terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Trem das CEBs continua nos trilhos...



Depois de um longo período de crise, as CEBs voltaram à pauta da CNBB e do episcopado. Sua presença no documento de Aparecida, na Missão Continental e, finalmente, na mensagem aprovada na Assembleia da CNBB, de 2010, são aspectos significativos, ganhando força no último Intereclesial, em Porto Velho, que contou com a presença de 50 bispos. Isto confirma que as CEBs não morreram, e que, mesmo num período de extrema fragilidade, elas não deixaram de existir. São esses mesmos documentos da Igreja que “apontam as CEBs como sinal de vitalidade para a Igreja, escolas de formação para os cristãos comprometidos com sua fé, discípulos e missionários do Senhor, como testemunhas da experiência das primeiras comunidades cristãs (At 2,42-47); comunidades que permitem chegar ao povo o conhecimento da Palavra de Deus e de seu compromisso social em nome do Evangelho; lugar do surgimento de novos serviços e ministérios na educação da fé em favor da vida na sociedade e na Igreja” (cf. DAp 178).
As CEBs seguem cheias de desafios: por uma espiritualidade nova, capaz de reconstruir o universo simbólico da nossa expressão religiosa; pela renovação das lideranças nas CEBs e a incorporação dos jovens; por uma relação ecumênica e de diálogo inter-religioso; por uma relação de parcerias com os movimentos sociais; por experiências ecológicas; pela aproximação com as novas redes virtuais de comunicação social; pela equidade nas relações de gênero, dentro da Igreja; pela formação e renovação do seu próprio quadro de assessoria e acompanhamento.
A caminhada das CEBs está presente na história da nossa Igreja, desde os anos 60, como sinal de esperança na diversidade de culturas e lutas de resistência. Delas emerge um povo teimoso na esperança, corajoso na profecia, destemido no testemunho, cuidadoso com a vida, e fiel ao Deus que caminha com os pobres e alimenta a esperança de um outro mundo possível. O maior desafio que se nos impõe é o de manter viva a memória desta caminhada, para confirmar as CEBs como voz profética do Reino de Deus em nossa história.

“Na vida das CEBs acolhemos com alegria o sorriso das crianças a coragem da juventude, a ousadia das lideranças, e as bandeiras erguidas; acolhemos o gosto à vida no sangue dos velhos e no pão da partilha dos pobres libertos”
(Pe. Reneu Zortea).

Fonte:texto base do 11º Estadual das CEBs  da Arquidiocese de Florianópolis




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