domingo, 17 de julho de 2011

arraiá da Paróquia Coração de Jesus

Celebarndo a Vida na Roça - 25 de junho dia do agricultor

Simbologia: Embaixo de um pano coberto com terra: cestas com frutos, peneira com sementes, a Palavra de Deus, flores, vela.
Em cima do pano: latas de Coca-Cola, embalagens de adubos, produtos transgênicos, agrotóxicos).
Animador: Só quem coloca os pés, as mãos e a alma na terra sabe o quanto Deus está presente nesta dinâmica tão rica de vida e espiritualidade. Desde tempos antigos, o plantio e a colheita eram celebrados e festejados como tempo de Deus. A terra se abre, recebe a semente, ocorre a fecundação e a vida explode: é a bênção do Deus criador, que fortalece os trabalhadores e a vida familiar.
Mesmo em tempos em que a terra é dominada pela ganância, o trabalho familiar desvalorizado, a colheita prejudicada e o produto desclassificado, queremos dizer, rezando...
TODOS: Senhor, abençoai o nosso roçado e faze germinar a semente lançada. Concedei-nos sempre abundância de frutos e, pela fertilidade do solo, os que têm fome cheguem a fartar-se.
Canto: /: Põe a semente na terra, não será em vão. Não te preocupe a colheita, plantas para o irmão:/
Leitor 1: Deus nos criou à sua imagem e semelhança.
Homens e mulheres da roça, criados com valores e jeitos próprios. Somos pessoas simples, humildes, de mãos calejadas, nossos pés pisam firme na terra da qual somos parte.
Leitor 2: Deus fez a água, a terra, o fogo, o ar, a semente fértil e cada um de nós. Somos parte desta criação.




Animador: Vamos fazer um gesto de respeito para com esta terra que nos dá o sustento de cada dia. Cheguemos perto da terra, presente de Deus, e toquemos nela (Se a celebração for na igreja, faça-se um momento de silêncio). Juntos, tracemos o sinal do nosso compromisso com Jesus e seu projeto de justiça e igualdade.
TODOS: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Ato Penitencial
Animador: A terra é dom de Deus. Deus a ofereceu para que todos os seus filhos e filhas vivessem dignamente. A terra não é estéril, produz em abundância, basta cuidarmos bem dela. Pelas vezes que desrespeitamos a terra, envenenando-a, devastando-a, tornando-a desabitada e improdutiva, peçamos humildemente perdão:

Leitor 1: Por nós, trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, que pouco acreditamos em nossas lutas e organizações, peçamos perdão.
TODOS: /:Perdão Senhor, Senhor meu Deus, tem piedade dos filhos teus:/
Leitor 2: Por nos deixarmos enganar por empresas multinacionais e usarmos produtos químicos, não cuidando assim da preservação do meio ambiente e muito menos de nossas vidas, imploramos o perdão do Pai:
TODOS: /:Misericórdia nosso Deus perdão, misericórdia, tende compaixão:/
Leitor 3: Pelos governos descomprometidos com os pequenos agricultores, levando à falência e ao êxodo rural de milhares de famílias, te imploramos justiça, ó Pai:
TODOS: /: Jesus Cristo, piedade. O teu povo quer justiça, pão e paz, fraternidade. Jesus Cristo, piedade:/
Nosso jeito de viver na roça
Animador: Somos homens e mulheres da roça. Dia e noite cuidamos de nossa terra.



Leitor 1: Nossas mãos calejadas tem cheiro de terra. Nossos pés pisam firmes na terra. Mas sentimos na pele a amargura de não sermos valorizados. Os preços dos produtos estão baixos: estamos empobrecendo e desanimando.
TODOS: Queremos ser firmes e corajosos, a terra é nossa vida!
Nossos valores preservados
Leitor 1: Não há coisa mais bela do que contemplar a terra com sua maravilhosa fertilidade. Como pessoas simples e humildes que somos, queremos ficar na terra, partilhar a vida e nossos sonhos, alimentar nossos filhos. Construiremos nossa dignidade com o suor do trabalho.
Leitor 1: (Ir até o pano e retirá-lo) Dá-nos força e esperança, Senhor! (Acender a vela).
Acreditamos que nós, homens e mulheres da roça, poderemos, com o poder de Deus e a nossa união, viver com dignidade na terra que Ele criou para todos.
Canto: Louvado sejas meu Senhor (ou outro à escolha).
Animador: Ouçamos agora a Palavra de Deus, que nos fala da promessa da terra prometida:
Canto: Tua Palavra é lâmpada para os meus pés, Senhor; Luz para o meu caminho. Lâmpada para os meus pés, Senhor! Luz para o meu caminho.
Leitor 4: (Apocalipse 21,1-8).
Reflexão:
  • Com que cuidado cultivamos nossas lavouras?
  • Cuidamos da nossa saúde na aplicação dos produtos químicos e agrotóxicos?
  • Quais os ensinamentos que a leitura bíblica nos traz?
TODOS: Plantar é uma graça. Esperar a planta nascer é uma esperança. Colher o fruto da terra e do trabalho é uma celebração.
Temos amor pela terra
Animador: Da terra, chão sagrado, tiramos o sustento de nossa família e alimentamos boa parte do Brasil. A terra é uma bênção para a nossa vida. Senhor, vós que prometestes a terra para garantir a vida, em nome do vosso filho Jesus Cristo, dá-nos a luz do Espírito Santo: (Após cada pedido cantemos).
TODOS: Envia teu Espírito, Senhor, e renova a face da terra.
  • Pela nossa gente que, obrigada pela situação, sai de sua terra e vai em busca de trabalho inchando as
    grandes favelas das cidades;
  • Pelas pessoas que lutam para que todos os que precisam tenham seu pedaço de chão;
  • Pelos motoristas que transportam os nossos produtos, para que sejam prudentes e abençoados em sua missão;
  • Pelos pequenos agricultores, para que sejam olhados com mais atenção pelos responsáveis do poder público.
TODOS: Senhor, Deus dos Pequenos, ajuda-nos sempre a colher da Mãe Terra o Pão Nosso de cada dia, o Pão que nos alimenta. Dai-nos forças para lutarmos sempre pela partilha, para que todos os pequenos da terra possuam seu pedaço de chão.
Jesus de Nazaré, faze com que cada trabalhador e trabalhadora rural viva com dignidade, sustentando a família e a nação, sentindo a alegria de viver e anunciar teu projeto de Libertação. Espírito de liberdade, sopro da vida, nós, trabalhadores rurais, estamos aqui reunidos para celebrar e anunciar que a Paz é fruto da Justiça.
Santíssima Trindade, Deus Comunidade, fortalece nossas produções agro-ecológicas, protejendo-nos do perigo dos transgênicos, do latifúndio e da ganância que sacrifica o nosso povo.
TODOS: Amém.
Fonte: PIME