sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Primeira sexta-feira do mês, dia do Sagrado Coração de Jesus


Novena de Natal 2013 - 1º dia “A comunidade prepara o caminho”

1. PREPARANDO O AMBIENTE: Preparar a mesa com toalha colorida,
bíblia em destaque. Valorizar os símbolos da casa onde será realizado o
encontro. Vela ornamentada que deverá acompanhar os encontros. Uma
caixa ornamentada e papéis cortados para as intenções e pedidos. Caneta.


2. ORAÇÃO iNICIAL
Dirigente: Iniciemos nosso encontro recordando o sinal do batismo.
Todos: Em nome do e do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Dirigente: A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão
do Espírito Santo estejam sempre conosco!
Todos: Bendito seja Deus, porque ilumina as nossas vidas com a luz de
Jesus Cristo, seu Filho, a quem esperamos com toda a ternura do coração.
Amém!

CANTO DE ABERTURA.
- Vem, ó Deus da vida, vem nos ajudar! (bis)
Vem, não demores mais, vem nos libertar!(bis)
- Glória ao Pai e ao Filho e ao Santo Espírito! (bis)
Glória a Trindade Santa, glória ao Deus Bendito! (bis)
- De pé, vigilantes, lâmpadas nas mãos! (bis)
Ele já está bem perto, nossa Salvação! (bis)
- Aleluia, irmãs, aleluia irmãos! (bis)
Nosso Senhor vem vindo, a Deus louvação! (bis)

Leitor(a) 1: Deus de amor e de ternura, Senhor da vida e da história, nós
te louvamos e bendizemos, porque nos amaste desde toda a eternidade
e nos chamaste para fazer parte do teu povo escolhido. Pelo batismo,
nos convidaste a ser membros da Igreja, com a bonita missão de fazer
acontecer o Reino de Justiça e de Paz. Agradecemos por teu Projeto de
Salvação, revelado a nós em Jesus Cristo.

Leitor(a) 2: Neste tempo do Natal, fortalecidos pela oração, queremos nos
dedicar ao serviço, ao diálogo e ao anúncio, fermentando nossos ambientes
com a Palavra e o testemunho, promovendo a vida e a dignidade, com a
certeza de que estarás conosco, todos os dias e em todas as circunstâncias,
com a força do Espírito Santo, e de que nunca nos faltará a proteção terna
de Maria. Assim seja.

CANTO:
Nossa novena será abençoada, pois o Senhor vai derramar o seu amor.
Derrama, ó Senhor, derrama ó Senhor.
Derrama sobre nós o teu amor.
3. MOTIVAÇÃO.
Dirigente: Sejam todos e todas bem-vindos! É com muito carinho que
acolhemos a todos e todas, principalmente os que estão vindo hoje pela
primeira vez. Na alegria de estarmos unidos, vamos juntos, nos preparar
para acolher o Menino Jesus que nascerá no meio de nossas famílias.

Leitor(a) 1: No corre-corre do cotidiano nós nos esquecemos de parar e
refletir sobre as coisas que estão à nossa volta. Deixamos de observar o
colorido das flores, o cantar dos pássaros, o sorriso das crianças, as pessoas
que nos rodeiam. O Advento é tempo propício para fazermos uma parada e
refletirmos sobre os nossos projetos e sonhos. É neste espírito de retomada
dos projetos, ou seja, das energias, das motivações que refletiremos: “ O
que é Comunidade? O que é ser Igreja nas Bases?”

Leitor(a) 2: A origem da palavra “Comunidade” vem do Latim, “múnus”,
que quer dizer “dom”, presente; e de “cum”, que quer dizer “juntos”,
“com”. Portanto, dons juntos. Ao olharmos para a palavra já percebemos
o valor que ela possui.

Leitor(a) 3: A primeira Comunidade com quem temos contato é a família,
onde nos unimos pelos laços sanguíneos e afetivos. A família é o berço
onde construímos nossos relacionamentos. Se possuirmos uma família bem
estruturada, isso contribuirá significativamente para que possamos também
ter uma vida estruturada. Por isso, devemos nos esforçar para oferecer às
nossas crianças um ambiente favorável para seu desenvolvimento físico,
psíquico e espiritual.

Leitor(a) 4: Para os cristãos, a comunidade é o lugar da vivência comum de
nossa fé; é o lugar do serviço; da partilha dos dons; da escuta da Palavra
de Deus. O próprio Cristo nos recomenda a união, pois “onde dois ou mais
estiverem reunidos no meu nome, eu estarei no meio deles” (Mt 18,20).
“Igreja - Comunidade em estado permanente de missão”
Dia 2º Novena de Natal

4. OLHANDO A REALIDADE.
Leitor(a) 1: No antigo Israel, o clã, isto é, a família ampliada, a comunidade
era a base da convivência social. Garantia à posse da terra, a proteção,
a defesa, os relacionamentos, as tradições que davam identidade a uma
pessoa. Era a maneira concreta de o povo daquela época encarnar o amor
a Deus e ao próximo. Defender o clã era o mesmo que defender a Aliança
entre Deus e o povo.

Leitor(a) 2: Na época de Jesus, devido à política dos romanos e ao sistema
da religião oficial, a vida comunitária estava sendo desintegrada. Mais da
metade do orçamento familiar ia para os impostos, taxas, tributos, dízimos.
Tais políticas excedentes geravam doentes, famintos, marginalizados,
viúvas, órfãos, pobres, situação que levava as famílias a se fecharem em si
mesmas, sem exercer o dever comunitário.

Leitor(a) 3: A própria família de Jesus queria impedir que Ele se preocupasse
com os outros, queria levá-lo de volta para Nazaré. Jesus reage: “Quem
é minha mãe e meus irmãos? É todo aquele que faz a vontade do Pai
que está nos céus”(Mt 12,48-50). Jesus alarga a família, reconstrói o clã,
a comunidade. Evita que as famílias se fechem sobre si mesmas e assim
desintegrem a vida do clã, da Comunidade.

Leitor(a) 4: Jesus, sua mãe e todos os discípulos participam da festa de
casamento em Caná da Galileia. Aceita convites para almoçar e jantar nas
casas do povo: de Simão o leproso, de Simão o fariseu, de Marta e Maria...
Jesus envia os discípulos e discípulas para reconstruir o clã nas aldeias da
Galileia, nas quatro bases da vida comunitária: hospitalidade, partilha,
comunhão de mesa e acolhida aos excluídos.

5. HINO: Eu sou feliz é na Comunidade – cantado ou rezado.
http://www.youtube.com/watch?v=JKEjUxX7sIg
Eu sou feliz é na comunidade! Na comunidade eu sou feliz.
1. A nossa comunidade se reúne todo o dia / E a nossa comunidade se
transforma em alegria.
2. Nós cantamos um bendito, depois um pelo sinal / Uma lê o Evangelho e
todos vamos comentar.
3. Os pobres fizeram um plano; isto eles querem ganhar / Lutar pelos seus
direitos para vida melhorar.

6. ACOLHENDO A PALAVRA DE DE US.
Dirigente: O aspecto central da vida cristã é a unidade. Com efeito, a ação
de Deus em Jesus Cristo unifica toda a realidade. Os cristãos devem ser
exemplo vivo dessa unidade, que supera as divisões humanas.
Canto de acolhida à Palavra.
Ler pausadamente Efésios 4,1-6.
(Breve silêncio para que a Palavra nos toque o coração e a mente).


7. PARTILHA DA PALAVRA E DA REALIDADE .
a - Comente: Na vida de Comunidade não podemos caminhar sozinhos.
b - Como conseguir a unidade na diversidade?
c - Reler o versículo 3 e comentar.
8. GESTO CONCRETO.
Dirigente: Convidar o vizinho mais próximo, que ainda não participa da
Comunidade, a participar.(Recordar o gesto da novena).

9. A PALAVRA SE FAZ ORAÇÃO (Preces).
Dirigente: Senhor, vós que enviastes os discípulos e discípulas para reconstruir
o Clã nas aldeias da Galileia, ajudai-nos a renovar nossas comunidades, pelo
acolhimento e respeito à diversidade de dons, vos clamamos:
Todos: Vinde, Senhor, com vosso amor!
• Para que sejamos acolhedores para todos, sem distinção, como foi Maria
e José, e nos ensineis a exercitar a lição do perdão, para permanecermos
em paz convosco e com todos, clamamos:
• Para que nossas Comunidades amem muito a Deus e aos irmãos,
principalmente os mais necessitados, os doentes, desempregados,
sofredores e sejam amparados por Jesus e pela caridade fraterna, clamamos:
• Para que Deus ilumine nossas famílias a fim de que sejam verdadeiras
Comunidades centradas no amor e no respeito, clamamos:
Preces espontâneas... Pai Nosso... Ave Maria...

10. ORAÇÃO FINAL
Dirigente: Que o Deus que nos ama e nos quer bem, nos ilumine com o
advento do seu Filho, cuja vinda esperamos, derrame suas bênçãos sobre
nós, nossas famílias e que nos ajude a reconhecer seu Filho Jesus, no rosto
de nossos irmãos e irmãs e todas as crianças, muitas delas sem uma família.
Todos: Querido Menino Jesus, vinde dar vida em plenitude para cada um
de nós.

Dirigente: Favorecei, Senhor Jesus, os vossos filhos e filhas que pedem
humildemente a vossa bênção. Sede, Senhor, um refúgio para os que aqui
residem, companheiro dos que saem, hóspede com aqueles que entram.
Todos: Que a paz de Cristo reine em nossos corações e que a Palavra de
Cristo habite em nós, para que tudo o que fizermos em palavras e obras,
o façamos em nome do Senhor. Amém!
Abençoe-nos, Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
CANTO FINAL.
Fonte: livreto das CEBs diocese de SJC

Natal, não esqueça do aniversáriante.


DIA 6 DE DEZEMBRO - SEXTA-FEIRA

I SEMANA DO ADVENTO *
(ROXO, PREFÁCIO DO ADVENTO I – OFÍCIO DO DIA)

Antífona da entrada: O Senhor descerá com esplendor, para visitar o seu povo na paz e fazê-lo viver a vida eterna.
Oração do dia

Despertai, Senhor, vosso poder e vinde, para que vossa proteção afaste os perigos a que nossos pecados nos expõem e a vossa salvação nos liberte. Vós que sois Deus como Pai, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Isaías 29,17-24)

Leitura do livro do profeta Isaías. 
Assim fala o Senhor Deus: 29 17 "Acaso, dentro de mui pouco tempo, não será o Líbano convertido em vergel, e o vergel não passará por floresta?
18 Naquele tempo os surdos ouvirão as palavras de um livro; e, livres da obscuridade e das trevas, os olhos dos cegos verão.
19 Os humildes encontrarão cada vez mais ventura no Senhor e os homens mais pobres, graças ao Santo de Israel, estarão jubilosos.
20 Pois não haverá mais tiranos, já terá desaparecido o cético, e todos os que planejavam o mal serão exterminados;
21 os que, por uma palavra, acusam os outros; os que, à porta, procuram enganar o juiz e por um nada fazem o inocente perder sua causa".
22 Por isso eis o que disse o Senhor, o Deus da casa de Jacó, que resgatou Abraão: "Daqui em diante Jacó não será mais confundido, e seu rosto não mais empalidecerá,
23 porque, quando virem nele minha obra, bendirão o meu nome. Glorificarão o Santo de Jacó e temerão o Deus de Israel.
24 Os espíritos desencaminhados aprenderão sabedoria, e os que murmuravam receberão instrução".
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 26/27

O Senhor é minha luz e salvação.

O Senhor é minha luz e salvação;
de quem eu terei medo?
O Senhor é a proteção da minha vida;
perante quem eu tremerei?

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa,
e é só isto que eu desejo:
habitar no santuário do Senhor
por toda a minha vida;
saborear a suavidade do Senhor
e contempla-lo no seu templo.

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver
na terra dos viventes.
Espera no Senhor e tem coragem,
espera no Senhor!
Evangelho (Mateus 9,27-31)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis que virá o nosso Deus com poder e majestade,
E ele há de iluminar os olhos dos seus servos!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
9 27 Partindo Jesus dali, dois cegos o seguiram, gritando: "Filho de Davi, tem piedade de nós!"
28 Jesus entrou numa casa e os cegos aproximaram-se dele. Disse-lhes: "Credes que eu posso fazer isso?" "Sim, Senhor", responderam eles.
29 Então ele tocou-lhes nos olhos, dizendo: "Seja-vos feito segundo vossa fé".
30 No mesmo instante, os seus olhos se abriram. Recomendou-lhes Jesus em tom severo: "Vede que ninguém o saiba".
31 Mas apenas haviam saído, espalharam a sua fama por toda a região.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho

TEM COMPAIXÃO DE NÓS!
O milagre que beneficiou os dois cegos prenuncia a experiência dos discípulos do Reino, à espera do Senhor. Urge que o próprio Mestre lhes abra os olhos, de modo a poderem discernir sua presença na história humana. 
Ter os olhos abertos é sinal de libertação da tirania do egoísmo, que faz o ser humano centrar-se em si mesmo e ser incapaz de perceber a maravilhosa obra de Deus acontecendo a seu redor. Desfeitas as trevas do erro e do pecado, torna-se possível ao discípulo perceber a revelação divina em acontecimentos singelos, imperceptíveis ao olhar puramente humano. Sem perfeita visão espiritual fica-se impossibilitado de reconhecer o Senhor. 
A superação da cegueira começa quando o discípulo volta-se confiante para o Senhor, de quem implora compaixão. É a humildade de quem se reconhece carente da misericórdia divina. 
Outro pressuposto é a fé. Ela é, em última análise, o princípio de tudo. Porque crê em Jesus, o discípulo deseja ter "olhos" para vê-lo, quer ser curado de sua cegueira, predispõe-se a fazer tudo quanto for necessário para ver realizado o seu desejo, deixa-se tocar por Jesus e sabe aproveitar do encontro com ele. 
Jesus sempre está disposto a curar a cegueira de quem o desejar. Afinal, um dos sinais da presença do Messias na história humana, conforme os profetas anunciaram, consiste exatamente na restituição da vista aos cegos.

Oração
Pai, cura-me da cegueira que me impede de reconhecer a presença de tua salvação na minha vida, realizada pela ação misericordiosa de teu Filho Jesus.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Sobre as oferendas

Acolhei, ó Deus, com bondade nossas humildes preces e oferendas, e, como não podemos invocar os nossos méritos, venha em nosso socorro a vossa misericórdia. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Esperamos um salvador, o Senhor Jesus Cristo; ele transformará, segundo a sua condição gloriosa, a nossa humilde condição (Fl 3,20s).
Depois da comunhão

Alimentados pelo pão espiritual, nós vos suplicamos, ó Deus, que, pela participação nesta eucaristia, nos ensineis a julgar com sabedoria os valores terrenos e colocar nossas esperanças nos bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

MISSA VOTIVA

SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS 
BRANCO – MISSAL, PÁG. 382

Oração do dia: Senhor Deus, revesti-nos das virtudes do coração de vosso Filho e inflamai-nos com seu amor, para que, assemelhando-nos a ele, possamos participar da redenção eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas: Ó Deus, Pai de misericórdia, que na vossa imensa caridade nos destes o vosso Filho único, fazei que, formando com ele um só corpo, possamos oferecer-vos um culto digno de vós. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão: Tendo participado do vosso sacramento de amor, imploramos, ó Deus, que, conformados a Cristo na terra, nos associemos no céu à sua glória. Por Cristo, nosso Senhor.

Fonte domtotal

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

DIA 5 DE DEZEMBRO - QUINTA-FEIRA I SEMANA DO ADVENTO (ROXO, PREFÁCIO DO ADVENTO I – OFÍCIO DO DIA)



Antífona da entrada: Estais perto, Senhor, e todos os vossos caminhos são verdadeiros. Desde muito aprendi que vossa aliança foi estabelecida para sempre (Sl 118,151s).

Oração do dia

Despertai, ó Deus, o vosso poder e socorrei-nos com a vossa força, para que vossa misericórdia apresse a salvação que nossos pecados retardam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Isaías 26,1-6)

Leitura do livro do profeta Isaías.
26 1 Naquele tempo será cantado este cântico na terra de Judá: "Nós vimos uma cidade forte, em que se pôs por proteção muro e antemuro.
2 Abri as portas, deixai entrar um povo justo, que respeita a fidelidade,
3 que tem caráter firme e conserva a paz, porque tem confiança em vós.
4 Tende sempre confiança no Senhor, porque o Senhor é o rochedo perene.
5 Ele derrubou os que habitavam nas alturas e destruiu a cidade soberba; derrubou-a por terra e ao nível do chão a reduziu.
6 Ela é calcada aos pés pela plebe, sob os passos dos indigentes".
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 117/118

Bendito é aquele que vem vindo em nome do Senhor!

Daí graças ao Senhor, porque ele é bom!
“Eterna é a sua misericórdia!”
É melhor buscar refúgio no Senhor
Do que pôr no ser humano a esperança;
É melhor buscar refúgio no Senhor
do que contar com os poderosos deste mundo!”

Abri-me vós, abri-me as portas da justiça;
Quero entrar para dar graças ao Senhor!
“Sim, esta é a porta do Senhor,
Por ela só os justos entrarão”!
Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes
E vos tornastes para mim o Salvador!

“Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação;
Ó Senhor, dai-nos também prosperidade!”
Bendito seja, em nome do Senhor,
Aquele que em seus átrios vai entrando!
Desta casa do Senhor vos bendizemos.
Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!
Evangelho (Mateus 7,21.24-27)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Buscai o Senhor, vosso Deus, invocai-o enquanto está perto! (Is 55,6).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 21 "Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos céus, mas sim aquele que faz a vontade de meu Pai que está nos céus.
24 Aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as põe em prática é semelhante a um homem prudente, que edificou sua casa sobre a rocha.
25 Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela, porém, não caiu, porque estava edificada na rocha.
26 Mas aquele que ouve as minhas palavras e não as põe em prática é semelhante a um homem insensato, que construiu sua casa na areia.
27 Caiu a chuva, vieram as enchentes, sopraram os ventos e investiram contra aquela casa; ela caiu e grande foi a sua ruína”.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho

QUEM ENTRARÁ NO REINO?
O Messias Jesus detectou dois tipos de comportamento nos discípulos que aderiram a ele. Por isso é que os alertou a respeito da atitude correta de quem deseja entrar no Reino. Seria uma conduta equivocada limitar-se a dizer "Senhor, Senhor", como se isto significasse uma real adesão ao Reino. O equívoco consiste em contentar-se com um palavreado vazio, muito distante das exigências do Reino. Enquanto a boca fala uma coisa, a vida pauta-se por outros parâmetros. Esta incongruência é incompatível com o Reino.
A atitude correta consiste em assimilar os ensinamentos de Jesus, de maneira tão profunda que leva o discípulo a pautar por eles a sua ação. Isto corresponde a fazer a vontade do Pai, e deixar-se guiar por ele.
Estas duas atitudes foram ilustradas com a parábola das duas casas. Conduta equivocada é a daquele que constrói a casa sobre a areia, sem alicerces profundos. Já na primeira tempestade (os revezes da vida) ela desaba não restando nada de pé. Atitude correta é a daquele que constrói a sua casa sobre a rocha. Por mais forte que possa ser a tempestade, será incapaz de destruí-la, porque bem alicerçada.
A profundidade da experiência de encontro com o Messias Jesus revela-se na reação desencadeada na vida do discípulo. Entra no Reino quem se posicionar diante dele de maneira adequada, dispondo-se a fazer a vontade do Pai.

Oração
Pai, livra-me de reduzir minha adesão a Jesus a mero palavreado. Ajuda-me a transformar os ensinamentos dele em norma de vida. Assim estarei fazendo a tua vontade.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Sobre as oferendas

Recebei, ó Deus, estas oferendas que escolhemos entre os dons que nos destes, e o alimento que hoje concedeis à nossa devoção torne-se prêmio da redenção eterna. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Vivamos neste mundo com justiça e piedade, esperando a feliz esperança e o advento da glória de nosso grande Deus (Tt 2,12s).
Depois da comunhão

Aproveite-nos, ó Deus, a participação nos vossos mistérios. Fazei que eles nos ajudem a amar desde agora o que é do céu e, caminhando entre as coisas que passam, abraçar as que não passam. Por Cristo, nosso Senhor.
Fonte:dom total

Ladainha Dos Empobrecidos



Ave cheia de graça, ave cheia de amor,
Salve ó mãe de jesus. a ti nosso canto e nosso louvor

Mãe do criador – rogai
Mãe do salvador – rogai
Do libertador,rogai por nós
Mãe dos oprimidos – rogai
Mãe dos perseguidos – rogai
Dos desvalidos – rogai por nós


Mãe do bóia- fria, rogai
Causa da alegria, rogai
Mãe das mães Maria
Rogai por nós

Mãe dos humilhados, rogai
Dos martirizados, rogai
Marginalizados
Rogai por nós.

Mãe dos despejados, rogai
Dos abandonados rogai
Dos desempregados
Rogai por nós

Mãe dos pecadores
Rogai por nós
Dos agricultores rogai
Santos e doutores
Rogai por nós

Mãe do céu clemente, rogai
Mãe dos doentes, rogai
Domenor carente
Rogai por nós
Mãe dos operários, rogai
Dos presidiarios rogai
Dos sem salarios
Rogai por nós.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

DIA 4 DE DEZEMBRO - QUARTA-FEIRA I SEMANA DO ADVENTO * (ROXO, PREFÁCIO DO ADVENTO I – OFÍCIO DO DIA DA I SEMANA)



Antífona da entrada: O Senhor vai chegar, não tardará: há de iluminar o que as trevas ocultam e se manifestará a todos os povos (Hab 2,3; 1Cor 4,5).

Oração do dia

Senhor Deus, preparai os nossos corações com a força da vossa graça, para que, ao chegar o Cristo, vosso Filho, nos encontre dignos do banquete da vida eterna e ele mesmo nos sirva o alimento celeste. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Leitura (Isaías 25,6-10)

Leitura do livro do profeta Isaías
25 6 O Senhor dos exércitos preparou para todos os povos, nesse monte, um banquete de carnes gordas, um festim de vinhos velhos, de carnes gordas e medulosas, de vinhos velhos purificados.
7 Nesse monte tirará o véu que vela todos os povos, a cortina que recobre todas as nações,
8 e fará desaparecer a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e tirará de toda a terra o opróbrio que pesa sobre o seu povo, porque o Senhor o disse.
9 Naquele dia dirão: “Eis nosso Deus do qual esperamos nossa libertação. Congratulemo-nos, rejubilemo-nos por seu socorro”,
10 porque a mão do Senhor repousa neste monte, enquanto que Moab é pisada no seu lugar como pisada é a palha no monturo.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 23/22

Na casa do Senhor habitarei pelos tempos infinitos.

O Senhor é o pastor que me conduz;
Não me falta coisa alguma.
Pelos prados e campinas verdejantes
Ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha
E restaura as minhas forças.

Ele me guia no caminho mais seguro
Pela honra do seu nome.
Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,
Nenhum mal eu temerei.
Estais comigo com bastão e com cajado,
Eles me dão a segurança!

Preparais à minha frente uma mesa,
Bem à vista do inimigo
Com óleo vós ungis minha cabeça,
e o meu cálice transborda.

Felicidade e todo bem hão de seguir-me
Por toda a minha vida;
E, na casa do Senhor,
Habitarei pelos tempos infinitos.
Evangelho (Mateus 15,29-37)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis que o Senhor há de vir a fim de salvar o seu povo;
Felizes são todos aqueles que estão prontos para ir-lhe ao encontro.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, 15 29 Jesus saiu daquela região e voltou para perto do mar da Galiléia. Subiu a uma colina e sentou-se ali.
30 Então numerosa multidão aproximou-se dele, trazendo consigo mudos, cegos, coxos, aleijados e muitos outros enfermos. Puseram-nos aos seus pés e ele os curou,
31 de sorte que o povo estava admirado ante o espetáculo dos mudos que falavam, daqueles aleijados curados, de coxos que andavam, dos cegos que viam; e glorificavam ao Deus de Israel.
32 Jesus, porém, reuniu os seus discípulos e disse-lhes: “Tenho piedade esta multidão: eis que há três dias está perto de mim e não tem nada para comer. Não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho”.
33 Disseram-lhe os discípulos: “De que maneira procuraremos neste lugar deserto pão bastante para saciar tal multidão?”
34 Pergunta-lhes Jesus: “Quantos pães tendes?” “Sete, e alguns peixinhos”, responderam eles.
35 Mandou, então, a multidão assentar-se no chão,
36 tomou os sete pães e os peixes e abençoou-os. Depois os partiu e os deu aos discípulos, que os distribuíram à multidão.
37 Todos comeram e ficaram saciados, e, dos pedaços que restaram, encheram sete cestos.
Palavra da Salvação.
Comentário ao Evangelho

ACOLHIDOS PELO MESSIAS
Traço marcante da ação de Jesus foi a sua capacidade de acolher a todos. Os pobres e marginalizados foram os que melhor captaram esta predisposição do Messias. Houve quem o hostilizasse, o rejeitasse e assumisse contra ele postura de inimigo. Neste caso, jamais a iniciativa partiu do Mestre. Ele tinha consciência de ter sido enviado para a salvação de todos.
Os coxos, aleijados, cegos, mudos e toda sorte de gente flagelada por doenças e enfermidades, levados a Jesus para serem curados, retratam a imensa misericórdia contida de seu coração, e seu desejo de comunicá-la à humanidade sofredora. Por seu amor eficaz, os mudos começavam a falar, os aleijados, a sarar, os coxos, a andar, os cegos, a enxergar. Nenhuma necessidade humana passava-lhe despercebida. O Messias Jesus, apesar de sua condição de Filho de Deus, preocupava-se com os problemas materiais do povo, como foi o caso da falta de alimento para os que tinham vindo escutá-lo, numa região bastante afastada.
O episódio da multiplicação dos pães serviu-lhe para ensinar às multidões a lição da solidariedade e da partilha. Este, sem dúvida, foi seu milagre maior: eliminar o egoísmo presente no coração de seus ouvintes, e movê-los a colocar em comum o que cada um possuía para sua própria alimentação, de modo que todos pudessem ser igualmente saciados. Desta forma, a acolhida do Messias estava dando os seus primeiros frutos nos corações dos que o seguiam.

Oração
Pai, a acolhida que teu Filho Jesus me dispensa deve mudar profundamente o meu coração. Que eu seja transformado por ele e me torne mais disponível para ti.

(O comentário do Evangelho é feito pelo Pe. Jaldemir Vitório – Jesuíta, Doutor em Exegese Bíblica, Professor da FAJE – e disponibilizado neste Portal a cada mês).
Sobre as oferendas

Possamos, ó Pai, oferecer-vos sem cessar estes dons da nossa devoção, para que, ao celebrarmos o sacramento que nos destes, se realizem em nós as maravilhas da salvação. Por Cristo, nosso Senhor.
Antífona da comunhão: Eis que vem o Senhor com seu poder e iluminará os olhos de seus servos (Is 40,10; 34,5).
Depois da comunhão

Imploramos, ó Pai, vossa clemência, para que estes sacramentos nos purifiquem dos pecados e nos preparem para as festas que se aproximam. Por Cristo, nosso Senhor.

MEMÓRIA FACULTATIVA

SÃO JOÃO DAMASCENO
(BRANCO - OFÍCIO DA MEMÓRIA)

Oração do dia: Concedei-nos, ó Deus, encontrar apoio nas orações do presbítero são João Damasceno, para que a verdadeira fé, por ele ensinada de modo tão eminente, seja sempre nossa luz e nossa força. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.
Sobre as oferendas: Seja do vosso agrado, ó Pai, este sacrifício, celebrando na festa de são João Damasceno, e, seguindo seu exemplo, seja plena a nossa dedicação ao vosso louvor. Por Cristo, nosso Senhor.
Depois da comunhão: Ó Pai, instruí pelo Cristo mestre aos que saciastes com o Cristo que é pão da vida, para que, na festa de são João Damasceno, possamos aprender a verdade e vive-la com amor. Por Cristo, nosso Senhor.
Santo do Dia / Comemoração (SÃO JOÃO DAMASCENO):
João Damasceno é considerado o último dos santos Padres orientais da Igreja, antes que o Oriente se separasse definitivamente de Roma, no ano 1054. Uma das grandes figuras do cristianismo, não só da época em que viveu, mas de todos os tempos, especialmente pela obra teológica que nos legou. Seu nome de batismo era João Mansur. Nasceu no seio de uma família árabe cristã no ano 675, em Damasco, na Síria. Veio daí seu apelido "Damasceno" ou "de Damasco". Nessa época a cidade já estava dominada pelos árabes muçulmanos, que acabavam de conquistar, também, a Palestina. No início da ocupação, ainda se permitia alguma liberdade de culto e organização dos cristãos, dessa forma o convívio entre as duas religiões era até possível. A família dos Mansur ocupava altos postos no governo da cidade, sob a administração do califa muçulmano, espécie de prefeito árabe. Dessa maneira, na juventude, João, culto e brilhante, se tornou amigo do califa, que depois o nomeou seu conselheiro, com o título de grão-visir de Damasco. Mas como era, ao mesmo tempo, um cristão reto e intransigente com a verdadeira doutrina, logo preferiu se retirar na Palestina. Foi ordenado sacerdote e ingressou na comunidade religiosa de São Sabas, e desde então viveu na penitência, na solidão, no estudo das Sagradas Escrituras, dedicado à atividade literária e à pregação. Saía do convento apenas para pregar na igreja do Santo Sepulcro, para defender o rigor da doutrina. Suas homilias, depois, eram escritas e distribuídas para as mais diversas dioceses, o que o fez respeitado no meio do clero e do povo. Também a convite de João V, bispo de Jerusalém, participou, ao seu lado, no Concílio ecumênico de Nicéia, defendendo a posição da Igreja contra os hereges iconoclastas. O valor que passou para a Igreja foi através da santidade de vida, da humildade e da caridade, que fazia com que o povo já o venerasse como santo ainda em vida. Além disso, por sua obra escrita, sintetizando os cinco primeiros séculos de tentativas e esforços de sedimentação do cristianismo. Suas obras mais importantes são "A fonte da ciência", "A fé ortodoxa", "Sacra paralela" e "Orações sobre as imagens sagradas", onde defende o culto das imagens nas igrejas, contra o conceito dos iconoclastas. Por causa desse livro, João Damasceno foi muito perseguido e até preso pelos hereges. Até mesmo o califa foi induzido a acreditar que João Damasceno conspirava, junto com os cristãos, contra ele. Mandou prendê-lo a aplicar-lhe a lei muçulmana: sua mão direita foi decepada, para que não escrevesse mais. Mas pela fé e devoção que dedicava à Virgem Maria tanto rezou que a Mãe recolocou a mão no lugar e ele ficou curado. E foram inúmeras orações, hinos, poesias e homilias que dedicou, especialmente, a Nossa Senhora. Através de sua obra teológica foi ele quem deu início à teologia mariana. Morreu no ano 749, segundo a tradição, no Mosteiro de São Sabas. Tão importante foi sua contribuição para a Igreja que o papa Leão XIII o proclamou doutor da Igreja e os críticos e teólogos o declararam "são Tomás do Oriente". Sua celebração, no novo calendário litúrgico da Igreja, ocorre no dia 4 de dezembro.
Fonte: domtotal

De órfãos da pobreza a filhos adotivos da miséria


Por Chico de Gois*

Pelas ruas de Porto Príncipe, a cena é comum: meninas com tranças nos cabelos, meninos com material de baixo do braço, uniformes impecáveis, sapatos limpos, sorriso, algumas delas dentro dos tap-tap — o transporte coletivo utilizado na cidade. São os estudantes, um retrato que, para muitos, é a cara do Haiti, mesmo depois do terremoto de 12 de junho que matou cerca de 250 mil pessoas, segundo números das Nações Unidas, e deixou aproximadamente um milhão de desabrigados.

Mas há outra face do país, que não aparece nas ruas, e é motivo de tabu entre os haitianos. Atende pelo nome de rest avec vous, ou, como dizem por aqui, simplesmente rest’avec — “fique com você”.

São crianças entregues pelos pais biológicos a parentes ou vizinhos porque não conseguiam criá-las. Órfãos com pais e mães vivos, na maioria dos casos acabam se tornando escravos da nova família, e até mesmo objeto sexual.

No Haiti, estima-se que 80% da população estejam abaixo da linha de pobreza. Apesar disso, é incomum ver homens sem camisa pelas ruas ou crianças sem roupas.

Todos fazem questão de se vestir bem na medida do possível, inclusive com sapatos engraxados ou, quando não é possível, os haitianos costumam lavá-los ao deixarem as ruas de terra por onde andam. Mas para os rest’avec, não há nada disso.

O comum, para esses meninos e meninas, é vê-los sem roupa pelos acampamentos ou, no máximo, com uma camiseta, sem a parte de baixo.

Mesmo os muitos pequenos têm de trabalhar Como são considerados a “sobra” da sociedade, os rest’avec ficam com o que sobra — se isso acontecer. Desta maneira, numa sociedade machista, na qual o espancamento das mulheres é quase uma questão cultural, primeiro alimentam-se os homens, depois os filhos, as mulheres e, se restar alguma comida, os rest’avec.

São eles também que fazem todo o trabalho da casa — levantam mais cedo para buscar água em alguma bica, limpam, cuidam dos outros filhos, ajudam a carregar os alimentos doados. E não importa a idade.

Muitas dessas crianças são dadas a outras famílias com 3, 4 anos — e já têm de trabalhar.

No Haiti, a mortalidade infantil é de 58,7 por mil nascidos vivos — no Brasil, é de 21,86. A taxa de fertilidade é de 3,72 por mulher, enquanto no Brasil é de 2,19. Os homens abandonam as mulheres facilmente e, para elas, muitas vezes não resta saída a não ser doar o filho. A cultura da violência, aliás, chega até mesmo às escolas. Irmã Maria Aparecida Scatolin, uma paranaense há 13 anos no Haiti, conta que é comum professores baterem nos alunos.
Analfabetismo gritante
Os rest’avec apanham de chicote. Irmã Aparecida mantém desde 1999, com outras freiras, uma escola destinada só aos rest’avec. Atualmente, atende a 60 crianças. Para convencer os responsáveis a “emprestá-las” por um período, as freiras dão alimentos aos pais adotivos. Essas crianças e adolescentes, mesmo que quisessem, não seriam admitidas em outras escolas — depois dos 8 anos, elas não são mais aceitas na rede.

— Temos de trabalhar com as famílias e não apenas com as crianças. E, para isso, o incentivo tem de ser também com alimentos, e não apenas com palavras — descreve a religiosa.

A embaixatriz Roseana Kipman, que está no Haiti desde 2006, afirma que numa sociedade com poucas oportunidades para seus membros, são as famílias que escolhem quem estuda ou não. E os rest’avec, na maioria das vezes, são preteridos.

— As famílias escolhem quem julgam que tem mais possibilidade de ajudá-las mais tarde — disse ela.

A taxa de analfabetismo no Haiti é uma das maiores do mundo. Da população acima dos 15 anos, somente 52,9% são alfabetizados — no Brasil, esse percentual atinge 88,6%. Irmã Aparecida, acostumada a lidar com a tragédia diária do país onde vive, só lastima que depois do terremoto o número de rest’avec vá aumentar — e muito.

— Infelizmente, é o que vai acontecer. Afinal, muitos pais morreram...

O tenente-coronel Adriano de Souza Azevedo, responsável pela ação social desenvolvida pelo Exército brasileiro no Haiti, diz que a falta de carinho com as crianças é uma das coisas que mais chocam os militares.

— Quando chegamos a uma comunidade, sempre aparecem crianças para pegar na nossa mão e perguntar se não queremos ser o pai delas. É de cortar o coração.
Fonte:domtotal
http://www.youtube.com/watch?v=VmoxOCwjz_I

O Senhor vai chegar, não tardará: há de iluminar o que as trevas ocultam e se manifestará a todos os povos (Hab 2,3; 1Cor 4,5).


terça-feira, 3 de dezembro de 2013



03 de Dezembro - São Francisco Xavier


03 de Dezembro - São Francisco Xavier

                                                                                                                                   São Francisco Xavier1506-1552



A Igreja sempre se apoiou nos missionários para sua expansão no decorrer dos séculos. Primeiro foram os apóstolos que se espalharam pelo mundo após a ressurreição de Jesus. Durante o período do descobrimento, entre os séculos XV e XVI, o cristianismo encontrou nos missionários da Companhia de Jesus, os jesuítas, a forma de iniciar a evangelização nas Américas e no Oriente: Índia, Japão e China.

Francisco Xavier, considerado o maior dos missionários jesuítas, foi o fundador dessas missões no Oriente. Nasceu no reino de Navarra, Espanha, em 7 de abril de 1506. Era filho de uma família nobre, que havia projetado para ele um futuro de glória e riqueza no mundo, matriculando-o, com dezoito anos, na Universidade de Paris. Mas não foi no campo terreno que ele se sobressaiu e sim no espiritual. Francisco formou-se em filosofia e lecionava na mesma universidade, onde conheceu um aluno bem mais velho e de idéias objetivas e tudo mudou. Tratava-se do futuro santo Inácio de Loyola, fundador dos jesuítas.

Loyola sonhava formar uma companhia de apóstolos para a defesa e propagação do cristianismo no mundo. Viu em Francisco alguém capaz de ajudá-lo na empreitada e tentou conquistá-lo para a causa. Tarefa que se revelou nada fácil, por causa do orgulho e da ambição que Xavier tinha, projetadas em si por sua família. Loyola, enfim, convenceu-o com uma frase que lhe tocou a alma: "De que vale a um homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma?" (Mc 8, 36). Francisco tomou-a como lema e nunca mais a abandonou, nem ao seu autor, Jesus Cristo.

Os papéis se inverteram e Inácio passou a ser mestre de seu professor, ensinando-lhe o difícil caminho da humildade e dos exercícios espirituais. Francisco, por fim, se retirou por quarenta dias na solidão, preparando-se para receber a ordenação sacerdotal. Celebrou sua primeira missa com trinta e um anos e se tornou co-fundador da Companhia de Jesus. Passou, então, a cuidar dos doentes leprosos, doença de então, segregados pela sociedade. Com outros companheiros, fixou-se, em 1537, em Veneza, onde recolhia das ruas e tratava aqueles a quem ninguém tinha coragem de recolher.

Foi então que D. João III, rei de Portugal, pediu a Inácio de Loyola para organizar um grupo de sacerdotes que acompanhassem as expedições ao Oriente e depois evangelizassem as Índias. O grupo estava pronto e treinado quando um dos missionários adoeceu e Francisco Xavier decidiu tomar o seu lugar. O navio, com novecentos passageiros, entre eles Francisco Xavier, partiu de Lisboa com destino às Índias. Foi o início de uma viagem perigosíssima e cheia de transtornos, que demorou praticamente um ano. Durante todo esse tempo, Francisco trabalhou em todos os serviços mais humildes do navio. Era auxiliar de cozinha, faxineiro e enfermeiro. Finalmente, chegaram ao porto de Goa.

Desde então, Francisco Xavier realizou uma das missões mais árduas da Igreja Católica. Ia de aldeia em aldeia, evangelizava os nativos, batizava as crianças e os adultos. Reunia as aldeias em grupos, fundava comunidades eclesiais e deixava outro sacerdote para tocar a obra, enquanto investia em novas frentes apostólicas noutra região. Acabou saindo das Índias para pregar no Japão, além de ter feito algumas incursões clandestinas na China.

Numa delas, na ilha de Sacian, adoeceu e uma febre persistente o debilitou, levando-o à morte, em 3 de dezembro de 1552, com apenas quarenta e seis anos de idade. A Igreja o beatificou em 1619, canonizando-o em 1622. Celebrado no dia de sua morte, como exemplo do missionário moderno, são Francisco Xavier foi, com toda justiça, proclamado pela Igreja patrono das missões, e pelo trabalho tão significativo recebeu o apelido de "são Paulo do Oriente".
Fonte: Portal Paulinas

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Tu vens, Tu vens 

Na bruma leve das paixões 
Que vem de dentro 
Tu vens chegando 
Prá brincar no meu quintal 
No teu cavalo, peito nu 
Cabelo ao vento 
E o Sol quarando 
Nossas roupas no varal...(2x)

Tu vens, Tu vens 
Eu ja escuto os teus sinais 
Tu vens, Tu vens 
Eu ja escuto os teus sinais...

A voz do anjo 
Sussurou no meu ouvido 
Eu não duvido 
Já escuto os teus sinais 
Que tu virias 
Numa manhã de domingo 
Eu te anuncio 
Nos sinos das catedrais...

Tu vens, Tu vens 
Eu ja escuto os teus sinais 
Tu vens, Tu vens 
Eu ja escuto os teus sinais...

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! 
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! 
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! 
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!

Na bruma leve das paixões 
Que vem de dentro 
Tu vens chegando 
Prá brincar no meu quintal 
No teu cavalo, peito nu 
Cabelo ao vento 
E o Sol quarando 
Nossas roupas no varal...

Tu vens, Tu vens 
Eu ja escuto os teus sinais 
Tu vens, Tu vens 
Eu ja escuto os teus sinais...

A voz do anjo 
Sussurrou no meu ouvido 
Eu não duvido 
Já escuto os teus sinais 
Que tu virias 
Numa manhã de domingo 
Eu te anuncio 
Nos sinos das catedrais...

Tu vens, Tu vens 
Eu ja escuto os teus sinais 
Tu vens, Tu vens 
Eu ja escuto os teus sinais...

Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! 
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! 
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! 
Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah! Ah!

Revista Missões

Revista Missões

O tempo de Advento nos restitui o horizonte da esperança

02/12/2013 | Papa Francisco *
Iniciamos hoje, Primeiro Domingo do Advento, um novo ano litúrgico, isso é, um novo caminho do Povo de Deus com Jesus Cristo, o nosso Pastor, que nos guia na história para o cumprimento do Reino de Deus. Por isto, este dia tem um encanto especial, nos faz experimentar um sentimento profundo do sentido da história. Redescobrimos a beleza de estar todos em caminho: a Igreja, com a sua vocação e missão, e toda a humanidade, os povos, as culturas, todos em caminho pelos caminhos do tempo.
Mas em caminho para onde? Há uma meta comum? E qual é esta meta? O Senhor nos responde através do profeta Isaías, e diz assim: "No fim dos tempos acontecerá/ que o monte da casa do Senhor/ estará colocado à frente das montanhas/ e dominará as colinas./ Para aí correrão todas as gentes,/ e os povos virão em multidão:/ "Vinde, dirão eles, subamos à montanha do Senhor,/ à casa do Deus de Jacó:/ ele nos ensinará seus caminhos,/ e nós trilharemos as suas veredas"" (2, 2-3). Isto é aquilo que nos diz Isaías sobre a meta para onde vamos. É uma peregrinação universal para uma meta comum, que no Antigo Testamento é Jerusalém, onde surge o templo do Senhor, porque dali, de Jerusalém, veio a revelação da face de Deus e da sua lei. A revelação encontrou em Jesus Cristo o seu cumprimento, e o "templo do Senhor" tornou-se Ele mesmo, o Verbo feito carne: é Ele o guia e junto à meta da nossa peregrinação, da peregrinação de todo o Povo de Deus; e à sua luz também outros povos possam caminhar rumo ao Reino da justiça, rumo ao Reino da paz. Diz ainda o profeta: "De suas espadas forjarão relhas de arados,/ e de suas lanças, foices./ Uma nação não levantará a espada contra a outra,/ e não se arrastarão mais para a guerra" (2, 4). Permito-me repetir isto que nos diz o Profeta, escutem bem: "De suas espadas forjarão relhas de arados,/ e de suas lanças, foices./ Uma nação não levantará a espada contra a outra,/ e não se arrastarão mais para a guerra". Mas quando acontecerá isto? Que belo dia será, no qual as armas serão desmontadas, para se transformar em instrumentos de trabalho! Que belo dia será aquele! Que belo dia será aquele! E isto é possível! Apostemos na esperança, na esperança da paz, e será possível!
Este caminho não está nunca concluído. Como na vida de cada um de nós, há sempre necessidade de começar de novo, de levantar-se, de reencontrar o sentido da meta da própria existência, assim, para a grande família humana é necessário renovar sempre o horizonte comum rumo ao qual somos encaminhados. O horizonte da esperança! Este é o horizonte para fazer um bom caminho. O tempo do Advento, que hoje começamos de novo, nos restitui o horizonte da esperança, uma esperança que não desilude porque é fundada na Palavra de Deus. Uma esperança que não desilude, simplesmente porque o Senhor não desilude nunca! Ele é fiel! Ele não desilude! Pensemos e sintamos esta beleza.
O modelo desta atitude espiritual, deste modo de ser e de caminhar na vida é a Virgem Maria. Uma simples moça do campo, que leva no coração toda a esperança de Deus! Em seu ventre, a esperança de Deus tomou carne, fez-se homem, fez-se história: Jesus Cristo. O seu Magnificat é o cântico do Povo de Deus em caminho, e de todos os homens e mulheres que esperam em Deus, no poder da sua misericórdia. Deixemo-nos guiar por ela, que é mãe, é mãe e sabe como guiar-nos. Deixemo-nos guiar por ela neste tempo de espera e de vigilância ativa.
A todos desejo um bom início de Advento.
* Palavras proferidas durante a Oração do Angelus do dia 1 de dezembro de 2013.
Fonte: www.zenit.org.br