quarta-feira, 7 de março de 2012


CAMPANHA DA FRATERNIDADE – 2012
Fraternidade e Saúde Publica

Que a Saúde se difunda sobre a terra ! Eclo 38,8

Elementos da Doutrina Social da Igreja sobre a saúde pública
I. – Princípios importantes:
a. O princípio da solidariedade: compromisso em prol do bem comum e da transformação das estruturas injustas que ferem a dignidade da pessoa. ( n.17)
b. A proximidade entre justiça e solidariedade: não há qualquer ordenamento estatal justo que possa tornar supérfluo o serviço do amor. (n.18)
c. Os princípios da subsidiariedade e da participação. Subsidiariedade = subsídio das instituições maiores às menores de uma sociedade. Participação é um dever a ser conscientemente exercitado por todos de modo responsável e em vista do bem comum. (n.19-22)
II. Controle social dos cidadãos = exigir do Estado. Pelos princípios de subsidiariedade e participação infere-se que os cidadãos e entidades e organizações civis e religiosas precisam colaborar com o Estado na implementação das políticas de saúde, por meio do controle social. Desta forma cabe-lhes exigir do Estado o cumprimento de suas obrigações constitucionais – acompanhar e fiscalizar a qualidade dos serviços oferecidos, – verificando estruturas de atendimento e responsabilidade dos profissionais. (n. 23)
III. Ação dos cristãos: contundência e profetismo. A reflexão sobre estes princípios orientadores (da vida cristã diária) são importantes (ou importantíssimos!) para que a ação evangelizadora da Igreja e dos cristãos, possa se revestir de contundência e profetismo na área da saúde. (n. 24)
IV. Caridade maior é mudar estruturas indignas e injustas. Além da “caridade na atenção aos enfermos”, é necessário empenho (sério, constante e contundente!) por mudanças nas estruturas que geram enfermidades e mortes. Tais estruturas tornam-se visíveis
a.- nas situações de exclusão,
b.- na falta de condições adequadas e dignas de vida,
c.- e no descaso no atendimento oferecido aos usuários do sistema de saúde.
Tudo isso é exposto e escancarado pelos meios de comunicação social .. . e também pelos rostos sofridos e pelas mortes causadas pelo indigno atendimento. (n. 24).
V. COMPARE:
a. o atendimento que exigem para si os governantes e parlamentares com o atendimento ao povo (que paga altíssimos impostos) = Hospital Sírio-Libanês X hospital de 5ª. categoria (… ou sem categoria! ).
b. Interessante! Nunca vi nem soube que um governante ou parlamentar fosse atendido pelo SUS … que chegou ao Pronto-socorro e esperou na fila a sua vez (=esperou a sua vez) para ser atendido … que esperou seis “meses”(!) para fazer um RX, que esperou “dois anos” para fazer uma cirurgia … que esperou “meses” para agendar quimioterapia e radioterapia … e coisas desse tipo que todos sabemos. Acho que eles deveriam frequentar as longas filas(=levantar de madrugada) de espera do sistema de saúde que eles votam para o povo … ou eles não pertencem ao Povo???
c. Acho que a saída seria trocar todos estes políticos porque nenhum deles até agora fez isso, ou seja, viveu como o povo vive, com um salário mínimo (minguado e sofrido!) que demora “meses” para ser votado ao contrário dos salários de suas excelências que é votado com exorbitantes aumentos e na mesma hora ou no mesmo minuto sem nenhuma discussão, restrição ou demora … (!!!) Desafio qualquer governante ou parlamentar a viver o mês inteiro com um salário mínimo (que eles votam para os outros e não para si!). E ??? … mas-porém-todavia-contudo a constituição do Brasil (e não de outro país) não diz que todos são IGUAIS (… ou eles são mais iguais que os outros ?!?!?)?
VI. TAIS INDAGAÇÕES simplesmente transcrevem a dedução do que diz o n. 25: ”A Igreja do Brasil” sabe que ‘nossos povos não querem andar pelas sombras da morte. Tem sede de vida e felicidade em Cristo’. Por isso, proclama com vigor que ‘as condições de vida de muitos abandonados, excluídos e ignorados em sua miséria e dor, contradizem o projeto do Pai e desafiam os discípulos missionários a maior compromisso a favor da cultura da vida” (DGAE n. 66 – Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2011-2015).
Fonte: Texto base da Campanha da Fraternidade 2012.

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