terça-feira, 7 de agosto de 2012

OS 10 MANDAMENTOS DA ESPIRITUALIDADE DO ANIMADOR, DA ANIMADORA E DA COORDENAÇÃO DOS GRUPOS DE REFLEXÃO




Todo animador/a de grupo ou de comunidade é um mensageiro da paz e da Boa-Nova da salvação em Jesus Cristo. É um enviado por Deus, para anunciar o Evangelho ao grupo, à comunidade. Evangeliza pela palavra e pelo testemunho de vida. Para que as pessoas acreditem na sua mensagem, algumas atitudes são indispensáveis. A pessoa que exerce o ministério da animação de algum grupo de reflexão deve cultivar os seguintes mandamentos da espiritualidade dos cristãos leigos e leigas:
1. Escutar – Ter capacidade de escuta e de diálogo.
Saber relacionar-se e valorizar as pessoas na sua
diversidade, descobrindo os seus valores. Não se
sentir superior a ninguém. Ter convicções profundas, mas não se considerar dono/a da verdade.

2. Acolher e cultivar a ternura – Considerar cada
pessoa como centro de tudo. Acolher a todos sem
fazer distinção de pessoas. Cultivar o cuidado, o
carinho e a ternura no relacionamento com o grupo e com a comunidade.

3. Solidarizar-se – Estar atento/a aos problemas de
sua comunidade, do seu grupo, sem cair em atitudes paternalistas ou autoritárias. Ter uma grande sensibilidade humana e social, com um forte sentido da justiça e da verdade.

4. Resistir – Agüentar firme os momentos difíceis,
sem desistir. Fazer-se presente quando precisam dele/ a, porque sabe que sua missão não tem horário. Não pecar por omissão e nem ser covarde e medroso/a.

5. Ter paciência e esperar – Saber que a paciência
é uma das virtudes mais importantes do/a animador/a. Caminhar com o povo e colocar-se no ritmo de sua história. Saber esperar com paciência o que vai acontecer: “Deus tarda, mas não falha”. Olhar com esperança para o futuro.

6. Crer no Deus da vida – Experimentar a fé em
Deus e o amor profundo e pessoal a Cristo, como
sustento pessoal. Saber que sem fé não há missão.
Tirar da fé a paixão pela missão de evangelizar.

7. Amar na gratuidade – Ser uma presença amiga e
gratuita. Não se deixar levar por interesses pessoais. Ser capaz de amar e doar-se, sem esperar recompensa. Encontrar Deus e Jesus Cristo especialmente nos pobres, nos que sofrem, já que eles são os preferidos de Deus. Percorrer com eles os caminhos do Evangelho, amando, como Jesus, até o fim.

8. Rezar sem desanimar – Cuidar para não tornar-se como muita gente quebrada e desnorteada, por não rezar e não abastecer as forças, as utopias e sonhos, no coração de Deus. Alimentar a própria fé com a oração diária. Aprender, na oração e na escuta da Palavra de Deus, a construir o Reino, com paciência e coragem.

9. Assumir a cruz – Viver a palavra de Jesus: “Quem quiser meu ser meu discípulo, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me” (Mc 8,34). Saber que na vida cristã não há outro caminho possível para percorrer. Saber que a missão nasce e cresce aos pés da cruz, que a persistência e a paciência são frutos de uma cruz aceita com alegria.

10. Ser coerente – Apoiar a própria credibilidade no testemunho de vida, até as últimas conseqüências. Seguir o exemplo de Jesus, que faz o que diz: “Eu, vosso Mestre e Senhor, vos lavei os pés; também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que, como eu vos fiz, assim façais também vós” (Jo 13,14-15).


Conteúdo da formação do Pe. Ronildo Aparecido da Rosa
CEBs - Diocese de São José dos Campos                                21 de fevereiro de 2010

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