas e padrinhos que colaboram com a quantia de R$ 10,00 por aluna.   
 
Através deste Projeto, a Pastoral Social da Paróquia pretende ajudar a transformar a comunidade local formando além de cristãs amadurecidas na fé, também cidadãs conscientes de seus direitos e deveres. Mais informações pelo telefone (12) 3943-2010. 
 
O Projeto - “A dignidade da mulher e a sua vocação — objeto constante de reflexão humana e cristã — tem assumido, em anos recentes, um relevo todo especial. Isso é demonstrado, entre outras coisas, pelas intervenções do Magistério da Igreja, refletidas nos vários documentos do Concílio Vaticano II, que afirma em sua Mensagem final: ‘Mas a hora vem, a hora chegou, em que a vocação da mulher se realiza em plenitude, a hora em que a mulher adquire no mundo uma influência, um alcance, um poder jamais alcançados até agora. Por isso, no momento em que a humanidade conhece uma mudança tão profunda, as mulheres iluminadas do espírito do Evangelho tanto podem ajudar para que a humanidade não decaia’. As palavras desta Mensagem retomam o que já fora expresso no Magistério conciliar, especialmente na Constituição pastoral Gaudium et Spes“. (João Paulo II, encíclica Mulieris Dignitatem, n. 1).
 
No entanto, para algumas mulheres, mães de família, esta mensagem não descreve nem de longe a realidade em que vivem. Elas ainda se encontram em busca de um mínimo de dignidade, de um “lugar ao sol”, de uma nova chance que as incluam como parte da sociedade e as coloquem de volta ao mercado de trabalho, seja ele informal ou não.
 
Neste sentido, lançando um olhar para estas pessoas tão importante dentro da instituição familiar, o projeto “Uma Nova Chance” vem capacitar estas mulheres através de Cursos de Culinária e Artesanato.  O Projeto “Uma Nova Chance” tem como objetivo principal resgatar a mulher dona-de-casa de sua total condição de dependência financeira, capacitando-a e devolvendo-lhe a dignidade de poder suprir as necessidades de sua família ou, aumentando a renda familiar visando uma melhor qualidade de vida para os seus. 

Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus
Diocese de São José dos Campos - SP
Rua das Acácias, 100 - CEP 12231-020
São José dos Campos - SP - Tel.: (12) 3943-2010
www.paroquiasantateresinha.org.br

O Jardim das Oliveiras: agonia e solidão - Carlos Mesters e Mercedes Lopes


1.  Introdução
 No início da sua missão, Jesus foi tentado no deserto (Lc 4,1-12). Naquela ocasião, Lucas fez a seguinte observação: “Tendo acabado toda a tentação, o diabo deixou Jesus até o momento oportuno” (Lc 4, 13). Este momento oportuno agora chegou. Chegou a hora da tentação suprema, “a hora do poder das trevas” (Lc 22,53). Começa a última etapa do êxodo de Jesus. Satanás já tinha conseguido desviar Judas (Lc 22,3). Queria desviar Tiago e João na hora da vingança contra os samaritanos, no início da viagem para Jerusalém (Lc 9,55). Quis entrar em Pedro, mas a oração de Jesus foi mais forte (Lc 22,31). Agora ele vai fazer a tentativa suprema para desviar Jesus do caminho do Pai. Mas não vai conseguir.
Durante a leitura do texto que descreve a agonia de Jesus no Horto, convém lembrar a cena da Transfiguração (Lc 9,28-36). No Evangelho de Lucas estes dois episódios têm uma semelhança muito grande, o que, sem dúvida, encerra uma mensa­gem da parte de Lucas para nós, seus leitores e suas leitoras. 
2.  Comentando
 a) Lucas 22,39-40: Tentação e angústia
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“Como de costume, Jesus sai para o Monte das Oliveiras”. É a última noite da sua vida aqui na terra! Ele costumava ir naquela chácara para rezar. Jesus sabe que estão à sua procura para matá-lo. Sente a hora da tentação chegando. Bastaria subir o Monte das Oliveiras alcançar o deserto e ele estava livre. Ninguém o prenderia! O que fazer? Era a tentação de escapar do cálice. Ele ora e pede aos amigos, para que orem, “a fim de não entrar em tentação!” Jesus está sentindo a angústia provocada pela tentação. Não quer que seus amigos sofram esta mesma tentação.
 b) Lucas 22,41-42: A oração da total entrega
Jesus ora de joelhos. Ele deve estar muito abalado e angustiado, pois naquele tempo o costume era orar em pé. Lucas traz as palavras da oração: “Pai, se queres, afasta de mim este cálice. Contudo não a minha mas a tua vontade seja feita. E a oração da total entrega. Jesus não volta atrás, não quer escapar. Quer é continuar no caminho de acolher os excluídos, de denunciar o fechamento da religião oficial, de insistir nas exigências da fraternidade, mesmo que os poderosos o persigam e matem. Ele assume ser o Messias-Servo.
 c) Lucas 22,43-44: O anjo de Deus ajuda a beber o cálice
Aparece um anjo do céu. O anjo do céu é o próprio Deus se comunicando com o ser humano. E pela terceira vez no Evangelho de Lucas que Deus se manifesta diretamente a Jesus. A primeira vez foi no Batismo (Lc 3,21-22). A segunda, na transfiguração (Lc 9,35). E agora, a terceira vez, aqui no Horto. O anjo não vem para consolar. Ele vem para ajudá-lo a continuar no caminho do Pai até o fim, a beber o cálice até o fundo. Diz a Carta aos Hebreus: “Nos dias da sua vida terrestre, Jesus apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte” (Hb 5,7). De fato, depois que apareceu o anjo, Lucas diz que, “cheio de angústia, Jesus ora com mais insistência ainda” e começa a suar sangue. Suor de sangue é sinal de que a angústia que o envolve é muito grande. Jesus é jovem. Tem apenas 33 anos. E acusado e perseguido por algo que nunca fez nem quis, e sabe que vão matá-lo. “E pela oração que ele se reencontra consigo, com a missão e com o Pai. A paz voltou. Foi atendido por causa da sua total entrega!” (Hb 5,7).
 d) Lucas 22,45-46: Resistir à tentação
Jesus se levanta. Vai ao encontro dos discípulos. Eles estão dormindo de tristeza. Novamente, lhes dá a mesma recomendação: “Levantem e orem, para que não entrem em tentação!” No Pai-Nosso, Jesus já tinha mandado fazer o mesmo pedido: “Não nos deixeis cair em tentação!” (Lc 11,4). A tentação faz parte da vida. Constantemente, Jesus era puxado para seguir por caminhos contrários ao caminho do Pai. Mas ele resiste. 
3. Alargando
 A tentação de assumir o papel do Messias glorioso acompanhou Jesus do começo ao fim. A pressão vinha de todos os lados. Pessoas, fatos, situações, o próprio demônio, todos tentavam levá-lo por outros caminhos. Mas nunca ninguém conseguiu desviá-lo do caminho do Pai.
Pedro tentou afastá-lo do caminho da Cruz, mas recebeu uma resposta dura: “Vai embora, Satanás!” (Mc 8,33).
* Seus pais tiveram que ouvir: “Então não sabiam que devo estar na casa do meu Pai?” (Lc 2,49).
* Aos parentes ele disse: “Quem é minha mãe? Quem são meus irmãos?” (Mc 3,33).
* Aos apóstolos que queriam levá-lo de volta, ele disse: “Vamos para outros lugares! Pois foi para isto que eu vim!” (Mc 1,38).
João Batista foi convidado a conferir as profecias com a realidade dos fatos (Mt 11,4-6 e Is 29,18-19; 35,5-6; 61,1).
* Aos fariseus avisou: “Vão dizer àquela raposa que vou continuar trabalhando aqui hoje e amanhã. Só vou terminar é depois de amanhã!” (Lc 13,32).
* O povo queria forçar Jesus a ser o Messias-Rei (Jo 6, 15). Ao percebê-lo, Jesus simplesmente foi embora e se refugiou na montanha (Jo 6,15).
* Ao demônio Jesus reagiu com força, condenando as propostas com palavras da Escritura (Mt 4,4.7. 10).
* No Horto, o sofrimento levou Jesus a pedir: “Pai, afasta de mim este cálice!” Mas ele logo acrescentou: “Não o que eu quero, mas o que tu queres” (Mc 14,36). E na hora da prisão, hora das trevas (Lc 22,53), apareceu pela última vez a tentação de seguir pelo caminho do Messias Guerreiro. Jesus reagiu: “Guarde a espada no seu lugar!” (Mt 26,52).
 Orientando-se pela Palavra de Deus, Jesus recusou todas estas propostas. Inserido no meio dos pobres e excluídos e unido ao Pai pela oração, fiel a ambos, ele resistia e seguia pelo caminho do Servo de Javé, o caminho do serviço ao povo (Mt 20,28).
fonte:CEBI

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Definida a nova Equipe de Comunicação diocesana das CEBs




A coordenação diocesana das CEBs da Diocese de São José dos Campos definiu a nova composição da equipe diocesana de comunicação das CEBs.

 A reunião aconteceu na casa paroquial, da Igreja Matriz Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, onde reside Pe. Ronildo, assessor diocesano das CEBs.
Ainda na reunião, deficiências foram apontadas, dificuldades esclarecidas e sugestões apresentadas para enriquecer o trabalho da equipe.
Novos desafios foram lançados pelo assessor diocesano : “Mais do que se dedicar à divulgação do material das CEBs nos meios de comunicação,  através do informativo, subsidio e Internet, a equipe tem missão de fazer fluir a comunicação entre pessoas, pastorais, comunidades como um todo, de uma forma acolhedora, tendo como mística a comunhão e a unidade”, afirmou Pe. Ronildo.
A Equipe diocesana das CEBs é responsável por documentar os eventos com fotos, vídeos, produzir o informativo “Lá Vem o Trem das CEBs”, diagramar o subsídio das CEBs e passar informações para os órgãos de comunicação da diocese.
A nova equipe é formada pelo casal, Maria Bernadete de Paula Mota Oliveira (coordenadora) e Luiz Antonio de Oliveira (vice-coordenador) da Paróquia Coração de Jesus onde são animadores das CEBs. Também fazem parte da equipe: Cintia Maria Paiva da (Paróquia Coração de Jesus), Maria Aparecida Matsutacke (Paróquia Nossa Sra. de Guadalupe - Jacareí)  ,   Paulo José de Oliveira ( Paróquia São José Operário - Jacareí),  Rosana de Paula Rosa (Paróquia Santuário São Judas Tadeu). Tem também como colaboradores Celso Correia (Paróquia Nossa Senhora de Fátima) e Madalena das Graças Mota (Paróquia de Sant'Ana).
Os companheiros e amigos Luiz Mario Marinho e Sandra Memari, depois de vários anos de muita dedicação às causas da comunicação das CEBs, estão deixando a equipe.  A eles manifestamos o reconhecimento e agradecimento pelo muito de suas vidas que dedicaram a este trabalho e que o fizeram com tanto empenho e doação. Cumpriram um papel importante e imprescindível neste processo de comunicação das CEBs.
A arte de comunicar é parte constitutiva da Igreja, é uma ordem de Jesus para todos os batizados para proclamarem a Boa Nova: "Ide ao mundo inteiro, proclamai o Evangelho a todas as criaturas" Mc 16,20. (documento 59 da CNBB)
Maria Bernadete de Paula Mota Oliveira
Equipe de comunicação das CEBs

segunda-feira, 18 de abril de 2011

CEBs EM MOGI DAS CRUZES

por Antonio Romão última modificação 18/04/2011 06:26
Colaboradores: Isaura Aparecida da Silva
CEBs Diocese de Mogi das Cruzes





Assessores das CEBs querem formação sistemática nas grandes regiões do Brasil



cebs_seminario_rjTerminou neste domingo, 17, no Rio de Janeiro (RJ), o 1º Seminário Nacional para Assessores das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs), promovido pelo Setor CEBs da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB, em parceria com o Iser-Assessoria.
Entre as conclusões do encontro foi destaque a necessidade de uma formação sistemática para os assessores das CEBs nas grandes regiões do Brasil, a constituição de uma rede de assessores de CEBs, além de contribuições para a animação das CEBs no contexto das comemorações do cinqüentenário do Concílio Vaticano II e das novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE).
Reunidos desde o dia 14, durante o Seminário os 30 assessores, representantes de 15 regionais, debateram as “CEBs diante dos desafios contemporâneos”. Para isso, a teóloga e professora da PUC-RJ, Eva Aparecida Resende, apresentou nos documentos do Magistério da Igreja (Concílio Vaticano II, Conferências do Celam e CNBB) os fundamentos teológicos para as Comunidades de Base.
sergio_coutinho_cebsO assessor do Setor CEBs da CNBB, professor Sérgio Coutinho, juntamente com a socióloga Solange Rodrigues, do Iser-Assessoria, problematizaram a questão da “Identidade e Diversidade das CEBs”. Eles enfatizaram seus elementos eclesiais estruturantes e a diversidade de suas experiências no Brasil. O professor Celso Carias da PUC-RJ e o professor Ivo Lesbaupin do Iser-Assessoria, apresentaram os desafios para as CEBs hoje na dimensão social, política e econômica, especialmente no Brasil. Além disso, os participantes assistiram ao vídeo do 7º Intereclesial das CEBs realizado na diocese de Duque de Caxias, em 1989.
No sábado, 16, o Seminário debateu outros desafios para as CEBs em sua dimensão cultural e religiosa. As sociólogas Lúcia Ribeiro (Iser-Assessoria) e Sílvia Fernandes (UFRRJ) trabalharam o papel da mulher e as relações gênero nas CEBs, como também toda a problemática relativa ao pluralismo religioso que afeta amplamente na sociedade atual. A parte da tarde foi dedicada ao papel e ao trabalho do assessor das CEBs. Para isso o padre Nelito Dornelas, da CNBB, ajudou com uma dinâmica a partir da pedagogia de Jesus descrita na narrativa dos discípulos de Emaús.
O último dia do seminário se iniciou com a celebração litúrgica do Domingo de Ramos, onde se fez memória dos mártires de muitas comunidades e se renovou o compromisso pela defesa da vida no planeta. Os participantes elaboraram suas sínteses individuais e discutiram em grupos os encaminhamentos para os próximos seminários.
Fonte:CNBB