sexta-feira, 2 de setembro de 2011

São Paulo realiza o seu 31º Encontro Missionário Estadual


02/09/2011 | Jaime C. Patias

O Conselho Missionário do Regional Sul 1 da CNBB, (Estado de São Paulo), realiza, neste fim de semana, dias 2 a 4 de setembro, no Centro de Formação para o Apostolado de Santos (CEFAS) - Casa de Retiro Dom David Picão, na cidade de Santos, seu 31º Encontro.
A programação do encontro está organizada tendo como tema central "Missão e Comunicação", abordado em três etapas: o ser humano como ser comunicacional; espiritualidade e teologia da comunicação; processos e meios de comunicação. Os trabalhos serão assessorados por especialistas na área da comunicação e missão. A programação prevê ainda, debates e partilha em grupos de trabalho, testemunho de vivências missionárias, celebrações e apresentações culturais.
Segundo o coordenador do COMIRE, Robson Ferreira, os encontros estaduais servem para reforçar a articulação e a animação missionária de todas as 41 dioceses paulistas. Acontecem a cada ano e contam com a participação dos Conselhos Missionários Diocesanos - COMIDIS, Infância e Adolescência Missionária - IAM, Juventude Missionária - JM e de representantes de diversos organismos missionários da Igreja. A última edição do evento foi realizada em agosto de 2010, na diocese de Presidente Prudente, SP.
Fonte: Comunicação - COMIRE Sul 1

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Seminário Regional das CEBs ressalta Missão, Justiça e clamor


31/08/2011 | CEBs Norte 2

As Comunidades Eclesiais de Base - CEBS da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promoveu nos dias 29, 30 e 31 de julho o Seminário Regional das CEBs. O evento apresentou diversas temáticas, dentre elas: questões agrárias/ trabalho escravo, exploração e abuso sexual de crianças e adolescentes /tráfico humano e de drogas, dentre outras.
Além disso, foram apresentados os diversos clamores, dentre eles: os clamores do trabalho nas fazendas e grandes empresas, de acordo com estatísticas 25.000 trabalhadores estão em regime de trabalho, 34.000 trabalhadores foram libertados, sendo que muitos destes reincidem ao trabalho escravo, já que esta escravidão não reincide, temo seu clamor do trabalho, afirma Pe. Paulinho.
Os clamores da exploração sexual infantil para fins lucrativos, turismo e tráfico de drogas principalmente na ilha do Marajó, foram apresentados pela coordenadora da Comissão Justiça e Paz, Ir. Henriqueta.
Além dos clamores quanto à destruição do meio ambiente, apresentados pelo sociólogo e coordenador da Cáritas Brasileira, Lindomar Silva. O seminário contou com a participação de cerca 100 pessoas, estiveram presentes também: o Arcebispo e o bispo auxiliar da Arquidiocese de Belém, respectivamente: dom Alberto Taveira Corrêa e dom Teodoro Mendes Tavares, o bispo acompanhante das CEBs, Dom Pedro Conti, o assessor nacional da Comissão Pastoral da Terra - CPT e padre acompanhante das CEBs
Fonte: Rede CEBs de Comunicação

Gritos e respostas


31/08/2011 | Demétrio Valentini *

Na Semana da Pátria deste ano vai acontecer o 17º. Grito dos Excluídos. Pela sua continuidade, e pelas repercussões que ainda suscita, o Grito se apresenta como uma das iniciativas bem sucedidas da CNBB, levada em frente pelas Pastorais Sociais.
Foi realizado pela primeira vez em 1995, ano da Campanha da Fraternidade sobre os Excluídos.
Aí já encontramos um dos motivos do acerto deste evento. Ao longo de todos os anos, ele sempre fez questão de retomar o tema da Campanha da Fraternidade, mostrando seus desdobramentos em torno de situações concretas, que mais exigem nossa atenção. O Grito faz repercutir a Campanha da Fraternidade. Como, por exemplo, neste ano com a campanha sobre a vida no planeta, o Grito nos provoca lembrando que "pela vida grita a terra, por direitos todos nós!".
Outra razão que explica o sucesso do Grito foi o fato de vincular sua promoção ao Dia da Pátria. Desde a primeira edição, em 1995, a intenção era recuperar para a cidadania a celebração do "Dia da Pátria", com manifestações que envolvessem os movimentos sociais, garantindo espaço para os que se sentiam, por um motivo ou outro, "excluídos" dos benefícios a que todos têm direito como cidadãos do mesmo país.
Esta é outra circunstância que ajuda a desenhar o quadro de referências do Grito dos Excluídos. Ele nasceu como gesto concreto da Semana Social, que tinha por tema "O Brasil que nós queremos".
Desde o seu início, o Grito se colocou a serviço da cidadania, incentivando a participação popular em torno de grandes causas que o povo precisa assumir.
Como a história da proclamação da nossa independência vem associada ao "Grito" de Dom Pedro, o Grito dos Excluídos vem nos alertar que a soberania de nosso país precisa ser assumida sempre, de maneira consciente e articulada.
Por isto, em cada ano, não faltam causas, com a ênfase de gritos que apelam para os nossos compromissos de cidadãos.
Entre tantas, podemos citar algumas, que estão sendo assumidas pelo Grito deste ano.
Uma delas é a corrupção. Ela merece nosso repúdio constante. Ela precisa ser combatida com firmeza e sem complacência. Este combate deve ser sustentado pelo poder público, mas precisa ser apoiado pela cidadania.
Outro grito que precisa ecoar com mais clareza é contra a droga. Estamos chegando ao limite da tolerância. A nação corre perigo! A população, em especial a juventude, não pode mais ficar exposta à ganância de inescrupulosos, que permanecem impunes enquanto vidas inocentes são ceifadas em números assustadores. O combate contra a droga exige mais vigilância de nossas fronteiras territoriais. Mas exige também que nos demos conta que os caminhos da droga são abertos pela perda de valores morais, com o conseqüente abalo de nossas instituições. Além de enérgica ação do poder público, o combate contra a droga precisa contar com a corajosa recuperação dos critérios éticos que precisam presidir a nossa convivência familiar e social.
Outro Grito, que já começa a ficar impaciente, é por uma eficaz reforma política. Ela precisa desencadear um processo, que não pode prescindir da regulamentação dos instrumentos de democracia direta, que a Constituição já prevê, mas que até agora não foram regulamentados com clareza e segurança.
Outro tema de enorme responsabilidade se coloca agora em torno do novo Código Florestal, cuja votação está tramitando no Congresso. Em torno deste Código Florestal é necessário superar os radicalismos, para se chegar, com lucidez e equilíbrio, a compatibilizar os objetivos da proteção ao meio ambiente com os objetivos da agricultura. A discussão em torno do Código Florestal precisa se transformar em bom instrumento de consensos razoáveis, que levem em conta todas as dimensões implicadas neste complexo assunto, cheio de conseqüências práticas, que não podem ser ignoradas, ou atropeladas por bandeiras que escondem interesses ou carregam ingenuidades.
E assim o Grito pode ir levantando outros assuntos, como os agrotóxicos, a reforma tributária, a reforma previdenciária, a questão da moradia urbana, as barragens, e outros mais. A cidadania agradece!
* Dom Luiz Demétrio Valentini é bispo de Jales - SP.
Fonte: www.cnbb.org.br

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Colegiada das CEBs - SP/Agosto de 2011

As falácias do 'Emagreça Já'


29/08/2011 | Ana Echevenguá *
Todo dia, abro minha caixinha de correspondência e sou obrigada a deletar, bloquear, mandar pras alturas várias mensagens inconvenientes, desagradáveis e mentirosas... ‘aumente seu pênis', ‘tenha orgasmos múltiplos', ‘viagens e planos de saúde por R$1,99'... Isso é ou não é propaganda enganosa?
E, ultimamente, cresceu o número de mensagens sobre as falácias emagrecedoras. Vejam algumas das tantas pérolas:
"Chá de Folha de Oliveira ajuda a perder 6kg por mês!"
"Perca 4KG a cada 11 dias"
"Perca 20 quilos por mês comendo semente de abóbora"
"Perdi 10 quilos em uma semana comendo macarrão"
"Obesidade - EMAGREÇA SEM DIETA"
Haja paciência! Espero que o CONAR - da mesma forma que restringiu a propaganda enganosa de "empresas ‘verdes", coibndo a banalização da sustentabilizadade, passe a cuidar desse tema tão importante.
Claro que deve haver leitor-consumidor - obeso e desesperado - caindo na estória. Mente insana em corpo insano. "O processo de engorda - segundo o médico Américo Marques Canhoto - está de forma sombria inserido no DNA cultural da maioria dos povos". - http://mulherespirita.blogspot.com/2011/08/forum-rio-20-emagrecer-e-um-ato-de.html
O excesso (ou sobrepeso, como trata a medicina) e a obesidade são epidemia no Brasil, segundo pesquisa do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O sobrepeso atinge:
- mais de 30% das crianças entre 5 e 9 anos de idade,
- cerca de 20% da população entre 10 e 19 anos e
- 48% das mulheres e 50,1% dos homens acima de 20 anos.
Não sei se o bolso influi na obesidade. Mas, entre os 20% mais ricos, o excesso de peso chega a 61,8% na população de mais de 20 anos. E aí se concentra o maior percentual de obesos: 17%.
O problema é mundial. Nos Estados Unidos e China, a obesidade é caso de saúde pública. Segundo a Organização Mundial de Saúde, em 2010, nos EUA, mais de 74% das pessoas com 15 anos ou mais são classificadas como acima do peso. E, na China, 38,5% da população de 15 anos ou mais estava acima do peso. Embora os números sejam menores, a expansão da taxa de obesidade dentre a população chinesa é gritante. Logo, logo, terá tantos obesos quanto os EUA.
Estranho é que essa epidemia ocorre justamente na Era da Cultura do Corpo. Onde está o fato gerador disso? Na falta de informação? Na desinformação desenfreada?
Interessante o raciocínio de Nara Rejane Oliveira, Mestre em Educação Física pela UNICAMP e Doutoranda em Educação pela USP, em seu ensaio "Cultura do corpo na pós-modernidade: reflexões para a Educação Física".
Ela diz que "O mais contraditório é que em nome da qualidade de vida e da saúde, tão divulgadas pela medicina atual, as pessoas parecem vivenciar uma nova patologia na modernidade tardia, se submetendo a rigorosos tratamentos e intervenções sobre o corpo, muitas vezes agredindo o próprio organismo. Não é à toa que anorexia, bulimia, dentre outras, figuram como doenças típicas da atualidade, assolando principalmente pessoas mais jovens. "Parecer" bonito, saudável, adepto a uma (pseudo) qualidade de vida é o que importa. A essência do corpo, ou o próprio ser (GIL, 1997), parece não importar tanto". -http://www.efdeportes.com/efd119/cultura-do-corpo-na-pos-modernidade.htm
Acho que, em nome desse "parecer bonito e saudável", podemos pensar em saúde, em comer comida saudável, em praticar exercícios saudáveis, em cultuar nosso corpo da forma mais correta e saudável possível...
Enfim, acho que devemos, mais do que nunca, usarmos todos os nossos conhecimentos adquiridos e adotarmos hábitos que nos garantam - de verdade - a sadia qualidade de vida.
Vamos cuidar da essência do nosso corpo. Mesmo que isso represente o sacrifício de fechar a boca para algumas guloseimas. E os ouvidos para as mentiras dos marqueteiros de plantão.

* Ana Echevenguá - advogada ambientalista - OAB/SC 17.413
Email: ana@ecoeacao.com.br

Instituto Eco&Ação - www.ecoeacao.com.br
Fonte: www.ecodebate.com.br

Colegiada das CEBs - SP/Agosto de 2011